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1. TÜRKİYE’DEKİ DIŞ TİCARET SERMAYE ŞİRKETLERİ

1.5. Dış Ticaret Sermaye Şirketlerinin Temel Fonksiyonları

1.5.1. Dış Ticarette Aracılık Faaliyetleri

Englobados por um contexto muito mais amplo, valores de uma cultura interferem na microsociedade organizacional, influenciando diretamente em sua cultura particular, ou seja, a Cultura Organizacional.

Analisar essa influencia de cultura externa sob a cultura interna permite conhecer os parâmetros macro sociais que decorrerão na adaptação do micro ambiente organizacional e sua adaptabilidade.

Conforme tratado na abordagem da Cultura Organizacional, ela sofre uma “pressão” vinculada ao que é tido como valores de uma cultura local ou regional e é exatamente esta influência que implica na existência da Responsabilidade Social nas organizações.

Ashley (2002, p.18) explica que:

As organizações não ocorrem em um vácuo nem são completamente objetivas e imparciais: há sempre um contexto que as influencia, tornando a administração culturalmente condicionada e sujeita aos valores, princípios e tradições da sociedade em que se insere.

Em alguns países como Estados Unidos e Reino Unido a prática da Responsabilidade Social é mais antiga e decorre de uma exigência dos públicos que interagem com as organizações, que portanto, passam a cobrar delas uma postura de valores assumidos pela comunidade.

Analisando a história brasileira e o contexto atual, temos um cenário formado por uma sociedade solidária e que cada vez mais se preocupa e se mobiliza em prol das

ações sociais, tentando de alguma maneira amenizar o abismo social existente entre os opostos das camadas sociais.

As empresas criam um novo paradigma, onde além do retorno financeiro, é visados também o retorno social que uma organização acumula (Srour: 1998) e este retorno colabora no desenvolvimento social e organizacional, beneficiando ambos.

Neste sentido o valor que é criado com as ações sociais é reflexos de um compromisso social da organização em resposta ao estimulo de exigência que a comunidade em que está inserida suscita, significa a presença dos valores culturais, que Ashley (2002) entende como sendo aqueles que de forma consciente ou não, imprimem sentido às práticas, pensamentos e comportamentos das pessoas. Em outras palavras, a cultura.

Esta peculiaridade que a cultura aufere a cada comunidade faz com que a Responsabilidade Social seja desenvolvida baseando-se nas características daquele determinado grupo social no qual ela se localiza, definindo-lhe forma compatível aos valores assumidos pela sua comunidade.

Vale recuperar o exemplo citado por Pereira (2004) sobre organizações multinacionais que se instalam em um determinado país e sofre com a incompatibilidade de valores. Fica bastante claro que a cultura nacional de um país, assim como os traços culturais da localidade onde se instala, serão mais acentuados e deverão ser respeitados para que haja ma harmonia nas relações que serão estabelecidas com seus públicos.

O que apresentamos aqui é o fortalecimento de que o valor que uma organização assume, não é infundado ou simplesmente criado dentro da concepção da direção de uma organização, os valores são estabelecidos diante da interação da organização com o fator humano presente não só interna, como externamente.

Por isso, entender que a Responsabilidade Social é sim um valor, representa e caracteriza-se pela sua firmação como valor de um grupo social ao qual pertence a organização. Da relação criada no âmbito organizacional, a identidade de uma empresa que se baliza nos valores de contribuição às questões sociais da comunidade, demandará no assumir destes valores como uma prática cultural da organização, logo, um valor presente da Cultura Organizacional.

Esta perspectiva da formação de valor através da Responsabilidade Social e sua incorporação na cultura de uma organização está sempre voltada não às decisões do alto escalão de uma organização, mas principalmente naqueles que formam o conjunto organizacional e que lhe atribuem uma identidade, nas palavras de Ashley (2002: p. 56):

Geralmente, quando se fala em Cultura Organizacional, pensa-se nos valores que os altos escalões de uma organização consideram com os mais importantes em suas formas de gestão, e não, como indicaria uma interpretação mais antropológica do termo, naqueles que realmente existem e que estão subjacentes à identidade da organização e a seus modos de atuação e administração.

No bojo ao qual se busca a compreensão dos valores de Responsabilidade Social, também se vêem preocupações com o fenômeno cultural nas organizações, já que a presença de uma postura voltada ao bem-estar social implica e se relaciona intrinsecamente com o fator cultural, presente dentro e fora da organização. A partir daí, a Responsabilidade Social como um valor é trabalhada pela ótica cultural pela qual são estabelecidas as relações entre organização e seus públicos.

Para Ashley (ibidem):

O conceito de cultura organizacional leva a pensar nos valores subjacentes às práticas de gestão e às atividades de uma organização, e uma ênfase no sentido mais antropológico do termo mostra que qualquer atividade de uma empresa acontece a partir do contexto cultural em que se insere, pois ele engloba a organização.

Para a presença de uma cultura voltada para a Responsabilidade Social

concorrem diversos fatores que vem sendo desenvolvidos ao longo deste capítulo, mas podemos destacar que envolve necessariamente um conjunto que integra a presença de uma sociedade formada por consumidores mais conscientes do seu papel nas relações de consumo, uma sociedade que em transição global passa a cobrar valores organizacionais que lhes são também relevantes, uma identidade cultural da

organização na qual estão presentes os traços de apoio aos interesses sociais e a postura organizacional, refletida em sua cultura, na qual também se faz presente este valor.

Mas a prática da Responsabilidade Social não vincula somente o benefício que é trazido às entidades do terceiro setor, mas como apresentado anteriormente, representa também um retorno organizacional.

Quando uma organização assume valores de Responsabilidade Social está por conseqüência incorporando valores que agregam à imagem institucional da organização, portanto, conferindo-lhe maior prestigio entre seus públicos, mais que prestigio, o vínculo dos valores de Responsabilidade Social à marca trazem uma vantagem competitiva, um diferencial de mercado que pode e deve pesar na decisão do consumidor.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Ethos de Responsabilidade Social, citada por Ashley (2002, p. 17), evidencia o valor de Responsabilidade Social como um peso decisivo na escolha do consumidor, segundo a pesquisa, “31% dos consumidores brasileiros prestigiaram ou puniram uma empresa com base em sua conduta social”, a mesma pesquisa com um público considerado líder de opinião, esse índice chegou a 50%. A pesquisa demonstra comprovação cientifica sobre o efeito de identificação que os valores e Responsabilidade Social exercem sobre o consumidor, ou seja, como eles são considerados compatíveis cm as exigências pessoais do consumidor.

O valor que a Responsabilidade Social representa para a sociedade passa a ser indiscutível, porém, outras questões entram em abordagem. Como discussão atual da área, existe a preocupação em avaliar particularmente cada caso organizacional a respeito da sua postura frente à Responsabilidade Social, se esta é assumida e incorporada realmente como um valor para a organização.

Esta dúvida sobre a presença os valores de Responsabilidade Social na organização pode receber a contribuição da pesquisa de Cultura Organizacional, que pode identificar no ambiente organizacional através da leitura de sua cultura, até que ponto os valores de Responsabilidade Social são incorporados pelos funcionários.

Neste caso não é possível estabelecer dados abrangentes sobre um contexto atual, cabendo a abertura de pesquisas que englobem a identificação da Responsabilidade Social por meio da abordagem da Cultura Organizacional.

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS PARA A CONSTRUÇÃO DO