2.3. E.K MEYENDORF’UN ESERİNİN DEĞERLENDİRİLMESİ
2.3.2. Eserin Dönemin Kaynakları İle Değerlendirilmesi
2.3.2.4. Buhara Hanlığı’nın Yönetim Yapısı
Algumas leis impotantes regulam o uso do solo no Rio de Janeiro, como os Detos�ei n° 6.00, de 1937, nO 991, de 1962 e n° 3.80, de 1970. Que alterações significativas foram introduzidas por essa legislação?
o Decreto n° 6.000 já permitia a construção de torres, edifícios muito altos, desde que afastados das divisas, e um exemplo típico fica no início da praia de Botafogo: o edifício Caparaõ e um prédio dos anos 40 com 20 pavimentos, em centro de terreno, muito recuado na frente, com afastamentos laterais razoavelmente pequenos, mas acima do gabarito. O decreto dizía que, construindo no alinhamento, seria precíso respeitar
determinada altura; se o prédio fosse recuado, seria possível romper o gabarito, mas era preciso manter afastamentos laterais iguais aos de fundos.
Depois, Carlos Lacerda fez o Decreto n' 991 , que permitiu ultrapassar o gaba rito original, desde que em centro de terreno - há vários prédios dessa época em Ipa
nema, na rua Prudente de Morais, que possuía lotes não muito grandes. e era preciso juntar quatro ou cinco terrenos para construir um prédio.
Na sua opinião, o que marcou a pasagem para o Decreto n° 3.800, de 1970?
foi a fixação de um zoneamento absolutamente rígido: usos seqüestrados em
áreas, zonas residenciais exclusivas, zonas unifamiliares; nas zonas comerciais, nos centros de bairro, gradação de uso e de intensidade de diversos usos. Isso era muito
diferente do Decreto nO 6 000. que já previa zonas residenciais e comerciais, mas com rigidez menor. Além da área central, o Decreto 6.000 permitia o uso comercial nas ruas onde passavam as linhas de bonde; é por isso que há uma frente comercial continua, que sai do centro da cidade, passa por Catete, Flamengo, Botafogo, Jardim Botânico, Leblon, volta por Ipanema, Copacabana, Leme e fecha na rua da Passagem. Nesse centro comercial linear, era possível, mas não obrigatório, fazer comércio; podia-se construir
residências, de modo que a ocupação ficava mais fragmentada. O Plano Doxiadis introduziu o conceito de zoning: as zonas residenciais, as comerciais e as industriais Muita coisa pôde ser aproveitada.
Então, o Plano Doxiadis não ficou no papel, como muitos pensam? Isso mesmo. O Hélio Modesto, o Hélio Marinho e o Hélio Mamede trabalharam
na Cedug, a Comissão de Desenvolvimento Urbano do Estado da Guanabara,
45 O Plano UanltKo do io de ww!rO
PUS-RIO (1976-77) foi a resposta municipal à política urbana elaborada m ambito federal ' estadual O Plano,
realizado por técnicos da prefeitura, pretendia orientar as ações da cidade, como parte integrante da região metropolitana Não se trata de um T
pllno diretor, linttando-se a
ditar
algumas diretrizes Divide o municlpioem seis áreas de planejamento (Aps) com caraderisticas dIVesas
Pedro Teixeira Soares ·
encarregada do contrato entre o governo da Guanabara e o escritório do Doxiadis_ Essa Comissão fez os levantamentos necessários e guardou este acervo. A administração se guinte, o governo Negrão de Lima, seqüestrou o plano. Mandou recolher a maior parte dos exemplares e trancaflou numa casa na Vila Kennedy. Mas os técnicos da Cedug, que permaneceram trabalhando no estado, começaram um projeto de transformação da legis lação vigente no Rio de Janeiro por meio da Lei de desenvolvimento urbano de 1 967. Com o AI-S e o conseqüente fechamento da Assembléia Legislativa, o poder executivo editou o Decreto 3.800, de 1970, que implantou na legislação as diretrizes do Doxiadis. O principal problema era que um grupo estudava a
,.
Doxíadís "Master lan" para o ano 2000 (1 964/65)
mudança da legislação, e a Secretaria de Obras a aplicava. Por
• exemplo, todo o desenvolvimento do condomínio Selva de
Pedra, aqueles terrenos da antiga favela da Praia do Pinto, foi feito já com base nos conceitos do Decreto nO 3.800: prédios em centro de terreno, afastados da divisa, com gabaritos altos, proporcionais ao que o decreto viria depois a consagrar.
o governo Brizola abandona a política de remoção de
favelas. (ono a cidade passa a conviver com essa nova realidade?
