III. Belirli Süreli İş Sözleşmesi
3. Belirli Süreli İş Sözleşmesi Yapılmasını Haklı Kılan Objektif Nedenler
Uma pesquisa se vale de formas complementares de coleta de dados. Neste caso, por exemplo, foram utilizadas a aplicação de formulário, a entrevista e a observação, cada uma em um momento e com intentos específicos. No formulário, buscou-se identificar e caracterizar os elementos perseguidos com a pesquisa, enquanto que a entrevista foi utilizada como um instrumento drill down de caráter exploratório e explicativo que permite compreender o sentido que os respondentes dão para o fenômeno investigado. Já a observação foi empregada como forma complementar de coleta de dados.
Em todos os casos acima mencionados, a coleta se deu através de visita técnica ao local de trabalho dos entrevistados, mediante solicitação formal e agendamento prévio de horário. O tempo de duração da visita variou de acordo com a disponibilidade de cada respondente, bem como da complexidade e quantidade de informação disponibilizada, sendo o seu conteúdo gravado, mediante autorização, e, posteriormente, transcrito. O tempo médio de cada visita foi de aproximadamente uma hora e meia.
O processo de coleta de dados começou a partir da aplicação dos formulários com um membro da empresa que tenha conhecimento tanto técnico quanto organizacional. De forma geral, os formulários e as entrevistas foram realizados com os proprietários ou diretores das empresas. Deve-se ressaltar que, apesar de se tratar de uma pesquisa fundamentalmente qualitativa, o formulário foi criado e aplicado com o intuito de objetivar a coleta de informações utilizadas na caracterização das empresas no tocante ao modelo de negócio, ao paradigma de desenvolvimento e ao ambiente institucional.
Deve-se ressaltar que o formulário foi estruturado em quatro seções distintas, quais sejam: modelo de negócio, paradigma de desenvolvimento, ambiente institucional e outros dados referentes à empresa e ao respondente. Cada uma dessas seções possui um conjunto de
afirmativas que retratam a existência de características e práticas dentro do escopo delimitado em cada uma das seções, devendo o respondente indicar o grau de concordância em relação a cada uma das assertivas.
Nas duas primeiras seções do formulário, a escala utilizada é do tipo Likert com seis pontos, sendo o numeral “um” o representante da total discordância e o “seis”, da total concordância, sendo o numeral três e meio o ponto de inflexão. Na terceira seção, a lógica é a mesma com a diferença de que foi utilizada uma escala com quatro pontos para medir grau de influência das entidades do ambiente institucional sobre a organização, conforme apresentado no apêndice desse trabalho.
Em relação ao modelo de negócio, sua caracterização foi feita a partir de opções estratégicas e configurações estruturais elencadas dentro de três subdimensões: pessoas, processo e produto. Deve-se ressaltar que a partir da combinação dessas questões é possível ainda estudar e identificar o objetivo e a propensão do sistema organizacional à inovação e à eficiência. Quanto ao paradigma de desenvolvimento, o formulário apresenta várias metodologias e práticas utilizadas no processo de desenvolvimento. Com isso, é possível identificar, além da metodologia utilizada, o paradigma de desenvolvimento institucionalizado e suas especificidades.
Para caracterização do ambiente institucional, uma série de entidades foi relacionada e agrupada em categorias como, por exemplo, autoridades governamentais, entidades profissionais, instituição de educação e pesquisa, empresas de mercado, dentre outras. Nesta parte do instrumento, foi deixado um espaço reservado para que o respondente nomeasse especificamente as entidades que o mesmo considerasse entidades institucionais relevantes para o contexto da pesquisa.
Com o término da aplicação do formulário, a entrevista foi então empregada. A entrevista, segundo Marconi e Lakatos (1999), é uma conversação que ocorre de maneira metódica e que proporciona ao entrevistador, verbalmente, a informação necessária. Selltiz et al (1987) afirmam que a entrevista é bastante adequada para a obtenção de informações sobre o que as pessoas sabem, creem, esperam, sentem ou desejam, pretendem fazer, fazem ou fizeram, bem como sobre as suas explicações ou razões a respeito das coisas precedentes.
O tipo de entrevista utilizado na coleta de dados foi a entrevista semi-estruturada e em profundidade. Este tipo de entrevista permite ao pesquisador flexibilizar as perguntas para se aprofundar nas questões e informações de seu interesse para que mais detalhes possam aparecer à medida que a entrevista estiver acontecendo (GIL, 2002).
Com relação à pesquisa em profundidade, Rossi e Slongo (1997) apresentam as seguintes vantagens para a coleta de dados em pesquisas exploratórias e qualitativas: os respondentes sentem-se menos intimidados na presença de apenas uma pessoa (o entrevistador), sentem-se menos ansiosos do que no caso de serem observados por pesquisadores (por exemplo, por trás de espelhos), preocupam-se menos com o seu desempenho e com regras de comportamento, estabelecem uma relação mais íntima com o entrevistador, e não precisam se deslocar até determinado local para encontro em grupo.
