2.3. ÖRGÜTSEL BAĞLILIĞI ETKİLEYEN FAKTÖRLER
2.3.1. Bireysel Faktörler
Os valores sociais e os morais se relacionam, na medida em que fazem interações entre as pessoas socialmente. Já os valores pessoais e de competência dizem mais respeito ao indivíduo.
Os valores terminais são em menor número que os valores instrumentais. Em geral temos menos de uma dezena de valores finais, enquanto possuímos algumas dezenas de valores instrumentais.
Isto se deve ao fato de que, para atingir somente um valor final desejável, temos que possuir diversos valores instrumentais. Por exemplo, se tivermos como valor terminal uma vida confortável, poderemos ter como valores instrumentais para atingi-lo a ambição, a capacidade, a coragem, a responsabilidade, o autocontrole, dentre outros.
O contrário também se aplica.
“Não existe necessariamente uma correspondência pontual entre valores finais e valores instrumentais: um modo de conduta pode ser instrumental para o alcance de vários fins existenciais ao mesmo tempo”.(GARCÍA; DOLAN, 1997, p.67).
O quadro de Rokeach não é fechado em si mesmo. Um mesmo valor instrumental pode servir a fins distintos. Dolan explora novamente esta questão da multi-utilidade dos valores.
Segundo García e Dolan (1997), uma conduta respeitosa com os demais é um modo de conduta ou costume que pode servir para diversos fins, tais como a justiça social, para a felicidade ou inclusive para a obtenção da riqueza. Por outro lado, para a consecução de um determinado valor final, como a consecução da felicidade, pode ser necessário um determinado conjunto de vários valores instrumentais: honestidade, dinheiro ou pensamento positivo.
Conforme os autores, precisamos levar em conta que, quando atribuímos um valor extraordinário a um valor meramente instrumental, este passa a ser percebido como final pelo seu possuidor. Assim, valores instrumentais como dinheiro, beleza ou forma física podem chegar a ser vividos como valores existenciais em caso de pessoas avarentas ou obcecadas pelo cultivo da aparência física ou dos músculos, respectivamente.
De uma maneira similar a Rokeach, Garcia e Dolan (1997) subdividem os valores terminais em dois tipos: valores pessoais (o que o indivíduo aspira para si mesmo) e valores ético-sociais (propósitos ou aspirações que beneficiem toda a sociedade).
Os valores instrumentais podem ser subdivididos em dois tipos: valores ético-morais (modos de conduta necessários para alcançar nossos valores finais) e valores de competência (são mais individuais, servem para se adaptar e para sobreviver). Vemos as subdivisões de Garcia & Dolan no quadro a seguir:
VALORES FINAIS (objetivos existenciais)
Valores Pessoais
(Para você, o que é mais importante na vida?)
Viver, felicidade, saúde, ‘salvação, família, êxito ou realização pessoal, ter prestígio, demonstrar status, bem estar material, sabedoria, amizade, trabalho, ser
respeitado, demonstrar valor, amor, etc Valores ético-sociais
(O que você deseja para o mundo?)
Paz, sobrevivência ecológica do planeta, justiça social, etc
VALORES INSTRUMENTAIS (meios utilizados para alcançar os valores finais)
Valores ético-morais
(Como você acredita que deva se comportar com aqueles que o rodeiam?)
Honestidade, educação com os demais, sinceridade, responsabilidade, lealdade, solidariedade, confiança mútua, respeito dos direitos humanos, etc
Valores de competência
(O que você acredita que deva possuir para poder competir na vida?)
Cultura, dinheiro, imaginação, lógica, boa forma física, inteligência, beleza, capacidade de poupança, iniciativa, pensamento positivo, constância, flexibilidade, vitalidade, simpatia, capacidade de trabalho em equipe, coragem, vida sadia, etc
Quadro 5 – Tipos de Valores Fonte: GARCÍA; DOLAN, 1997, p.67.
Se avaliarmos a subdivisão feita por García e Dolan, veremos que há dois grupos de valores bem distintos. Os Valores Pessoais e os Valores de competência servem para o homem sobreviver e se adaptar. Eles não podem ser considerados de caráter essencialmente éticos, como os valores ético-sociais e éticos morais, que têm como características específicas o fato de serem colocados em prática na relação com as demais pessoas.
