H LİMİTED ŞİRKET SÖZLEŞMESİNİN DEĞİŞTİRİLMESİ *
B. Sermaye Azaltımı
2. Azaltım Yöntemleri
Para encerrarmos esta etapa, os entrevistados foram convidados a sintetizar o que os desenhos estavam expondo. Assim, tivemos uma avaliação do próprio grupo em relação ao fato de ser um jogador profissional. Em suas palavras:
“Infelizmente são poucos que vão conseguir chegar ao topo da carreira, ir para Europa e ter muito dinheiro”.
“Chegar ao topo é muito difícil, mais ainda é continuar lá em cima por muito tempo. No desenho fica mais fácil”.
“Você tem que se superar a cada dia. Tem que ser o melhor para alcançar o seu objetivo”.
“Tem muito dinheiro mulheres e carrão. Gastos com carros, mulheres e bebidas, será que não vamos cometer os mesmos erros dos que são profissionais hoje?”
“Acho que deveríamos investir em outras coisas pra gerar mais dinheiro quando parar de jogar”.
“A carreira tem que ser aliada aos estudos pra depois poder continuar com o futebol só que como um dirigente”.
“Se eu fosse jogador e tivesse férias de 10 dias, seriam dez dias virados na balada. Só ia ter mulher na minha festa”.
“Eu ia ficar com a minha família, fazer umas festinhas, com os amigos, mas tudo muito sossegado”.
Apesar das opiniões divergirem, a imagem que predomina é a de que ser um jogador de futebol é ter sucesso, recursos financeiros e poder comprar tudo o que hoje não é possível. Os sonhos vão desde o “carrão” até “fugir” do aluguel, passando por mais amigos até o encontro da família perfeita que estará próxima estimulando e compartilhando conquistas e glórias.
As emoções de ser um jogador profissional de futebol são verbalizadas da seguinte maneira:
“Você tem que trabalhar ao máximo para ser melhor do que os outros, mesmo achando que ninguém é melhor do que ninguém, você tem que trabalhar duro para chegar lá”.
“Quando eu vou jogar contra um time, fico sempre pensando que no campo deve ter um “olheiro” que vai me levar para um clube melhor. Quando eu falto em um jogo, coisa que é muito difícil, esse pensamento fica ‘martelando’ a minha cabeça – será que hoje o “olheiro” estará lá?”
Outro sentimento que aflora como um entrave para a carreira de jogador de futebol é a idade. Os grandes clubes do Brasil mantêm os jogadores de base, dos 12 aos 23 anos. Este é o limite que quase todos enfrentam para se tornarem profissionais. Do contrário, são dispensados pelo time ou emprestados para outros de menor expressão.
“Eu acredito que até os 23 anos eu tenho chance, após essa data já não tenho mais chances porque a partir dos 23 encerram-se as categorias de base. Esse é o limite. Quanto mais o tempo vai passando, menos confiante você vai ficando”.
“Eu me sinto triste porque no ano que vem serei sub 17 e vai ficar mais difícil se não der certo, vou ter que trabalhar. Ter que ter outros objetivos”.
No imaginário dos entrevistados a profissão de jogador de futebol é feita de plena realização. As pressões, as fases sem jogar e o banco de reservas não são vistos de maneira negativa, mas mesmo assim, aparecem discretamente nos discursos:
“Acho que eles sentem-se realizados, mesmo no banco de reservas”.
“Os jogadores sentem-se realizados. No Brasil o futebol está sempre em vista. Todo mundo assiste aos jogos e aos programas esportivos. Agora se você não está bem, por exemplo, não consegue fazer os gols vem a crise e a pressão do clube, da torcida e dos outros jogadores”.
“Mesmo realizados a pressão é enorme, mas nada como uma boa partida para espantá-la”.
“Os jogadores são privilegiados em ter uma carreira como essa que você vai trabalhar até os 40 anos e ser rico pro resto da vida”.
“Deve ser muito bom você ser reconhecido na rua. Acho que eles (jogadores) devem pirar!”
