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2.5. ABD’de Kurala Dayalı Ekonomi Politikaları

2.5.2. ABD’de Vergi ve Harcama Sınırlamaları

Os quadros 15 e 16 mostram, cronologicamente, alguns estudos realizados ao longo do tempo, no Brasil e no mundo, sobre o desempenho de fundos de investimento.

Quadro 15– Resumo de pesquisas realizadas no Brasil, sobre o desempenho de fundos de investimento

Auto (es) Ano Metodologia Resultados

Vital 1973 Utilizando os índices de Treynor e

Sharpe, estudou no período de 1968 a 1972 a performance dos dez maiores fundos mútuos de investimento em ações brasileiros.

Os fundos apresentaram índices de Treynor e Sharpe inferiores ao Ibovespa em todos os subperíodos estudados. Sanvicente e França 1989 Com base na metodologia da curva

característica ex post, proposta por Sharpe, estudaram 16 fundos de ações no período de 1984 a 1985.

Apenas um fundo apresentou capacidade de timing em um dos períodos, com 5% de significância. Quinze fundos em 1984 apresentaram capacidade de seletividade, e a mesma capacidade foi encontrada em 13 fundos no ano de 1985 (1% de nível de significância).

Savoia 1990 Pesquisou o desempenho de 26 fundos

de curto prazo no período 1987 a 1989. Utilizou os índices de Sharpe, Treynor para análise de desempenho e. como medida de timing, utilizou a medida de Treynor e Mazuy.

Os fundos apresentaram retornos inferiores à taxa livre de risco, e apenas um fundo apresentou habilidade de timing.

Sousa, Luporini, Almeida e Pagliardi

1997 Por meio dos índices de Sharpe, Treynor e Jensen, estudaram o desempenho de 80 fundos de

investimento em ações, entre janeiro de 1995 e outubro de 1996.

Apenas seis fundos apresentaram prêmios de risco positivo.

Oda, Senger e Chára 1998 Foram construídas carteiras de ações com 14 ativos selecionados, de modo aleatório, de uma amostra de 187 ações negociadas na Bovespa. As carteiras aleatórias foram comparadas com 78 fundos de investimentos em ações entre 1996 e 1998.

As carteiras aleatórias apresentaram retorno superior aos fundos, sem incorrer um grande risco.

Rochman e Eid Jr. 2006 Investigou-se a melhor opção entre investir nos fundos ativos ou nos fundos passivos, por meio de uma amostra de 699 fundos das categorias: ações, cambiais, multimercados e renda fixa. No período de 2001 a 2006.

Concluíram que fundos de ações e multimercados agregam valor para o investidor. Nos fundos de renda fixa, a evidência é contrária à gestão ativa. Os fundos cambiais não apresentaram alfas significativos.

Oda 2007 Estudou a persistência de performance

dos fundos de ações brasileiros no período de 1995 a 1998, com o objetivo principal de identificar a existência ou não de associação entre o desempenho de um fundo em dois períodos subsequentes.

Os resultados indicaram que a maior parte dos administradores dos fundos de ações não foi capaz de bater o Ibovespa. Os administradores não apresentaram habilidade de timing e seletividade.

Drago e Brito 2012 A pesquisa avaliou 85 fundos de

investimentos Multimercados Macro, de janeiro de 2006 a julho de 2011, por meio do modelo APT (arbitrage pricing

theory), com a incorporação de uma

especificação de market timing.

Os resultados obtidos sugerem que, em 85,9% dos casos, não foi encontrado alpha positivo com nível de significância de 5%. Dentre a minoria de gestores com retornos superiores, na maior parte dos casos, a habilidade não se concentra na capacidade de alterar a alocação entre fatores em momentos oportunos.

Quadro 16 – Resumo de pesquisas realizadas no mundo, sobre o desempenho de fundos de investimento

Auto (es) Ano Metodologia Resultados

Sharpe 1966 No período de 1944 a 1963, comparou 34

fundos de ações contra o Dow Jones, por meio do índice de Sharpe.

A média dos fundos foi inferior ao Dow Jones. Onze fundos apresentaram resultados positivos. Houve persistência de performance para três medidas: desvio-padrão, índice de Sharpe e índice de Treynor.

