• Sonuç bulunamadı

4.1. Amaç boyutuna ilişkin bulgular

4.1.3. Amaçları gerçekleştirme: yol haritası

Todos os dados foram coletados pelo autor entre 05h30min às 17h40min. Os trajetos foram percorridos nos dois sentidos, no entanto, antes da volta era feita uma pausa de 30 a 60 minutos. Durante a volta, uma precaução especial foi tomada para que um mesmo grupo não fosse contado duas vezes. Uma nova coleta de dados era feita para uma espécie já avistada na ida, se o local do segundo encontro distava-se no mínimo 1km do encontro da ida. Essa regra de precaução fez com que desconsiderássemos várias detecções durante a volta. A cada 50 metros aproximadamente uma pausa de no máximo um minuto foi feita para ouvir vocalizações ou barulhos na folhagem. Encontros apenas auditivos não foram considerados. Encontros visuais com outros animais, que não primatas, foram registrados em separado. A cada detecção de primatas o cronômetro era acionado e os dados recolhidos em um intervalo de tempo de 10 minutos (NRC, 1981; STRUHSAKER, 1975). Quando foi necessário, por exemplo, para a contagem de todos os indivíduos do grupo, o pesquisador se afastou da trilha por no máximo 10 metros de cada lado. Quando chovia era feito uma pausa até que a chuva parasse e a estimativa pudesse ser reiniciada. Nunca foi necessário abandonar os trajetos por causa de tempestades, no entanto, dias

inteiro de chuva impossibilitaram o trabalho, tanto na região do Rio Tapajós quanto do Rio Trombetas. A recomendação de que cada trilha fosse caminhada por no mínimo 80 km, contando a ida e a volta (CULLEN Jr.; RUDRAN, 2004), não foi possível para todas as trilhas da FNT. As trilhas O e FS na Base de Terra Rica, ficaram abaixo do mínimo recomendado (37 e 43 km respectivamente) por que nós interrompemos suas utilizações, em função do fluxo de automóveis dos Projetos da LBA, Floresta Seca e Dendrogênese (KANASHIRO et al, 2002). No entanto, se considerarmos a área da Base de Terra Rica como um todo (suas 3 trilhas) ela foi estimada por 229km (TABELA 3).

A distância do observador ao primeiro animal detectado foi medida com o auxilio de binóculos a laser com medidor de distância (buschenel-range finder). Este binóculo foi de grande utilidade pela precisão das medidas que proporciona, sem ele, fica sempre aquela insegurança da estimativa feita a olho nu. Seu alcance varia de 20 a 400 metros, o que vai até além do necessário para este tipo de estudo. Dentro da floresta raramente avistamos grupos além dos 100 metros, neste estudo, por exemplo, dos 397 grupos avistados, apenas 5 estiveram entre 101 e 146 metros. Todos eles realizados na FNS-T, na mesma trilha, a dos platôs, devido a uma peculiaridade. A estrada que aproveitamos para o estudo era cortada perpendicularmente por vários ramais, o que facilitava às observações a longa distância.

O binóculo a laser também foi utilizado para determinar a altura da detecção do primeiro animal avistado, caso este ponto estivesse a menos de 10 metros da trilha, o pesquisador saia dela e procurava se posicionar o mais embaixo possível deste ponto para realizar a medida. Caso este ponto estivesse perpendicularmente além dessa medida, de ambos os lados da trilha, nós estimávamos a altura visualmente.

Como nem sempre é possível utilizar este binóculo, como no caso acima, nós não perdemos a oportunidade no início do estudo de medir com a trena as árvores caídas, a fim de “calibrarmos a mente” para estas eventualidades e também e principalmente, com as árvores em pé, confrontávamos nosso “palpite” com a medida fornecida pelo binóculo.

O binóculo a laser também foi utilizado para medir a altura das 400 árvores do inventário (200 em cada flona), no entanto, como ele não funciona a abaixo de 15 metros, foi confeccionado uma vara de 5 metros de comprimento para nos auxiliar na estimativa dessas árvores menos alta. A vara foi pintada com duas cores diferentes e alternadas a cada 20 cm. Este método também foi utilizado por Prance et al. (1976).

