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3. AVRUPA’DA TERÖRĠZM

3.2. ĠSPANYA VE ETA (EUZKADĠ TA ASKATASUNA)

A energia elétrica produzida por termelétricas é a mais utilizada em todo o mundo. Países como a Inglaterra produzem grande parte da energia elétrica consumida no país a partir da queima do carvão fóssil.

Em termos mundiais, as termelétricas são responsáveis pela maior parte da produção de energia elétrica. Nos EUA, por exemplo, Rosa et al.(1998) indicam que 73 % da energia elétrica gerada é procedente de termelétricas.

Talvez, a grande vantagem na utilização de termelétricas no mundo esteja vinculada aos aspectos econômicos. Alguns países possuem enormes jazidas de combustíveis fósseis, característica que reduz muito o custo do MW (Megawatt) de energia produzido.

No Brasil, a geração de eletricidade por termelétricas ainda é incipiente. A maior concentração de usinas que utilizam o óleo combustível e o carvão fóssil encontram-se no sul do país, mas representam apenas 2% do total da energia produzida.

No Estado do Rio Grande do Sul, temos os Complexos Carboelétricos Jacuí I e Candiota. Estes complexos carboelétricos são compostos basicamente de uma mina de carvão mineral e de uma usina termelétrica.

Outros combustíveis também são utilizados no Brasil para gerar eletricidade em termelétricas. Atualmente, tem se falado sobre a utilização do gás natural importado da Bolívia para a geração de eletricidade. A crise energética brasileira e o curto prazo necessário para a construção de termelétricas movidas a gás natural tem feito com que o

governo incentive a construção destas usinas. A construção de usinas termelétricas movidas a gás natural não exige investimentos em sofisticados processos tecnológicos.

O processo básico de funcionamento de uma termelétrica está baseado na conversão de energia térmica em energia mecânica e desta, através de processos eletromagnéticos, em energia elétrica. Uma termelétrica pode utilizar diversas fontes de energia primária para obtenção de calor, dentre estas o gás natural, o carvão fóssil, derivados de petróleo e biomassa. Dependendo do tipo da fonte utilizada, teremos maiores ou menores impactos provocados por este tipo de gerador.

Geradores termelétricos que utilizam fontes não-renováveis de energia primária, tais como o carvão fóssil, o gás natural e os derivados de petróleo são os que causam maiores impactos ambientais. No processo de queima desses combustíveis, grandes quantidades de gases poluidores são lançados à atmosfera. O principal produto da combustão dessas fontes é o CO2 , que é um dos principais agentes do processo de

aquecimento global conhecido como efeito estufa. Além disso, existem emissões de metano (CH4), monóxido de carbono (CO), óxido de enxofre (SOx), óxido de nitrogênio

(NOx) e partículas sólidas (cinzas). As quantidades vão depender das características

próprias de cada usina e do tipo de combustível utilizado.

Além do efeito estufa, outros impactos estão diretamente associados às emissões de gases por termelétricas. A chuva ácida, um efeito da poluição causada por gases, ocorre devido ao aumento da concentração de dióxido de enxofre (SO2) e óxidos de

nitrogênio (NOx) na atmosfera. Devido a algumas reações químicas, estas partículas

tornam-se parte de compostos ácidos, tais como o ácido sulfúrico (H2SO4) e ácido

nítrico (HNO3), que precipitam-se juntamente com a chuva.

Estes ácidos acabam oxidando vários materiais formados por metais não-nobres, entre estes vários monumentos públicos. Além disso, a chuva ácida polui rios e lagos e traz grandes prejuízos para as lavouras e para os ecossistemas naturais. Dentre as fontes citadas, o carvão mineral é o principal causador da chuva ácida. Outros eventos estão ainda associados à chuva ácida, tais como o desflorestamento de grandes áreas. Na Alemanha, grande parte da famosa Floresta Negra desapareceu devido a chuva ácida, tão comum em países europeus.

