DAĞILIMI VE BAZI MORFOMETRİK ÖZELLİKLERİ Cemil KARA 1 , Ahmet ALP 2 , Yılmaz EMRE
1- K MARAŞ SÜTÇÜ İMAM ÜNİVERSİTESİ, FEN-EDEBİYAT FAKÜLTESİ, BİYOLOJİ BÖLÜMÜ 2 K MARAŞ SÜTÇÜ İMAM ÜNİVERSİTESİ, ZİRAAT FAKÜLTESİ SU ÜRÜNLERİ BÖLÜM
É vital que os auditores mantenham sua independência e executem um trabalho de auditoria de alta qualidade, uma vez que a credibilidade da informação financeira dependente fortemente da habilidade do auditor de não se deixar influenciar, e de se manter focado no seu objetivo de verificar se os atos e fatos contábeis estão devidamente registrados. Sem a independência do auditor a credibilidade das informações estaria comprometida o que seria extremamente prejudicial para a profissão de auditor.
Porter et All. (2003, apud NASSER et ALL, 2006, pp. 724) diz que a independência do auditor é a pedra angular da profissão de auditoria e em geral ela pode ser de duas formas: “independência de fato” e “independência na aparência”. A primeira exige que o auditor formule e expresse uma opinião em seu relatório como um observador especialista,
desinteressado e não influenciado por tendências pessoais. A segunda supõe que os auditores evitam situações que possam permitir que outros concluam que eles não mantêm uma atitude objetiva e não tendenciosa.
Há décadas a discussão sobre a capacidade do auditor de se manter independente tem ocupado lugar de destaque entre as firmas de auditoria, os participantes do mercado, os órgãos reguladores e os órgãos legisladores. Chow e Rice (1982) diziam que, já nos anos 70, a assimetria de poder entre os auditores e os gerentes poderia enfraquecer seriamente a habilidade daqueles de exercer livremente seu julgamento profissional. Os reguladores da profissão de auditoria atribuíam grande importância à habilidade dos gerentes de “negociarem” auditores. A preocupação era que os gerentes podiam pressionar os auditores para conseguirem pareceres limpos sob pena de serem trocados (CHOW e RICE, 1982; NASSER et ALL, 2006). Tal comportamento por parte dos gerentes, segundo Chow e Rice (1982), era explicado pelo fato de os gerentes desejarem evitar opiniões desfavoráveis porque isso poderia afetar o valor de mercado das firmas e conseqüentemente o bônus da gerência. Em alguns casos, os gerentes também são proprietários de ações da própria empresa, ou porque as compraram em bolsa ou porque as receberam em opção de compra como parte de sua bonificação. Essa bonificação pode estar atrelada às demonstrações financeiras e a confiabilidade dessas demonstrações pode ser prejudicada se houve um parecer com ressalvas. (CHOW e RICE, 1982).
No que tange às instituições financeiras e as empresas equiparadas regulamentadas pelo BACEN, a ocorrência de pareceres qualificados pode causar maior atuação fiscalizadora, uma vez que esta instituição faz um acompanhamento permanente das empresas reguladas baseado, entre outras fontes de informação, nos pareceres dos auditores independentes, portanto o opinion shopping, seria uma forma de se evitar o custo político da regulação. Logo, surge a primeira questão de pesquisa:
Q1: A ocorrência de parecer não limpo é fator motivador para a troca de auditores por parte da administração?
Para investigar esta questão serão testadas duas hipóteses com relação ao que seja o entendimento de “parecer não limpo”. Inicialmente investigou-se o parecer qualificado (i.e. com ressalva, adverso ou negativa de opinião), formulando-se a primeira hipótese nula de pesquisa para esta questão:
H01.1: A troca espontânea da auditoria não depende do fato de o parecer ser
Lennox (2002), com base em observações colhidas entre empresas britânicas, apresenta evidências de que as empresas costumam demitir seus auditores para evitar uma opinião desfavorável, o que ele chama de “opinion shopping”. Portanto, assumindo que as empresas brasileiras teriam os mesmos incentivos das empresas norte-americanas, esperamos encontrar evidências de “opinion shopping” entre as instituições financeiras brasileiras, dessa forma, esperamos rejeitar H01.1.
