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Nas figuras 9, 10, 11, 12 e 13 são encontrados os difratogramas das concreções de raios X, após tratamento para concentração dos óxidos de ferro e nas figuras 14, 15, 16, 17 e 18 estão os difratogramas das concreções após remoção dos óxidos de ferro.

As concreções nos perfis estudados apresentam-se mineralogicamente semelhantes. Dentre o grupo dos filossilicatos, o único mineral encontrado foi a caulinita. Os principais minerais do grupo dos óxidos de ferro encontrados nos três tipos de concreções foram Hematita (Hm) e Goethita (Gt). Os principais minerais representantes do grupo do titânio foram Anatásio (An) e Rutilo (Ru). O Quartzo (Qz) também foi encontrado como constituinte das concreções do tipo C1, C2 e C3.

A presença destes minerais nas concreções confirma que estes são os principais constituintes das concreções estudadas, o que concorda com vários resultados encontrados na literatura (DIXON E UZOCHUKWE, 1986; SANZ et al , 1996; ZANG E KARATHANASIS, 1997; LATRILLE et al., 2001; OLIVEIRA, 2001; FENG, 2010)

Fontes, Resende e Ribeiro (1985) estudando concreções na Chapada do Apodi – RN, identificaram goethita, caulinita e quartzo em um perfil de Latossolo e no perfil do Cambissolo foi encontrada goethita e quartzo. A ausência de hematita nas concreções estudadas pelo referido autor sugere uma gênese diferenciada para estas concreções quando comparadas com as do presente trabalho, visto que os óxidos de ferro presentes no solo e nas concreções refletem o ambiente anterior e atual de formação destes.

A presença de hematita nas concreções indica a existência de condições muito oxidantes no passado, que foram suficientes para permitir a formação deste mineral no solo e posteriormente como componente das concreções. No entanto, ciclos de redução foram suficientes para permitir uma desorganização estrutural da hematita com uma reogarnização estrutural em goethita. Apesar destes ciclos de oxidação e redução no ambiente, boa parte da hematita presente no solo foi preservada, favorecendo sua incorporação durante a segregação dos óxidos de ferro na formação das concreções.

Provalvemente no último grande período úmido ao qual os solos da Chapada do Apodi foram submetidos, estas condições de umidade favoreceram a desorganização estrutural da hematita com posterior formação de goethita.

Figura 9 – Difratogramas de raios – X das concreções de ferro, após concentração de óxidos de ferro do perfil P1, horizonte Bic (Qz - Quartzo, Gt – Goethita, Hm – Hematita, Ru – Rutilo). (A sigla do mineral é seguida pelo espaçamento basal em Ângstron (Å).

Fonte: O autor.

Figura 10 – Difratogramas de raios – X das concreções de ferro, após concentração de óxidos de ferro do perfil P2, horizonte Bi. (Qz - Quartzo, Gt – Goethita, Hm – Hematita, Ru – Rutilo). (A sigla do mineral é seguida pelo espaçamento basal em Ângstron (Å).

Figura 11 – Difratogramas de raios – X das concreções de ferro, após concentração de óxidos de ferro do perfil P3, horizonte Bt. (Qz - Quartzo, Gt – Goethita, Hm – Hematita, Ru – Rutilo). (A sigla do mineral é seguida pelo espaçamento basal em Ângstron (Å).

Fonte: O autor.

Figura 12 – Difratogramas de raios – X das concreções de ferro, após concentração de óxidos de ferro do perfil P4, horizonte Bi. (Qz - Quartzo, Gt – Goethita, Hm – Hematita, Ru – Rutilo, An - Anatásio). (A sigla do mineral é seguida pelo espaçamento basal em Ângstron (Å).

Figura 13 – Difratogramas de raios – X das concreções de ferro, após concentração de óxidos de ferro do perfil P5, horizonte Bw. (Qz - Quartzo, Gt – Goethita, Hm – Hematita, An – Anatásio). (A sigla do mineral é seguida pelo espaçamento basal em Ângstron (Å).

