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Spor kulüplerinin idman ve spor faaliyetlerinde bulunan iktisadi işletmeleri ile sadece idman ve spor faaliyetinde bulunan anonim şirketler

3. Tam ve Dar Mükellefiyet

4.12. Spor kulüplerinin idman ve spor faaliyetlerinde bulunan iktisadi işletmeleri ile sadece idman ve spor faaliyetinde bulunan anonim şirketler

Pensando na cidade que em muitos aspectos é demasiadamente excludente e visando uma interação maior das pessoas, nos mais diversos aspectos do cotidiano e do direito à percepção do espaço, em São Paulo foi inaugurado há dois anos o Memorial da Inclusão relatando um pouco a história da luta pelo reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência.

Ressalte-se aqui a palavra “reconhecimento” porque os direitos são lógicos, embora nem sempre respeitados. Neste Memorial da Inclusão a curadora Elza Ambrósio esclarece que:

Nesse espaço nós contemplamos o desenho universal. Qualquer pessoa que chegue a este memorial, ela pode ter deficiência auditiva, física, visual, intelectual, ela vai conseguir interagir com o memorial porque ele é acessível para todas as pessoas. Por exemplo, uma pessoa com deficiência visual que chegue ao memorial fica independente. Tem o piso tátil. Ela pode andar por todos os painéis. Se for uma pessoa com deficiência visual que não saiba Braille ou se for uma pessoa analfabeta, ela simplesmente se posiciona em frente ao totem que ela vai ouvir a descrição dos painéis. Em todos os painéis nós temos esses recursos,

Cada painel, segundo Ana Beatriz Iumatti, monitora, foi construído por alguma pessoa ligada a área da deficiência e trazem novidades como a obra Auto Retrato, do pintor carioca Arthur Timótheo da Costa, que pode ser observada (tocada) com as mãos, que é o recurso de captação da imagem e da forma que as pessoas com deficiência visual utilizam.

Para a construção desse Memorial da Inclusão, um grande exemplo para outros surgirem, foi desenvolvido um projeto de acessibilidade em parceria com o Instituto Sangari. Alguns dos objetos expostos são réplicas para permitir que os visitantes com deficiência visual possam tocá-las e ao mesmo interagir com a exposição. Isso seria uma alternativa muito bem aceita se incorporada a outros estados e outras atividades.

É importante esse relato porque quando se coloca em pauta um tema como acessibilidade, e aqui esse acesso independe das condições motoras de qualquer pessoa, pensamos em uma liberdade de uso e de vontade, quando se pode ser parte do espaço no qual se circula.

Em Crato nossos museus, infelizmente, ainda não estão preparados para essa inclusão. É preciso pensar em uma cidade onde não se materialize tantas diferenças, pois

dessa forma já estaria apta a ser igual, no sentido de ofertar satisfações senão a todos (o ideal) pelo menos à maioria.

Com essa abordagem Ascher (2010, p. 143), ressalta que:

A acessibilidade é uma noção essencial do urbanismo contemporâneo e cruza de um lado para o outro todo este léxico. De fato, as cidades tendo mudado de escala e de modalidades de funcionamento, uma das principais questões é que os recursos que elas oferecem sejam acessíveis a todos. Isto implica que nenhum obstáculo material, econômico-social, cultural, jurídico não possam privar os cidadãos de alguma parte do potencial urbano.

Esse, infelizmente, ainda não é o cenário favorável em Crato, ainda há muito que se realizar, ou a bem da verdade, há pouco feito neste sentido.

Recentemente, durante a requalificação das praças centrais, é que foram instalados telefones públicos destinados aos “cadeirantes”, conforme figura 33:

Figura 32: Telefone Público na Praça Siqueira Campos, Centro. Autor: SIEBRA, Firmiana. Data: Outubro de 2012

Para que a travessia de um lado ao outro da via seja realizada sem maiores transtornos, o cruzamento ficou ao nível das calçadas evitando o desconforto do desnível, conforme figura 34:

Figura 33: Travessia na Rua Dr. João Pessoa com a Praça Siqueira Campos, Centro. Autor: SIEBRA JR., Arlindo. Data: 01 de julho de 2012

A reforma das calçadas e praças tornou o centro urbano, paisagisticamente, bem agradável. Numa observância da legislação no que se refere à área do passeio foi aplicado o piso tátil das calçadas, porém, se uma pessoa com deficiência visual fizer uso dos mesmos, não conseguirá caminhar com segurança devido estarem alinhados de encontro aos postes de iluminação das vias, conforme figura 35:

Figura: 34: Calçada da Rua Dr. João Pessoa, Centro. Autor: SIEBRA JR., Arlindo. Data: 01 de julho de 2012

As calçadas seriam um espaço de locomoção e também de sociabilidade se, através do comprometimento do poder público, como também da população, fossem indicados, e seguidos, padrões de construção das mesmas onde se poderia obedecer algumas exigências, como o material para o piso, largura mínima da calçada, evitando o avanço de algumas edificações, altura do meio fio, sinalização de garagens e outros.

Mesmo após a requalificação das praças centrais e reforma do passeio e das vias realizadas pelo Governo Estadual, em Crato, é possível encontrar, ainda, o uso inadequado de equipamentos que deveriam a princípio, promover a mobilidade urbana e acessibilidade com autonomia, mas ainda permanecem nas calçadas, conforme figura 36:

Figura 35: “Orelhão” na Calçada da Rua Dr. João Pessoa, Centro. Autor: SIEBRA JR., Arlindo. Data: 01 de julho de 2012

Muito se comenta, na cidade, sobre esse tipo de serviço prestado à população, pois as pessoas estão mais informadas sobre a aplicação desse material e questionam se a troca dos postes de iluminação não deveria ter sido realizada durante a reforma das vias, facilitando a aplicação do piso tátil e outros equipamentos como também evitando um transtorno futuro.

A presença do telefone público, que neste caso ainda mantém o desenho antigo, está bem próximo à faixa do piso tátil o que pode provocar algum acidente a quem fizer uso dessa faixa como fator de norteamento da caminhada.

É possível afirmar que as formas de se promover uma acessibilidade, pelo menos na sua forma mais simples, não passa despercebido pelas novas gestões, porém é preciso que se eduque aos que a implantam e que se exija um comprometimento de quem é responsável pela fiscalização.

No caso de não haver uma participação conjunta desses órgãos muito será desperdiçado e todo esse empreendimento será apenas uma estrutura meramente paisagística não atingindo seus objetivos podendo até ocasionar uma banalização do uso dos mesmos, ficando a impressão que são apenas decorativos.

Benzer Belgeler