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Davranışsal İktisat Çerçevesinde Piyasa Aksaklıkları ve Kötüleşen Geçiş Maliyetleri

Belgede REKABET KURULU KARARI (sayfa 136-144)

BİLGİLERİNİZE ARZ EDERİM

I.5. Sektörel Çerçeve

I.5.5. Elektrik Piyasasındaki Aksaklıklar

I.5.5.1. Davranışsal İktisat Çerçevesinde Piyasa Aksaklıkları ve Kötüleşen Geçiş Maliyetleri

A produção de dados foi dividida em duas fases (pré e pós-desenvolvimento das oficinas). A primeira fase foi subdividida em três etapas – aplicação do questionário sobre qualidade de vida (QV), entrevista semiestruturada e observação do contexto da pesquisa com registro em um diário de campo.

Os dados sobre QV foram coletados por meio de um questionário WHOQOL-Bref (ANEXO A), instrumento testado e validado em várias culturas, sob a coordenação do WHOQOL Group, da Organização Mundial de Saúde. Esse instrumento é composto por 26 questões focalizando quatro domínios – físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente.

A entrevista teve roteiro semiestruturado, contendo perguntas que atenderam aos objetivos da pesquisa (APÊNDICES E). Esse tipo de entrevista parte de tópicos relacionados ao tema da pesquisa. À medida que a interação progride, o diálogo vai sendo aprofundado e focalizado, de acordo com o que se está pesquisando. Tal modalidade de entrevista possibilita investigar um tema na sua máxima horizontalidade, verticalidade e profundidade, pois poderá desvendar como ocorrem certos fenômenos (TRENTINI; PAIM, 1999).

Também foi utilizada a observação, com um roteiro estruturado (APÊNDICE D). A observação constitui a parte fundamental da pesquisa de campo, pela propriedade que possui de captar uma variedade de fenômenos de uma situação social, os quais não podem ser obtidos unicamente por meio de entrevistas. O observador capta uma situação social de maneira consciente e com propósito determinado, isto é, percebe com detalhes a ocorrência e a maneira como sucedem os fenômenos (TRENTINI; PAIM, 1999). Foram ao todo 4 visita a clínica para realizar apenas a observação, sendo realizada duas vezes por semana.

As entrevistas foram gravadas, com a permissão dos participantes da pesquisa, e os dados coletados por meio da observação foram registrados em um diário de campo.

Após a realização das três etapas foram iniciadas as oficinas de trabalho, aqui denominadas de grupo de expressão, com o grupo que participou da pesquisa, respeitando-se os critérios de inclusão.

A escolha da abordagem grupal foi feita baseada na característica potenciliadora do tratamento em grupo. Neste sentido Maximino (2001) remete-se a capacidade “provocadora” da atividade grupal que produz um campo intermediário, onde a produção desse grupo pode se materializar, numa conexão do pessoal e do ambiental. Assim, a voz, os sons e os estímulos visuais, constituem-se nessa materialidade.

No grupo de expressão, assim denominado na unidade, o campo intermediário é materializado principalmente pelas oficinas vivenciais.

A oficina é compreendida por Araújo, Almeida e Espírito Santo (2005) como algo que pressume intuitivamente ser um lugar onde acontecem transações pessoais e onde se verificam grandes transformações nas formas de sentir, ver, perceber a realidade e refletir esse espaço como um lugar de vida.

Portanto, a oficina é uma proposta de trabalho que utiliza o corpo como instrumento de ação, relação e pensamento, podendo permitir à pessoa tomar consciência de si, na medida em que se relaciona com o outro, com os objetos e com o meio ao redor.

No grupo de expressão estão organizadas as técnicas que ajudam à descrição da experiência e a expressão de pensamentos e sentimentos sobre ela (MAXIMINO, 2001). Nesse grupo pode ser desenvolvidas as seguintes técnicas: usar o silêncio; ouvir reflexivamente; verbalizar aceitação; verbalizar interesse; usar frases incompletas; fazer pergunta; desenvolver a pergunta feita; usar frases descritivas; manter o paciente no mesmo assunto; permitir ao paciente que escolha o assunto; colocar em foco a ideia principal; verbalizar dúvidas; estimular expressão de sentimentos subjacentes.

O grupo pesquisado foi constituído por adolescentes que dialisavam na segunda, quarta e sexta-feira no 2º turno (das 11 às 15 horas); sendo escolhido para desenvolver as oficinas de produção durante as sessões de hemodiálise por serem os dias e horário que possuem o maior número de adolescentes dialisando no mesmo período.

Os encontros foram programados para começar uma hora após o início da sessão de diálise, de forma que também fossem finalizados antes do término do tratamento hemodialítico. O horário escolhido para a realização das oficinas levou em consideração as alterações fisiológicas e comportamentais ou intercorrências próprias do processo de diálise, as quais podiam interferir ou impossibilitar o desenvolvimento das mesmas.

