1. BÖLÜM
2.2. Beypazarı İle İlgili Genel Bilgiler
2.2.2. Beypazarı Tarihi
Algumas dificuldades, no entanto, podem ser identificadas para a consecução dos objetivos da Pedagogia das Competências: problemas decorrentes dos referenciais utilizados e da incapacidade de satisfazer as necessidades concretas apresentadas pela realidade social.
2.4.1. Contradições lógicas da proposta de formação profissional baseada na noção de competências
Buscaremos, neste momento, analisar a lógica interna dos discursos dos divulgadores da Pedagogia das Competências, buscando, assim, evidenciar possibilidades e contradições. Sabemos, no entanto, que tal tipo de análise não pode ser considerada como suficiente para demonstrar as “possibilidades” de efetivação da Pedagogia das Competências, pois ao acreditarmos nisso estaríamos concordando com o neopragmatismo que, apoiado na filosofia analítica, afirma que, como não é possível verificar a objetividade de uma teoria como correspondência entre discurso e realidade, a única possibilidade de
40 Os neopragmatistas colocam a noção de linguagem, em substituição à noção de experiência, como
referência central para os processos formativos. Acreditam que estratégias de “recriação de vocabulários” e “práticas investigativas” sejam capazes de desenvolver concepções que fomentem a felicidade geral. Não deixam claro, no entanto, como as práticas formativas podem revelar a construção das narrativas (Cf. Libâneo, 2000). Propõem como base de suas estratégias, ao invés do ensino, contar histórias, histórias nas
quais as pessoas de grupos distintos se vejam e se sintam compartilhando de coisas relevantes porque as beneficiam diretamente e/ou coisas relevantes para seus sentimentos (Ghiraldelli, 1997:27). Tais histórias, diz Rorty (apud Ghiraldelli, 1997:28), são de fato o que tem induzido a nós, as pessoas ricas, seguras e
poderosas, a tolerar e até a estimar as pessoas indefesas, aquelas pessoas cuja aparência, cujos costumes e crenças nos parecem em princípio um insulto para nossa identidade moral, para nosso sentido dos limites da diversidade humana. Não consideraremos estas formulações neopragmáticas como que orientando a Pedagogia das Competências por considerar o grande distanciamento que estabelece com os processos de formação profissional, mas ressaltamos os perigos que tal retórica, que tenta se justificar no discurso de valorização do sujeito, pode representar para a escola pública brasileira ao desvalorizar a importância dos conhecimentos científicos.
demonstração de maior ou menor riqueza de uma teoria é através da análise da lógica da sua narrativa.
A análise do discurso favorece, também, além da visão das possibilidades de efetivação de um discurso, a revelação sobre objetivos não declarados e conseqüências e produtos não explicitamente esperados. Revela, portanto contradições formais, paradoxos de um conjunto de idéias.
Consideraremos, portanto, para fins da análise da lógica dos discursos, as intenções declaradas pelos divulgadores da Pedagogia das Competências e as formas que propõem para a consecução das mesmas41. A partir desta intenção foi possível detectar entre os divulgadores da Pedagogia das Competências as proposições de que esta:
• Constitui uma formação de novo tipo que promove a elevação do nível de qualificação dos trabalhadores;
• Desenvolve uma educação de tipo integral, superando a fragmentação entre o fazer e o pensar da educação profissional tradicional;
• Promove o desenvolvimento da autonomia e da participação dos trabalhadores na vida das empresas;
• Desenvolve uma capacidade real de trabalho em oposição à capacidade potencial, própria do referencial anterior calcado no conceito de qualificação.
• Conjuga interesses de empresários e trabalhadores.
Entretanto, foi possível identificar algumas contradições lógicas presentes nos discursos dos divulgadores da Pedagogia das Competências.
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Registramos que algumas das proposições vinculadas à Pedagogia das Competências já de longa data vêm compondo a pauta de intenções dos movimentos em defesa de uma educação voltada aos interesses da classe trabalhadora; desta forma, são apresentadas como algo desejado por todos. Ao invés de nos posicionarmos agora sobre a concordância, ou não, com a busca pela efetivação das proposições da Pedagogia das Competências que serão apresentadas, buscaremos evidenciar os paradoxos que elas estabelecem quando analisadas junto às mediações propostas para suas efetivações.
2.4.1.1. Em relação à qualificação de novo tipo e à promoção de trabalhadores com níveis de qualificação mais altos
A proposta de formação profissional através do desenvolvimento de competências utiliza o argumento de que é diferente da proposta de formação profissional com vistas à qualificação, pois visa formar indivíduos para desempenhar diferentes atividades e não para o seu ajustamento a postos de trabalho pré-definidos. Ela surge com a promessa de dinamizar o processo de formação, ao exigir uma formação mais ampla e relacionada com conhecimentos básicos de uma área, ao questionar a ênfase prescritiva (Zúñiga, 2000). Pretende potencializar a força de trabalho, desenvolver capacidades para lidar com situações novas e diferenciadas e possíveis de serem transferidas no exercício de várias atividades de trabalho.
Fala-se que se trata de uma formação profissional de novo tipo, pois objetiva desenvolver uma força de trabalho altamente qualificada, adaptável às mudanças e profissionalmente e geograficamente móvel (Rochow, 1999:3), significando a mudança de orientação da formação do esforço (físico) para o cérebro, registrando definitivamente uma revalorização do talento humano (Zúñiga, 2000).
A ampliação dos níveis de qualificação dos trabalhadores é justificada com o argumento de que seriam valorizadas as disposições psicológicas dos trabalhadores, podendo estas ser aplicadas a qualquer disciplina ou ocupação42, pois se referem ao indivíduo. Elas não estariam atreladas em particular a nenhuma disciplina ou ocupação. Seria possível desenvolvê-las quando se aprende, por exemplo, ajustagem, desenho técnico, eletricidade, eletrônica, física, matemática, manutenção, mecânica de automóvel, química, tornearia mecânica (Senai-SP, 1992).