Houve dois movimentos independentes a partir do governo Brizola: primeiro, com o fim das remoções, promoveu-se a ocupação permanente dos morros e outras áreas de favelas. Inicialmente, todo o Investimento da poupança da população favelada era em eletrodomésticos: nos barracos havia geladeira, televisão, fogão etc Mas o bar raco era inteiramente provisório, pois qualquer dia podia ser derrubado. Quando o Brizola estatuiu como diretriz política de seu governo não remover mais nada, imedia tamente as pessoas passaram a investir em alvenaria. Em seguida, foi dada autorização formal à Light para regularizar o fornecimento de energia elétrica
O segundo movimento foi o incentivo explícito à invasão de terrenos públicos ou privados. Uma coisa ! Eu acompanhei o naSCimento de uma favela chamada Rio das Pedras, uma coisa horrorosa, ali em Jacarepaguá. Terrível ! Houve uma denúncia de vizinhos de que a área da avenida Canal, do rio das Pedras, estava sendo ocupada por sete ou oito barracos; mandaram um engenheiro fazer uma vistoria e ele relatou a exis tência de 1 2 barracos. Aí, o processo percorreu todos os caminhos burocráticos, e lá pelas tantas, aparece o despacho: "Face ao prazo decorrido, pedimos outra vistoria." Tinham passado seis meses, e o engenheiro voltou de lá tendo constatado a existência de 92 barracos, sendo 1 S de alvenaria! Aí não saía mais.
Tempos depois, houve uma enchente no rio das Pedras, que arrasou com tudo, mas o governo Brizola tratou de construir novas casas para repor as destruídas, e mais algumas outras; a Secretaria de Desenvolvimento Social consolidou definitivamente a favela, e hoje existe até uma linha de ônibus Rio das Pedras-Gávea.
O primeiro governo Brizola pretendeu virar do avesso as posturas anteriores, herdadas do AI-S: fim do modo autoritário de governar, fim da inteferência do governo federal e da subserviência do chaguismo etc.; entretanto acabou sendo um tiro n'água. Participei entusiasticamente da campanha, mas logo me decepcionei, como, aliás, acon-
• Administrando o quotidiano: O dia-a-dia do urbanista
teceu com muita gente. Primeiro, o Brizola trouxe algumas pessoas que estavam afasta das do Brasil - dizia-se, brincando, que bastava ter sido cassado ou exilado para ter algu ma chance no seu governo. Nesse primeiro momento, havia dois tipos de cassados, parti cipando inclusive do financiamento da campanha: o corrupto e o político; veio muita gente inaceitável. Depois, caudilhescamente, como é o seu estilo, ele tomava conta de cada nomeação, inclusive na prefeitura.
Exatamente porque aquele pessoal tinha passado muito tempo fora do Brasil, muitas coisas se atrasaram. Um exemplo: o projeto de saneamento da Baixada de Jacare paguá já estava pronto, e o BNDES já tinha liberado o financiamento. Tudo tinha sido feito durante o governo Chagas, um trabalho grande e sério. Pois o Brizola achou um absurdo gastar essa fortuna para um "projeto para ricos" . Mandou alterá-lo para incluir todo o esgotamento de Jacarepaguá para a bacia das lagoas. O então secretário de Obras e Meio Ambiente retirou o processo do BNDES e o modificou. Quando deu en trada novamente, o funcionário do Banco disse: "O projeto tem duas pates: a física e a
econômica. Você não pode chegar aqui e dizer: 'Vai custar mais tanto, mas a aprovação já está dada '
É
outro processo, com outro custo."Foi aí que nos demos conta do alheamento do Brizola e do grupo formulador de sua política; o Brasil tinha mudado tremendamente. Qual foi a solução? Apelaram: "Somos perseguidos pelo governo federal." Quando isso não era verdade, absoluta mente. Por isso, esse tipo de coisa atrapalhou a primeira administração na prefeitura Não houve nada de muito relevante, a não ser o projeto "Cada família um lote", o Sambó dromo, e depois o projeto dos Cieps. Na realidade, a construção de escolas foi um pre texto para utilizar o dinheiro do Fundo de Educação na construção do Sambódromo; como vocês sabem, durante o ano os camarotes do Sambódromo e parte da estrutura das arquibancadas são convetidos em salas de aula.
Quem foi o principal formulador urbanístico do governo Brizola?
Não havia ninguém, em termos doutrinários. Acho que o mais próximo disso era o vice-governador Darcy Ribeiro, uma cabeça polivalente. Na época prevaleciam ainda estruturas federais, como o Ipea, o Ministério do Interior, o Serfhau etc. Em seu primeiro mandato como prefeito, entre 83 e 85, o Marcelo Alencar conseguiu aprovar uma lei municipal de desenvolvimento urbano, que refletia a que estava sendo feita em Brasília; foi a obra do seu primeiro mandato. Ele dizia que só aquela lei Justificava o tempo que tinha passado na prefeitura.