3. Makaleler ve Bildiriler
3.3. Türk Dünyası Efsanelerindeki Ceza ve Mükâfatın İşlevi
3.3.2. Özbek Efsanelerindeki Ceza ve Mükâfatın İşlevi
O conceito de sistema nacional de inovação (SI) foi elaborado por Freeman , Nelson e Lundvall, numa obra coletiva de sistematização da abordagem evolucionária – “Techinal Change and Economic Theory”, organizada por Dosi et al (1988). Os fundamentos teóricos necessários foram desenvolvidos ao longo da evolução da abordagem evolucionária. A partir do final dos anos 1960, diversos estudos empíricos aprofundaram-se sobre as características
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específicas da inovação, permitindo uma melhor compreensão sobre seu significado. 30 Em particular, ela não é mais vista como um processo de descoberta de novos princípios científicos ou tecnológicos, assim como propôs Schumpeter, mas como um processo de aprendizado não linear, de busca e seleção. 31A partir desses estudos, o processo de inovação passou a ser entendido como sendo path dependent (cumulativo), específico da localidade e conformado institucionalmente.
Durante a década de 1970, a publicação dos artigos de Freeman (1974), Rosenberg (1976) e Nelson e Winter (1977), ampliam o entendimento da inovação, que passa a ser vista não mais como um ato isolado, mas como um processo de múltiplas fontes, derivando-se de complexas interações entre os agentes.32 Durante os anos 1980 e 1990, além da citada obra de Dosi et al (1988), o livro de Freeman (1988) sobre o Japão, faz referência ao conceito do SI. Com a apresentação do conceito novos trabalhos foram desenvolvidos, entre eles, Nelson (1993)33 e Lundvall (1992)34. O artigo de Freeman de 1995 marca uma nova onda de pesquisas relacionadas ao debate sobre crescimento e desenvolvimento econômico, convergência e divergência entre os países.35
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Segundo Cassiolato et al (2005, cap.13, p.513), o resultado de dois grandes programas de pesquisas coordenados por Freeman, Nelson e Rosenberg teriam não só influenciado essa nova compreensão do significado da inovação, como também representam os pilares básicos sobre os quais a teoria da inovação tem se desenvolvido nos últimos anos.
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De acordo como Nelson e Winter (1982), o processo de busca por parte das firmas ocorre em face de mudanças nas condições econômicas e tecnológicas. As firmas iniciam a busca por alternativas a partir de programas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), por empresas, universidades e centros de pesquisa, em conjunto ou separadamente, financiadas por entidades públicas ou privadas. O processo de seleção determina o sucesso ou o fracasso de busca. As inovações são, ou não, aceitas pelo mercado, principal ambiente de seleção, tomando por base a relação custo/beneficio que contabilize a rentabilidade esperada dos inovadores, o tipo de financiamento, sobretudo o de P&D; comportamento dos concorrentes; características do mercado consumidor; o processo de aprendizado as empresas, etc.
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Os resultados desse esforço teórico e das inúmeras contribuições à abordagem evolucionária estão resumidos em Freeman (1994) e Dosi (1997). Entre essas contribuições, o conceito do National Systems Innovation - SI - é apresentado.
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Nelson (1993)organiza um estudo com diferentes experiências nacionais, selecionando evidências históricas e empíricas a partir de diferenças institucionais numa amostra de 16 países, desenvolvidos e em desenvolvimento.
34 O livro organizado por Lundvall (1992) destaca a importância da interação entre produtores e usuários no
processo inovativo, e apresenta os desenvolvimentos conceituais relacionados ao SI, envolvendo articulações como aquela entre a infra-estrutura científica e a dimensão financeira.
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Dosi, Freeman e Fabiani (1994), Fagerberg (1988a, 1988b, 1994), Fagerberg e Verspagen (2002), Bernardes e Albuquerque (2003), Ribeiro et al (2006a e b) também são representantes de intervenções dos evolucionários neste debate, beneficiando-se da rica elaboração teórica anteriormente realizada. Resumidamente, estes autores procuram mostrar como ciência e tecnologia desempenham um papel fundamental para o crescimento e desenvolvimento econômico.
