ULUSLARARASI ALANDA AZINLIKLARA İLİŞKİN DÜZENLEMELER
2.3. BİRLEŞMİŞ MİLLETLER BÜNYESİNDE AZINLIKLAR
Os resultados de consumo e digestibilidade de nutrientes, produção de leite, parâmetros plasmáticos, composição e perfil de AG do plasma e do leite foram analisados por meio de modelos mistos, utilizando-se o procedimento MIXED do SAS versão 9.0 (P<0,05). A escolha da matriz de co-variância foi realizada com base no Critério de Informação Akaike-AIC (Wolfinger, 1993), adotando-se as seguintes fontes de variação: QL, vaca dentro de QL, período, níveis de OG e interação QL versus níveis.
Foram considerados efeitos fixos os níveis de inclusão do OG nas dietas e como efeitos aleatórios período, vaca, vaca (QL) e QL. Os efeitos linear e quadrático foram analisados por contrastes ortogonais utilizando o comando CONTRAST do SAS versão 9.0.
Estudos de regressão e correlação foram realizados para algumas variáveis foi feito por meio do procedimento CORR e REG do SAS versão 9.0, correlação de Pearson (P<0,05).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
1. Consumo de alimentos
A inclusão de diferentes níveis de óleo de girassol (OG) à dieta não influenciou (P>0,05) o consumo diário da matéria seca (MS), das fibras insolúveis em detergente neutro (FDN) e ácido (FDA) ou da proteína bruta (PB), tanto em kg/dia como em relação ao peso corporal (g/kg de pc ou em %pc), conforme apresentado na Tabela 1. As exceções se referem ao consumo diário de carboidratos não fibrosos (CNF) (P = 0,0004), de extrato etéreo (EE) (P<0,0001), de OG (P<0,0001) e dos diversos ácidos graxos (AG), reflexo do aumento da adição de OG nas dietas. Não houve interação entre QL x tratamento (P>0,05) para nenhuma das variáveis avaliadas.
Segundo o NRC (2001), a previsão de consumo diário de nutrientes (em base de MS) para a categoria animal avaliada – primíparas da raça Holandês com 450 kg de peso corporal, produzindo 15,0 kg de leite/dia contendo 3,5% de gordura e 2,75% de PB – é de 13,1 kg de MS; 13,0% ou 1,70 kg de PB, no máximo de 8,0% ou 1,05 kg de EE e, no mínimo, 28,0% ou 3,67 kg de FDN. Os consumos diários de MS e PB não alcançaram os valores estimados pelo NRC (2001). Tais resultados explicam-se, em parte, pela diferença entre a composição química da dieta estimada e a realmente fornecida aos animais (Tabelas 1 e 2 do Material e Métodos). Como explicado anteriormente, essa diferença ocorreu devido às variações nos teores de MS, FDN e PB do capim-elefante entre o momento da formulação das dietas e os obtidos no decorrer do experimento, apesar dos cuidados culturais tomados com a capineira durante o período pré- experimental.
77 Tabela 1. Consumos diários de nutrientes de vacas primíparas da raça Holandês alimentadas com dietas à base de capim-elefante picado suplementadas com 0 (controle); 1,3; 2,5 e 3,7% de óleo de girassol (OG) na matéria seca total
Variável Nível de inclusão de OG na MS da dieta (%) EPM1 Valores de P Equações de regressão r2
0,0 1,3 2,5 3,7 L Q kg/dia MS 10,8 11,5 10,8 11,1 0,3551 0,9545 0,4230 - - FDN 5,79 6,13 5,80 5,93 0,2010 0,8880 0,4002 - - FDA 3,58 3,76 3,56 3,64 0,1235 0,9617 0,4820 - - PB 1,34 1,46 1,31 1,38 0,0526 0,7085 0,3450 - - CNF 3,54 3,52 3,28 3,21 0,1059 0,0004 0,7097 ŷ = 3,576 – 0,097X 0,17 EE 0,175 0,344 0,449 0,568 0,0129 <0,0001 0,0010 ŷ = 0,187 + 0,105X 0,93 OG 0,000 0,149 0,271 0,414 0,0077 <0,0001 0,5942 ŷ = 0,00067 + 0,11115X 0,98
g de alimento/kg de peso corporal
MS 24,4 25,5 24,6 25,1 0,9061 0,5499 0,6024 - - FDN 13,0 13,6 13,2 13,4 0,5187 0,4812 0,5615 - - % do peso corporal MS 2,44 2,55 2,46 2,51 0,0908 0,5626 0,5846 - - FDN 1,30 1,36 1,32 1,34 0,0517 0,5294 0,5784 - - g/dia C16:0 28,0 39,6 46,1 52,7 1,3454 <0,0001 0,0102 ŷ = 29,02 + 6,322X 0,63 C18:0 4,0 8,1 10,7 13,4 0,3094 <0,0001 0,0040 ŷ = 4,863 + 2,950X 0,19 C18:1 cis-9 20,3 48,2 68,5 86,9 1,8884 <0,0001 0,0017 ŷ = 23,55 +19,03X 0,61 C18:2 cis-9 cis-12 48,1 139,3 208,2 275,6 5,8736 <0,0001 0,0084 ŷ = 51,41 + 59,97X 0,86
