1.4. Türkiye’de Karikatür
1.4.3. Baskı Dönemlerinde Politik Karikatür
Modelos estoc´asticos cl´assicos de part´ıculas podem ser reescritos em termos de operadores de criac¸˜ao e aniquilac¸˜ao familiares da mecˆanica quˆantica, como mostrado por Doi [61]. Esta representac¸˜ao explora o fato de que esses processos apenas mudam o n´umero de ocupac¸˜ao dos s´ıtios por um inteiro. Os microesta- dos para qualquer processo estoc´astico em uma rede ´e dado pelos n´umeros de ocupac¸˜ao{n} ≡ {n1, n2,···}
de cada s´ıtio. Seja P({n},t) a probabilidade dos microestados no tempo t. Como n˜ao implementamos nenhuma restric¸˜ao para ocupac¸˜ao dos s´ıtios, introduzimos para cada s´ıtio da rede i, j,··· operadores de criac¸˜ao ˆa†e aniquilac¸˜ao ˆasujeitos `as relac¸˜oes “bosˆonicas” de comutac¸˜ao
[ ˆai, ˆa†j] = δi j, [ ˆai, ˆaj] = [ ˆa†i, ˆa †
j] = 0. (A.8)
Estas relac¸˜oes de comutac¸˜ao podem ser realizadas pelas seguintes relac¸˜oes formais
ˆ ai= ∂ ∂a†i a † i =− ∂ ∂ ˆai . (A.9)
A rede vazia ´e caracterizada por ˆai|0i = 0 para todo i e em cada s´ıtio i definimos o vetor de estado
|nii = ( ˆa†i)ni|0i. Para estes estados, temos:
ˆ
ai|nii = ni|ni− 1i, aˆ†i|nii = |ni+ 1i. (A.10)
Podemos agora encapsular toda a informac¸˜ao sobre o estado{n} = (n1, n2,···) da rede no tempo t na
quantidade
|φ(t)i =
∑
{n}
P({n},t)
∏
i
( ˆa†i)ni|0i. (A.11)
A.2. A representac¸˜ao de Doi
Como consequˆencia dessa descric¸˜ao de estados em termos de um espac¸o de Fock em completa analogia com a descric¸˜ao da mecˆanica quˆantica de muitos corpos [23], podemos escrever a evoluc¸˜ao temporal da equac¸˜ao mestra em uma equac¸˜ao do tipo Schrodinger em tempo imagin´ario
d
dt|φ(t)i = − ˆH|φ(t)i. (A.12)
O motivo para a realizac¸˜ao deste procedimento ´e que ele permite uma descric¸˜ao mais simples da dinˆamica. Por exemplo, para o processo A+ A→ /0 teremos
ˆ H= Γ
∑
hi ji
( ˆa†i− ˆa†j)( ˆai− ˆaj)− λ
∑
i(1− ( ˆa†i)2)( ˆa
i)2 (A.13)
com a correspondente soluc¸˜ao formal
|φ(t)i = e− ˆHt
|φ(0)i. (A.14)
Para entendermos a origem da equac¸˜ao (A.13), seja a equac¸˜ao mestra para o processo A+ A→ /0 em um ´unico s´ıtio (A.3) dada por
d
dtP(n,t) = λ [(n + 2)(n + 1)P(n + 2,t)− n(n − 1)P(n,t)]. (A.15) Multiplicando por|ni e somando sobre n, vem:
d
dt|φ(t)i = λ
∑
n P(n + 2,t)(n + 2)(n + 1)|ni − λ∑
n P(n,t)n(n− 1)|ni= λ
∑
n P(n + 2,t) ˆa2 |n + 2i − λ∑
n P(n,t)( ˆa†)2aˆ2 |ni = λ(1− ( ˆa†)2) ˆa2∑
n P(n,t)|ni = λ(1− ( ˆa†)2) ˆa2|φ(t)i = − ˆH|φ(t)i, (A.16)
o que corresponde ao segundo termo do lado direito da equac¸˜ao (A.13).