Além de todos os compostos gasosos emitidos por centrais termelétricas, cujo combustível utilizado é o carvão mineral, ressalta-se ainda a importância negativa das emissões de cinzas. As cinzas geradas e emitidas pelas termelétricas, são espalhadas pela ação dos ventos em uma grande área territorial. Essas cinzas precipitam-se sobre o

solo, rios e lagos, provocando degradações ambientais. Isto ocorre sobretudo devido ao alto índice de metais pesados presente nestas partículas.

Em termos de impactos ambientais tanto o carvão mineral como os derivados do petróleo constituem-se nas principais fontes energéticas de que se origina a poluição. Dentre as fontes não-renováveis de energia utilizadas em termelétricas, o gás natural é a que apresenta menores taxas de poluição atmosférica, sendo seu principal produto o CO2 (dióxido de carbono).

No trabalho de Reis e Silveira (2000), o gás natural é apresentado como uma fonte transitória entre os derivados de petróleo, o carvão e as tecnologias menos agressoras do meio ambiente.

As termelétricas podem também usar como combustível a biomassa, ou seja, bagaço de cana-de-açúcar, madeira de florestas energéticas, etanol, carvão vegetal e outros. O uso da biomassa como combustível em termelétricas é hoje considerado uma das principais alternativas de fonte renovável para produção de eletricidade em larga escala no futuro. Esforços têm sido realizados no sentido de se incentivar o maior uso de biomassa no mundo. Um ponto extremamente favorável a sua utilização está ligado aos pequenos índices de emissões de CO2; em certos casos, bem próximos de zero.

Segundo Reis e Silveira (2000), se a biomassa for produzida de forma sustentável, praticamente todo o CO2 liberado na queima do material será extraído da atmosfera

durante a fotossíntese realizada pelo cultivo de material de reposição.

Porém, uma grande preocupação quanto à difusão do uso da biomassa está na perda da biodiversidade, de solos para agricultura de alimentos e do uso de defensivos agrícolas em grandes quantidades. Na maioria das vezes, florestas são substituídas para dar lugar a plantações de monocultura, fato que ocasiona um grande impacto ambiental devido à perda da biodiversidade.

Além disso, a sustentação de uma monocultura exige a utilização intensiva de defensivos agrícolas que poluem o solo e a água. Por fim, devido ao aspecto econômico, parte da terra que antes poderia produzir lavouras de alimentos passa a cultivar monoculturas energéticas.

No Brasil, devido à crise do petróleo na década de setenta, foi criado o Plano Nacional do Álcool, visando à substituição de derivados do petróleo. A extensa produção de álcool combustível propiciou que grandes usinas de moagem utilizassem o bagaço de cana-de-açúcar para geração de energia elétrica. Parte desta energia elétrica é

consumida pela própria usina e o excedente é comercializado com as concessionárias distribuidoras.

Na região sudeste, encontra-se a maior parte da produção de energia elétrica a partir da queima do bagaço da cana de açúcar. Porém, o crescimento deste setor ainda é limitado, devido aos baixos preços do MW de energia pago pelas distribuidoras.

Quanto aos impactos sociais, além daqueles diretamente ligados aos impactos ambientais, verifica-se no Brasil que um grande contigente da população que trabalha no corte de cana na época da safra fica sem emprego no período da entre-safra. Em certas regiões dos estados produtores, há um verdadeiro inchaço populacional na época da safra, principalmente devido ao grande deslocamento de pessoas vindas de outros estados, tais como os da região nordeste do país.

As usinas nucleares também seguem o perfil fundamental do funcionamento das termelétricas. Ou seja, baseiam-se na conversão de energia térmica em energia elétrica. Porém, algumas particularidades técnicas, sociais e ambientais, diretamente relacionadas a este tipo de geração elétrica nos permitem um tratamento mais elaborado desta questão.