Pınar Alçiçek * 1
2. Üç dönemi tarihten edebiyata taşıyan bir roman: Üç İstanbul
2.1. Aydın kimlik ile maddiyat arasında tehlikeli bir eşik
Apesar de Rokeach (1973) não ter elaborado propriamente uma teoria dos valores humanos, recebeu o título de pai da temática, pois sintetizou conceitos e idéias de diferentes correntes de pensamento. Ele diferenciou os valores de atitudes, interesses e traços de personalidade, apresentou uma definição específica dos valores e propôs o primeiro instrumento específico para medir valores. No plano teórico, suas principais realizações foram: classificar os valores como instrumentais (modos de condutas) e terminais (estados finais de existência), desenvolver o método de auto-confrontação para mudança de valores e propor uma tipologia de ideologia política a partir da combinação das pontuações baixa e alta dos valores igualdade e liberdade (Gouveia et al., 2010). Dentre as principais limitações de seus estudos esta a utilização de amostras
71 restritas a estudantes universitários estadunidenses e a indefinição da estrutura dos valores. Sobre esta ultima limitação, Schwartz (2005) tem trazido recorrentes contribuições, configurando o tema dos valores como um tópico específico da Psicologia Transcultural (Smith & Schwartz, 1997).
Modelo de Shalom Schwartz
O modelo de Schwartz (1992, 1996) representa uma síntese das contribuições anteriores, com destaque para aquelas apresentadas por Rokeach (1973). Sua definição dos valores primou por elementos consensuais, sendo expressa como um conjunto de crenças pertencentes a fins desejáveis ou a formas de comportamentos, que transcendem situações específicas, guiando as ações humanas e sendo ordenados por sua importância com relação a outros valores (Schwartz, 1992; Schwartz & Bilsky, 1987).
Apesar de não ter apresentado nenhuma teoria específica sobre as necessidades humanas, defende o caráter universal do modelo que se pauta em reconhecer necessidades igualmente universais, que são principalmente de três tipos: (1) necessidades biológicas do organismo; (2) necessidades de regulação das interações sociais; e (3) necessidades de bem-estar e sobrevivência grupal (Schwartz, 2006).
Schwartz (1994, 2006; Schwartz & Bilsky, 1987) vem desenvolvendo seu modelo empiricamente, tendo começado com sete tipos motivacionais, passando a dez e, depois, onze; porém, o com dez ficou mais conhecido. Essa tipologia compreende sua hipótese de conteúdo, segue, na tabela 2, a descrição com os respectivos valores específicos, fontes e definições.
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Tabela 2. Tipos motivacionais de Schwartz (1994, 2006) e respectivas dimensões.
Tipos motivacionais
Exemplo de valores Fontes Definição
Autodireção Criatividade; Liberdade e Curiosidade.
Organismo; interação
Busca de independência do pensamento e ação.
Estimulação Ousadia; Vida variada;
Vida excitante. Organismo
Busca de excitação, novidades e mudanças.
Hedonismo Prazer; Apreciar a vida Organismo Busca de prazer e gratificação sexual.
Realização Bem sucedido; Capaz; Ambicioso
Interação; Grupo
Demonstrar sucesso e competência pessoal.
Poder Poder social; Autoridade; Riqueza
Interação; Grupo
Busca de status social, prestígio e poder sobre recursos e pessoas. Segurança Segurança nacional; Ordem social; Limpo
Organismo; Interação; Grupo Busca de segurança, harmonia e estabilidade da sociedade e pessoal. Conformidade
Bons modos; Obediente; Honra os pais e os mais velhos
Interação
Restrições de ações, impulsos e inclinações que violam as expectativas e normas sociais vigentes.
Tradição Humilde; Devoto Grupo
Busca de respeito, compromisso e aceitação de costumes impostos pela cultura ou religião.
Benevolência Prestativo; Honesto; Não rancoroso
Organismo; Interação; Grupo
Busca e preservação do bem-estar das pessoas próximas. Universalismo Tolerância; Justiça social; Igualdade; Proteção do meio ambiente Grupo; Organismo Busca da compreensão, tolerância, aceitação e bem-estar de todos, além da proteção e preservação dos recursos naturais.
A hipótese de estrutura propõe que os tipos motivacionais se organizam de forma dinâmica, podendo apresentar valores compatíveis ou conflitantes, ao longo de uma estrutura circular. Como é possível observar na figura 1, os tipos motivacionais
73 adjacentes indicariam maior compatibilidade, evidenciando conflito a partir de seu afastamento, com a oposição no espaço sendo indicadora de maior conflito. Essa estrutura apresentaria ainda duas dimensões bibolares de ordem superior. A dimensão correspondente ao eixo horizontal seria formada pela oposição entre abertura à mudança e conservação, e a segunda dimensão, na vertical, compreende a oposição entre autotranscedência e autopromoção.
Figura 1. Modelo estrutural dos valores humanos (adaptado de Bilsky, 2009, p.
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A tipologia proposta por S. H. Schwartz e seus colaboradores (Schwartz, 1992, 2006; Schwartz & Bilsky, 1987) tem pelo menos três grandes méritos, a saber: (1) põe ênfase em tipos motivacionais em lugar de valores específicos, minimizando o problema de erro de medida; (2) operacionaliza mais claramente e diferencia as hipóteses de conteúdo e estrutura dos valores; (3) e procura reunir evidências acerca da universalidade de um conjunto de valores.
74 No entanto, a teoria não esta isenta de críticas (Molpeceres, 1994; Waege, Billiet, & Pleysier, 2000), por exemplo: (1) tomar em conta uma lista intuitiva de valores, uma vez que mais de 60% dos itens do Schwartz Values Survey (SVS) foram derivados do Rokeach Values Survey (Schwartz, 1992); (2) insistir em separar os valores em instrumentais e terminais, apesar de reconhecer que esta diferenciação não é substancial (Schwartz & Bilsky, 1990), sendo mais uma questão semântica do que propriamente empírica; (2) quiçá a mais severa se refira a este modelo carecer de uma base teórica prévia substancial (Gouveia, 1998, 2003). Há que se destacar que alguns pesquisadores têm encontrado dificuldade em identificar os dez tipos motivacionais, sendo mais comum observar sete ou oito deles (Hinz, Brähler, Schmidt, & Albani, 2005; Perrinjaquet, Furrer, Marguerat, Usunier, & Cestre, 2007), o que pode reforçar a prática de se tomar em conta apenas suas dimensões de segunda ordem (Knafo & Spinath, 2011; Lauer-Leite, 2009).
Em resumo, os tópicos precedentes procuraram assentar a base da concepção dos valores humanos que fundamenta a Teoria Funcionalista dos Valores Humanos. A seguir, serão descritos os pressupostos e as hipóteses de conteúdo, estrutura, congruência e compatibilidade que sustentam a Teoria.