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CUMHURİYET HALK PARTİSİNİN 2023 ÇALIŞMASI

BÖLÜM II.2023 İÇİN YAPILAN SİYASİ PARTİ ÇALIŞMALARI

2. CUMHURİYET HALK PARTİSİNİN 2023 ÇALIŞMASI

Averiguação de elementos formais (bancos e cadeiras) e informais (escadarias, arquibancadas, muretas). Serão observados três aspectos: a qualidade (conservação e limpeza), a quantidade será aferida baseada na razão de 5m de espaço para sentar para cada 1m2 de praça e a variedade (tipos existentes). Cada um desses terá uma avaliação “ideal” (segundo a literatura), que será considerada na mensuração final.

• Até 1 tipo de elemento para sentar: desfavorável à vitalidade – amarelo.

• Entre 2 ou 3 tipos de elementos: medianamente favorável à vitalidade – laranja.

• 3 tipos ou mais: favorável à vitalidade – azul

4.2.2. Observação comportamental

Analisada a morfologia das praças, a próxima etapa dos estudos de caso foi investigar o tipo de uso que nelas acontece, uma vez que, na pesquisa inicial (visitas in loco) foi verificada a presença de pessoas no local. Para tanto se optou pela observação comportamental.

Observar significa desenvolver um olhar atento para um objeto, a fim de, a partir dele adquirir um conhecimento claro e preciso do fenômeno em estudo, A observação mostra-se relevante na busca por respostas baseadas no que está ocorrendo no ambiente em tempo real, para o que é essencial atender a critérios de planejamento, sistematização e controle de elementos subjetivos que possam interferir negativamente na coleta de dados, de modo a definir Fonte: a autora (2014).

criteriosamente os objetivos da atividade (BARROS; LEHFELD,1997). Segundo Lobiondo-Wood e Haber (2001), ao observar o pesquisador precisa munir-se de um olho treinado, em busca de acontecimentos específicos.

A literatura (MAZZOTTI; GEWANDSZNAJDER, 1998; GALANTE; ARANHA; BERALDO, 2003) indica existirem alguns tipos de observação, em função dos critérios utilizados para defini-la e realiza-la. Assim, quanto ao contexto investigado, a observação pode ser naturalística (ou ecológica, se os comportamentos são espontâneos e acontecem em contexto real/natural) ou planejada (o contexto é trabalhado, e os comportamentos previamente controlados). Em termos de estratégia, identificam-se a observação assistemática (ou não estruturada) e a sistemática (ou estruturada segundo categorias previamente determinadas). Quanto ao local onde acontece, pode ser realizada em campo ou laboratório. E ainda, no que se refere ao engajamento com a comunidade em questão, as principais categorias são: a vinheta, a militante e a observação participante.

Nessa pesquisa optou-se por realizar Mapeamentos Comportamentais (MP), que consistem em observações naturalísticas e sistemáticas do ambiente, registradas através de representações gráficas da ocupação humana em uma área, relacionando espaço físico (que precisa ser limitado e dividido em seções) e comportamento dos usuários (PINHEIRO; ELALI; FERNANDES, 2008). O MP possibilita entender o comportamento do indivíduo diretamente no local onde acontece, verificando o desenvolvimento da relação entre ambos.

O mapeamento possibilita a utilização de dados concretos (e, portanto menos contestáveis e mais condizentes com a realidade), embora implique a demanda de um tempo considerável, intenso treinamento da equipe, e um considerável trabalho na organização dos dados para análise, fatores que podem dificultar a sua realização Elali (1997).

De acordo com Sommer e Sommer (2002), o MC pode ser centrado no lugar (MCCL) ou na pessoa (MCCP), mostrando-se uma técnica bastante utilizada em estudos de campo, pois coloca em relação direta o ambiente e o comportamento em função do tempo.

local, como uma praça, recomenda-se o MCCL, já que o foco do trabalho está no ambiente e não no indivíduo, indicação que direcionou sua escolha para utilização nessa tese. A execução do MCCL exige a utilização da planta-baixa esquemática do lugar contendo detalhes que possam influenciar o comportamento (como barreiras, vegetação, mobília, degraus, entre outros) e que deve ser dividida em setores de observação para facilitar a coleta e sistematização dos dados (RHEIGANTZ et al, 2009). De acordo com Pinheiro, Elali e Fernandes (2008) essa divisão deve ser baseada em dois critérios: relevância comportamental dos setores e facilidade de visualização in loco, ou seja, o pesquisador precisa considerar a relação existente entre o espaço e as atividades desenvolvidas, e ter em vista referências visuais fáceis de serem percebidas no momento dos registros.