Treynor e Mazuy 1966 Estudou, no período de 1953 a 1962, a capacidade de timing para 57 fundos de ações; adotou como referência o S&P 500.

Apenas um fundo apresentou timing estatisticamente significante.

Jensen 1968 No período de 1945 a 1964, comparou 115

fundos de ações contra o S&P 500. por meio do índice de Jensen.

Constatou alfa negativo na maioria dos fundos. Isolando o período de 1955 a 1964, encontrou 60 fundos vencedores, contra 55 perdedores.

Kim 1978 Construiu uma carteira composta por três

índices e comparou a performance dessa carteira com a de 138 fundos de composições semelhantes, no período de 1969 a 1975.

Dos 138 fundos estudados, somente três fundos superaram seus índices de referência.

Dunn e Theisen 1983 Pesquisaram o desempenho de 201 carteiras de investidores institucionais americanos no período de 1973 a 1982, com viés de sobrevivência.

Mediram a associação entre os retornos anuais por meio do teste qui-quadrado e do coeficiente de correlação de Spearman. Para a maior parte dos subperíodos, as estatísticas não mostraram associação entre o retorno em dois períodos consecutivos.

Elton, Gruber, Das e Hlavka

1993 Por meio de uma generalização do alfa de Jensen em um modelo de três fatores, examinaram a influência das taxas e do giro da carteira no alfa dos fundos.

Constataram que os fundos de maiores taxas de despesas e maiores giros de carteira tiveram pior desempenho.

Grinblatt e Titman 1992 No período de 1974 a 1984, foi realizada uma regressão linear entre os índices de Jensen de 279 fundos de investimento em ações.

Encontraram associação positiva e

estatisticamente significante entre os valores nominais dos prêmios de retorno ajustado ao risco.

Hendricks, Patel e

Zeckhauser 1993 A pesquisa avaliou 165 fundos de ações no período de 1974 a 1988. Eles examinaram os retornos trimestrais, minimizaram o viés de sobrevivência, selecionaram fundos de ações sem taxa de ingresso e com objetivo em comum (growth).

Descobriram que os retornos passados podem ser utilizados para prever o futuro. Não encontraram fundos que conseguiram vencer o mercado de maneira consistente. Comparando amostras com e sem viés de sobrevivência, concluíram que o fator viés não é relevante.

Makiel 1995 Estudou o desempenho de todos os fundos de

ações americanos abertos, no período de 1971 a 1991, numa amostra livre de viés de sobrevivência. Utilizou como medida de performance o retorno anual e o índice de Jensen.

Na média, os fundos não conseguiram bater as carteiras de mercado, mesmo antes da cobrança das taxas de administração. Encontrou diferenças estatísticas entre os fundos sobreviventes e os não sobreviventes. Encontrou estabilidade estatística dos betas em todo o período. Brown e Goetzmann 2001 Estudaram o retorno mensal dos hedge funds

no período de 1989 a 2000 por meio da análise de estilo.

Descobriram que há, de fato, uma série de estilos diferentes de gestão. Concluíram que a análise de estilo de gestão são cruciais para o sucesso do investidor que deseja aplicar neste mercado. Bollen e Busse 2004 Estudaram o desempenho de 230 fundos de

ações americanos no período de 1985 a 1995.

Concluíram que a performance superior de gestores é um fenômeno de curta duração, observável apenas quando os fundos são avaliados várias vezes ao ano.

Nan Qin 2012 Examinou a persistência de performance de

um total de 2.443 fundos de ações americanos ativos de 1991-2010.

Confirmou a persistência no curto prazo da performance relativa do fundo. Ele mostra que a persistência é largamente explicada pelo prêmio de risco idiossincrático ganho pelos fundos ganhadores e perdida pelos fundos perdedores, enquanto o prêmio de liquidez tem pouca relevância.

5. METODOLOGIA

Este capítulo mostra qual o tipo de pesquisa, as análises realizadas, a amostra e o período de seleção. Detalha a análise das estatísticas descritivas dos fundos estudados e as técnicas realizadas no tratamento de dados.