AİLE İRŞAT VE REHBERLİK BÜROLARI KARTEKS
5- İbadet Hayatı 6-Sosyal Durumlar
1.3.2.1. Evlilik ve Nikâh
1.3.2.2.11. Boşanma Sebepleri 1 Aldatma
Para efeito das disposições legais, uma banca de jornais e revistas só o é considerada quando instalada em logradouro público. Assim determina o decreto nº 989/1962 de Lacerda, em uma das mais sóbrias e objetivas definições a esse respeito. É difícil para nós, hoje, desnaturalizarmos essa concepção do quiosque urbano, mas, como veremos nos capítulos que se seguem, pelo menos até o início da década de 1950 [cf. CHINELLI, 1977:40], continuaram a surgir, em todo o estado, projetos que requeriam concessão pública para a operacionalização de bancas, estantes e outros artefatos similares. Dessa forma, além de lidar com as insistentes tentativas de regulação e fiscalização públicas, os jornaleiros eram também obrigados a enfrentar as ameaças de outros empresários, interessados em entrar no ramo da exploração dos quiosques. A forma como os profissionais vendedores e distribuidores de jornais e revistas encontraram para manter a atividade sob (seu) controle foi dispor de organizações societárias, conforme descreve Chinelli [1977] em sua dissertação. O que pretendo tratar nas páginas seguintes é uma inversão desta perspectiva, em que ressalto como o poder público tratou as capatazias e sociedades de jornaleiros, ressaltando então como o enquadramento econômico a que esteve sujeita a categoria pode ter influência sobre a formação do mercado consumidor em geral.
Inicio esta tarefa a partir de um breve apanhado legislativo a respeito da atividade, no intuito de perseguir indícios, como este presente no decreto nº 989/1962, sobre uma interpretação jurídica a respeito da profissão. Como sabemos, são poucas as fontes documentais a tratar especificamente da regulação da atividade. Mesmo entre as regulações sobre a profissão, há lacunas graves a respeito de seus limites. Tanto que, em agosto de 1978, subiu ao plenário do Congresso Nacional o deputado Pedro Lauro (MDB/PR), para afirmar que
ainda há dezenas de profissões não regulamentadas no País, por descaso das autoridades trabalhistas. Não se diga que se trata de especializações recentes, surgidas com o desenvolvimento tecnológico. Nada disso: trata-se de atividades quase seculares no País.
Assim é a profissão de jornaleiro, por exemplo, ainda não regulamentada – e já no princípio do século a exerciam como ambulantes, em capitais como São
Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Porto Alegre e Curitiba [DIÁRIO DO CONGRESSO NACIONAL, 1978]38.
Em verdade, excetuando-se a legislação promulgada por Vargas em 1942, todas as demais tentativas de regular a profissão haviam se dado, até aqui, no âmbito municipal. E, talvez por isso, a principal preocupação dos municípios (não apenas do Distrito Federal) fosse a fiscalização de posturas e o licenciamento para o exercício da profissão. Logo, os esforços para que as legislações ordenassem a atividade apontaram um movimento no sentido de dispor sobre as bancas como forma mais propícia a este fim. E, assim, a legislação carioca pioneira, de 1911, estipulou o porte da licença para os jornaleiros ambulantes. Anos depois, foi a vez de duas legislações sequenciais paulistas – os atos nº 802 e nº 822, respectivamente de fevereiro e março de 1935 – serem as primeiras a versar sobre disposições urbanísticas para as bancas: tratando da distância mínima em relação ao passeio, e de sua instalação em cruzamentos e interseções39. Esses dois atos, assinados pelo prefeito Fabio Prado, resolvem também questões importantes no que tange ao modelo econômico das bancas. A determinação do prefeito era para que a licença fosse concedida mediante concorrência pública através de licitação, e o concessionário deveria ainda submeter à aprovação da Diretoria de Obras [art. 5º do ato nº 802/1935] o desenho da banca que pretendia instalar. O modelo licitatório logo se mostrou inexequível e legislações subsequentes, como a lei nº 4.447/1954, também referente à cidade de São Paulo, cuidavam de explicitar que “os atuais concessionários” não teriam seus pontos postos em concorrência, principal temor da categoria.
