ULUSLARARASI ALANDA AZINLIKLARA İLİŞKİN DÜZENLEMELER
BÜNYESİNDE AZINLIKLARLA İLGİLİ ÖNEMLİ DÜZENLEMELER Ulusal Azınlıkların Eğitim Haklarına İlişkin Lahey Tavsiyeleri (1 Ekim 1996)
Na Tabela 1 dos Anexos é apresentada a variação dos perfis de AG das amostras de capim-elefante coletadas durante os períodos de adaptação (dia 1 e dia 5) e de coleta de dados (dia 10 e dia 15) de cada uma das quatro fases do QL. Ressalte-se que a evolução dos dias apresentada na tabela não representa, necessariamente, o aumento da maturidade do capim fornecido aos animais.
84 Os AG predominantes nas amostras analisadas foram o mirístico (C14:0), com concentrações variando de 1,5 a 2,3% (g/100 g de AG totais); palmítico (C16:0; de 23,1 a 31,1%), esteárico (C18:0; de 2,1 a 3,8%), oleico (C18:1 cis-9; de 3,0 a 5,7%), linoleico (C18:2 cis-9 cis-12; de 16,5 a 24,0%) e α-linolênico (C18:3 cis-9 cis-12 cis-15; de 22,6 a 39,9%).
Os resultados corroboram a afirmação feita porHarwood (1980) e Van Soest (1994) de que esses são os AG mais abundantes (~90% do total) nos lípides de origem vegetal. Os AG saturados, monoinsaturados e poli- insaturados participaram com 35,2 a 49,4%; 5,7 a 10,4%; e 41,4 a 58,0% do montante total, respectivamente.
Da mesma forma que no presente experimento, Ribeiro (2009a) coletou amostras de capim-elefante com idade aproximada de 70 dias, advindas de capineira submetida a cortes de uniformização e adubação. O autor acompanhou a composição das amostras semanalmente durante as oito semanas de duração do experimento e observou intervalos nas concentrações de ácido mirístico, palmítico, esteárico, oleico, linoleico e α-linolênico nas amostras, respectivamente, de 0,7 a 1,6%; de 27,9 a 42,5%; de 3,5 a 5,6%; de 5,9 a 11,6%; de 17,1 a 25,9% e de 12,8 a 22,6%. As somas dos AG saturados, mono e poli-insaturados variaram de 40,3 a 62,2%; de 5,9 a 13,0%, e de 31,5 a 48,5%.
Ao se comparar esses resultados com os do presente experimento, percebe-se que os teores de ácido α- linolênico obtidos por Ribeiro (2009a) foram sensivelmente inferiores, sugerindo, então, a utilização de capim-elefante mais maduro. Suposição esta, reforçada ao se comparar as composições bromatológicas e as digestibilidades dos capins utilizados nos dois experimentos.
Perez et al. (2008) coletaram amostras de diferentes variedades de capim-elefante com idade média de 60 dias e observaram as seguintes concentrações de AG: palmítico – 22,0 a 40,0%; esteárico – 2,0 a 4,0%; oleico – 2,0 a 8,0%, linoleico – 14,0 a 28,0% e α-linolênico – 22,0 a 55,0%. Já as somas dos saturados, mono e poli-insaturados variaram de 28,0 a 54,0%; 3,0 a 8,0% e 36,0 a 79,0%, respectivamente.
Deve-se chamar a atenção para o fato de que os teores de ácido α-linolênico nessas amostras se assemelham com a do presente experimento, sugerindo, então, que foi utilizado material de composição lipídica típica de capins-elefante mais jovens (60 dias).
4.2. Óleo de Girassol
O presente experimento utilizou óleo de girassol comestível comercial (Siol Alimentos, Barueri, SP) como principal fonte lipídica na dieta. Características como qualidade de solo, temperatura média anual, cultivar, entre outros fatores, influenciam a composição dos triglicerídeos presentes nas sementes de girassol. Assim, em 2006, o MAPA criou a Instrução Normativa Nº 49 para definir padrão de composição para o óleo de girassol que se destina à comercialização e impedir a venda de produtos adulterados.
Glasser et al. (2008) publicaram uma metanálise com a composição média do perfil de AG de diversos óleos vegetais utilizados em trabalhos nacionais publicados nos últimos 40 anos que tiveram como objetivo verificar o impacto desses óleos sobre a produção e composição do leite de vacas. Na Tabela 5 é apresentada a composição média do perfil de AG do óleo de girassol observada no presente experimento, as composições médias encontradas por Glasser et al. (2008) e a exigida pela IN N°49 para comparação.
