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CUMHURIYET DÖNEMINDE ASKERÎ BANDO EĞITIM KU- KU-RUMLARI

OSMANLI DÖNEMINDEN GÜNÜMÜZE TÜRK ASKERÎ BANDO OKULLARI

CUMHURIYET DÖNEMINDE ASKERÎ BANDO EĞITIM KU- KU-RUMLARI

2.1 Caracterização da instituição

O projeto de investigação desenvolvido decorreu numa instituição que integra a valência de jardim-de-infância e o 1º Ciclo do Ensino Básico, situada em Aires, no concelho de Palmela. Aires é uma localidade com urbanizações recentes e ainda em desenvolvimento, maioritariamente residencial e situada a três quilómetros de Palmela. Da mesma forma, a Escola Básica do 1º Ciclo/Jardim de Infância de Aires, é um edifício recente, aparenta um estilo moderno, foi inaugurada em dezembro de 2005 e abriu portas à comunidade educativa a 2 de janeiro de 2006.

O edifício é composto por dois pisos. No rés-do-chão, na zona do pré-escolar, encontramos três salas de atividades; uma destinada ao ATL e outra sala para arrumos; na zona do 1º ciclo, existem quatro salas de aula, ligadas duas a duas por uma área comum destinada a atividades de expressão plástica; uma sala de prolongamento; três salas de arrumos e uma de ATL. Neste piso, encontramos ainda, a Unidade de Multideficiência, sete casas de banho para as crianças, três casas de banho para adultos, duas casas de banho adaptadas, dois balneários para crianças e dois para adultos, uma sala polivalente, onde estão inseridos o refeitório, a cozinha, a despensa, a sala de lixo e a sala de arrumos; dois gabinetes, um para os órgãos de gestão e outro para a associação

de pais; uma central de aquecimento; quatro acessos ao 1º andar (três escadas e uma rampa) e um átrio comum. Existe ainda, um recreio interior para cada uma das valências e um espaço exterior composto por um campo de jogos, dois logradouros cobertos e um descoberto, uma horta pedagógica e um espaço verde.

No 1º andar, existem quatro salas de 1º ciclo, ligadas duas a duas através de um espaço destinado à expressão plástica, uma sala de prolongamento, três salas de arrumos, quatro casas de banho para crianças, quatro casas de banho para adultos, uma casa de banho adaptada, um gabinete de atendimento, uma biblioteca escolar/centro de recursos educativos, uma sala de informática, uma câmara escura e uma sala de professores.

2.2 Caracterização da turma

O estudo foi implementado numa turma de 3º ano de escolaridade, composta por 22 alunos, 11 do sexo feminino e 11 do sexo masculino. Uma das crianças tem Necessidades Educativas Especiais, tendo sido diagnosticado problemas no domínio motor ao nível da práxia global, práxia fina e comunicação verbal. O aluno beneficia de apoio pedagógico personalizado da Educação Especial, bem como de terapia da fala. O trabalho realizado com o aluno diz respeito, essencialmente, a competências relativas à consciência fonológica e da escrita, domínios em que manifesta as suas maiores dificuldades. Apesar de estruturar bem as frases quando retira o modelo do texto dado, comete erros ortográficos devido às suas dificuldades na articulação das palavras. Este aluno revela as suas maiores dificuldades na escrita criativa, pois tem dificuldades em estruturar e sequenciar as ideias.

Além desta criança, mais seis beneficiam de apoio educativo, pois apresentam algumas dificuldades, nomeadamente ao nível do raciocínio matemático e cálculo mental e/ou ao nível da produção textual e da ortografia.

À exceção de uma criança, todos participam nas Atividades de Enriquecimento Curricular, como inglês, música, educação física. Quanto ao apoio ao estudo, pode verificar-se que todos os alunos estão envolvidos. Alguns deles praticam, ainda outro tipo de modalidades, por exemplo, natação, yoga, equitação, basquetebol, ginástica, artes marciais, entre outras.

No que diz respeito ao contexto social e económico das crianças, a média das idades dos pais situa-se na faixa dos 40 aos 45 anos, havendo 23 pais com essas idades. De entre estas famílias, duas são monoparentais, havendo uma com custódia conjunta da criança e outra que está em processo de divórcio litigioso, estando a criança a viver com a mãe até à conclusão do processo.

A maioria dos pais é licenciada, muitos obtiveram o ensino secundário e quase todos têm uma atividade profissional, exceto dois, sendo um reformado e o outro desempregado. No que diz respeito a alunos subsidiados, apenas dois têm esse estatuto. O estatuto sócio-cultural das famílias desta turma é de nível médio/elevado.

Pelo que foi observado em tempo de estágio, a turma demonstrava ser muito unida e muito atenciosa, especialmente com o menino com NEE que se deslocava com a ajuda de um andarilho. Percebeu-se que esta criança estava completamente integrada enquanto membro da turma e todos gostavam de o poder ajudar de modo a minimizar as suas limitações, promovendo a sua participação em todos os momentos de sala de aula, bem como fora desta.

A turma manteve-se a mesma desde o 1º ano de escolaridade, vindo a juntar-se a esta apenas um membro já no 2º ano. A professora titular acompanhou-os logo desde o 1º ano e notou-se uma grande cumplicidade entre todos, amizade e respeito.

O modelo pedagógico implementado na sala é o do Movimento da Escola Moderna (MEM), visível pelos instrumentos reguladores como mapas e quadros afixados nas paredes e prática das reuniões semanais em assembleia, onde se discutiam problemas ocorridos, métodos para a sua resolução, projetos e interesses que gostavam de ver realizados e abordados, etc. Nesta prática, os alunos desempenhavam papéis como o de presidente, que mediava a reunião, dando a vez a quem quisesse falar e relembrando os pontos que ainda faltariam discutir; e o de secretário, que anotava as ideias principais que estavam a ser discutidas, sugestões e acordos estabelecidos. Estas reuniões aconteciam à sexta-feira e permitiam também a realização do diário de turma, registando o que mais gostaram de fazer durante a semana, o que não gostaram, propostas para a semana seguinte, dúvidas que tenham permanecido e os aniversários. Neste último campo, os alunos podiam deixar dedicatórias aos colegas, nos respetivos dias de anos.

Na sua maioria, o grupo de crianças obtinha boas apreciações nos testes de avaliação sumativa e tinha consciência que tirar boas notas era uma condição para poder vir a desempenhar profissões das quais já tinham algumas ideias. Com o intuito de os conhecer melhor perguntei-lhes, na primeira semana de estágio, o que queriam ser quando fossem adultos, ao que alguns me respondiam querer seguir percursos profissionais como pediatria, enfermagem, arquitetura, entre outros. Muitos tinham, até hábitos de estudo e davam muita importância à escola.