A falência do modelo complexo de licitações, que exigia chamadas públicas e concorrência aberta, levou a maioria dos municípios a adotar sistemas competitivos mais simples, em que um concessionário pode requerer a licença a qualquer tempo e
38
Na ocasião, Pedro Lauro fazia lobby para a votação do projeto de lei nº 702/1977, de Adhemar de Barros Filho, que procurava justamente regulamentar a profissão de jornaleiro, e acabou sendo arquivo pela Câmara. Em seu discurso, o deputado ressaltava que representantes sindicais exerciam pressão sobre os políticos para que o projeto fosse votado e ressaltava que, no seio da própria categoria, distribuidores tinham, na realidade, pouco interesse em ver o projeto aprovado. Para mais detalhes, cf. a íntegra do discurso no Diário do Congresso Nacional [1978].
39
Além disso, pelas regulações, os jornaleiros estariam obrigados a expor periódicos nacionais, aspecto que provavelmente se relaciona com o contexto varguista sobre o qual vínhamos debatendo. E ainda a prefeitura, na ocasião, lançava mão de um dispositivo legal que a permitia determinar a remoção ou supressão da banca licenciada a qualquer momento por razões de “interesse público”, ponto que nos será de particular relevância nos próximos capítulos.
138
tem seu mérito avaliado de acordo com as garantias fornecidas40. As prefeituras adotam, também, em definitivo, a licença a título precário, que prevê que os jornaleiros devem renovar a concessão periodicamente. O dispositivo, na realidade, é uma medida cujo objetivo é assegurar maior controle do espaço público e regulação da atividade, mas, na prática, ante as constantes pressões da categoria, acaba surtindo pouco efeito prático.
Após os atos de 1935, a primeira regulação a voltar ao tema em São Paulo, quase 20 anos depois, é a lei nº 4.447, promulgada por Jânio Quadros e que modifica um aspecto importante dos decretos de Fábio Prado: instituindo, a partir de então, modelos padronizados para as bancas, de forma que os jornaleiros agora precisavam se adequar a esta instrução normativa41. O texto da lei não menciona de forma explícita, mas o que se sabe é que, a partir desta regulação janista, a prefeitura de São Paulo – e seguindo-se a partir dela como um efeito dominó uma série de outros municípios – passou a adotar modelos de quiosques de metal, em substituição aos caixotes e estantes de madeira. A reportagem de Bancas & Negócios [2008] diz que o principal objetivo de Jânio era modernizar a cidade em seu aspecto paisagístico, apontando de quebra para o viés progressista da urbanização paulistana. No entanto, o mais provável é que Jânio tenha tentado solucionar dois problemas com uma única cartada, pois além de padronizar os quiosques em toda a cidade, evitando arroubos idiossincráticos de alguns concessionários, o dispositivo também sinalizava para um modelo que dificultaria sobremaneira episódios como os das demolições e incêndios de bancas de madeira no Distrito Federal.
Na Guanabara, as bancas padronizadas chegaram provavelmente através do já citado decreto nº 989/1962, de Lacerda42. E, finalmente, no decreto “n” nº 908/1967, de autoria de Negrão de Lima, os titulares das bancas são obrigados a manterem-nas pintadas “na cor alumínio” que hoje as caracteriza. Em todo este conjunto de leis guanabarinas, que se segue – salvo melhor juízo, desde 1962 a 1967 –, a concessão de
40
No Rio, a partir de 1944, a prefeitura instituiu o Departamento de Fiscalização como responsável pela concessão de licenças a quaisquer estabecimentos, incluindo as bancas de jornais [A NOITE, 15 de fevereiro de 1944]. Hoje, a mesma função é cumprida pela Coordenação de Licenciamento e Fiscalização.
