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CUMHURİYETTEN GÜNÜMÜZE İLKÖĞRETİM ALANINDA PROGRAM GELİŞTİRME ÇALIŞMALARININ TARİHSEL GELİŞİMİ

LİTERATÜR VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

3.1. CUMHURİYETTEN GÜNÜMÜZE İLKÖĞRETİM ALANINDA PROGRAM GELİŞTİRME ÇALIŞMALARININ TARİHSEL GELİŞİMİ

O Custos fixos representam em parte o volume de investimentos das operadoras para a produção dos serviços por meio da remuneração e da depreciação do capital, esta que é uma espécie de ressarcimento pelo investimento realizado seja inicialmente ou no decorrer da operação. Assim, pode-se considerar tanto a aquisição de frota quanto de garagens como investimentos pelas operadoras e não custos. Dentro dos custos fixos, estão os custos de mão de obra que são os de maior peso para o sistema.

ibidem. 44

ibidem. 45

a) Custos de capital (remuneração e depreciação)

A remuneração do capital refere-se ao valor pago pela imobilização do capital (veículos, tecnologia embarcada, equipamentos e instalações). Já a depreciação do capital é calculada pelo desgaste do bem e pela perda de seu valor ao longo do tempo, todavia, paga-se depreciação a um bem-reversível, o que gera gasto excedente ao Poder Público, uma vez que o bem é de propriedade do concessionário que o usufrui para execução do serviço, sendo já devidamente remunerado. Há duas possibilidades para o cálculo da depreciação: 1) Linear ou Constante: deprecia-se ano a ano o mesmo valor, de forma constante; 2) Soma dos dígitos: deprecia-se para cada ano um valor decrescente — método utilizado no GEIPOT (1996). A remuneração do capital é calculada a partir de uma taxa de juros (em geral 12% a.a.) que se aplica sobre o valor do veículo, deduzido da parcela já depreciada. Para obtenção de um valor mensal da remuneração do capital investido em veículo, é equacionado pela dedução, mês a mês, do valor presente do veículo, de modo que os juros incidam, de fato, apenas sobre o capital ainda não depreciado (ORRICO FILHO; PEREIRA, 1995).

Com relação ao custo do veículo, o valor considerado pela SPTrans está em alguns casos a maior, em outros a menor, se comparado com as Notas Fiscais (NFs) apresentadas pelos operadores . Deve-se considerar que, nesse caso, a pesquisa de mercado se limitou às NFs, 46

pois não é possível comparar os veículos utilizados na cidade de São Paulo com os veículos de outras localidades, dadas as características específicas dos veículos que circulam na capital paulista.

Para as instalações - as garagens, a EY (2014) realizou uma estimativa do valor de aluguel e da área administrativa para fins de cálculo do custo com este item. Optou-se por tratar a garagem como um custo ao invés de investimento, pois a maioria das garagens são alugadas e, mesmo nos casos em que essa prática não ocorre, as garagens são de propriedade das empresas há muitos anos. Ademais, o custo de oportunidade de se manter uma garagem imobilizada para a atividade de transportes é o aluguel que se deixa de receber. Avaliando o custo por metro quadrado de compra de terrenos semelhantes, adicionando o custo de

ibidem. 46

construção para o caso das sedes administrativas, foi possível estabelecer o valor de mercado de aluguel desses edifícios, o que ficou acima da média utilizada para remuneração pela SPTrans. Com relação a essa diferença vale destacar que as cinco garagens de posse da SPTrans estão alugadas atualmente por um valor bem abaixo do valor de mercado. Em média, apenas 8% do valor de mercado.

Importante destacar que fica evidenciada a presença de um monopólio vertical, onde as operadoras têm o domínio dos itens mais relevantes do setor de transportes — fabricantes, concessionárias para venda e posse dos veículos, e posse das garagens.

b) Mão de obra

O custo de mão de obra também considera os custos com encargos e benefícios sociais. Há entendimento que a mão de obra é um custo variável, pois depende da estrutura e ordens de serviço operacional para alocação dos trabalhadores, entretanto, não é um insumo passível de ajustes imediatos e as despesas a ele relacionadas. Os contratos e as jornadas de trabalho, organizados por uma escala de serviço a programação operacional contratada, estabelecida por bases temporais de médio e longo prazos, portanto, pode-se também considerar como um custo fixo (ORRICO FILHO; PEREIRA, 1995), ainda que é importante ressaltar que ocorrem variações mensais, mas não diárias como ocorrem com demais custos variáveis. Para fins deste estudo a mão de obra será considerada como custo fixo para aderir ao padrão adotado pela SPTrans, o que não é o ideal, pois a mão de obra fica associada a quantidade de veículos e o pagamento dela decorre do Fator de Utilização (FU), utilizado para calcular o valor referente a mão de obra de motoristas e cobradores.

O FU define o número de motoristas e cobradores por veículo da frota necessários para garantir a programação. Multiplicando a frota pelo FU e pelo salário obtém-se a remuneração relativa à mão de obra. A cidade de São Paulo utiliza um dos maiores FU do país (2,7352 ), 47

quase no limite máximo do GEIPOT (1996) de 2,8 (limite inferior de 2,3).

Considera 4% de hora extra. 47

Os custos apurados48 de mão de obra em São Paulo permaneceram, predominantemente, acima dos custos atualizados pelo índice a que se referem. Em média, estima-se que a variação tenha ficado 10% maior que os valores encontrados no mercado. Portanto, é evidente que o critério para o cálculo da mão de obra desincentiva as operadoras a reduzir a quantidade de veículos, logo, buscar maior eficiência na operação do transporte.

c) Despesas administrativas

As despesas administrativas. considerando os gastos com pessoal administrativo, foram calculadas com base em um valor mensal por veículo. A partir dos relatório disponibilizado pela EY (2014), conclui-se que o valor pago pela SPTrans está acima do contabilizado pelas concessionárias. No entanto, uma grande parte dessa diferença deve-se ao fato de que a SPTrans inclui os custos de licenciamento e seguro obrigatório junto com as despesas administrativas, conforme proposto pelo GEIPOT (1996), enquanto a apuração se deu pela separação destes custos.