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III. BÖLÜM

6. BULGULAR

6.2 Birinci Araştırma Problemine İlişkin Bulgular

Em meio às investigações intensivas sobre os peixes, Agassiz despertou sua atenção para o fenômeno fascinante dos glaciais. Nas férias de verão, ele deixava Neuchâtel e seguia em retiro para os Alpes Suíços. As montanhas de gelo não eram capazes de apaziguar sua mente inquieta. Nos anos de 1837 a 1845, nessas visitas, Agassiz juntou evidências de uma série de eventos geológicos sobre os sedimentos das geleiras, o movimento dos glaciais, as composições das rochas, os deslocamentos de blocos de gelos, entre outros indícios científicos. Eram os primeiros sinais de um fenômeno geológico observado nos Alpes Suíços. Paralelamente, expandiu suas explorações em pequenas expedições à Escócia, à Inglaterra e à Alemanha, onde verificou ocorrências semelhantes, entendendo que não se tratava de um quadro isolado e local. Os sinais apontavam a hipótese de uma época geológica, em que a Terra teria sofrido uma glaciação em escalas globais. Esses estudos resultaram na obra, Études sur les glaciers.141 Amplamente reconhecidos no âmbito científico, os resultados sobre o resfriamento global imortalizaram Agassiz como autor do período geológico intitulado a Era do Gelo.142

Seu desfecho glorioso, no entanto, não foi tão simples quanto o resumo deste quadro teórico. A Era do Gelo custou-lhe bem mais que o talento como naturalista. Palco de rivalidades, o mundo científico testou as habilidades pessoais de Agassiz e seus escrúpulos para reagir e superar às tensões da concorrência estabelecida em um campo amplamente disputado. Em disputas violentas sobre a autoria dessa descoberta geológica, Agassiz perdeu, ao menos, duas amizades: o amigo da Escola de Munique, Karl Friedrich Schimper e o naturalista geólogo Jean de Charpentier143.

Homem de considerável reputação, Charpentier foi o responsável por iniciá-lo no !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

141

AGASSIZ, Louis. Études sur les glaciers. Neuchâtel: Aux frais de l'auteur, Jent et Gasmman, 1840. 142

Cf. LURIE. Louis Agassiz: a life in science, p.94-95; Cf. RUDWICK, Martin. Worlds before Adam: the reconstruction of geohistory in the age of reform. Chicago: The University of Chicago Press, 2008, p. 517. 143

Jean de Charpentier (1786-1855), naturalista geólogo de origem suíça e alemã. Sobre a amizade de Agassiz e Schimper ver parte I desta tese, p.40.

problema das geleiras. O geólogo já havia pesquisado exaustivamente este fenômeno e preparava uma publicação, da qual Agassiz tinha pleno conhecimento. O livro de Charpentier, Essai sur les glaciers 144, trouxe interpretações distintas de Agassiz sobre o fenômeno glacial. Porém, o lançamento ocorreu meses depois que Études sur les glaciers havia caído nas graças do público. Charpentier foi atropelado pelas manobras de Agassiz, que não só apressou sua publicação, como também se autopromoveu em uma série de conferências convencendo, com suas ideias, grandes audiências, principalmente a comunidade de naturalistas ingleses.

Responsável pela iniciação de Agassiz na geologia glacial, Charpentier se sentiu profundamente traído e desrespeitado.145 No Edinburgh New Philosophical Journal, em uma notícia sobre Essai sur les glaciers, Charpentier deixou as seguintes palavras: “Na ciência, assim como na mesa, <<tarde venientibus ossa146: >> é a lição para o homem de ciência, ele não deve permitir, a si mesmo, ser antecipado na publicação de suas pesquisas e descobertas.”xlix147

A outra indisposição deu-se com o amigo alemão Schimper. Em 1837, logo quando iniciou suas observações sobre os glaciais com Charpentier, Agassiz convidou Schimper para trabalhar com eles em Neuchâtel. Os amigos discutiram amplamente o fenômeno, quando Schimper sugeriu a hipótese global da Era do Gelo, usando, pela primeira vez, em um poema científico, o termo Era do Gelo, no alemão Eiszeit. Agassiz apoderou-se de sua hipótese e adotou seu conceito geopoético. Porém, o naturalista não mencionou o nome do amigo e botânico como autor do termo Eiszeit em Études sur les glaciers. A conduta de Agassiz foi censurada tanto por Schimper, quanto por Charpentier, ambos sentiam-se ofendidos e maltratados, exigindo retratações públicas do naturalista.148

Agassiz que reinava absoluto na história natural como ictiólogo, disputou a originalidade e o brilhantismo para se consagrar igualmente na história da geologia. A controvérsia da Era do Gelo arrastou-se por anos. O conceito ganhou as páginas dos jornais científicos e sua propriedade intelectual foi debatida em várias arenas públicas. Suas cartas registram ainda um outro episódio, no qual, mais uma vez, ele seria desafiado.

