15.4. Vergi kesintilerine ilişkin beyannamenin verilme yeri ve zamanı
15.6.6. Avans kâr payı dağıtımı
As cidades se expandiram, surgiram novos bairros, com novos serviços e novas residências. Neste contexto a mobilidade urbana assume um caráter ímpar na gestão da acessibilidade que possa permitir a fluência das pessoas, com e/ou sem deficiências, e dos veículos. Gerar novos caminhos, no sentido dos homens, requer também uma nova dimensão de compromisso para com todos e um respeito singular aos caracteres dessa cidade. Para tanto é preciso que se apresente uma condição de mobilidade entre esses novos espaços, entre eles e para fora deles.
3.1. A Importância do Desenho Universal Para a Inclusão Social no Cenário Urbano Atual.
Quando o assunto é o homem e o espaço em que ele circula exercendo suas atividades rotineiras podemos ter em mente que esse deve ser um espaço bastante diversificado, visto que para atender suas necessidades, é imperativo que o mesmo forneça todas (e aqui é importante enfatizar o seu sentido mais literal), as condições necessárias para que se possa realizar suas atividades em seu pleno exercício de independência e autonomia.
A Convenção Internacional Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – PCD, onde o Brasil é signatário, as define como pessoas com limitação ou incapacidade para o desempenho de atividades, sejam elas, físicas, visuais, auditivas ou mentais. Algumas pessoas podem se sentir inclusas nas definições indicadas abaixo. O que não deve ser considerado um problema de saúde, mas sim como uma condição do físico nunca uma impossibilidade.
Essa mesma convenção define, ainda, Pessoas com Mobilidade Reduzida – PMR, as que apresentam algum grau de dificuldade para se movimentar, seja permanente ou temporariamente provocando uma redução real da flexibilidade, coordenação motora, percepção e mobilidade por qualquer que seja o motivo como, por exemplo, crianças, pessoas com obesidade, mulheres gestantes, pessoas idosas (mesmo sem apresentar condições de debilidade física provocada por alguma doença, ou ainda, que tenha provocado amputação de
algum membro), pessoas com bengalas, muletas ou outro tipo de equipamento específico. Para enfatizar tais condições é, ainda, acrescentado o conceito de desenho universal.
Sendo responsável por uma nova proposta de ambientes que pudessem abrigar a circulação de um maior número de pessoas possíveis, independentes de sua condição física e/ou motora, “o termo Desenho Universal ou universal design foi usado pela primeira vez, nos Estados Unidos, por Ron Mace, arquiteto que articulou e influenciou uma mudança de paradigmas dos projetos de arquitetura e design”. (CAMBIAGHI, 2007, p. 71).
Ainda de acordo com Cambiaghi (2007, p. 72):
Originalmente o conceito de desenho universal emergiu como consequência das reivindicações de dois segmentos sociais diversos: dos movimentos de pessoas com deficiência, que sentiam suas necessidades colocadas à margem por pessoas das áreas de construção e arquitetura, e da iniciativa de alguns arquitetos, urbanistas e designers, que pretendiam uma maior democratização dos valores e uma visão mais ampla na concepção dos projetos.
A abordagem da condição de autonomia e independência é fundamental para a devida compreensão do significado da possibilidade de mobilidade e acessibilidade almejadas. Continuando com Cambiaghi (2007, p. 15):
Quanto mais um ambiente se ajusta às necessidades do usuário, mais confortável ele é. Todavia, se ocorre o inverso, quando o ambiente construído não leva em conta as necessidades ou limitações humanas, ele pode chegar a ser mais inóspito que o meio natural.
Sendo o Desenho Universal a satisfação das necessidades de todas as pessoas mesmo com as mais diferentes condições físicas, e com as características antropométricas e/ou sensoriais diversas, com ou sem o uso de ajuda técnica, é uma afirmativa de fácil concordância, mesmo porque diante de uma imobilidade temporária, o que não é raro em nossos dias, seja por uma condição física ou etária, encontra-se uma série de obstáculos que dificultam ou impedem a mobilidade satisfatória, sendo necessário o apoio e o auxílio de outras pessoas ou de órtese ou prótese para a devida locomoção.