41
A lei concedia aos atuais concessionários de pontos para a venda de jornais autorização para que expusessem os periódicos nos passeios das vias públicas, “desde que não se prejudique o trânsito de pedestres”, enquanto os mesmos não dispunham de “bancas dos novos tipos padrão fixados pela Prefeitura” [lei nº 4.447/1954].
42
O art. 13 do referido decreto afirmava que “As bancas obedecerão rigorosamente a modêlo aprovado pelo Estado e serão mantidas em perfeito estado de conservação e limpeza”. No decreto municipal “n” nº 222/1964, já correspondente ao princípio do regime ditatorial no Brasil, são fixados três modelos de banca, de acordo com o tamanho dos passeios. Os croquis destes modelos encontram-se nos anexos desta tese.
licenças para instalação e funcionamento de bancas no estado é reorganizada, pois o que se depreende a partir das considerações de algumas dessas mesmas regulações é que o processo vinha sendo feito “de forma irregular, sem a observância das medidas preconizadas em atos da Secretaria do Interior, pelo Departamento de Fiscalização” [decreto nº 989/1962]. A partir de então, o licenciamento a título precário é adotado, bem como a concessão em caráter pessoal. Tais medidas visavam a enfraquecer as organizações societárias às quais se filiavam jornaleiros imigrantes italianos [cf. CHINELLI, 1977].
As sociedades de jornaleiros organizavam-se a partir de um “sistema cooperativado”, que “garantia remunerações razoavelmente equitativas entre as partes e, sobretudo, permitia que as famílias não passassem grandes dificuldades” [GOMES, 2000:91]. O que Chinelli [1977] e Gomes [2000] notam é que há basicamente dois problemas nesse sistema que poderia levar ao seu declínio: o primeiro deles diz respeito a uma primeira impressão em que se aventa a dificuldade de renovação geracional [cf. CHINELLI, 1977]; o segundo, refere-se à existência de uma hierarquia no interior das sociedades, que evidenciava uma diferenciação entre os sócios [CHINELLI, 1977; GOMES, 2000]. Tais fatores, segundo as pesquisadoras, terminaram por levar as sociedades a uma “gradativa ruptura desse delicado e complexo equilíbrio entre distribuição de tarefas e confiança mútua”, fazendo-as então “desmoronar” [GOMES, 2000:92].
Entretanto, a despeito da afirmação de Gomes [2000] de que o sistema cooperativado não teria mais vigência nas práticas da categoria, o que observo é que muitas ainda se encontram em atuação, de acordo com os relatos de profissionais em atividade43. Na realidade, as sociedades foram intensamente combatidas através das regulações municipais e raramente eram reconhecidas legalmente44. Na direção oposta, as legislações subsequentes passam a incentivar “parcerias”, cujo modelo proporciona a titularidade a dois sócios em acordo firmado no sindicato da categoria. Assim, pode-se considerar que os dispositivos que previa que a concessão deveria ser feita em caráter
43
Talvez as dinâmicas de redistribuição dos lucros próprias das sociedades de jornaleiros tenham de fato se alterado. Mas, essencialmente, os profissionais seguem atuando através de empreendimentos coletivos, em modelos similares aos de cooperativas ou associações civis.
44
Um dos raríssimos casos em que estas organizações são reconhecidas nos termos da lei se dá no decreto “n” nº 450/1965, em que se lê, no art. 7º, que “A exploração da banca só poderá ser feita por seu titular ou membros de sua capatazia ou parceria de conformidade com o contrato de parceria registrado no respectivo sindicato de classe, na forma estabelecida pela CLT e pela lei que regulamenta a profissão de distribuidores e vendedores de jornais e revistas”.
