III. Belirli Süreli İş Sözleşmesi
5) Belirli Süreli İş Sözleşmesinin Çeşitli Görünümleri
Segundo Roesch (1999), ao final da coleta de dados de uma pesquisa qualitativa, o pesquisador se depara com uma enorme quantidade de textos (notas de pesquisa ou depoimentos) e de outros registros que devem ser organizados para depois serem analisados. Marconi e Lakatos (1999) afirmam que analisar corresponde a estudar, decompor, dissecar e interpretar dados, examinando sistematicamente seus elementos.
Assim, no contexto desta pesquisa, têm-se duas técnicas de análise predominante. A primeira é referente aos dados coletados, objetivamente, através dos formulários aplicados. Estes dados foram analisados por meio da descrição objetiva da percepção dos respondentes em relação aos itens listados. A técnica utilizada para esse momento da pesquisa foi a estatística descritiva por meio da utilização, principalmente, da média. Essa técnica permite uma caracterização dos elementos investigados de forma rápida e precisa. Contudo, deve-se evidenciar que esta é apenas uma pequena parte do trabalho de análise deste estudo, não o caracterizando como sendo um estudo quantitativo guiado pelo paradigma positivista.
A parte significativa das análises deste estudo é proveniente dos dados coletados através de entrevistas e observação, que foram tratados e analisados via técnica qualitativa, denominada análise de conteúdo. A análise de conteúdo é uma boa técnica para ser usada em todos os tipos de pesquisa que possam ser documentadas em textos escritos (entrevistas transcritas, documentos oficiais, livros, jornais, documentos pessoais), em gravações de voz
ou imagem (rádio, televisão, etc.), ou em outras atividades que possam ser decompostas, sendo este o caso desta pesquisa.
Desta forma, segundo Bardin (2002), a análise de conteúdo é uma técnica de pesquisa para tornar replicáveis e validar inferências de dados de um contexto que envolve procedimentos especializados para processamentos de dados de forma científica. Seu propósito é prover conhecimento, novos insights obtidos a partir destes dados (KRIPPENDORFF, 1980). Vale ainda ressaltar que a análise de conteúdo pode, ainda, ser usada para analisar em profundidade cada expressão específica de uma pessoa ou grupo envolvido num debate, pois torna possível analisar as entrelinhas das opiniões das pessoas, não se restringindo unicamente às palavras expressas diretamente, mas também àquelas que estão subentendidas no discurso, fala ou resposta de um respondente.
É muito importante que pesquisadores sociais estejam aptos a analisar esse tipo de dados de forma científica, não se contentando apenas com impressões casuais. Para isso, utiliza-se da decomposição do texto, que como uma função das palavras que ele contém ou ideias que ele representa (FREITAS; MOSCAROLA; JENKINS, 1998). Para tanto, foi utilizada a separação e categorização dos elementos evidenciados nos discursos provenientes das entrevistas. Por isso, na análise de conteúdo, o pesquisador deve levar em consideração algumas prescrições.
Na pesquisa, o pesquisador procurou ser objetivo, visto que a análise deve proceder segundo as regras pré-estabelecidas, obedecendo a diretrizes suficientemente claras e precisas de forma a propiciar que diferentes analistas, trabalhando sobre o mesmo conteúdo, obtenham os mesmos resultados. Também, buscou ser sistemático, pois todo o conteúdo deve ser ordenado e integrado nas categorias escolhidas, em função do objetivo perseguido, e elementos de informação associados ou relativos ao objetivo não devem ser deixados de lado. Por mais contraditório que aparente ser, o pesquisador ainda buscou subsídios quantitativos para realização das análises, mesmo sabendo que esta condição não é indispensável, visto que certas análises de cunho qualitativo buscam mais os temas do que a sua exata medida ou importância (FREITAS; JANISSEK, 2005).
Enfim, tendo as prescrições supracitadas sido levadas em consideração, a análise de conteúdo seguiu etapas precisas, que se iniciaram pela categorização, que significa determinar as dimensões que são analisadas. Estas categorias constituíram a base da análise de conteúdo realizada. A categorização é uma etapa delicada, não sendo possível determinar a priori suas principais categorias. Na verdade, a categorização foi o problema central da análise de
conteúdo. De toda forma, o conteúdo coletado foi categorizado em função dos objetivos da pesquisa.
No caso das entrevistas, as categorias foram originadas das respostas dos pesquisados. O quadro a seguir demonstra as categorias que foram utilizadas na análise dos dados coletados a partir das entrevistas em profundidade. Deve-se deixar claro que cada uma dessas categorias podem ser subdividas para alocar melhor os dados da pesquisa.
Segundo Freitas e Janissek (2000), a análise de conteúdo é uma técnica refinada, delicada, e requer muita dedicação, paciência e tempo para satisfazer a curiosidade do investigador. Além disso, são necessárias intuição, imaginação e observação do que é importante, além de criatividade para escolha das categorias já citadas. Ao mesmo tempo, o analista deve ter disciplina, perseverança e, ainda, rigidez na decomposição do conteúdo.
Assim, sintetizam-se, a seguir, os procedimentos para análise dos dados dos casos pesquisados.
• Escuta cuidadosa das entrevistas;
• Identificação de temas e ideias com base no roteiro prévio e temas emergentes; • Exame de dados coletados a partir de outras fontes, tais como observação e outros registros;
• Agrupamento de dados segundo as categorias comuns explicitadas; • Construção de uma síntese sobre o que foi encontrado em cada caso.
• Reflexão sobre objetivos originais para verificar se de fato os aspectos principais estavam contemplados;
• Uso da teoria para ganhar insight sobre os dados e para construir um entendimento dos resultados encontrados.
Enfim, as análises foram conduzidas individualmente para cada caso investigado, identificando o modelo de negócio da empresa, seu processo produtivo e as entidades ambientais que, de alguma forma, interferem na dinâmica de estruturação da empresa. Em seguida, uma análise coletiva e comparativa foi desenvolvida com o intuito de evidenciar achados generalizáveis ao escopo da pesquisa, sendo os resultados apresentados no próximo capítulo do presente trabalho.