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5.2. Öneriler

5.2.2. Araştırmacılar İçin Öneriler

Conforme Polit e Beck (2006), um projeto de pesquisa de cunho quantitativo guarda várias singularidades.

Essas autoras recomendam que o pesquisador inicialmente responda questões norteadoras para situar o projeto como sendo de fato inclinado para o tratamento quantitativo:

a) haverá intervenção do pesquisador no fenômeno?

b) haverá comparações e, se houver, quantas comparações serão feitas entre os objetos ou dentro os objetos de pesquisa?

c) como serão controladas pelo pesquisador as variáveis exógenas? d) quando e quantas vezes os dados serão coletados pelo pesquisador? e) em qual ambiente os dados serão coletados?

O projeto de pesquisa quantitativo deve, pois, indicar onde haverá intervenção, a natureza das comparações, os métodos de controle das variáveis exógenas, os momentos e o ambiente de coleta de dados.

Em linhas gerais, o projeto de pesquisa quantitativo deveria prover acurácia, ausência de vieses, interpretação e evidências possíveis de serem replicadas.

Projetos de pesquisa quantitativas não experimentais são equivalentes à classificação de “pesquisas descritivas”, ou seja, estudos que sumarizam o status de um fenômeno e/ou como “estudos correlacionais” (ou ex post facto), que envolvem a relação entre variáveis, porém sem manipulação de variáveis independentes. Essa classificação é aderente a este estudo, do EOE relacionado às PE.

O Quadro 5 sumariza dimensões do projeto de pesquisa quantitativo, conforme Polit e Beck (2006).

Dimensão Tipo de projeto

quantitativo Tipo de método de coleta de dados

Controle sobre variáveis independentes

Experimental Manipulação de variável independente, grupo de controle, randomização;

Quase experimental Manipulação de variável independente, sem randomização e/ou sem grupo de controle, mas esforços para compensar essa ausência

Pré experimental Manipulação de variável independente, sem randomização e sem grupo de comparação, controle limitado de variáveis exógenas Não experimental Sem manipulação de variáveis

independentes Tipo de grupo de

comparação

Entre objetos de estudo Sujeitos (ou variáveis) em grupos sendo comparados são diferentes indivíduos

Dentro objetos de estudo Sujeitos em grupos sendo comparados são indivíduos em diferentes momentos ou em diferentes condições

Coletas temporais Seção cruzada Dados são coletados em um momento específico no tempo Longitudinal Dados são coletados em, no

mínimo, dois ou mais pontos ao longo do tempo proposto

Observação de variáveis independentes e dependentes

Retrospectiva Estudos começam com variáveis dependentes e busca pelas causas ou influências

Prospectiva Estudos começam com variáveis independentes e buscam pelos efeitos

Ambiente de coleta ou de observação do fenômeno

Ambiente natural Dados coletados em ambientes reais em que o fenômeno se desenvolve Laboratório Dados coletados em ambientes de

simulação ou laboratórios Quadro 5 - Dimensões do Projeto de Pesquisa Quantitativo e tipos de coleta de dados Fonte: Polit e Beck (2006)

O Quadro 6, adaptado de Bryman (1989), sintetiza e compara os principais métodos de pesquisa, abordagens e técnicas para coletar dados correspondentes.

Método de pesquisa Abordagem Técnica para coletar dados

Experimental Quantitativa Experimentos/outras técnicas Survey (levantamento) Quantitativa Questionários/entrevistas estruturadas

Pesquisa qualitativa Qualitativa Observação do participante/entrevista semi ou não estruturada

Estudo de caso Qualitativa Qualquer técnica Pesquisa ação /intervenção Qualitativa Qualquer técnica Quadro 6 - Comparação dos principais métodos de pesquisa.

Fonte: Bryman (1989).

Conforme ainda Bryman (1989, p. 104),

(...) “a pesquisa de avaliação (survey) requer uma coleta de dados (invariavelmente no campo da pesquisa organizacional por meio de questionários autoaplicáveis e por entrevistas estruturadas ou possivelmente semiestruturadas) em um número de unidades e usualmente em um único instante de tempo, com a coleta sistemática de um conjunto de dados quantificáveis, sobre um número de variáveis as quais então são examinadas para distinguir padrões de associação.”

As variáveis independentes podem ser observadas, em geral, no cerne da pergunta da pesquisa do tipo levantamento (survey), e suas variáveis dependentes aparecem mais facilmente ao pesquisador na formulação e desdobramentos das hipóteses da pesquisa.

A generalização estatística citada por Bryman, que contribui para a validade externa da pesquisa, implica na definição de amostras representativas de bom tamanho, compostas de pessoas ou organizações. Exatamente essa condição não foi suprida por este estudo.

Eventualmente, opta-se pelo uso de amostras não probabilísticas em virtude das dificuldades de serem obtidas grandes amostras, porém, esse artifício pode colocar à prova a validade externa das generalizações. Por essa razão que esse pesquisador declina das possibilidades de extrapolação dos resultados, apresentados no capítulo 4.

Quanto ao estabelecimento de causalidade no levantamento (survey), as variáveis independentes acabam por não serem manipuladas pelo pesquisador, até porque as situações experimentais para o uso desse método de procedimento são mais raras, e pelo fato da medição ocorrer em um único instante temporal é mais fácil observar correlações do que efeitos propriamente ditos.

Não há comparação, a não ser que se esteja repetindo a medição, a partir de uma segunda vez em outro instante de tempo, o que caracteriza a possibilidade de uma pesquisa longitudinal.

A ausência do pesquisador no instante da aplicação de entrevistas estruturadas ou semiestruturadas remete a dois possíveis problemas: a falta de esclarecimento sobre dúvidas

geradas pelas questões do questionário e o fato de impor um problema a quem responde sem sensibilizá-lo presencialmente para tal.

Nesse último caso, a amostra pode ser prejudicada pela simples não adesão do respondente à pesquisa. Neste estudo, o pesquisador não esteve presente no momento da coleta dos dados que ocorreu pela abordagem do ALI – Agente Local de Inovação junto ao dirigente da PE. Porém, dado o ineditismo dos dados, considera-se bastante válido o aproveitamento dos dados, conforme exposto neste capítulo e no próximo.

Dessa forma, considerando todos os pressupostos aqui apresentados (BRYMAN, 1989; CRESWELL, 2007; MOREIRA; CALEFFE, 2006; POLIT; BECK, 2006; STAKE, 2009; YIN, 2001) esta pesquisa foi então classificada como aplicada, não experimental, descritiva e correlacional.

Ela também pode ser classificada como transversal, porque configura uma fotografia instantânea sobre o problema de pesquisa e sem coletar dados em dois momentos dinstintos com a mesma amostra.

Porém, devido ao tamanho da amostra e da incerteza de especificação do tamanho do universo a pesquisa não permitirá generalizações e extrapolações. Mas essa condição não invalida sua importância pelo caráter inédito dos dados, das relações estabelecidas, do perfil dos respondentes, da região geográfica abrangida, entre outas razões.