Em 1840, Agassiz havia estabelecido uma estação de observação nos glaciais do Aar, !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

144

CHARPENTIER, Jean de. Essai sur les glaciers et sur le terrain erratique du bassin du Rhône. Lausanne, 1841.

145

Cf. LURIE. Louis Agassiz: a life in science, p.102-105; RUDWICK. Worlds before Adam, p.518-539. 146

Ossos para os que chegam tarde. 147

CHARPENTIER, Jean de. Essay on the glaciers and the erratic formation of the basin of Rhone. Edinburgh New Philosophical Journal, Edinburgh, v.23, p.104-124, April-October.1842, p. 104.

Disponível em:<https://books.google.com/books?id=lRMAAAAAMAAJ>. Acesso: 18 de novembro de 2015. Tradução desta autora.

148

para aprofundar os estudos dos movimentos e estruturas daquelas montanhas geladas. Essa estação ficou conhecida como Hôtel des Neuchâtelois, reunindo viajantes, exploradores e geólogos, que chegavam de várias regiões do continente para conhecer ou estagiar com o naturalista. Em 1841, na condição de discípulo, o naturalista escocês James David Forbes hospedou-se no Hôtel des Neuchâtelois149.

De volta a Escócia, Forbes publicou um artigo científico com conclusões de suas observações em Aar. No texto, reivindicou a descoberta de uma certa estrutura dos glaciais. Agassiz, que ainda lidava com as intrigas junto a Schimper e a Charpentier, reagiu muito mal à notícia científica de Forbes. O artigo do escocês ameaçava sua reputação e seu prestígio de autor unânime da teoria glacial.150

Para manter sua autoria científica, sua principal estratégia foi divulgar uma carta pública. No documento, ele reproduziu missivas trocadas entre Forbes, ele mesmo e outras testemunhas. As correspondências foram reunidas e o problema ganhou a dimensão de uma acusação de falsa autoria: “A publicidade que o Sr. Forbes deu a este caso, obriga-me a publicar em minha defesa, partes essenciais relacionadas a ele, e para que não me acusem de interpretar em meu favor o que foi escrito sobre isso, eu começarei reproduzindo na íntegra toda a carta de Sr. Forbes ao Sr. Desor”.l151

Agassiz usou suas relações de poder, empenhando-se em uma campanha agressiva contra Forbes. O mesmo panfleto, enviado a Bonaparte, circulou pelo continente europeu. Além disso, enviou diversas cartas para correspondentes poderosos. As pesquisas com os peixes e com os glaciais deram a ele o crédito e a visibilidade suficientes para se comunicar com a maioria dos homens de ciência notáveis de seu tempo. Visivelmente, ele estava em uma posição vantajosa na disputa. Novato no campo e na condição de pupilo, Forbes ocupava um lugar modesto no mundo científico.

Agassiz insistiu que a estrutura dos glaciais tratada como uma descoberta científica por Forbes, já era anteriormente conhecida por ele e por seus compatriotas. O geólogo suíço, !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

149

Sobre o Hôtel des Neuchâtelois, ver: LURIE. Louis Agassiz: a life in science, p.96. James David Forbes (1809-1868) era um físico escocês. Conduziu pesquisas sobre a condução de calor e sobre os glaciais. Ver: ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA ONLINE. James David Forbes.

Disponível em: <http://www.britannica.com/biography/James-David-Forbes>. Acesso em:18 de novembro de 2015.

150

Forbes publicou a descoberta no artigo Paper on the structure of the Ice Glaciers, no Edinburgh Philosophical Journal, em janeiro de 1842.

151

Carta pública de Louis Agassiz a Charles Lucien Bonaparte, Neuchâtel, 11 de abril de 1842. Ms 1997/1-26. Fonds manuscrits, Bibliothèque Central de Muséum National d’Histoire Naturelle (MNHN). Tradução desta autora. Durante o levantamento documental para a tese, uma cópia dessa carta pública foi encontrada entre as cartas de Louis Agassiz a Charles-Lucien Bonaparte, possibilitando o acesso dos pormenores da disputa Forbes- Agassiz. Os trechos das cartas de Forbes são, portanto transcrições publicadas por Louis Agassiz.

Arnold Guyot,152 havia feito uma comunicação sobre o fenômeno na Société Géologique da França, em reunião na cidade de Porrentruy, em 1838, quatros anos antes da publicação de Forbes. Além de mencionar uma descoberta, o artigo de Forbes despertou a fúria de Agassiz: ao omitir aos seus leitores sobre o Hôtel des Neuchâtelois, ele não mencionou que o naturalista suíço era o organizador e diretor de todas e quaisquer pesquisas dirigidas nos glaciais do Aar.

