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Mycobacterium spp. de crescimento rápido (MCR) são patógenos oportunistas associados às infecções pós-operatórias, que estão presentes no meio ambiente, água e solo.

As infecções causadas por Mycobacterium spp. acometem diversos tecidos, sendo os mais frequentes pele e o tecido subcutâneo, onde o quadro clínico apresenta lesões supurativas, com abscessos piogênicos e intensa reação inflamatória. Geralmente essas infecções estão associadas a procedimentos cirúrgicos, como cirurgia plástica, cirurgia vídeo-endoscópicas, mesoterapia entre outros (HINRICHSEN, 2007).

A infecção por Mycobacterium spp. de crescimento rápido em cirurgias de mastoplastia de aumento é considerada preocupante entre os cirurgiões, apesar de ter uma incidência baixa, entre 1 e 3% dos casos, necessitando de terapia agressiva com antibióticos pela gravidade que apresentam, e por geralmente ser resistentes aos antimicrobianos usuais, mas apresentam sensibilidade a outros antimicrobianos como a amicacina e fluorquinolonas.

As infecções após mastoplastia de aumento em geral estão relacionadas ao procedimento cirúrgico aliado às condições clínicas da paciente. As infecções agudas ocorrem no primeiro mês de colocação do implante, com sintomas de febre, eritema marcado e dor no local. Já as infecções tardias ocorrem meses ou até anos após a cirurgia e são mais raras.

A profilaxia é de suma importância na redução do impacto das infecções dentro da cirurgia plástica, principalmente de mastoplastia de aumento. Seguir as normas de antissepsia e manipulação de instrumentos cirúrgicos, no pré, trans e pós-operatório são as melhores formas de prevenção. Saber identificar e tratar Mycobacterium spp. é fundamental para resolução dos quadros infecciosos e diminuição de sequelas nas pacientes, além de serem essenciais para evitar surtos de infecção.

Já o tratamento para este tipo de infecção inclui a administração de mais de uma droga, para que se evite o aparecimento de isolados mais resistentes. Alguns casos de infecção causados pelas espécies M. fortuitum, M. abscessus e M. chelonae apresentam regressão espontânea ou regridem após o desbridamento cirúrgico.

No decorrer da pesquisa, pôde-se concluir que com o avanço da tecnologia, novos antimicrobianos foram desenvolvidos, os já utilizados foram aperfeiçoados e os tratamentos de doenças se tornaram altamente complexos, o que fez com que as bactérias se tornassem cada vez mais resistentes; tornando-se um grande desafio na prevenção e cura destas infecções. Este quadro deixa evidente a necessidade de adoção de condutas de biossegurança pelos profissionais de saúde, para que sejam prevenidos e/ou diminuídos os índices de veiculação desses micro-organismos.

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