Por outro lado, se lembrarmos da equac¸˜ao mestra para o processo de salto entre os s´ıtios 1 e 2 (A.4)
d
dtP(n1, n2,t) = Γ [(n1+ 1)P(n1+ 1, n2− 1,t) − n1P(n1, n2,t)] , (A.17) multiplicando por|n1, n2i e somando em n1e n2, teremos:
d dt|φ(t)i = Γn
∑
1,n2 P(n1+ 1, n2− 1)(n1+ 1)|n1, n2i − Γ∑
n1,n2 P(n1, n2,t)n1|n1, n2i = Γ∑
n1,n2 P(n1+ 1, n2− 1,t) ˆa†2aˆ1|n1+ 1, n2− 1i − Γ∑
n1,n2 P(n1, n2,t) ˆa†1aˆ1|n1, n2i= Γ( ˆa†2− ˆa†1) ˆa1|φ(t)i. (A.18)
Apˆendice A. Mapeamento de Doi
Assim, o Hamiltoniano para o processo de salto do s´ıtio 1 para o s´ıtio 2 fica dado por
ˆ
H1→2= Γ( ˆa†2− ˆa †
1) ˆa1. (A.19)
Se permitirmos o salto reverso `a mesma taxa do s´ıtio 2 para o s´ıtio 1, ficamos com
ˆ
H1↔2= Γ( ˆa†2− ˆa †
1)( ˆa1− ˆa2). (A.20)
Para saltos entre todos os vizinhos da rede, a equac¸˜ao (A.20) se extende para
ˆ HD=
D (∆x)2
∑
hi ji
( ˆa†j− ˆa†i)( ˆai− ˆaj) (A.21)
que ´e o Hamiltoniano associado `a difus˜ao das part´ıculas na rede e corresponde ao primeiro termo do lado direito da equac¸˜ao (A.13) comΓ≡ D
(∆x)2. As equac¸˜oes de movimento para P({n},t) e seus momentos nesta
representac¸˜ao s˜ao idˆenticas obviamente `as que seguem diretamente da equac¸˜ao mestra. Por´em, neste ponto podemos ver a vantagem do uso do formalismo de Doi: a equac¸˜ao mestra original fica complicada pela presenc¸a de fatores com n e n2que est˜ao ausentes na representac¸˜ao de Doi. O formalismo de “segunda quantizac¸˜ao” fornece o palco natural para a descric¸˜ao de part´ıculas independentes que podem variar em n´umero, podendo ser criadas e/ou destru´ıdas.
M ´ultiplas esp´ecies: Em reac¸˜oes de duas esp´ecies de part´ıculas, por exemplo A+ B→ /0, a equac¸˜ao mestra ´e definida em termos dos n´umeros de ocupac¸˜ao das part´ıculas A e B, P({m},{n},t). Para a representac¸˜ao de Doi, introduzimos operadores de criac¸˜ao e aniquilac¸˜ao distintos para cada uma das esp´ecies: ˆai, ˆa†i, ˆbie
ˆb† i e definimos o estado |φ(t)i =
∑
{m},{n} P({m},{n},t)∏
i ( ˆa†i)mi(ˆb† i) ni|0i. (A.22)A generalizac¸˜ao para mais de duas esp´ecies ´e trivial.
Hamiltonianos de Doi: Em qualquer reac¸˜ao descrita por processos do tipo k1X1+ k2X2+··· + knXn→
l1Y1+ l2Y2+··· + lmYm, cada processo contribui com dois termos para ˆHda forma
(Taxa)[(Reagentes)− (Produto)] (A.23)
onde
• Reagentes= operadores de criac¸˜ao e aniquilac¸˜ao para cada reagente, ordenados normalmente; • Produto= operador de aniquilac¸˜ao para cada reagente, operador de criac¸˜ao para cada produto, orde-
nados normalmente. Exemplos:
1. A+ A→ /0 : Temos dois reagentes iguais a A que induzem o aparecimento do termo λ( ˆa†)2aˆ2 no
Hamiltoniano, correspondente ao termo Reagentesna equac¸˜ao (A.23). Como n˜ao temos nenhum produto nesta reac¸˜ao, o termo correspondente `aProdutoem (A.23) ser´aλ ˆa2de modo que o Hamil-
toniano completo fica
ˆ
HA+A→/0= λ[( ˆa†)2aˆ2− ˆa2].
2. A+ A→ A : Usando um racioc´ınio an´alogo ao usado acima, teremos ˆ
HA+A→A= λ[( ˆa†)2aˆ2− ˆa†aˆ2].
3. A→ A + A :
ˆ
HA→A+A= λ[ ˆa†aˆ− ( ˆa†)2a].ˆ
A.2. A representac¸˜ao de Doi
4. A+ B→ C :
ˆ
HA+B→C= λ[ ˆa†ˆb†aˆbˆ − ˆc†aˆb].ˆ
5. Salto do s´ıtio 1 para o s´ıtio 2: ˆ
H1→2= Γ[( ˆa1)†aˆ1− ( ˆa2)†aˆ1].
Obtemos pois, regras gerais para obtermos o Hamiltoniano de Doi para qualquer reac¸˜ao descrita por pro- cessos do tipo k1X1+ k2X2+··· + knXn→ l1Y1+ l2Y2+··· + lmYm.
