Este trabalho não exaure o assunto. Uma teoria substantiva deve ser aberta e preparada para incorporar novas descobertas, aumentando o espectro de variações e, conseqüentemente, seu poder explicativo. Nesse sentido, a continuidade dessa pesquisa faz-se necessária.
Sugere-se, portanto, que a pesquisa seja continuada, expandindo os estudos na direção da relação entre culturas indígenas e a do “branco”.
Outra sugestão seria o intercâmbio entre universidade, tanto nacional quanto internacional, de diversas áreas do conhecimento. Como exemplo, essa dissertação utilizou muitos trabalhos de pesquisadores das áreas de saúde pública, antropologia, medicina, odontologia, política publica, e ainda podem ser abordadas em continuidade deste tema, áreas como a geografia humana, no que tange à sua distribuição demográfica e dificuldade de acesso. Ao direito, pois ainda existem inúmeras questões jurídicas que podem ser exploradas em relação a direitos universais, direitos humanos e direitos indígenas.
Ainda como recomendação para pesquisa futura, é necessário um estudo direcionado para a questão de quais são os desafios que podem ser encontrados quando duas organizações de culturas tão diferentes, como no caso desta dissertação – entre uma organização indígena e uma organização governamental – acontece.
Finalmente, qualquer que seja a pesquisa, trabalhos em grupo são extremamente mais eficientes do que o esforço de um pesquisador único. A formação de grupos de pesquisa orientados por uma linha definida claramente, e abraçados por todos os membros, torna o trabalho intelectual superior, de melhor qualidade e mais robusto.
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ANEXOS
ANEXO 6
RELATÓRIO ANUAL EPIDEMIOLÓGICO - FOIRN 2002 - 2003
APRESENTAÇÃO
A Conveniada FOIRN/ FUNASA pertencente ao DSEI – ALTO RIO NEGRO a través deste relatório vai apresentar as atividades desenvolvidas no convênio 049/02 que tem por objetivo prestar Assistência Básica às comunidades situadas ao longo dos rios Negro, Uaupés, Papuri, Tiquié, Içana e afluentes que somam 557 aldeias e/ou sítios, com uma população atual de 21.292 habitantes, constituindo a maior área de cobertura do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro.
Cabe mencionar que ao longo dos quatro anos de Distrito, a FOIRN por três anos era responsável da assistência da população indígena localizadas nos Rios Uaupés, Tiquie, Içana e Afluentes, assumindo neste ano a área do Rio Negro anteriormente assistida pela Conveniada Diocese-Centro de Saúde Escola de SGC, desenvolvendo além da Assistência Básica a Formação de Agentes Indígenas de Saúde e Capacitação de Recursos Humanos.
As informações apresentadas neste documento contém a situação de saúde, perfil epidemiológico e atividades realizadas pela equipe multidisciplinar: médicos, enfermeiros, odontólogos, técnicos de enfermagem e agentes indígenas de saúde.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE
Imunização:
A vacinação nas aldeias inicio-se no mês de Janeiro, sendo possível culminar o ano com 3 etapas de vacinação nas comunidades que abrange os pólos bases das cabeceiras dos rios, isto devido a dificuldade geográfica e sazonalidade (período de seca). Ao igual que em anos anteriores foi realizada a Missão Aérea no mês de Novembro na qual poderia haber-se alcançado ótimas cobertura si não estivera em falta as vacinas contra Pneumococo e Contra a Varicela. Em relação aos outros pólos bases foi possível a realização de quatro a cinco etapas
(caixas térmicas, termômetros) e falta de seringas e cartões de vacina que o PNI local tem dificuldade para fornecer.
Assistência Básica:
Neste ano forem contratados quatro médicos, o que ainda é um número insuficiente tendo em conta a extensão geográfica e a população a ser atendida, sendo possível assim a realização de duas visitas durante o ano. A mesma situação se deu com a equipe odontológica, tendo cada equipe como responsabilidade a cobertura de dois pólos.
A cobertura de assistência pela equipe de enfermagem foi contínua,mantendo o esquema de rodízio sendo as viagens planejadas e programadas com o fim de receber as informações da equipe anterior no pólo base, se mantive como responsável do pólo ao enfermeiro que participava do planejamento das atividades das equipe multidisciplinares.
Formação dos AIS:
Tentando contornar esse problema, foi realizado em setembro, um Curso de Capacitação Pedagógica pela FUNASA, visando orientar os profissionais de nível superior contratados nesse ano a conduzir, de maneira adequada à realidade indígena, a Formação de Agentes de Saúde.
Neste ano a capacitação dos AIS ficou a responsabilidade da FOIRN, sendo necessário recalcar que com a saída da Diocesis do DSEI, a referida instituição devolveu o recurso do VIGISUS destinado para dita atividade, tendo esta situação foi necessário destinar dentro do Plano da Atenção Básica recursos para poder desenvolver no mínimo um módulo dentro da Formação dos AIS. O planejamento dos cursos e cronograma de atividades foi realizada em conjunto com a equipe multidisciplinar capacitada, e tendo em conta avaliação dos AIS a equipe decidiu repetir o módulo introdutório, a capacitação foi descentralizada, realizada durante os meses de Setembro a Novembro, reunindo aos AIS nos pólos bases que contavam com infraestrutura adequada para tal evento.
Enfatizamos que desde a Implantação do DSEI, a formação dos AIS sempre ficou a responsabilidade das conveniadas, no entanto dos 185 AIS , 60 são contratados pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde – PACS, a pesar disso não contamos com a participação
dos coordenadores – supervisores no desenvolvimento dos cursos e menos ainda no acompanhamento e avaliação de atividades dos mesmos.
A pratica do treinamento em serviço dos agentes de saúde permite a fixação dos conhecimentos aprendidos eo insere efetivamente na rotina de visitas às comunidades e esse passa a participar ativamente na identificação de problemas de saúde e na solução dos mesmos dentro da sua realidade.