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III. Belirli Süreli İş Sözleşmesi

2. Belirli Süreli İş Sözleşmesinde Şekil

De acordo com Richardson (1999), todo pesquisador, principalmente das ciências sociais, deve se posicionar epistemologicamente frente à pesquisa a ser realizada. Pesquisas, sejam qualitativa ou quantitativa, baseiam-se em paradigmas sobre o que vem a ser uma pesquisa válida e quais métodos lhes são apropriados. A origem da utilização do conceito de paradigmas vem de Kuhn (1970) que afirma que a ciência não evolui por fatos se revelando a pensadores inteligentes, mas, sim, se desenvolve por meio de tensões políticas, que são resolvidas na comunidade científica em um processo cíclico entre ciência normal e ciência revolucionária, com uma dando passagem para outra, respectivamente (BURRELL, 1999). Dessa forma, na visão de Burrell (1999), ciência não é uma trilha linear de hipóteses falsificáveis, mas uma sucessão de períodos de descontinuidades da “ciência normal” e mudança revolucionária, uma vez que formas estabelecidas de ver o mundo são substituídas durante toda a história.

De forma geral, a evolução do conhecimento obedece a três paradigmas derivados da sociologia (ORLIKOWSKI E BAROUDI, 1991; FELL, XIMENES E FILHO, 2004):

• Positivista: quando há evidência de proposições formais; medidas quantificáveis das variáveis; testes de hipóteses; além do delineamento de inferências em um fenômeno, partindo de uma amostra para uma população. Estudos deste tipo são fundamentados na existência, a priori, de relações fixas, presentes no fenômeno e que são investigadas;

• Interpretativo: procura compreender o fenômeno através dos significados que as pessoas atribuem a ele. A pesquisa interpretativa não define antecipadamente variáveis dependentes e independentes. Seu foco é na complexidade do processo humano em dar sentido às coisas na medida em que as situações acontecem. As bases filosóficas da pesquisa interpretativa são a hermenêutica e a fenomenologia;

• Crítico: entende que a realidade social é historicamente constituída através de um processo de construção e reconstrução feito pelas pessoas. Os pesquisadores críticos, apesar de reconhecerem que as pessoas podem conscientemente agir no sentido de modificarem suas circunstâncias sociais e econômicas, afirmam que essa habilidade para a mudança é constrangida por diversas formas de dominação social, cultural e política.

No dia a dia, nem sempre a distinção entre os posicionamentos epistemológicos positivista, interpretativista e crítica é tão clara, e há um considerável desacordo sobre se estes paradigmas de pesquisa ou epistemologias subjacentes são necessariamente opostos ou podem ser acomodados no âmbito de um único estudo (MYERS, 2008), e mesmo com respeito aos pressupostos e argumentos usados para situar as diferenças entre pesquisas positivistas e interpretativistas (WEBER, 2004).

De toda sorte, levando em conta que este estudo tem a intenção de investigar o ambiente institucional e a sua relação com o processo de estruturação do modelo de negócio e do processo produtivo e os elementos que constituem essa dinâmica, identificando e descrevendo, de maneira objetiva, a relação dual entre a organização (através do seu ator principal) e cada uma das variáveis institucional, então, a base do presente estudo é o paradigma positivista. De fato, este é o paradigma mais adequado ao objeto de estudo, uma vez que permite estabelecer as relações definidas entre a estruturação das empresas de desenvolvimento de software e as entidades do ambiente institucional.

Quanto à tipologia da pesquisa, essa investigação pode ser classificada como qualitativa com objetivos exploratórios, descritivos e explicativos. Com o uso de dados qualitativos, seja de que natureza for, pode-se ter a oportunidade de identificar fenômenos de forma bem mais aprofundada e precisa. É qualitativa, pois através da pesquisa irá se analisar objetivamente as relações estabelecidas entre o ambiente institucional e as características da organização desenvolvedora de software, evidenciando, à luz da Teoria Institucional e da teoria de Giddens, a lógica e as variáveis por trás de tais relações. Da análise qualitativa, são evidenciadas e descritas as variáveis presentes na rede nomológica do constructo em questão, mais especificamente as explicações para o processo de estruturação do modelo de negócio e

da metodologia de desenvolvimento empregados nas empresas investigadas, via Teoria Institucional.

Quanto aos fins, essa pesquisa busca explorar, descrever e explicar as relações acerca do posicionamento e do conjunto de pressupostos da Teoria Institucional que têm sido aplicadas nas ciências administrativas para estudar a estruturação de organizações. Como não se tem conhecimento das variáveis do ambiente institucional e do processo de estruturação que irão compor o modelo explicativo das relações estabelecidas na pesquisa, uma pesquisa exploratória se justifica. Apesar da literatura sobre o processo de estruturação ser vasta, o seu estudo com foco em empresas de desenvolvimento de software ainda mostra-se significante, pois trata de um problema específico que não foi muito estudado pela literatura corrente, necessitando de estudos exploratórios que evidenciem elementos estruturantes do conhecimento e maximizem sua utilidade nos estudos de SI.

Na pesquisa descritiva, procura-se descrever, registrar, analisar e interpretar fatos ou fenômenos atuais sem manipulá-los (CONTANDRIOPOULOS et al, 1997; MARCONI; LAKATOS, 1999). A pesquisa em pauta descreverá um modelo com relações teóricas que subsidiem o entendimento do processo de estruturação de empresas de desenvolvimento de softwares tanto no nível organizacional (modelo de negócio) quanto no nível tático e operacional (metodologia de desenvolvimento). No presente estudo, são apresentadas e descritas as relações institucionais estabelecidas entres as empresas de SI e o ambiente em que estão inseridas.

Também é explicativa, pois busca não somente identificar e descrever as relações do ambiente institucional com os aspectos da estruturação interna das organizações, mas também encontrar e fornecer subsídios para as explicações para tais relações. Segundo Gil (2002), pesquisa explicativa visa a identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o “porquê” das coisas.