12. JİNEKOLOJİDE TERMİNOLOJİ VE MUAYENE YÖNTEMLERİ
12.2. JİNEKOLOJİDE MUAYENE YÖNTEMLERİ
12.2.5. Özel muayene ve tanı yöntemleri
Os planos de carreira, cargos e salários – PCCS, ainda estão dentro do prazo estimado pelo plano decenal para serem elaborados e implementados. O plano de carreira deve ser planejado em conjunto com os trabalhadores da política em questão.
Segundo a NOB-RH os PCCS devem obedecer alguns princípios, como a universalidade dos planos abrangendo todos os trabalhadores que participam dos processos de trabalho do SUAS; equivalência dos cargos ou empregos observando a classificação por grupos, considerando os níveis de formação, carga horária e a complexidade das atividades desenvolvidas; obrigatoriedade de concurso público como forma de acesso à carreira pública; mobilidade do trabalhador; adequação funcional; gestão partilhada das carreiras que prevê a participação dos trabalhadores na formulação e gestão dos planos de carreira; PCCS como instrumento de gestão oportunizando a visão do desenvolvimento organizacional e o fluxo de trabalhadores; educação permanente e compromisso solidário.
A pesquisa aponta unanimemente que não há planos de carreira, cargos e salários nos municípios pesquisados. Os gestores apontam que não há uma comissão paritária para discutir a elaboração dos planos, bem como não há legislação criando tais planos, no entanto, sinalizam a existência do plano de carreira dos servidores públicos municipais que rege os trabalhadores da política de Assistência Social, “utilizam-se do plano de carreira municipal que normatiza os servidores públicos municipais de uma forma geral” (G1, 26/02/2013).
Um dos gestores comenta ser uma “questão de tempo” organizar a comissão paritária para discussão dos planos de carreira e reconhece sua importância para a gestão do trabalho e da prestação dos serviços socioassistenciais.
[...] quem ganha com os PCCS da política pública é quem está na ponta, recebendo o atendimento qualificado e sendo bem atendido. Por isso, estamos nos reunindo, até agora foi lançada a idéia onde funcionários, gestores, secretário da administração, Vai buscar a construção deste plano como forma de qualificação. (G2, 11/04/2013).
O grupo focal neste mesmo município apresentou falas em consonância com as respostas do gestor da política de Assistência Social sobre a elaboração do plano de carreira, cargos e salários,
É uma ideia para esta gestão (GF2, 11/04/2013).
[...] e é uma das prioridades do secretário da Assistência também (GF2, 11/04/2013).
[...] mas a gente sabe que precisaria ter, porque quando a gente aderiu a gestão plena isso era um pré-requisito, só que daí ficou uma coisa muito difícil que não deu pra fazer, e já está apontando como uma prioridade (GF2, 11/04/2013).
[...] Primeiro estamos organizando o organograma, para ver o que a gente precisaria ter, principalmente para criar a FG dos coordenadores que é uma super importante, até porque o programa federal paga, salários e vantagens (GF2, 11/04/2013).
[...] eu acho que em um ano a gente vai ter isso aí. A saúde já fez aqui, então a gente já tem em quem se espelhar em outra secretaria (GF2, 11/04/2013).
Os trabalhadores apontam também para um ponto importante, que percebem como limite a ser superado para fortalecer a organização da classe trabalhadora no espaço institucional,
Não tem articulação dos profissionais. A falta de um plano de carreira faz com que a gente briga entre a gente, no sentido de quem tem a convocação não quer perder. E vem um trabalho sendo feito de forma ineficaz (GF2, 11/04/2013).
[...] o gestor falou alguma coisa, soltou a idéia sobre elaborar um plano de carreira para os trabalhadores (GF2, 11/04/2013).
A fragmentação dos trabalhadores que se auto identificam em grupos de concursados e não concursados, é um fator que implica na organização dos profissionais. Não há um sentimento de pertencimento de grupo enquanto classe trabalhadora, pois estes não têm os mesmos direitos em relação ao seu trabalho.
[...] mas assim, um plano de carreira não é assim que se faz, tem que ter mais gente junto, o jurídico, os trabalhadores. E vai fazer um plano só da assistência? (GF2, 11/04/2013).