Na seqüência, ampliou-se o conceito de “parecer não limpo” para contemplar aqueles com parágrafos de ênfase, chamados pelas NIA de pareceres modificados. Entretanto, os pareceres que continham somente ressalvas e/ou ênfases não relevantes à luz do BACEN foram reclassificados para o grupo de pareceres limpos. Essa reclassificação consiste em não considerar como modificadoras do parecer-padrão, as ressalvas e/ou ênfases emitidas segundo diretrizes do IBRACON por conta de a empresa auditada adotar práticas contábeis em consonância a normas específicas emitidas pelo BACEN e/ou pela CVM que na concepção do IBRACON contrariariam as “práticas contábeis generalizadamente aceitas” – maiores detalhes são apresentados na seção 3.2 deste trabalho. Dessa forma, foi estruturada a segunda hipótese nula para esta questão:
H01.2: A troca espontânea da auditoria não depende do fato de o parecer ser
modificado relevante no ano imediatamente anterior.
Pelas mesmas razões que esperamos rejeitar H01.1, também esperamos rejeitar H01.2. Entretanto, esse segundo teste se justifica pelo fato de alguns pareceres conterem ressalvas e outros pareceres ênfases sobre questões idênticas, além disso, alguns pareceres contêm ressalvas e/ou ênfases irrelevantes na interpretação do BACEN e da CVM. Essas duas situações podem viesar o resultado de H01.1, sendo, portanto, H01.2 uma depuração do primeiro teste.
Em estudo sobre a independência do auditor em que foram investigados aspectos psicológicos, Bazerman, Kimberly e Loewenstein (1997, pp. 92) concluíram que não é possível haver a independência profissional completa por causa do interesse próprio que, ainda que inconscientemente, interfere na tomada de decisões e na exposição de opiniões. No caso dos auditores, eles afirmam que a tendência pelo interesse próprio é exacerbada pelas seguintes características da relação entre a firma de auditoria e seu cliente:
1. Pessoas afetadas por um relatório deturpado são estatísticas – Os auditores não
são capazes de identificar individualmente as pessoas que serão afetadas por um relatório com erros no momento da tomada da decisão. As pessoas tendem a ser
menos preocupadas com os prejuízos que causam às vítimas estatísticas que com os que causam às vítimas conhecidas. Várias pessoas podem perder muito dinheiro, mas não fica claro quem são elas. Por outro lado, o auditor é provavelmente bem informado sobre as pessoas, no cliente, que serão afetadas por uma opinião negativa da auditoria. Essas são atitudes típicas de corporativismo.
2. As conseqüências negativas de um parecer qualificado possivelmente serão imediatas – Perda da amizade de um cliente, potencial perda de um contrato e um
possível desemprego. Ao passo que os efeitos de um parecer positivo quando um parecer negativo era o correto, podem ser minimizadas uma vez que ocorrem tardiamente.
3. Relação contínua – O envolvimento do auditor numa relação contínua com a
empresa que ele audita e a diminuição da qualidade da auditoria na companhia analisada acontecem gradativamente.
4. Flexibilidade dos padrões das demonstrações financeiras - Como estes padrões
são, na maior parte, flexíveis e ambíguos, é fácil para o auditor interpretá-los de forma consistente e coerente com os seus próprios interesses e os dos gestores da entidade auditada e em detrimento dos interesses dos usuários externos da informação.
5. As pessoas têm uma marcante habilidade de desviarem-se quando é para obter mais benefícios, de apresentar razões para si e para outros que justifiquem a “precisão” de seus julgamentos tendenciosos.
6. Tendência do julgamento – A opinião do auditor tende a ser favorável aos seus
próprios interesses e aos de seus clientes. Esse viés ocorre indiretamente a partir de uma informação filtrada e integrada no parecer de auditoria.
Bazerman, Kimberly e Loewenstein (1997) completam ainda que esta postura tendenciosa provavelmente não é intencional, bem como não é afetada pela moral ou pela ameaça de uma sanção atrasada e probabilística que se apresenta remotamente.