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Belirsizlikleri Giderme Yöntemleri

4.2. Katılımcıların Okulda Karşılaştıkları Rol Karmaşası-Rol Belirsizliğine İlişkin

4.2.3. Belirsizlikleri Giderme Yöntemleri

A competição comercial internacional entre as empresas exige e estimula as ligações entre os nós que representam centros de produção ou consumo do subcontinente sul-americano. Nem sempre os governos são os construtores dessas ligações, diferentemente do período anterior quando quaisquer obras de infra-estrutura eram de responsabilidade do poder público. Na etapa de competição entre empresas, em alguns casos, agentes privados são os realizadores dessas ligações, cabendo aos governos a tarefa de planejar, regulamentar e fiscalizar essas atividades. Observam-se, dessa forma, seis tipos de iniciativas, que resultam em ativação de linhas de comunicação através de pontos anteriormente fechados ao comércio internacional.

Iniciativas exclusivamente empresariais: quando organizações privadas desbravam caminhos ou rotas que melhor atendam seus interesses de integração comercial, dispensando a participação dos governos na execução de obras que permitam sua concretização. A seguir são indicados alguns exemplos dessas iniciativas.

A criação do corredor multi-modal entre São Paulo e Manaus, que funciona por rodovia, entre São Paulo e Porto Velho, e por hidrovia, entre Porto Velho e Manaus, ao longo do rio Madeira.

A criação da linha de navegação que liga Santa Fé - Rosário - Buenos Aires, pelo rio Paraná, contorna o Uruguai e o Brasil, interligando todos os portos marítimos até Belém, e segue pelo rio Amazonas até Manaus. A linha, até então não permitida legalmente, integra as principais regiões industriais da Argentina e do Brasil e oferece alternativa de fretes mais baratos em relação ao transporte rodoviário.

A criação da rota rodoviária Brasil-Argentina-Rodovia Panamericana. A rigor, trata-se de uma rota de desbravamento de mercados, funcionando com altos custos operacionais. São transportadas mercadorias de São Paulo para o Peru, por via rodoviária, com passagem por Santiago, para acesso à Rodovia Panamericana. Nesse caso, o caminhão roda 2.000 km no sentido norte-sul, até atingir o eixo transversal, e, depois da travessia da Cordilheira, roda 3.000 km no sentido sul-norte até chegar a Lima, apesar da existência da ferrovia, recentemente privatizada, que pode levar o caminhão de São Paulo, diretamente, no sentido noroeste, até Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, ligada por rodovia a Lima, a uma distância de 1.500 km.

A criação da rota comercial Japão-Los Angeles, por via marítima, complementada pela rota Los Angeles-São Paulo, por via aérea.

Iniciativas empresariais combinadas com iniciativas públicas: nesse caso, o interesse de empresas se combina com o interesse político dos poderes públicos de viabilizar as novas ligações. São exemplos significativos dessas iniciativas: a ligação rodoviária Boa Vista-Caracas, a ligação rodoviária Boa Vista-Georgetown, e a ligação rodoviária Caiena- Macapá. Esta última tem a particularidade de ligar o Mercosul com a União Européia, uma vez que a Guiana Francesa é um departamento ultramarino de um país integrante da União Européia. Deve-se notar que participaram dessas iniciativas os governos estaduais do Amapá, de Roraima e do Amazonas e não o governo federal.

Iniciativas públicas: nesses casos, os poderes públicos tomam iniciativas integracionistas, propondo-se a estimular as empresas a utilizar os canais de comunicação entre os mercados. São exemplos desse tipo de iniciativa os esforços do governo brasileiro em estimular a navegação internacional ao longo do rio Amazonas e seus afluentes, buscando ligações com os mercados do Peru, do Equador e da Colômbia e com os respectivos portos do Oceano Pacífico.

Iniciativas particulares: nesses casos não estão envolvidos diretamente nem os governos nem as empresas. A própria população se encarregou de manter em funcionamento dezenas de passagens entre as fronteiras sul-americanas, algumas vezes utilizadas com fins ilegais. Os índios e os garimpeiros sempre circularam pela floresta amazônica, ignorando as divisas nacionais. As populações andinas conservaram em funcionamento vários “pasos” entre a Argentina, Chile, Bolívia e Peru, mesmo durante os governos militares. Os peruanos e acreanos conservaram a trilha incaica entre Puerto Maldonado e Brasiléia, ligando as civilizações andina e amazônica, e agora sendo transformada em rodovia pelo governo peruano.

Iniciativas de organismos internacionais: nesses casos, os organismos internacionais entram em cena para incentivar e financiar as iniciativas de integração. A CEPAL, Comisión Económica para América Latina, é o órgão pioneiro em divulgar estudos e propostas integracionistas desde a década de 1960, embora geralmente ignoradas pelos governos militares. Mais recentemente o BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento, tem financiado projetos e obras de infraestrutura, com o mesmo objetivo.

Iniciativas de organismos internacionais em conjunto com governos e empresas: pode ser citado o projeto em andamento de construção de

uma grande rede global agregando em um único sistema todos os veículos eletrônicos: telefone, fax, computador, internet, rádio, televisão e copiadora, com o nome provisório de super-rodovia da comunicação.

Esses últimos avanços da tecnologia tiveram dois tipos de obstáculos para sua implantação em larga escala na América do Sul: o primeiro decorrente da escassez de capitais que pudessem ser investidos nessas áreas. O segundo decorrente da concepção territorial que influenciou os governos latino- americanos até o início da década de 1990. Para essa concepção a facilidade de transmissão de informações nem sempre era desejada, a não ser quando estivesse em jogo a chamada segurança do estado.

Nesse quadro de uma rede precária de circulação de informações nasceu o Mercosul e estão sendo tomadas as medidas que permitem a aproximação desse bloco com o Chile, a Bolívia e os demais países do Grupo Andino.

Ao mesmo tempo, os governos sul-americanos, assim como diversas empresas privadas e estatais, aderiram ao consórcio mundial de construção da chamada super-rodovia de comunicação, já em processo de implantação na América do Sul.

Dessa forma, a estrutura da rede sul-americana de informações, necessária para as novas relações capitalistas internacionais e para

o funcionamento do Circuito do Poder, está sendo construída, ainda que em ritmo mais lento em algumas regiões.