Fonte: O autor.

Figura 14 – Difratograma de raios – X das concreções do horizonte Bi do perfil 01, após remoção dos óxidos de ferro. (Qz - Quartzo, Ct – Caulinita). (A sigla do mineral é seguida pelo espaçamento basal em Ângstron (Å).

Figura 15 – Difratograma de raios – X das concreções do horizonte Bi do perfil 02, após remoção dos óxidos de ferro. (Qz - Quartzo, Ct – Caulinita). (A sigla do mineral é seguida pelo espaçamento basal em Ângstron (Å).

Fonte: O autor.

Figura 16 – Difratograma de raios – X das concreções do horizonte Bt do perfil 03, após remoção dos óxidos de ferro. (Qz - Quartzo, Ct – Caulinita, Gt - Goethita). (A sigla do mineral é seguida pelo espaçamento basal em Ângstron (Å).

Figura 17 – Difratograma de raios – X das concreções do horizonte Bi do perfil 04, após remoção dos óxidos de ferro. (Qz - Quartzo, Ct – Caulinita). (A sigla do mineral é seguida pelo espaçamento basal em Ângstron (Å).

Fonte: O autor.

Figura 18 – Difratograma de raios – X das concreções do horizonte Bw do perfil 05, após remoção dos óxidos de ferro. (Qz - Quartzo, Ct – Caulinita). (A sigla do mineral é seguida pelo espaçamento basal em Ângstron (Å).

4.2.4 Micromorfologia dos nódulos e concreções

Pode-se observar de maneira geral a presença de nódulos típicos com uma fábrica interna indiferenciada; nódulos tipo concêntricos com uma estrutura interna com forma de anéis circulares e nódulos do tipo nucleico com uma estrutura interna formada por grãos de rocha, mineral ou outros nódulos (Bullock et al., 1985).

O perfil P2 apresenta nódulos do tipo típicos e nucléicos (Figura 18). O quartzo é o principal mineral na estrutura interna destes nódulos. Nota-se na figura na figura 18 que parte das bordas deste nódulos estão corroídas, indicando o processo de desestabilização deste nódulo.

Na figura 19 A e B são apresentados nódulos típicos, sendo que estes apresentam- se degradados nas bordas. A camada Bicf5 do perfil P2 apresenta a segunda maior quantidade de nódulos e concreções deste perfil, sendo que muitas destas estão na classe C1 e C2. Na figura 19 C é visto um nódulo do tipo nucleico, com o seu núcleo formado por um nódulo do tipo concêntrico. Este tipo de organização interna indica a variação climática existente neste ambiente, pois mostra a ocorrência de um nódulo concêntrico em determinado período e em um período posterior essa formação concêntrica foi envolta por um novo material ferruginoso formando um novo nódulo. Muitas destes nódulos apresentam baixa resistência a pressão entre o indicador ao polegar, evidenciando sua fragmentação em nódulos menores, fato este constatado em campo.

Os nódulos encontrados na transição entre os horizontes BA e Bi apresentam-se em processo de degradação como pode ser visto na figura 20 (A) e (B), onde é notado que os nódulos estão separados pelo plasma matricial, sendo que estes nódulos apresentam formato chave fechadura, ou seja, ocorreu uma fragmentação deste nódulo e posteriormente a sua separação. Na figura 20 (B) com o uso da luz polarizada pode-se notar a presença de ferriargilã no plasma matricial.

Na figura 20 (D) pode-se perceber a um ponto de fissura de um nódulo no qual irá originar três novos fragmentos de nódulos, formando um tipo de nódulo chamado de pápula.

Na figura 21 (A) e (B) é visto um nódulo do tipo concêntrico, pela luz polarizada a presença de ferroargilãs em torno da concreção, no entanto, essa feição não é indicativa de um ambiente de formção de nódulos ou concreções, pois não foi notado a presença de características morfológicas que indiquem um ambiente de redução e oxidação para a formação das mesmas. Pode-se observar que do centro a borda da concreção a presença de