Foi realizado um encontro por semana, durante dois meses, num total de oito, sob coordenação da pesquisadora, com a colaboração de outra pessoa, uma acadêmica de enfermagem, que foi treinada para a coleta. A coordenadora tinha a função de conduzir o grupo para as atividades propostas, realizando as devidas orientações, e a colaboradora realizava os registros no diário de campo, conforme o roteiro descrito no Apêndice G.

No primeiro encontro com o grupo foi realizada apresentação dos membros para possibilitar aproximação, conhecer disponibilidade dos participantes, e escolher com os adolescentes o tema que seria trabalhado no próximo encontro, totalizando oito temáticas trabalhadas.

Cada encontro do grupo foi dividido em três momentos distintos, correspondendo ao começo, meio e fim da oficina, assim planejado: técnica de aquecimento (início); desenvolvimento (apresentação do tema pela moderadora, construção individual e partilha) e avaliação (SOUZA, 2011). Foi elaborado um diário individual – fichário (APÊNDICE H) para que cada adolescente registrasse, na entrada e saída de cada encontro, como eles estavam se sentindo. Esses registros foram baseados em três figuras representativas do estado emocional (um rosto alegre, um rosto triste e outro indiferente); eles responderam perguntas (previamente elaboradas) e estas produções eram anexadas no fichário.

Ao término de cada encontro eram solicitadas aos adolescentes sugestões de temas para o próximo encontro, sendo escolhido aquele de maior interesse para o grupo.

Na pesquisa convergente-assistencial o tema deve emergir dos participantes do estudo e do cotidiano que estão inseridos, portanto, estará associado à situação do problema da prática. É escolhido a partir de problemas observados pelas pessoas atuantes na situação (TRENTINI; PAIM, 1999).

Para realizar o trabalho nas oficinas foram disponibilizados vários tipos de materiais e estratégias que favoreceram a expressão de pensamentos e sentimentos dos adolescentes relacionados com a vivência dos mesmos na condição de renais crônicos. Os materiais disponibilizados foram: papel, revistas, cola, lápis, canetas, giz de cera, tintas e pincéis; massa de modelar; jogos de associações de ideias, músicas. Foi empregada, como estratégia metodológica para os trabalhos nas oficinas, a representação gráfica ou imaginária por meio de desenhos produzidos individualmente, jogos de associações de ideias, utilização de músicas, contos, sendo as manifestações (comportamento, participação, interação) registradas no diário de campo e fichário individual.

A produção de cada encontro era arquivada em um fichário individual, onde cada adolescente pôde escolher a cor da sua pasta (Adolescente 1 – rosa, A2 –verde, A3 – vermelho, A4 – branco, A5 – azul, A6 – lilás, A7 – amarelo, A8 – laranja), sendo também realizados registros no diário de campo por meio de um roteiro estruturado (Apêndice G). Neste estudo, os processos de assistência e pesquisa foram articulados pela utilização da técnica de discussão em pequeno grupo, de acordo com a pesquisa convergente assistencial (PCA).

As oficinas foram realizadas durante a sessão de diálise, aproveitando-se o tempo de tratamento e permanência dos adolescentes no serviço (média de 4 horas/sessão). A escolha desse momento tem relação com o próprio objetivo do estudo, onde se propõe a aplicação de uma tecnologia leve para uma clientela especial e com necessidades específicas. Desse modo,

tanto facilitou o desenvolvimento das oficinas, como também foi aproveitado esse espaço para realizar essas ações, de forma a atender o objetivo do estudo e a viabilizar a aplicabilidade das medidas implementadas nesta pesquisa-ação.

Após a realização dos oito encontros, e para a avaliação da intervenção desenvolvida, foram aplicadas duas técnicas de coleta de dados: o questionário sobre QV (Whoqol – bref) e a entrevista (APÊNDICE F), conforme disponibilidade dos participantes. Encerrando-se esta fase do processo de pesquisa.

A aplicação do questionário sobre QV e a entrevista foram realizados, novamente, após o desenvolvimento das oficinas, para que fosse possível fazer um comparativo e identificar as contribuições das medidas implementadas, conforme o objetivo proposto.

Para melhor compreensão do processo de pesquisa foi construído o Diagrama apresentado na Figura 1.

Figura 1 – Diagrama do processo de produção dos dados de pesquisa

Produção de dados de cada encontro

1 – Aplicação da ficha de

avaliação abordando “Como estou chegando...”

2 - Observação dos aspectos: - Participação

- Interação com o grupo -Manifestação de sentimentos - Apresentação pessoal

3 - Relato sobre a tecnologia aplicada:

- Construção - Socialização - Avaliação

4 – Aplicação da ficha de

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