2. Kavramsal/Kuramsal Çerçeve
2.2 Akademik Başarıyı Etkileyen Faktörler
2.2.2 Aileden kaynaklanan faktörler
2.2.2.1 Ailenin sosyo-ekonomik düzey
Esse fator influencia e é influenciado pelos outros fatores. Diferentes autores usam termos variados para falar da cognição de professores, cada um com suas peculiaridades, como concepções de prática (FREEMAN, 1993), conhecimento pedagógico (GATBONTON, 1999) ou conhecimento prático pessoal (GOLOMBEK, 1998). Já Borg (1998) propõe um termo mais amplo: sistema pedagógico pessoal do professor (SPP), que é constituído por crenças armazenadas, conhecimentos, teorias, suposições e atitudes. O SPP do professor é construído e modificado ao longo de sua vida, desde aprendiz até ser professor e no continuar dessa profissão.
Os sistemas pedagógicos pessoais a que Borg (1998) se refere são semelhantes ao que Richards e Lockhart (1996) chamam de sistemas de crenças de professores30. Segundo esses autores, o sistema de crenças dos professores é fundamentado nos objetivos, valores e crenças que estes têm em relação ao conteúdo e ao processo de ensino. Esse sistema também é fundamentado no entendimento que os professores têm do contexto no qual eles trabalham e dos papéis que nele desempenham (RICHARDS e LOCKHART, 1996). Estes autores acrescentam, ainda, que “essas crenças e valores servem como background para muitas das decisões e ações feitas pelos professores e, portanto, constituem o que é chamado de ‘cultura de ensinar’.”31 (RICHARDS e LOCKHART, 1996, p. 30).
O termo cognição de professores de língua, usado por Borg (2003a, 2003b, 2006b), abrange todas as definições mencionadas anteriormente. A cognição do professor de línguas influencia e é influenciada pelos fatores contextuais e experienciais, como pode ser observado na Figura 2.
30
Teachers’ Belief Systems.
31 These beliefs and values serve as the background to much of the teachers’ decision making and action, and hence constitute what has been termed the “culture of teaching”. (RICHARDS e LOCKHART, 1996, p. 30).
Figura 2 – Elementos e processos na cognição de professores de língua32
(Fonte: BORG, 2006b, p. 283).
32 Minha tradução; a figura original encontra-se no ANEXO A.
Fatores Contextuais Prática de sala de aula incluindo prática de ensino
COGNIÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUAS
Instrução/Educação Cursos de Formação
História pessoal e experiência específica de sala de aula que definem idéias preconcebidas de educação (ex. professores, ensino).
Pode ter impacto em cognições existentes, apesar de, especialmente quando não
reconhecidas, estas poderem limitar seu impacto.
Crenças, conhecimentos, teorias, posturas, suposições, concepções, princípios, pensamento, tomada de decisão. Acerca do ensino, de professores, de alunos, da aprendizagem, do conteúdo, do currículo, de materiais, de atividades, do seu eu, de colegas, da avaliação, do contexto.
Definida pela interação das cognições e de fatores contextuais. Por sua vez, a experiência de sala de aula influencia as cognições inconscientemente e/ou
através de reflexão consciente. Fora e dentro da sala de aula, o
contexto media cognições e práticas. Pode levar a mudanças nas cognições ou criar tensão entre as cognições e as práticas pedagógicas.
Esta figura33, retirada de Borg (2006b), é uma representação esquemática que procura mostrar como os fatores interagem, influenciando e sendo influenciados pela cognição de professores de línguas. A figura resume questões-chave na área de pesquisa de cognição de professores no que se refere aos conhecimentos que os professores de línguas possuem, como esses conhecimentos se desenvolvem e como eles interagem com o aprendizado do professor e a prática de sala de aula. Esses conhecimentos são denominados por Borg de cognição dos professores. Borg (2003, 2006b) utiliza esse termo para se referir à dimensão cognitiva não observável do ensino, ou seja, o que os professores conhecem, acreditam e pensam. Apesar de não ser observável, é possível acessar essa dimensão cognitiva quando os professores têm a oportunidade de expressar seus conhecimentos, suas crenças34 e pensamentos, ou seja, quando se dá voz a eles, é possível entender melhor sua cognição.
O fator experiencial, incidente na prática dos professores, está presente na figura na parte da experiência dos professores, tanto no seu período de instrução/educação quanto no curso de formação. A prática de sala de aula é incluída dentro dos fatores contextuais. Entretanto, sabemos que essa prática é também constituída de experiências, por isso não há uma linha de separação entre esses fatores. O fator cognitivo, ao centro da figura, está
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As setas pontilhadas trazem a definição de cada componente da figura. Já as setas contínuas demonstram a relação existente entre os elementos. A seta bidirecional significa que há uma influência mútua entre os fatores.
34 Existe um grande número de pesquisas, tanto no âmbito nacional (c.f. ARAÚJO, 2004; ARRUDA, 2008; BARCELOS, 1995; VIEIRA-ABRAHÃO, 1999), quanto no âmbito internacional (c.f DEWEY, 1933; PAJARES, 1992; RICHARDS e LOCKHART, 1994; WOODS, 1996) que se afiliam ao arcabouço teórico de investigação de crenças. Este, entretanto, não é o framework teórico deste trabalho. Ainda assim, vale ressaltar que sigo a definição de Dewey (1933) de que “[crenças] cobrem todos os assuntos para os quais ainda não dispomos de conhecimento certo, dando-nos confiança suficiente para agirmos, bem como os assuntos que aceitamos como verdadeiros, como conhecimento, mas que podem ser questionadas no futuro” (Dewey, 1933, p. 6 apud Silva 2000, p. 20)
constantemente interagindo com os outros fatores, que resultam na abordagem de ensinar específica de cada professor.
Diferentemente da figura observada em Borg (2003), que trazia ao centro a cognição de professores, a figura aqui analisada (c.f. p. 45 deste estudo) traz ao centro especificamente a cognição de professores de línguas, uma vez que, segundo seu autor, os professores de língua apresentam características distintas dos de outras áreas. A profissão de professor de línguas é peculiar, pois a língua é, ao mesmo tempo, o objeto de estudo e o instrumento pelo qual o objetivo deve ser alcançado. Por isso, na próxima seção esta questão será abordada.
Neste trabalho, sigo a visão de Borg (1998, 2003, 2006b) com relação aos aspectos cognitivos, experienciais e contextuais da prática de ensino por ser esta mais abrangente e adequada aos dados desta pesquisa.