TABLO LİSTESİ
BÖLÜM 3: KAVRAMSAL VE KURAMSAL ÇERÇEVE
3.7. Aile İçi İlişkiler
3.7.4. Büyüklerle Olan İlişkiler
Foram identificadas algumas atividades, que são conflitantes com a categoria de manejo do Parque Nacional, uma unidade de proteção integral, onde o uso dos recursos se realiza de forma indireta (Figura 47).
Devido à proximidade e à inexistência de postos de fiscalização, presume-se que atividades, como, coleta de isca, de mel, caça, pesca profissional e
esportiva, ocorram em parte, na área do Parque e nas RPPN’s do entorno, como se pode observar nas informações dos melhores locais para a realização das referidas atividades.
A situação de desrespeito às determinações legais, relacionadas à pesca, gerou, em 2001, o estabelecimento de um documento intitulado “Termo de Ajustamento de Conduta” ou “Acordo de Cavalheiros” firmado em 03 de outubro de 2001, pelo Chefe do Parque Nacional do Pantanal/IBAMA; pelo Presidente da Ecotrópica, Organização Não-Governamental (ONG), responsável por duas RPPN localizadas no entorno do Parque; pelo Prefeito Municipal de Corumbá/MS; pelo Vice-Presidente da ACERT; e pelo Secretário Municipal do Meio Ambiente e Turismo de Corumbá.
Nesse documento, foram definidas propostas emergenciais para atuação das empresas de turismo “sem prejuízo à integridade ambiental da área do Complexo de Unidades de Conservação do Sitio do Patrimônio Mundial (Parque Nacional do Pantanal e RPPN” s Acurizal e Penha)”(grifo nosso), estabelecendo-se que, ao navegarem no rio Paraguai, entre os locais denominados Moquém e Ponta do Morro, e no rio Cuiabá (São Lourenço), entre Moquém e Taquaralzinho, os barcos de turismo e de pesca deverão estar com as voadeiras acopladas a ”nave-mãe”, ficando também proibida a pesca em qualquer circunstância, salvo a pesca de subsistência, realizada pela população local. Estima-se que, para o atendimento da atividade da pesca esportiva, no período de alta temporada, pode chegar a 2.500 o número de motores de popa dentro d’água, na região onde o PNPM está inserido.
O período de maior risco de incêndio no Parque e entorno tem início em setembro, sendo a porção nordeste a área de maior ocorrência de incêndios, oriundos de práticas agropecuárias desenvolvidas nas fazendas do entorno e pela atividade de extração de mel (mais esporádica).
As queimadas constituem-se num dos problemas mais sérios em toda a região da Serra do Amolar, tendo em vista a fartura de combustivel natural, representada pelos campos cerrados e campos rupestres, e a quase impossibilidade de controle quando se estabelece o foco de incêndio. Na porção sul, os problemas com fogo têm sido, tradicionalmente, mínimos ou mesmo inexistentes, dado o alto grau de inundação da área, sendo a dificuldade de acesso e a falta de recursos humanos e materiais os principais problemas na prevenção e combate aos incêndios.
A contradição entre a legislação ambiental brasileira e a boliviana também potencializam os problemas oriundos da situação de fronteira da região onde o complexo de unidades de conservação está inserido, destacado pelo Plano de Manejo
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(MMA, 2003), principalmente no que se refere à pesca e a outros inúmeros problemas decorrentes desse fato, o tráfico de drogas e de mercadorias, tendo o rio Paraguai como via de escoamento e circulação destes produtos.
A Hidrovia Paraná-Paraguai e seus desdobramentos, nos termos dos impactos ambientais esperados, já repercutem sobre o espaço de preservação legal correspondente ao Complexo de Unidades de conservação, em função de obras pontuais de operacionalização da hidrovia, como a ampliação do raio de curvas do rio, desentupimento de corixos, desbarrancamento das margens do rio, fechamento de alguns de seus braços, entre outros.
Tem-se também registrada a presença, no Parque Nacional e entorno, do mexilhão dourado (Limnoperma fortunei), o molusco asiático, provavelmente, vindo pela água de lastro de navios que navegam na bacia do Prata (MMA, 2003), no Rio Paraguai, na Baía Gaíva, na região de Bela Vista do Norte, Córrego Zé Dias, e nas proximidades da desembocadura do Rio Cuiabá no Paraguai.
Os sítios arqueológicos da região necessitam de um cadastramento mais permonorizado por parte do IPHAN e futuros estudos, antes de serem abertos à visitação, como procedimento legal de l967, pois muitos deles, segundo os registros de PARDI, em 1987, se encontravam ameaçados e, possivelmente, alguns já não mais existam. Outro, como é o caso do Morro do Campo, se encontra fora do complexo, mas no entorno imediato, necessitando de um trabalho de sensibilização do proprietário da área.
Quanto aos incêndios, as atenções e o planejamento devem levar em conta a tendência histórica (comentada anteriormente) de previsão dos ciclos de secas.
O “Acordo de cavalheiros” é um documento de permissão supra-legal, pelo menos no Estado de Mato Grosso, onde está localizado o Parque Nacional, pois, pela Resolução do Consema/MT n0 001/2000, a pesca profissional e amadora é proibida num raio de 2 km nos cursos d’água, no entorno de todas as categorias de Unidades de Conservação, no Estado de Mato Grosso, inclusive as do tipo de uso sustentável.
A pesca comercial e esportiva, na Zona de Amortecimento, poderá ocorrer apenas nos seguintes locais: No Rio Paraguai, a jusante da foz do Moquém; no rio Caracará Grande, a partir do limite norte da UC no rio Paraguai; no rio Cuiabá (São Lourenço), a montante da foz do Taquaralzinho para cima (Figura 12).
RIO CU IABÁ R IO PA RA G U AI R io P and o RIO PA RA GU AI RIO CUIABÁ R IO PA R AG UA I Mexilhão dourado Caça - Alimentação Caça - Alimentação/Couro? Isca viva Pescadores Barco hotel Transporte de carga Mineração Incêndio florestal Unidades de Conservação Curvas de Nível Rios
Figura 47 - Mapa de Atividades conflitantes e ameaças ao Complexo de Áreas Protegidas
Elaboração: W olf Di eter Eberhard
- Base cartográfica da DSG, escala 1/250.000, folhas: Morraria da Ínsua, SE.21-V-D, Ilha Camargo, SE.21-X-C, Porto Rolon, SE.21-Z-A e Amolar, SE.21-Y-B.
- Projeto RADAMBRASIL, 1982 - PCBAP, 1997
- Plano de Manejo do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, 2004 - Plano de Manejo das RPPNs Acurizal,Penha e Dorochê, 2003
Fontes:
Organizado por Nely Tocantins, 2004 2004 20 0 20 Kilom eters 1:550000 ESCALA - 18 °00 ' 18 °0 0' 17 °45 ' 17 °4 5' 17 °3 0 ' 17 °3 0' 57°45' 57°45' 57°30' 57°30' 57°15' 57°15' 57°00' 57°00' 139
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Até que sejam implantadas as atividades de uso público no parque, será permitida a pesca no rio Paraguai, a montante da “Boca da Anta”, ficando proibida a pesca no rio Caracará Grande e Rio Alegre, nos limites do Parque, bem como nas baías Uberaba e Gaíva, nos limites com a Área Indigena Guató e Parque Estadual Guirá. Nos rios limítrofes ao Parque, os petrechos de pesca ficarão sob responsabilidade do comandante da embarcação (MMA, 2004).