140
pessoal a um único titular viriam a ser complementados com legislações que, a partir da década de 1970, endureceriam o licenciamento, estipulando que “A cada pessoa só poderá ser concedida autorização para exploração de apenas uma banca” [grifo meu] – termo que é replicado no art. 22 de praticamente todas as regulações posteriores à Consolidação Municipal de Posturas de 1976. Na prática, as parcerias com familiares e prepostos acabam por proporcionar um escape legal a este dispositivo, de forma que é absolutamente comum, como vimos, um mesmo signatário possuir o controle de dezenas de pontos de venda regulares junto à prefeitura. E, por sua vez, o modelo de parcerias reforça um dos aspectos mais discutidos das décadas de 1930 e 1940 a respeito do enquadramento trabalhista do profissional jornaleiro: o de que o jornaleiro, seja ele vendedor (ambulante ou capataz) ou distribuidor, é sempre um trabalhador autônomo que exerce sua atividade individualmente ou em sociedade por intermédio de um sindicato profissional [cf. DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, 1936a]45.
Qualificados como autônomos, os jornaleiros conseguiram impedir projetos de empresas como a João Copello & Cia., que visavam a um modelo em que o Estado garantiria concessão a uma empresa privada para operacionalizar quiosques no espaço urbano fluminense. Isso porque, dessa forma, estavam equiparados a comerciantes – ainda que, sob finalidade prática, alguns vendedores pudessem ser encarados como “empregado que trabalha simultaneamente para varios empregadores [as empresas jornalísticas]” [id.:ibid.] –, cuja remuneração consiste em uma porcentagem ou comissão das vendas; e, portanto, teriam resguardado o direito à propriedade de seus estabelecimentos. Outrossim, a propriedade das bancas havia sido legalizada pela própria prefeitura, verificando-se que
innumeras bancas, ou pontos de venda, representam, agora, um verdadeiro patrimônio, fructo de longos anos de tenacidade e perseverança, através de intemperies. Fixando-se em um local, ou adoptando um determinado trajecto diario, o vendedor inicialmente se submeteu a mal ganhar para sua subsistencia. Foi pela perseverança que, ao cabo de anos, obteve clientela. [...] por isso que, em obediência á disciplina tradicional das classes, o pequeno vendedor que recebe jornaes de uma banca não entra nunca na área, ou zona de acção de outra banca [id.:ibid.]46.
45
Hoje, a chamada Lei dos Microempreendedores confere aos jornaleiros a possibilidade de atuarem no mercado formal também como microempreendedores individuais (MEI), categoria que prevê a criação de entidade de pessoa jurídica em regime tributário especial e abre a possibilidade de contratação de até um funcionário.
46
Em São Paulo, este enquadramento trabalhista levou mais tempo a ser reconhecido legalmente, visto que o discurso de Freitas Nobre ao Congresso Nacional em novembro de 1971, atenta para a diferença de interpretação nos sistemas legislativos municipais do Rio e de São Paulo. De toda forma, ele argumenta
Numa sociedade, os jornaleiros não se caracterizam como em situação de auto- emprego, já que “É a sociedade que fornece a banca e a mercadoria para que ele possa trabalhar” [CHINELLI, 1977:198]. Dessa forma, como nota Filippina Chinelli [id.:200], essas organizações se situariam no espaço limiar entre o mercado formal e o não-formal, configurando por meio de seus sócios uma situação de “monopólio das licenças” [id.:196]. Por outro lado, o modelo de sociedade permite aos jornaleiros, entre outras coisas, diminuir os custos embutidos da atividade.
Se fosse um só dono, este teria empregados que, sujeitos ás leis trabalhistas, seria[m] divididos em turnos iniciados pela madrugada [...]. Esses empregados teriam o salario noturno, se não houvesse turnos, estabilidade, férias, aviso prévio, etc.
Com os parceiros não se dá isto. Todos trabalham para eles próprios, considerados por lei trabalhadores autônomos [DIÁRIO CARIOCA, 1º de fevereiro de 1944].