Um segundo aparelho utilizado e pouco conhecido foi o densitômetro vertical. A cobertura arbórea, ou a porcentagem da superfície terrestre que fica oculta pela obstrução da copa, quando olhamos de cima para baixo, como se estivéssemos num avião, é um importante fator na seleção de habitat para pássaros e outros animais móveis (MOREAU, 1935). Até agora a determinação da cobertura arbórea para áreas relativamente grande tem sido geralmente estimadas visualmente. As análises de fotografias aéreas de grande escala com um planímetro podem fornecer dados, mas tais fotografias, freqüentemente não estão disponíveis, e são na melhor das hipóteses, difíceis para uma interpretação acurada. Métodos de campo baseado em fotometria, fotografia vertical e densitometria de pontos amostrados sob a copa tem sido feito pelos ecólogos de plantas interessados nos fenômenos associados à penetração de luz, superfície de reflexão ou penetração da chuva, mas são de valor limitado para ornitólogos ou mastozoólogos, que estão interessados em fatores como a distribuição dos vários tipos de alimentos e substrato para ninhos, cobertura de escape, poleiros de espreita, vocalização no poleiro de espreita e amplitude do território aberto para forrageamento aéreo ou arborícola. A densidade e estrutura da folhagem e galhos dentro da copa das árvores individuais também é parte essencial da seleção de habitat para diversas espécies de animais (KLOPFER, 1963), mas não pode ser confundido como uma extensão da cobertura da copa como mencionado acima. Interstícios dentro da copa de árvores individuais devem, portanto, ser distinguidas dos claros espaços existentes entre as copas. Para propósitos práticos a copa de uma árvore é definida como a área dentro da linha circunscrita a seus galhos exteriores “widest” formando um cinturão, isto é, a cobertura convexa da secção comum de lado a lado como visto do solo, e a cobertura da copa de uma posição, como a área total coberta pela copa da árvore, expressa como a porcentagem da área total do espaço.

Um método rápido e direto de mensurar a copa foi testado em savanas, bosques e florestas com submata moderadamente aberto durante um estudo sobe a distribuição de aves na África Central e Oriental (EMLEN, 1956). O método é em essência uma adaptação do método do ponto quadrante usado por ecólogos de plantas (GOODAL 1952; GEIG- SMITH, 1964). O procedimento de campo assemelha-se aqueles usados na análise dos trajetos de vegetação arbórea por Buell e Cantlon (1950) e a mensuração da densidade da folhagem por MacArthur e MacArthur (1961).

Ele implica em amostrar o céu em muitos pontos com uma coluna visual vertical. Cada avistamento é registrado como positivo ou negativo dependendo se a coluna intercepta ou não a copa da árvore (incluindo brechas ou interstícios dentro dela). Os valores por parada são registrados em termos de incidência de avistamento positivo (interceptação da luz).

O procedimento de campo considerado pode ser mais eficiente para a obtenção de uma medida objetiva da media da cobertura arbórea sobre uma área relativamente grande. Neste estudo nós utilizamos a mesmas trilhas do inventário florestal que foram piquetiadas a cada 100 metros, com tubos de ½ polegadas de PVC. Como as trilhas do inventário tinham 5 km e foram feitas leituras no densitômetro a casa 100 m, foram obtidas 50 leituras para cada flona. A cada parada o instrumento era elevado à altura do olho e registrado como um simples mais (+), caso a vegetação fosse interceptada, ou menos (-), caso a vegetação não fosse interceptada (FIGURAS 77 e 78).

Figura 77 – À esquerda, esquema do aparelho mostrando como o raio de sol é direcionado para a visão do observador através de um prisma e de um espelho. Acima, uma visão (+), não é necessário que toda circunferência seja preenchida para receber o sinal (+). Abaixo, o aparelho sendo utilizado no campo

Figura 78 - Esquema da utilização do aparelho e uma seqüência hipotética de leituras com cobertura (+) e sem cobertura (-)