As subdivisões dos valores são basicamente as mesmas feitas anteriormente por Rokeach. O único diferencial é que García e Dolan associam a ética aos valores que são envolvidos com as interações sociais. Os valores morais passam a ser chamados de ético-morais e os valores sociais, por sua vez, passam a ser chamados de ético-sociais.
Os autores afirmam que, em pessoas mentalmente equilibradas, quando estes valores estão incorporados mas não se traduzem em ações, geram sentimentos de
culpa e mal-estar. Isto significa que a pessoa entrou em processo de dissonância cognitiva, que veremos a seguir.
Este “sentimento de culpa” ou “consciência pesada”, causados pela Dissonância Cognitiva, são, por vezes, utilizados por algumas religiões, que são especialmente ativas na formulação e uso de valores morais para influenciar a conduta por meio do sentimento de culpabilidade. (GARCÍA; DOLAN, 1997, p.68).
É comum, de acordo com Garcia e Dolan (1997), que muitas vezes se confundam os valores em geral com os valores éticos, os quais não são, nem mais nem menos, que os meios adequados para conseguir nossas finalidades.
“Assim, por exemplo, a honestidade pode ser considerada um valor ético- instrumental para conseguir uma das finalidades existenciais mais valorizadas pela maioria das pessoas: ser feliz.” (GARCÍA; DOLAN, 1997, p.66).
Nesta linha, vemos que a finalidade existencial “ser feliz”, apontada pelos autores, nada mais é do que a eudaimonia de Aristóteles.
Outro ponto a ser discutido é que os valores estão embutidos em cada um de nós:
Our values are so much an intrinsic part of our lives and behavior that we are often unaware of them- or, at least, we are unable to think about them clearly and articulately. Yet our values, along with other factors, clearly determine our choices, as can be proved by presenting individuals with equally ‘reasonable’ alternative possibilities and comparing the choices they make. Some will choose one course, others another, and each will fell that his or her election is the rational one. (GUTH; TAGIURI, 1965, p.123).
Embora todas as pessoas saibam a importância dos valores em nossa vida, não é fácil compreendê-los. Não podemos tocá-los, quantificá-los, mensurá-los. Por isso, é muito difícil lidar com valores. É muito mais fácil lidarmos com fatos.
Roozen et al. (2001, p.90) investigaram os fatores determinantes das dimensões éticas de uma tomada de decisão de empregados de diferentes organizações. Uma das perguntas se referia à influência dos valores instrumentais e pessoais com respeito aos processos de tomada de decisão ética. A pesquisa prévia concluiu que
os efeitos dos valores pessoais nas intenções do comportamento e tomadas de decisão são bem limitados, e que o efeito de alguns valores instrumentais é mais significante do que o efeito dos valores terminais. Isto foi confirmado novamente em sua pesquisa posterior.
“Idealists may say that the values are the ‘most real’ thing in the world: they lie within us; they help define who you are; they provide guidance for decision making.” (HITT, 1990, p.6).
Discorreremos mais sobre a importância dos valores na tomada de decisão na Seção 2.2.5.
Em primeiro lugar, os valores são crenças, eles não são fatos. Segundo, os valores são duradouros, não são transitórios (mas isto não quer dizer que eles sejam “fixos”). Terceiro, os valores dão-nos um direcionamento em relação a dois aspectos de nossa vida: o nosso modo de conduta e o nosso desejado fim existencial. (ROKEACH, 1973, p.5- tradução nossa).
Devemos lembrar que os modos de conduta a que se refere o autor são representados pelos valores instrumentais, enquanto o fim existencial desejado é representado pelos valores terminais.
“A ética deve ser avaliada em relação aos valores pessoais, que são a base das crenças e atitudes que são determinantes parciais do comportamento de um indivíduo.” (TURNIPSEED, 2002, p.3).
Mas de onde vem os valores? Vejamos o esquema a seguir: NORMAS ATITUDES AÇÃO/ CONDUTA / COMPORTAMEN TOS VALORES RESULTADOS CRENÇAS EXPERIÊNCIA DE APRENDIZAGEM
Esquema 3 – Seqüência entre crenças e resultados