No trabalho realizado os comportamentos observados foram registrados em uma ficha de observação (Apêndice B), que consiste em uma planilha contendo espaço para a inserção de dados relativos ao dia, local, horário de realização, bem como a marcação dos setores existentes e dos comportamentos à observar favorecendo uma leitura complementar dos dados gerados. Consta na ficha também a planta-baixa da praça para facilitar na visualização dos setores e locais registrados. Os acontecimentos foram registrados de duas em duas horas, entre as 6 e as 20 horas (ou seja, às, 6, 8, 10 12, 14, 16 18 e 20 horas) e em três dias diferentes da semana.

Os dias escolhidos foram selecionados de modo a representar uma amostra da ocupação típica em uma semana comum (sem feriados ou férias) e não chuvosa. Partindo dessa intenção e tomando como base as pesquisas de Silva (2014) e Liberalino (2011), que também investigaram comportamentos em praças, foram escolhidos a quarta-feira, o sábado e o domingo. Conforme indicação destes estudos há importantes diferenças no uso/ocupação em cada um dos dias: a quarta-feira ilustra a utilziação em um dia de semana (movimentação semelhante acontece na terça e na quinta feira); os demais correspondem ao final de semana.

Em cada um dos horários previamente estipulados (a cada 2 horas), os usuários, suas atividades e localização foram computadas durante 10 minutos, ocupação registrada continuamente em uma ficha específica. Na elaboração

dessa a ficha, o espaço da praça foi previamente setorizado, segundo os padrões de uso observados nas visitas exploratórias e em função das características de cada local.

O tratamento dos dados coletados no mapeamento exigiu a digitalização das informações gráficas no software Autocad (versão 2012), a fim de gerar mapas que mostram a posição dos usuários no espaço e as atividades por eles realizadas. Os dados numéricos foram tabulados no software Excel, que permitiu a contabilização das frequências de uso.

O pré-teste do instrumento de pesquisa exigiu observações exploratórias nas áreas que visaram elencar as atividades existentes na área e auxiliaram na delimitação dos setores de observação, bem como dos horários de maior uso. Para o pré-teste foram feitas visitas à Praça Augusto Leite para a composição dos mapas dos setores e elaboração das fichas de registro. Posteriormente o mapeamento foi redimensionado para os demais estudos de caso.

Ao seu final, além dos mapas, optou-se por sintetizar a análise comportamental de maneira semelhante à utilizada na análise morfológica (Quadro 10), utilizando dois enfoques: a densidade de usos e a diversidade de atividades, e tomando como base para sua decodificação parâmetros adaptados dos estudos de Gomes (2011), conforme segue.

a) Diversidade de uso - contabilizou o total de atividades mapeadas em todos os momentos de observações (Figura 7), sendo classificadas em: Alta diversidade (azul, considerada situação ideal), quando foram observadas 5 atividades ou mais; Diversidade mediana – condição medianamente favorável à vitalidade (laranja), ao verificar-se 3 ou 4 atividades verificadas; Baixa diversidade – condição desfavorável à vitalidade (amarelo), foram observadas 2 atividades ou menos.

b) Densidade de uso - item baseado na quantidade de pessoas/m2 realizando as mais diversas atividades, considerando o número máximo de usuários observados simultaneamente no local (em qualquer dos horários) (Figura 7): Alta densidade (azul), no caso de haver uma área menor ou igual à

10m / pessoa; Densidade mediana (laranja), ao obter-se entre 11 e 49m / pessoa; Baixa densidade (amarelo), caso de mais de 50m2/pessoa.

4.2.3 Entrevistas

Finalmente, para trabalhar a percepção ambiental dos usuários foram realizadas entrevistas, entendidas como “processo de interação social entre duas pessoas, na qual uma delas, o entrevistador, tem por objetivo a obtenção de informações por parte do outro, o entrevistado” (HAGUETE, 1997, p. 86).

Para efeito classificatório, a literatura nesse campo (MARCONI; LAKATOS, 1996; HAGUETE, 1997; COZBY, 2009) descrevem vários tipos de entrevistas, de acordo com o elemento classificatório escolhido.

- Em função do seu modo de estruturação, ela pode ser: Padronizada (as perguntas são estruturadas em sequência lógica) ou Não- padronizada (não- estruturada). Ressalte-se que, quanto mais estruturada mais ela terá semelhanças com um questionário.

- Em função do tipo de contato entre pesquisador e participante a entrevista pode ser: contato face-a-face (atividade presencial, realizada quando o número Quadro 10: Síntese dos itens e escalas de averiguação da análise comportamental.

ATRIBUTOS CATEGORIAS DE ANÁLISE ESCALAS DE AVERIGUAÇÃO

1.Diversidade