A.2.1. Comparac¸ ˜ao com o m ´etodo da segunda quantizac¸ ˜ao da mec ˆanica qu ˆantica
Devemos ter em mente v´arios fatos enquanto trabalhamos com o m´etodo da segunda quantizac¸˜ao para os processos estoc´asticos cl´assicos discutidos aqui. Existem algumas diferenc¸as imediatas com relac¸˜ao ao modo como o m´etodo ´e utilizado na mecˆanica quˆantica:• Diferentemente da equac¸˜ao de Schrodinger, aqui n˜ao existe o fator i na equac¸˜ao (A.14). • O operador “quase” Hamiltoniano ( ˆH) geralmente n˜ao ´e Hermitiano.
• A diferenc¸a mais importante est´a no c´alculo dos valores esperados de operadores. O valor esperado do operador ˆAquando o sistema est´a no estado|φ(t)i n˜ao ´e hφ| ˆA|φi como na teoria quˆantica porque hφ| ˆA|φi ´e bilinear nas probabilidades P({ni}).
• Um observ´avel em um processo estoc´astico cl´assico, digamos A({ni}), pode ser representado por
um operador ˆA, que ´e diagonal na base de Fock, pela prescric¸˜ao de substituir a†iaˆino lugar de ni.
• Para definir uma express˜ao para o valor esperado em termos dos operadores, precisamos definir o estado projec¸˜aoh
P
| com as seguintes propriedades:h
P
|0i = 1, hP
| ˆa†i =hP
| (A.24)As equac¸˜oes acima podem ser satisfeitas definindoh
P
| comoh
P
| = h0|e∑iaˆi (A.25)Demonstrac¸˜ao: Ver apˆendice B.3.
• Para um processo estoc´astico cl´assico, o valor esperado de um observ´avel A({ni}) ´e definido como
hAi =
∑
{ni}
P({ni};t)A({ni}). (A.26)
Das propriedades do estado projec¸˜ao, temos queh
P
|∏
{ni}a†ni
i |0i = 1. Usando este fato na equac¸˜ao
(A.26), vem hAi =
∑
{ni} P({ni};t)A({ni})hP
|∏
{ni} a†ni i |0i =∑
{ni} P({ni};t)hP
|A({ni})∏
{ni} a†ni i |0i =∑
{ni} P({ni};t)hP
|A({ni})|n1, n2,···i =∑
{ni} P({ni};t)hP
| ˆA|n1, n2,···ionde ˆA ´e o operador obtido substituindo ni por a†iaˆi em A({ni}). ´E importante notar aqui que o
operador ˆA ´e independente dos ´ındices nie assim
hAi = h
P
| ˆA|φ(t)i = hP
| ˆA e− ˆHt|φ(0)i. (A.27)Apˆendice A. Mapeamento de Doi
• Colocando ˆA = 1 na equac¸˜ao (A.27) obtemos
h
P
|φ(t)i = hP
|e− ˆHt|φ(0)i = 1. (A.28)
Esta equac¸˜ao significa que a probabilidade total ´e conservada durante a evoluc¸˜ao temporal. • Colocando t = 0 na equac¸˜ao (A.28) obtemos
h
P
|φ(0)i = 1. (A.29)Como a equac¸˜ao acima e a equac¸˜ao (A.28) s˜ao verdadeiras para qualquer|φ(0)i, devemos ter
h
P
| ˆH= 0. (A.30)• Se ˆHfor escrito na forma ordenada normal, isto ´e, se todos os operadores de criac¸˜ao a†estiverem `a esquerda de todos os operadores de aniquilac¸˜ao ˆa, ent˜ao de (A.25) e de (A.30), temos que ˆH deve ser nulo se todos os operadores a†forem substituidos por 1.
A.2.2. O deslocamento de Doi
Usando a definic¸˜ao do operador projec¸˜aoh
P
| = h0|e∑iaˆi e a definic¸˜ao de experanc¸a de um observ´avel dadapela equac¸˜ao (A.27), temos
hAi = h0|e∑iaˆiAeˆ − ˆHt|φ(0)i. (A.31)
O fator e∑iaˆi pode ser comutado atrav´es dos operadores e retornar
hAi = h0| ˆAshiftede− ˆHshiftedte∑iaˆi|φ(0)i (A.32)
onde os operadores deslocados s˜ao obtidos dos n˜ao deslocados pela substituic¸˜ao de 1+ a†i no lugar de a † i.
Este passo ´e consequˆencia do que foi feito no apˆendice (B.3), de onde pode-se tirar a identidade eaˆf(a†) =
f(a†+ 1)eaˆ. O Hamiltoniano com
{a†j} → a †
j+ 1 ´e conhecido como o Hamiltoniano deslocado de Doi e a
vantagem deste procedimento ´e que o Hamiltoniano fica ordenado normalmente (todos os a†`a direita dos ˆ
a) e como consequˆencia o valor da esperanc¸a ´e zero.