Em um ambiente doméstico podemos realizar modificações específicas proporcionando uma adaptabilidade do ambiente às necessidades dos seus moradores, porém o mesmo diante da conjuntura atual, onde as deficiências muitas vezes são compreendidas como sinônimos de incapacidades, o mesmo ainda não acontece nos espaços públicos, conforme afirma Serpa (2009, p.16):
Pois a acessibilidade não é somente física, mas também simbólica, e a apropriação social dos espaços públicos urbanos tem implicações que ultrapassam o design físico de ruas, praças, parques, largos, shopping centers e prédios públicos. Se for certo que o adjetivo “público” diz respeito a uma acessibilidade generalizada e irrestrita, um espaço acessível a todos deve significar, por outro lado, algo mais do que o simples acesso físico a espaços “abertos” de uso coletivo. Afinal, que qualidades norteiam a apropriação social do espaço público na cidade contemporânea? Como explicar a apropriação seletiva e diferenciada de espaços, que, em tese, seriam – ou deveriam ser – acessíveis a todos?
Essa é uma questão que transcende ao espaço físico, principalmente ao contexto de inclusão neste mesmo espaço, quando não há limites da participação de “convivência” neste. O indivíduo deve ser considerado a personagem principal desta construção e suas exigências devem ser pensadas no intuito de gerenciar uma melhor condição de atendimento às mesmas.
Cada período de nossa história teve, e tem uma forma diferenciada de se dirigir ou de se referir às pessoas com deficiências. Em cada um desses períodos a forma como designar essas pessoas era fruto de um contexto maior, da forma como se concebiam as deficiências dentro de cada família, de cada lar.
Há, também, as questões sociais – a aceitação dessas pessoas por parte do grupo social; religiosas – pela não compreensão das condições genéticas, mas sim como “talvez” um “castigo”; financeiras - em como essa deficiência comprometeria o orçamento familiar; além do “medo” de outros casos que pudessem comprometer a perpetuação da família.
Um indivíduo por ter e apresentar características diferenciadas bem como deve e tem o direito a receber um tratamento igual. Mas não simplesmente na forma de denominá-lo, mas nas condições estruturais a ele ofertadas. O tratamento deve ser o mesmo nas condições singulares de cada um.
Cada período de nossa história é marcado por diversos valores morais, sociais, religiosos, financeiros, inclusão no mercado formal de trabalho e comprometiam uma real apreensão das condições dessas pessoas, sendo um reflexo do momento histórico. Cambiaghi (2007, p. 23) afirma que:
Os gregos e romanos, por exemplo, que tinham como objetivo principal a conquista territorial, precisavam de homens fisicamente perfeitos para seus exércitos; essas sociedades não acolhiam pessoas com deficiência. Isso explica, pelo menos em parte, a prática da eliminação adotada na Roma e Grécia antiga. Tal procedimento denominava-se exposição. As crianças que nasciam com alguma deficiência aparente eram mortas ou abandonadas em locais ermos.
Na Idade Média [...] eram o isolamento e o asilamento [...] eram apartadas do convívio social, ou reunidas em instituições com caráter de tratamento ou acolhimento institucional.
Na Idade Moderna e no Renascimento, com o maior desenvolvimento tecnológico [...] a pessoa com deficiência passou a ser compreendida e recebia tratamento conforme os preceitos médicos e biológicos da época. Surgiram as primeiras instituições especializadas como as escolas somente para cegos ou institutos de educação somente para surdos.
No final da Idade Moderna, teve a fase do assistencialismo, plantada no terreno da caridade religiosa ou laica; [...] iniciou-se um processo de integração [...] que viria a se consolidar no século XX.
Na década de 1970, com a Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes (assim denominadas na época), em uma Assembleia da ONU foi um marco para que se promovesse a inclusão dessas pessoas na sociedade. Vários documentos foram elaborados ressaltando as capacidades de participação e contribuição social de pessoas, que mesmo com deficiência, podem atuar no convívio social.
Para uma compreensão maior das terminologias empreendidas para se referir às pessoas com deficiência e no contexto em que elas se encontravam inseridas (ou não), Cambiaghi (2007, p. 30) apresenta a seguinte tabela:
TABELA 03 – TERMINOLOGIA DE TRATAMENTO ÀS PESSOAS COM