Para a entrevista semi-estruturada um roteiro de entrevista foi utilizado na condução da investigação em profundidade, com perguntas estrategicamente formuladas e vinculadas ao conteúdo levantado através do formulário. Como se trata de uma pesquisa exploratória e fundamentada em uma abordagem qualitativa, faz-se necessário manter certo grau de flexibilidade em relação ao processo de coleta de dado, sendo esta a razão pela escolha da entrevista semi-estruturada.
Neste sentido, durante a entrevista buscou identificar não apenas o conteúdo, mas também outras formas de expressão do sujeito que se pode sinalizar o entendimento que o mesmo tem sobre o objeto investigado. Por essa razão, as entrevistas foram gravadas, permitindo a uma compreensão mais completa do sentido que os sujeitos investigados têm acerca do processo de estruturação das empresas de desenvolvimento do software.
O fato de ser predominantemente qualitativa não implica dizer que a pesquisa seja desprovida de rigor científico e de objetividade. A cientificidade é proveniente da objetivação e foco dado pelo pesquisador. No caso, é preciso sempre ter em mente, durante a condução da pesquisa, o que se pretende com a mesma. Por essa razão, tanto o formulário, quanto o roteiro de entrevista foram elaborados para explorar e descrever os seguintes elementos:
• O ambiente institucional e as força isomórficas nele atuante;
• O modelo de negócio empregado nas empresas de desenvolvimento de software investigadas;
• O processo de desenvolvimento, suas etapas e decisões, o pessoal envolvido, o grau de autonomia e as forças de repulsão;
• E as relações existentes entre cada um dos elementos acima caracterizados.
Os elementos supracitados serviram como fonte de orientação do pesquisador durante toda a pesquisa. Para cada um desses elementos, uma série de questões foi necessária. A coleta de dados se caracterizou, nessa pesquisa, como a fase que exigiu maior esforço. Por
essa razão é que o investigador deve apresentar alguns elementos norteadores que definam o escopo da pesquisa.
Para estudar o ambiente institucional e suas forças, o pesquisador buscou identificar, compreender, classificar e explicar as principais entidades e forças atuantes no ambiente institucional em que os casos investigados estão inseridos. Para isso, fundamentou-se no modelo de análise da Teoria Institucional, utilizando-se da tipologia clássica utilizada para caracterizar as instituições e forças isomórficas, quais sejam: coercitiva, normativa e mimética.
Para estudar o modelo de negócio das empresas, a pesquisa identifica e descreve traços da estrutura e da estratégia da empresas relacionados às dimensões de produto, pessoa e processo. Para cada uma das dimensões, uma série de perguntas foi elencada com o intuito de caracterizar o modelo de negócio predominante nos casos, tendo como ponto de partida dois modelos básicos de empresas de software vastamente encontrados na literatura, quais sejam: fábrica de software e empresa de base tecnológica.
Para estudar o paradigma de desenvolvimento, é utilizada a teoria apresentada dentro do escopo da engenharia de software. A operacionalização da pesquisa se dá a partir da metodologia de desenvolvimento e práticas adotadas na empresa para produção de software. Nesse caso, o estudo exploratório está exatamente sendo posto com o intuito de compreender e descrever como se dá a dinâmica de desenvolvimento de cada uma das empresas investigadas.
Por fim, pretendeu-se definir as relações entre cada um dos componentes caracterizados e descritos na pesquisa. Neste caso, as perguntas utilizadas tinham caráter exploratório e explicativo, buscando, através de uma estruturação flexível, a compreensão dos respondentes acerca do fenômeno que permita a identificação e análise das relações institucionais estabelecidas entre o modelo de negócio, o processo produtivo e o ambiente em que as empresas encontram-se inseridas.
Para complementação e verificação dos dados coletados através das entrevistas e dos formulários, a técnica da observação, também, foi utilizada. Segundo Gil (2002), os resultados de um estudo exploratório devem ser provenientes da triangulação (convergência ou divergência) das evidências obtidas de diferentes técnicas de coleta. Eis, então, o sentido de aplicar-se a observação neste estudo.
Marconi e Lakatos (1999) afirmam que a observação utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade, não consistindo apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que se desejam estudar. A observação consiste no registro
de comportamento, fatos e ações relacionados com o objetivo da pesquisa no momento de sua ocorrência, não envolvendo questionamentos e respostas verbais ou escritas.
Neste trabalho, a observação foi usada quando da visita à empresa, buscando destacar detalhes relevantes que não tenham sido destacados com as entrevistas, principalmente aqueles vinculados às questões organizacionais, culturais, políticas e comportamentais, vivenciados nas situações cotidianas da empresa. Em muitos casos, os respondentes omitem alguns fatos que podem ser relevantes para a pesquisa. Segundo Argyris e Schon (1974), existe uma diferença entre a teoria proclamada e a teoria praticada. Assim, nem sempre o que
as pessoas dizem que fazem é compatível com a maneira como as mesmas agem. Tais
observações podem ser realizadas em qualquer momento que o pesquisador estiver no ambiente de investigação e, posteriormente, utilizadas na análise.