Forbes defendeu-se das acusações e lamentou que seu artigo na Edinburgh Philosophical Journal poderia insinuar que ele não estava em débito com Agassiz. Contudo, havia um tom provocativo em sua justificativa. Para o escocês, mencionar sua estadia no Hôtel des Neuchâtelois equivalia a descrever momentos de “entretenimento hospitaleiro”:

Eu sinto muito que meu artigo no Edinburgh Philosophical Journal, de janeiro passado, contenha qualquer insinuação, tão longe de meus pensamentos, de que eu não tenha sido profundamente grato ao Sr. Agassiz, pelo seu entretenimento hospitaleiro comigo e com meu amigo no glacial de Aar. Se, na pressa para registrar uma observação científica, deixei fora de vista questões de circunstâncias pessoais, pelas quais o público sente pouco interesse, eu só aderi a um princípio pelo qual eu tenho até agora geralmente agido em relação às matérias pessoais; mas que de bom grado teria abandonado, a fim de satisfazer os sentimentos das pessoas mais sensíveis a este respeito.li153

Forbes protestou que o tempo passado nos glaciais eram circunstâncias pessoais, não necessariamente relevantes ao leitor científico. Poupou, assim, detalhes, incluindo o fato de que tinha sido Agassiz o chefe e instigador da expedição, para tratar diretamente do fenômeno observado:

O que eu tenho mantido e distintamente mantenho, é o seguinte: (1) Que a estrutura do gelo descrita na minha notícia era desconhecida pelo Senhor Agassiz em 9 de agosto de 1841. (2) Que nenhuma nota sobre isso aparece nas obras dos Senhores Charpentier, Agassiz, e outros escritores, a quem tenho consultado sobre o assunto das geleiras. (3) Que eu nunca ouvi mencioná-lo como um fato conhecido anteriormente por você, ou por qualquer um dos vários naturalistas que conheci no Glacial, ou posteriormente, e com quem eu conversei livremente sobre o assunto.lii154

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 152

Arnold Henry Guyot (1807-1884), assim como Agassiz, era suíço e naturalizou-se americano. O geólogo era amigo pessoal de Agassiz e por intermédio dele, chegou aos Estados Unidos para lecionar na Princeton University. Para outros dados biográficos, ver: ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA ONLINE. Arnold Henry Guyot. Disponível em:

<http://www.britannica.com/biography/Arnold-Henry-Guyot>. Acesso em:18 de novembro de 2015. 153

Carta de James David Forbes a Pierre Jean Édoauard Desor, Edinburgh, 11 de março de 1842. In: Carta pública de Louis Agassiz a Charles Lucien Bonaparte, Neuchâtel, 11 de abril de 1842. Ms 1997/1-26. Fonds manuscrits, Bibliothèque Central de Muséum National d’Histoire Naturelle (MNHN). Tradução desta autora. 154

Carta de James David Forbes a Pierre Jean Édoauard Desor, Edinburgh, 11 de março de 1842. In: Carta pública de Louis Agassiz a Charles Lucien Bonaparte, Neuchâtel, 11 de abril de 1842. Ms 1997/1-26. Fonds manuscrits, Bibliothèque Central de Muséum National d’Histoire Naturelle (MNHN). Tradução desta autora.

O naturalista escocês relatou os acontecimentos ocorridos no dia nove de agosto de 1841 nas geleiras, descrevendo como havia presenciado os fatos sobre a estratificação vertical, dividindo com Agassiz observações sobre as formações das montanhas glacias, mostrando-lhe as fendas traçadas indicativas das marcas da estratificação. Forbes insistiu, em sua narrativa, que Agassiz duvidava de suas conclusões e estava relutante em admitir suas constatações. Duvidou que o naturalista suíço pudesse estar ofendido, já que presenciara o ocorrido:

E agora, Senhor, por ora, eu deixo o assunto, perfeitamente preparado, no entanto, se necessário, para manter tudo o que eu disse, e muito mais, no tribunal público, não por afirmação meramente, mas por amplas provas que eu possuo. Negligenciei a descortesia que o Sr. Agassiz tem mostrado (talvez inadvertidamente) em não mencionar o meu nome na carta a Humboldt, em conexão com o mais <<recente fato>> que sua campanha de verão tem suportado. Contentei-me com uma simples declaração da verdade, sem uma única alusão pessoal. Se uma questão de prioridade está em voga, o público deve julgar a quem o << éclatante justice >> de que você fala é devido. Você tem registrado fielmente as minhas palavras, e elas expressam um fato que é literal e perfeitamente verdadeiro: Fui a Suíça, não para escrever um livro, mas para estudar na escola de Agassiz. Eu não tinha pensado em escrever ou publicar quando estive lá. Não sei o que você quer dizer com << estudar em uma escola >>. Se isso significa que o professor reivindica o crédito das observações de seus pupilos, o significado é novo para mim. Permita-me dizer, Senhor, que a escola em que eu tenho tanto estudado quanto ensinado é uma daquelas a qual o lema é << Suum cuique tribuito >>.liii155