Exceto pelo ácido α-linolênico, todos os demais AG constituintes do OG utilizado no experimento estão dentro das exigências impostas pela legislação vigente. O OG utilizado apresentou teor de ácido α-
linolênico de 0,7 g/100 g de AG totais. Apesar de ser valor absoluto baixo, ele é cerca de 233% superior ao estabelecido pela IN 49 (≤ 0,3%). Em termos práticos, essa alteração é bem vinda, tanto se considerarmos
85 Tabela 5. Concentração de ácidos graxos (g/100 g de AG totais) no óleo de girassol utilizado no experimento, em comparação à encontrada por Glasser et al. (2008) e à exigida pela Instrução Normativa N° 49
Ácidos graxos Experimento Glasser et al. (2008) Instrução Normativa N° 49
<C12:0 0,01 - nq C12:0 0,02 - ≤ 0,1 C14:0 0,15 0,1 ≤ 0,2 C16:0 6,9 5,1 5,0 a 7,5 C16:1 0,10 0,1 ≤ 0,3 C18:0 2,8 4,3 2,7 a 6,5 C18:11 20,7 21,6 14,0 a 39,4 C18:1 cis-9 19,1 - - C18:2 cis-9 cis-12 66,1 66,8 48,3 a 74,0
C18:3 cis-9 cis-12 cis-15 0,70 0,2 ≤ 0,3
C20:0 0,22 - 0,1 a 0,5 C20:1 nq - ≤ 0,3 C22:0 0,56 - 0,3 a 1,5 C22:1 nq - ≤ 0,3 C24:0 0,25 - ≤ 0,5 C24:1 nq - nq ΣSaturados 10,9 - 8,1 a 16,8 ΣMonoinsaturados 20,8 - 14,0 a 40,3 ΣPoli-insaturados 66,8 - 48,3 a 74,3 1
Somatório de todos os isômeros C18:1; - : não citado; nq: detectado, mas não quantificado.
4.3. Concentrados
A composição de AG dos quatro concentrados utilizados no presente experimento (Tabela 2 dos Anexos) foi avaliada em dois momentos distintos: no dia do preparo (Dia 1) e no último dia de fornecimento (Dia 14). Essas avaliações tiveram como objetivo verificar se houve algum tipo de alteração composicional no perfil de AG durante o período de armazenamento.
Segundo Ribeiro (2009a), é possível que se observe algum grau de saturação ou de -oxidação (quebra da
cadeia carbônica e formação de grupos acetil) dos AG durante o período de armazenamento dos concentrados enriquecidos com óleo devido à sua exposição ao ar (O2), aos microrganismos, e às variações de temperatura ambiente. Tais transformações químicas poderiam influenciar negativamente a palatabilidade e a aceitabilidade do alimento pelas vacas, comprometendo assim, a ingestão de matéria seca, além de causar alterações no perfil de AG secretados no leite.
Na prática, quanto maior a estabilidade do óleo e, consequentemente, a vida útil do concentrado, maior é o intervalo entre o preparo dos concentrados e mais interessante para o produtor rural que eventualmente se interessar em alterar o perfil de AG da gordura do leite. Por isso, torna-se necessária a avaliação da vida útil desse concentrado.
O perfil de AG dos quatro diferentes concentrados permaneceu estável entre o dia de preparo e o décimo quarto dia de fornecimento. O ácido palmítico (C16:0) apresentou teores médios nos dias 1 e 14 de 12,16 e 12,41%, sendo observada nítida redução no seu teor com o incremento da adição de OG ao concentrado. O mesmo comportamento foi observado para o ácido oleico, que apresentou médias de 20,96 e 21,31%, e o
ácido α-linolênico com 2,41 e 2,51%. As concentrações médias do ácido esteárico foram de 2,96 e 2,99% e
não apresentaram variação entre os concentrados. Já o ácido linoleico apresentou médias iguais a 57,09 e 57,61%, e tiveram aumento nas suas concentrações à medida que se adicionou OG.
86 As variações no perfil de AG observadas entre os concentrados se explicam devido à substituição de parte dos ingredientes energéticos (milho e polpa cítrica) pelo OG (Tabela 1 do Material e Métodos).