2.3. İlgili Araştırmalar
2.3.1. Örgütsel Sosyalleşme İle İlgili Yurt İçinde Yapılan Araştırmalar
de seu uso teórico ou prático. Nós optamos pelo enfoque direcional e materializado da globalização em seu sentido técnico e social. As redes têm a conotação da comunicação e informação, agregando as qualidades de simultaneidade e instantaneidade.
Castells (2000) estabelece um contexto social, político e econômico, ao considerar a sociedade contemporânea como sociedade globalizada, tendo em seu eixo explicativo as técnicas informacionais e o conhecimento. Ele destaca a “sociedade em rede” composta pela “sociedade da informação”, aquela que recebe os impactos informacionais, e a “sociedade informacional”, aquela que expande as redes:
[...] rede é um conjunto de nós interconectados. [...] Redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada, integrando novos nós desde que consigam comunicar-se dentro da rede, ou seja, desde que compartilhem os mesmos códigos de comunicação. (CASTELLS, 2000, p. 498-499)
O autor parte da revolução da tecnologia da informação para articular os modos de produção, questões políticas, sociais e a globalização. As novas tecnologias da informação e comunicação possibilitam a comunicação em tempo real, a descentralização de tarefas, independentemente da distância. Para Castells (2000), a sociedade e a economia informacional imbricam-se e estruturam-se em redes – trata-se de um novo paradigma, que diz respeito a um processo tecnológico, político e sociocultural.
Milton Santos (2008a) dedica um capítulo ao assunto – “Por uma geografia das redes” –, apresentando-nos duas conotações que colaboram para o entendimento do efeito “rede” no espaço geográfico, que pode ser material e social. A rede social imbrica-se à rede material, que se atrela às técnicas, à materialidade das telecomunicações, dos meios de transportes, enfim, tem relação com a estrutura física. As redes social e política são constituídas “pelas pessoas, mensagens, valores que a frequentam. Sem isso, e a despeito da materialidade com que se impõe aos nossos sentidos, a rede é, na verdade, uma mera abstração.” (SANTOS, 2008a, p. 262).
Com o avanço da tecnologia, elas passam a estruturar a economia, submetem-se a regras e normas. Nesse contexto, o tempo ganha outra interpretação, é o tempo social de um
indivíduo ou de um grupo de indivíduos. Mas mesmo com toda a tecnologia, a rede instalada, os espaços continuam diferenciados. Ainda há muitos lugares no planeta que não fazem parte desse desenho reticular:
E onde as redes existem, elas não são uniformes. Num mesmo subespaço, há uma superposição de redes afluentes e tributárias, constelações de pontos e traçados de linhas. Levando em conta seu aproveitamento social, registram-se desigualdades no uso e é diverso o papel dos agentes no processo de controle e de regulação do seu funcionamento. (SANTOS 2008a, p. 268)
Fica clara a seletividade dos lugares, que estão condicionados aos investimentos, à maior ou menor intensidade de capital direcionado à circulação de mercadorias, mensagens, valores e pessoas. As redes materializam-se em níveis de solidariedade, que Santos (2008a) define como a coexistência entre os sujeitos sociais, que se pronunciam no nível mundial, territorial (através de um país, um Estado, apresenta fronteiras) e local. Neste último, elas são particularizadas, tendo uma “dimensão única e socialmente concreta, graças à ocorrência, na contigüidade, de fenômenos sociais agregados [...]” (SANTOS, 2008 a, p. 270).
Ainda na relação das redes com o lugar, considerando o processo de valorização- desvalorização dos lugares, Carlos (1996, p. 49) afirma que isso ocorre de acordo com “sua situação [do lugar] como ponto estratégico dentro do sistema de reprodução ampliada das relações sociais enquanto lugares estratégicos controlados por estruturas que permitem ao sistema mundial se manter e reproduzir.” Os conteúdos da globalização funcionalizam nos lugares, mesmo porque a rede também é expressão do capitalismo, conforme reflexão da autora:
Um lugar contém sempre o global, é específico e mundial, articula-se a uma rede de lugares. Apóia-se numa rede de difusão – de fluxos de informação, bens e serviços, processo que tem como pano de fundo a mundialização da sociedade, da economia, da cultura e do espaço que se constitui cada vez mais um espaço mundial articulado e conectado, o que implica um novo olhar sobre o local.” (CARLOS, 1996, p. 49)
Para a autora, a rede é um item mediador dos processos que se perfazem no local e global, mascarando o que ela denomina de mundialização da sociedade e embutindo elementos como economia e cultura, que se implicam nessa mesma sociedade, constituindo o espaço mundial articulado.
A rede no contexto do lugar revela a diminuição das distâncias em relação ao tempo, por conta dos fluxos de informação e comunicação; o espaço é concreto, e torna-se mais contínuo e fluído. A partir daí, segundo Carlos (1996, p. 28), o lugar se redefine, “a situação muda na trama relativa das relações que ele estabelece com os outros lugares no processo em curso de globalização que altera a situação dos lugares porque relativiza o sentido da
localização.” Nessa perspectiva, é preciso levar-se em conta a acumulação de tecnologias e pensar que o lugar perde o sentido de único, porque interage com outros lugares e outras sociedades, e mundializa-se, articulado pela funcionalidade da “imaterialidade do processo de produção” (Carlos, 1996, p. 44), que é como a autora denomina o conjunto das novas tecnologias, que reconfiguram as relações do lugar com o global:
O sentido do mundial é aquele das redes de fluxos, das inter-relações pelos satélites dando um novo sentido para o espaço e para o tempo. Nova velocidade, fruto da revolução técnica e do desenvolvimento da informática, das superhigh-ways, produto do desenvolvimento do binômio indústria tecnologia que torna mais flexível a localização e que requer a reconstituição dos lugares. (CARLOS, 1996, p. 46)
Concordamos com a autora, que dá um caráter de fluidez às redes associando-as ao sistema produtivo e sua relação na constituição dos lugares. Mesmo porque a dinâmica das redes dá visibilidade às desigualdades no espaço social, elas são manifestas no lugar mediante diferentes engendramentos e propostas do econômico. Repercutem e reproduzem entre os diversos sujeitos nos lugares, movimentos e complexidades que só podem ser entendidas no processo da globalização, criando-se lógicas próprias e constitutivas desse evento.
Pensamos que as redes são virtuais, porém também reais, pois em seu processo são animadas por uma dinâmica social que possibilita concentração e dispersão, integração ou desintegração, sempre condicionadas na lógica capitalista em busca de maior produtividade. As redes categorizam-se pela fluidez, instantaneidade e simultaneidade, itens que se articulam e dialetizam na globalização, em correspondência direta com os modos de produção e os modos de vivência das pessoas nos lugares.
O lugar vai tomando expressão e sentido próprio em nosso texto, mostrando-se em sua dinâmica da e na globalização. A globalização como teoria dá tom aos lugares, que se complexificam no todo, consistindo assim nas nossas reflexões. A dialética está na:
Busca, portanto, o movimento profundo (essencial) que se oculta sob o movimento superficial. A conexão lógica (dialética) das idéias reproduz (reflete), cada vez mais profundamente, a conexão das coisas. [...] captar a ligação, a unidade, o movimento
que engendra os contraditórios, que os opõe, que faz com que se choquem, que os quebra ou os supera. (LEFEBVRE, 1995, p.238, grifo do autor)
Nosso pensamento não se rompe diante de novos itens da pesquisa: ele projeta-se na mesma ótica, nas partes e no todo, nas contradições, na essência que dá forma a aparência..