Suum cuique tribuito156, a expressão clássica fechou o tom da carta-resposta de Forbes às acusações da farsa científica. O naturalista escocês não titubeou. Manteve-se firme sobre a originalidade de seu artigo, não admitiu nenhuma impropriedade ou desonestidade intelectual. Pelo contrário, inverteu a direção das acusações, mencionando um ato de descortesia do próprio Agassiz em carta a Humboldt, na qual seu nome não fora mencionado nem ao tratar dos estudos dos glaciais, tampouco das missões científicas. Forbes explorou a fragilidade de Agassiz, que estava em débito com Schimper e Charpentier. A controvérsia sobre a questão científica ganhava contornos de um problema pessoal. Correspondências privadas vinham a público, comprometendo nomes e gerando constrangimentos.

Neuchâtel, 29 de março de 1842. Agassiz escreveu a Forbes sobre a polêmica dos glaciais, desaprovando seriamente o escocês pelas atitudes que indicavam a falta de !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

155

Carta de James David Forbes a Pierre Jean Édoauard Desor, Edinburgh, 11 de março de 1842. In: Carta pública de Louis Agassiz a Charles Lucien Bonaparte, Neuchâtel, 11 de abril de 1842. Ms 1997/1-26. Fonds manuscrits, Bibliothèque Central de Muséum National d’Histoire Naturelle (MNHN). Tradução desta autora. 156

Suum cuique tribuito, na tradução literal, “dar a cada um o que é seu” ou “dar a cada qual o que lhe é devido”, uma das máximas do Direito Romano.

reconhecimento, consideração e ética. Defendeu-se de suas acusações uma a uma: sobre a relevância de seus companheiros, sobre sua carta com Humboldt e acerca dos momentos divididos nas geleiras. Numa série de perguntas, a carta colocou Forbes diante de um inquérito:

Eu considero que, se você tivesse feito algumas observações importantes sobre as geleiras, enquanto ali estivemos juntos, o que não foi o caso, a regra exigiria que você oferecesse juntá-las à coleção que pretendo publicar sobre as observações este ano, uma vez que você já sabia disso. Em sua carta, você defende que não sou um homem que aceita a ideia dos outros. Eh! Quando e para quem procurei impor as minhas? Mas há, longe disso, outras faltas de procedimentos de que eu o culpo. Como você atravessou tantas geleiras tal como relata em sua notícia [...] ? E quando eu lhe contei sem reserva todas as minhas observações inéditas, como você pôde se apropriar exclusivamente daquelas mais completas sobre a questão relatada anteriormente, quando, na verdade, tudo o que você teria tido, no máximo, era o direito de dizer que nós tínhamos observados fatos em comum que você relatou e que apenas tinham sido parcialmente estabelecidos antes?liv157 As cartas de Agassiz não só refletiram o espaço de disputa entre os naturalistas, como foram provas documentais, armas estratégicas para garantir uma autoria científica e verdadeiros manifestos. Na disputa com Forbes, Agassiz experimentava seu próprio veneno. As pesquisas geológicas tiveram um enorme impacto sobre o conhecimento científico. Os conceitos da Era do Gelo e da teoria glacial geraram uma chave para o entendimento do processo pelo qual animais e plantas vivas, em certas regiões do mundo, exemplificaram padrões particulares da distribuição geográfica. O aparecimento de misteriosas configurações de terras ganharam uma explicação racional, afinal, observaram que massas de gelo avançavam e se retraíam, dando à Terra seus atuais contornos.158

Esse quadro mostra que Agassiz disputava a inovação de todo um campo de estudos na geologia. Não foi à toa que a sua teoria ganhou a atenção de homens de ciência do porte de Charles Darwin e Charles Lyell que, apesar das intrigas, passaram a admirá-lo como um dos maiores naturalistas de seu tempo. Um momento importante se definiu para o naturalista de Neuchâtel, era a grande ocasião para expandir suas influências científicas além das fronteiras do continente europeu. Agassiz saiu vencedor da encruzilhada sobre a Era do Gelo e, com intermediação dos britânicos, abriu seu caminho rumo à América, para onde emigrou.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 157

Carta de Louis Agassiz a James Davis Forbes, Neuchâtel, 1842. In: Carta pública (circular) de Louis Agassiz a Charles Lucien Bonaparte, Neuchâtel, 11 de abril de 1842. Ms 1997/1-26. Fonds manuscrits, Bibliothèque Central de Múseum National d’Histoire Naturelle (MNHN). Tradução desta autora.

158