“A exposição é boa, mas a mídia fica muito em cima não deixa o cara nem ir fazer compra no mercado”.
Para avaliarmos o grau de importância do futebol na vida do entrevistado, pedimos que respondessem como seria a sua vida se ele não jogasse futebol.
“Seria besta, não teria tanta alegria. O que leva graça na escola é conseguir ganhar do terceiro (ensino médio). Sem o futebol seria besta, seria só estudar, ficar dentro de casa e sair de vez em quando. Não teria graça nenhuma”.
“O cara quando joga bola é feliz. O esporte traz mais felicidade pra pessoa”.
“Quando você junta os amigos pra jogar videogame, você joga futebol. O futebol está em tudo, no recreio, com uma latinha, os caras já pensam que é uma bola e já ficam chutando”.
“Eu não gosto muito de quem não gosta de futebol. Pra falar a verdade, quase todos os meus amigos jogam futebol, eu acho que não conheço ninguém que não joga”.
“Na escola eu não vou muito com a cara de quem não joga futebol, se o cara fala que quer jogar vôlei, esse eu nunca mais falo”.
“Quando eu mudei de escola a primeira coisa que eu fiz foi jogar bola no recreio, aí as pessoas começaram a se aproximar de mim. O futebol me ajudou muito a fazer novos amigos”.
As amizades giram em torno do futebol. Para eles, é inconcebível viver sem o futebol. Alguns acreditam que é uma forma de se impor perante os outros como, por exemplo, “ganhar do terceiro ano”. Para outros é o que une as amizades e separa os que não são da mesma turma: “eu não vou muito com a cara de quem não joga futebol”.
A relação com os amigos fora dos campos é mais restrita, segundo os entrevistados:
“É normal, mas com os que jogam tenho mais proximidade, conseguimos conversar mais”.
“Os que não jogam e não gostam, eu evito falar com eles sobre futebol”.
Se fossem jogadores profissionais os entrevistados acreditam que teriam mais amigos “falsos” ou “interesseiros”.
“Acho que eu teria mais amigos, mas só confiaria naqueles que estavam comigo antes de eu ser profissional”.
“Teria menos amigos porque iria atrair muitos oportunistas querendo aparecer nas suas costas”.
“O que não ia faltar era ‘Maria Chuteira’...”
Segundo eles, as relações seriam deterioradas pela fama e pelo dinheiro a confiança só seria estabelecida com aqueles que estiveram o tempo todo em suas vidas.
Para avançarmos no objetivo da pesquisa e descobrirmos o grau de influência dos jogadores na compra das chuteiras, solicitamos aos entrevistados para escolherem três jogadores de futebol, independentemente do país de origem ou clube. Pretendíamos avaliar, sem o estímulo da marca, a influência dos jogadores. Cada entrevistado apontou 3 jogadores com os quais se identificava. Assim, foram lembrados pelos grupos:
Ronaldo de Assis Moreira (R. Gaúcho) – Brasileiro – Nike; Bastian Schweinsteiger – Alemão – Adidas
Tony Kross – Alemão – Adidas
Cristiano Ronaldo – Português – Nike Zlatan Ibrahimovic – Sueco – Nike Jonh Terry – Inglês – Umbro
Iker Casillas – Espanhol – Reebok e Adidas (a partir de 2012) Thiago Silva – Brasileiro – Nike
Lucas R. Moura – Brasileiro – Nike e Adidas (a partir de 2011) Leonel Messi – Argentino – Adidas
Neymar da Silva – Brasileiro – Nike Zinédine Zidane – Francês – Adidas
Ronaldo Nazário (fenômeno) – Brasileiro – Nike
Rivaldo Vitor B. Ferreira – Brasileiro – Mizuno e Stadium (a partir de 2011) Neste primeiro teste houve um empate no número de jogadores que utilizavam as chuteiras Nike e Adidas. Esta é uma estratégia utilizada pelas corporações para criar uma identificação entre jogadores e consumidores.
No entanto, ressaltamos que ainda não havíamos mencionado na pesquisa nenhuma marca. As exposições dos entrevistados foram somente sobre o nome dos jogadores.