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4 Kamu Yararına Sanat

4.4. Neden Kamuda Çalişmak

4.4.1. Chicano Hareketi

A fixação dos subsídios dos deputados estaduais, o provimento de seus cargos e a disposição de seus serviços administrativos são matérias de competência privativa das Assembléias estaduais.

O mesmo ocorre quanto à fixação dos subsídios do Governador, do vice- Governador e dos Secretários de Estado, que dependerá de lei de iniciativa privativa das Assembléias Legislativas, nos moldes do art. 28, § 1.°, da Carta Federal.

Qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa poderá propor leis ordinárias e complementares para disciplinar assuntos que estejam afetos às suas competências, por simetria ao art. 61 da Lei Maior. Ademais, os deputados federais poderão também propor emendas à Constituição estadual, por equivalência com o art. 60, I, CF.

Os decretos legislativos e resoluções também deverão constar das Constituições estaduais para tratar de assuntos privativos das Assembléias que não necessitem da sanção do Governador.

6.2.5 Da iniciativa popular

A Constituição Federal estabelece que a lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual (art. 26, § 4.°, CF). Logo, o os Estados deverão adotar, necessariamente, instrumentos que possibilitem a iniciativa popular.

Como a Constituição Federal delegou o disciplinamento do assunto à lei estadual, os Estados possuem certa liberdade para dispor sobre a iniciativa popular em suas Constituições. Tanto é assim, que as Constituições estaduais não guardam uniformidade ao disporem sobre a iniciativa popular, conforme veremos a seguir.227

A Constituição do Estado de São Paulo, em seu art. 24, confere a iniciativa das leis complementares e ordinárias aos cidadãos por meio da apresentação de projeto de lei subscrito por, no mínimo, cinco por cento do eleitorado do Estado, assegurada a defesa do projeto por representante dos respectivos responsáveis, perante as Comissões pelas quais tramitar.

A Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em seu art. 119, estabelece que a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Assembléia Legislativa de projeto de lei devidamente articulado, subscrito por, no mínimo, dois décimos por cento do eleitorado do Estado, distribuídos em pelo menos dez por cento dos Municípios, com não menos de um décimo por cento dos eleitores de cada um deles.

A Constituição do Estado de Goiás, em seu art. 20, estabelece que a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Assembléia, de projeto de lei subscrito, no mínimo, por um por cento do eleitorado do Estado.

No Distrito Federal, a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara Legislativa de projeto de lei devidamente articulado, justificado e subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado do Distrito Federal, distribuído por três zonas eleitorais, assegurada a defesa do projeto por representantes dos respectivos

227 Ao relatarmos como se dá a iniciativa popular nos Estados aqui descritos, pretendemos apenas fazer uma amostragem, não havendo critério científico na escolha.

autores perante as comissões nas quais tramitar (Lei Orgânica do Distrito Federal, art. 76).

No entanto, é preciso atentar para o fato de que as matérias de iniciativa reservada não podem ser objeto de iniciativa popular nos Estados, por simetria à Constituição Federal, que resguardou determinados assuntos a pessoas ou órgãos específicos, a fim de que sejam mantidas a independência, a harmonia e o equilíbrio entre os Poderes do Estado. Desse modo, a iniciativa popular poderá versar sobre assuntos de iniciativa geral, excluídas as matérias de iniciativa reservada, e sobre assuntos inseridos na competência legislativa dos Estados.

Nessa esteira, são as considerações feitas por Manoel Gonçalves Ferreira Filho:228

A iniciativa geral – regra de que a iniciativa reservada é a exceção – compete concorrentemente ao Presidente da República, a qualquer deputado ou senador e a qualquer das casas do Congresso. E, acréscimo da Constituição em vigor, ao povo. Observe-se que, em face das reservas de iniciativa adiante examinadas, rigorosamente falando, no Direito brasileiro ninguém possui realmente iniciativa geral. [...] Seguindo uma tendência difundida, a Lei Magna de 1988 consagra a iniciativa popular (art. 61). É esta uma iniciativa geral no sentido acima, já que não está adstrita a matérias determinadas. Pela lógica, todavia, não alcança as matérias reservadas.

É que as regras de iniciativa e de competência estão intimamente relacionadas ao princípio da divisão do poder. As normas que tratam das iniciativas reservadas são típicas do sistema de freios e contrapesos. Deste modo, elas devem ser adotadas obrigatoriamente pelas unidades da Federação, que não podem desrespeitá-las.

Quanto à possibilidade da apresentação de propostas de emendas à Constituição estadual por iniciativa popular, se tomarmos por base o princípio da

simetria, isso não seria possível, pois a Constituição Federal não trouxe os cidadãos como legitimados a desencadear o processo legislativo das emendas à Constituição Federal.

Todavia, é preciso que seja feita uma interpretação sistemática da Carta Federal, que adota o princípio da soberania popular, ao estabelecer que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente” (art. 1.°, parágrafo único, CF).

Se todo o poder emana do povo, o poder constituinte, seja ele originário, derivado, ou reformador, pertence ao povo.

Sendo a iniciativa popular uma das formas de exercício da soberania popular, não há motivo aparente para que os cidadãos sejam impedidos de apresentar emendas às constituições, inclusive estaduais. Desse modo, alguns Estados admitem que os seus cidadãos apresentem propostas de emendas às suas Constituições.

Exemplo disso pode ser detectado na Constituição do Estado de Goiás:

Art. 19. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

(...)

IV – dos cidadãos, subscrita por, no mínimo, um por cento do eleitorado do Estado em vinte Municípios.

Outro exemplo é o fornecido pela Constituição do Estado de São Paulo:

Art. 22. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

(...)

IV – de cidadãos, mediante iniciativa popular assinada, no mínimo, por um por cento dos eleitores.

A Lei Orgânica do Distrito Federal também segue a mesma linha:

Art. 70. A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta:

(...)

III – de cidadãos, mediante iniciativa popular assinada, no mínimo, por um por cento dos eleitores do Distrito Federal distribuídos em, pelo menos, três zonas eleitorais, com não menos de três décimos por cento do eleitorado de cada uma delas.

Já a Constituição do Estado do Rio de Janeiro não autoriza a iniciativa popular para a apresentação de propostas de emendas constitucionais:

Art. 111. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

I – de um terço dos membros de Assembléia Legislativa; II – do Governador do Estado;

III – de mais da metade das Câmaras Municipais do Estado, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.