C18:3 cis-9 cis-12 cis-15 19,2 21,8 21,2 22,3 0,6476 0,0001 0,1045 ŷ = 19,76 + 0,723X 0,20
78 A adição do OG às dietas substituiu parte da energia advinda dos CNF presentes no volumoso e, principalmente, no concentrado, fazendo com que a participação da energia advinda do OG se tornasse cada vez maior. Assim, uma vez que a relação volumoso:concentrado permaneceu inalterada, era de se esperar que tanto os teores presentes na dieta como o consumo diário de CNF diminuísse com o aumento dos teores de OG nas dietas. O consumo de CNF foi reduzido (P = 0,004; ŷ = 3,576 – 0,097X; r2 = 0,17) 9,4% do tratamento controle (0% de OG) para aquele com adição de 3,7% de OG.
O consumo diário máximo de EE sugerido pelo NRC (2001) não foi alcançado por nenhum dos tratamentos, nem mesmo pelo de maior adição de OG. Essa observação sugere que a microbiota e, por consequência, a fermentação ruminal tenha sofrido pouca ação deletéria e, com isso, pouca redução na digestibilidade dos alimentos.
Essa afirmação é reforçada pelos resultados observados por Ribeiro (2009a). Com o objetivo de avaliar os efeitos da adição de óleo de soja sobre os diferentes parâmetros fisiológicos (consumo, parâmetros ruminais) e produtivos (produção, composição e perfil de ácidos graxos do leite) de vacas leiteiras, o autor forneceu quatro dietas com diferentes quantidades (0; 1,5; 3,0 e 4,5% da MS) de óleo de soja (OS) para doze vacas Holandês x Gir em lactação distribuídas em três Quadrados Latinos (QL) 4 x 4 submetidas a dietas baseadas em capim-elefante picado numa relação volumoso:concentrado (V:C) igual a 52:48. Assim como no presente experimento, o autor também não observou influência (P>0,05) da adição de óleo (consumo diário máximo de 980g e percentual de 7,1% de EE na MS) sobre o consumo de MS (em kg/dia e em %pc).
Da mesma maneira, Souza (2011) trabalhando com vacas Holandês x Gir com o objetivo de avaliar o efeito da adição de diferentes quantidades (0; 1,5; 3,0 e 4,5% em base de MS) de OG em dietas à base de cana-de- açúcar (V:C = 60:40, base MS), também não observou influência (P>0,05) da adição do óleo sobre o consumo de MS em kg/dia. Houve apenas uma tendência (P = 0,10) de redução no consumo em percentual do peso corporal à medida que se adicionou óleo.
Com o objetivo de avaliar os efeitos da adição de 4,0% de OS combinado, ou não, com monensina sódica em dietas baseadas em silagem de milho fornecidas para vacas Holandês x Gir, Eifert et al. (2005) observaram que a inclusão de 4,0% de OS na MS da dieta reduziu (P = 0,006) o consumo de matéria seca de 17,5 para 15,1 kg/dia. Em experimento semelhante, mas com adição de 2,25% de OS, Eifert et al. (2006) verificaram tendência de queda (P = 0,07) no consumo de MS (19,0 para 17,8 kg/dia).
Como a proporção volumoso:concentrado das dietas oferecidas no presente experimento permaneceu fixa em 67:33 e a contribuição de gordura do capim-elefante na dieta completa foi mínima (aproximadamente, 1,2% de EE na MS), pode-se afirmar que a variação observada no perfil dos AG consumidos é reflexo direto do aumento da proporção do OG na dieta.
Os consumos de ácido palmítico (C16:0), esteárico (C18:0), oleico (C18:1 cis-9), linoleico (C18:2 cis-9 cis-
12) e α-linolênico (C18:3 cis-9 cis-12 cis-15) elevaram-se linearmente (P<0,001) com a adição de OG às
dietas, destacando-se o aumento de 473% e 328% observados para o ácido linoleico e ácido oleico, respectivamente. Elevações tão substanciais se explicam pela maior proporção desses AG na composição do OG (Tabela 5).