A razão fundamental para que estes estudos formulem uma teoria sobre os sistemas nacionais de inovação relaciona-se ao reconhecimento de que a inovação é um processo interativo. Pela abordagem desenvolvida por Freeman (1988) e Lundvall (1992), as inovações apresentam um caráter sistêmico, no sentido de que dependem não apenas da capacidade de inovação das empresas individuais, mas também de como elas interagem entre si e com o setor financeiro, os institutos de pesquisa e o governo. Ou seja, a capacidade inovativa de um país ou região decorre das relações entre os atores econômicos, políticos e sociais. Reflete condições culturais e institucionais, historicamente definidas. Neste sentido, sob uma perspectiva evolucionária, a inovação é entendida como um processo de aprendizado não linear e de múltiplas fontes, derivado de complexas interações em nível local, nacional e mundial entre agentes, firmas e outras organizações voltadas à busca de novos conhecimentos.
Esse foco em conhecimento, aprendizado e interatividade deram sustentação à idéia de “sistemas de inovação”, enfatizando “os ambientes nacionais ou locais onde os desenvolvimentos organizacionais e institucionais produzem condições que permitem o crescimento de mecanismos nos quais a inovação e a difusão de tecnologia se baseiam” (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OECD- 1992, p.238). Então, o desempenho inovativo não depende apenas do desempenho de empresas e organizações de ensino e pesquisa, mas também de como elas interagem entre si e com vários outros atores. Ademais, essa complexa interação de diferentes atores (firmas, universidades, agências governamentais, institutos de pesquisa públicos e privados, instituições financeiras, etc.), isto é, esse arranjo institucional, impulsiona o desenvolvimento tecnológico das nações. Albuquerque define o SI como:
(...) uma construção institucional que impulsiona o progresso tecnológico (...) através da construção de um sistema nacional de inovações, viabiliza-se a realização de fluxos de informação e conhecimento científico e tecnológico necessários ao processo de inovação. Esses arranjos institucionais envolvem firmas, redes de interação entre empresas, agências governamentais, universidades, institutos de pesquisa e laboratório de empresas, bem como a atividade de cientistas e engenheiros: arranjos institucionais que se articulam com o sistema educacional, com o setor industrial e empresarial e com as instituições financeiras, compondo o circuito dos agentes que são responsáveis pela geração, implementação e difusão das inovações tecnológicas. (ALBUQUERQUE, 1996, p.228).36
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Lundvall (1992) propõe um conceito amplo e restrito de SI, o primeiro corresponde à definição acima, e o segundo conceito, restrito, envolve apenas as instituições formais de ciência e tecnologia. Freeman (1992), neste mesmo livro, trabalha com o conceito restrito de SI. Nas palavras deste autor (1992, p.173): “The new national systems of innovation (in the narrow sense) comprised university laboratories (...), in house R&D laboratories in the leading sectors of industry and quality control and testing facilities in other industries, national standards
Portanto, o SI constitui-se no conjunto de características institucionais, sociais e econômicas que um país possui para empreender atividades de inovação e/ou imitação tecnológica. Neste sistema a performance de inovação de uma economia depende não somente da capacidade de inovação tecnológica das firmas individualmente, como também da interação entre elas e o setor financeiro, os centros de pesquisa e o governo. Ou seja, os diversos SI podem ser descritos a partir das características sociais, econômicas e institucionais que cada país apresenta para desenvolver suas atividades de inovação e difusão tecnológica. O conjunto dessas características que um país deve apresentar para incorporar novas tecnologias e consolidar seu sistema de inovações, proposto, por exemplo, em Freeman (1992 e 1995), Lundvall (1992), Fagerberg e Godinho (2005), Nelson (1988) e Christensen (1992), será discutido a seguir.