O abandono deste modelo, forçado em grande parte pelo próprio poder público, como venho apontando, permitiu um maior controle sobre a atividade e o processo de licenciamento e instalação de bancas, muito embora, como efeito colateral, possa ter contribuído para um aumento gradativo dos custos operacionais da distribuição de impressos no país, forçando uma queda ou estagnação da circulação, como se pode observar pelo menos na última década e meia47.
que: “Todos sabem que o jornaleiro não é o proprietário da banca de jornais, mas que goza de uma concessão precaríssima, concedida pela municipalidade e possível de cancelamento.
“É o jornaleiro, dada sua condição especial de trabalho, um autônomo, pôsto que não tem patrão, não tem relação empregatícia, não tem horário ou hierarquia a obedecer, nem contraprestação salarial. Como autônomo, êle utiliza algumas vezes os serviços eventuais de outros jornaleiros que também, pelas suas características de trabalho, são igualmente trabalhadores autônomos.
“Assim, se entendeu na Guanabara, onde os jornaleiros, sejam eles os concessionários das bancas, sejam os que eventualmente os auxiliam, são contribuintes da Previdência Social, sob a classificação de autônomos.
“Em alguns Estados, particularmente em São Paulo, no entanto, a interpretação vem sendo feita em prejuízo dos jornaleiros e da própria lei, pois a fiscalização do INPS vem multando esses vendedores de jornais e levando-os à necessidade de fazer o que não podem: registrar os vendedores de jornais que os ajudam eventualmente como empregados e os permissionários das bancas como ‘empregadores’” [DIÁRIO DO CONGRESSO NACIONAL, 1971].
47
Segundo dados do anuário Mídia Dados 2007, a evolução da circulação de jornais de 1997 a 2006 variou de 3,6 milhões a 3,7 milhões de exemplares/dia, enquanto o número de veículos auditados saltou de 57 para 81. Números do IVC divulgados pela Associação Nacional de Jornais admitem um avanço de 4,1 a 4,4 milhões de exemplares/dia no período imediatamente posterior (de 2007 a 2011), mas que ainda fica aquém das expectativas. No segmento das revistas, a evolução da circulação de 1997 a 2006 é deficitária: de 15,5 milhões a 14,7 milhões de exemplares/dia, segundo o mesmo anuário [MÍDIA DADOS 2007, 2007].
142
Assim, espero ter chamado atenção para o fato de que o modelo econômico e organizacional adotado pelos jornaleiros no país corresponde a um misto de disputas e negociações entre estes e a autoridade pública, de maneira que sua conformação histórica tem ajudado a moldar o mercado consumidor de jornais e revistas brasileiro. Ademais, chamo atenção para os riscos compreendidos na adoção de um modelo terceirizado para a distribuição de impressos, visto que o controle sobre uma das atividades mais essenciais do processo produtivo é legado a uma entidade estranha às empresas jornalísticas (bem como ao Estado), e pode, desse modo, incorrer em ameaça à liberdade de imprensa, como parece ser a principal reivindicação realçada durante o contexto varguista48. Em suma, é certo que a atividade distributiva pode sofrer com o controle exclusivo do mercado por parte de um grupo de agentes, como é o caso dos imigrantes italianos; nesse sentido, as tensões que se referem aos conflitos sindicais e ao licenciamento de bancas são exemplares do comportamento deste mercado em busca de um equilíbrio político e econômico.
No próximo capítulo, trataremos novamente desta relação entre os jornaleiros e a autoridade pública sob uma nova perspectiva: a ideia de que também estas intervenções sobre a atividade de distribuição da imprensa podem ter caráter eminentemente político
per se. Em outras palavras, estudaremos como determinadas ações como a censura e
regulações sobre a atividade dos jornaleiros podem influir sobre a penetração dos meios impressos, reverberando em alguns casos como importante fato de alcance político.
48
Nesse sentido, é interessante notar que o discurso dos jornais, em sua maioria, era contrário às reivindicações nacionalistas do período, de modo que os empresários posicionavam-se claramente como atores interessados na questão, optando não raro pela via da terceirização.