Não há articulação dos trabalhadores no sentido de pensar e/ou reivindicar o PCCS (GF3, 20/05/2013).
[...] Eu não me mobilizo em relação a isso porque sou cargo de confiança, mas a colega aqui é concursada (GF3, 20/05/2013).
[...] Não há mobilização dos trabalhadores em torno dessa situação de pensar um PCCS (GF3, 20/05/2013).
A fragmentação dos trabalhadores que se auto identificam em grupos de concursados e não concursados, é um fator que implica na organização dos profissionais. Não há um sentimento de pertencimento de grupo enquanto classe trabalhadora, pois estes não têm os mesmos direitos em relação ao seu trabalho.
O questionamento do trabalhador abarca uma discussão importante, o fato de trabalhadores e gestores não terem conhecimento sobre os aspectos da NOB-RH, e um dos pontos onde mais se percebe este fator é o processo de elaboração dos PCCS, pois a grande maioria ao discutir este tema fala a respeito dos planos de carreia de servidor público, desconsiderando ou não reconhecendo o texto da NOB-RH que aborda os princípios e as diretrizes para elaboração dos planos.
Não tem carreira, um plano teria que ser (GF1, 26/03/2013).
[...] acho que ela está colocando que teria um plano(GF1, 26/03/2013).
[...] Ah, mas tem. Se tiver tempo de trabalho ganha mais (GF1, 26/03/2013).
[...] mas este é o plano de carreira do servidor público, é para todos os servidores, não é da assistência (GF1, 26/03/2013).
[...] ah, da assistência. Mas então teria que ter em todas as secretarias ou de todos os profissionais (GF1, 26/03/2013).
A última fala demonstra o desconhecimento da proposta da NOB-RH de elaboração de um plano de carreira, cargos e salários para a política de Assistência Social. Mais falas sobre o tema,
Sobre plano não seria na secretaria, seria na prefeitura (GF2, 11/04/2013).
[...] na Assistência não tem, só vinculado a administração municipal (GF2, 11/04/2013).
Acho que isso é na prefeitura que tem. No caso não é da secretaria não é (GF3, 20/05/2013).
O fato de desconhecer os princípios da gestão do trabalho impede que os próprios trabalhadores se articulem em prol da construção do espaço do trabalhador na política de Assistência Social.
A NOB-RH é, além de norma regulatória, uma importante ferramenta para a constituição do espaço dos trabalhadores no SUAS, é um trunfo que deve ser apropriado pelos trabalhadores no sentido de muni-los para a disputa política e ideológica existente no contexto das políticas públicas, neste caso especialmente na política de Assistência Social. O desconhecimento do teor da NOB-RH impede a construção de espaços de negociação e efetivação dos PCCS (BRASIL, 2011).
Há muitas implicações a serem superadas na instância da organização da gestão da política como as secretarias conjuntas, Assistência Social, Habitação e Trabalho, com propostas de trabalho diferenciadas e equipes que se mesclam atendendo aos serviços de duas ou três políticas ao mesmo tempo. A fala dos trabalhadores aponta uma situação a ser problematizada no contexto da gestão do trabalho, “existe duas secretarias com diferentes salários”, outro ponto diz respeito à forma de ingresso na política de Assistência Social, “um e do processo seletivo bem mais alto o salário” em relação aos profissionais concursados na área de formação em serviço social (GF1, 20/05/2013).
Diante do cenário de vínculos por contratos temporários, ausência ou insuficiência de concursos públicos, equipes sem perfil adequado, baixos salários, demandas além da capacidade de atendimento das equipes, refletem
segundo Silveira (2011, p.17) em ausência de planejamento, “superexploração, desgaste emocional e mesmo danos à saúde mental, práticas gerenciais burocráticas e ‘produtivistas’, descaracterizando os objetivos dos serviços”.
A contradição inerente ao cenário concreto, apresentado pela oportunidade da pesquisa, evidencia que não é possível garantir a isonomia salarial diante da diversidade de vínculos trabalhistas. Os contratos temporários e precarizados, além de ferir a obrigatoriedade do acesso a cargos públicos mediante aprovação em concurso, criam situações de competição e de rivalidade entre os trabalhadores diante das condições de trabalho oferecidas em cada espaço institucional.