3.6. Araştırma Sürecinde Karşılaşılan Güçlükler
4.1.1. Öğrencilerin Hz Muhammed’in Hayatı, Kur’an-ı Kerim ve Temel Din
Os sujeitos centrais da pesquisa foram 33 policiais militares femininas que atuavam no policiamento operacional - 9 oficiais e 24 praças – às quais foram aplicadas entrevistas semi-estruturadas e foi solicitado um relato oral de uma história sobre a policial militar. Essas policiais foram selecionadas por um processo de amostragem intencional, de acordo com a disponibilidade de cada uma delas para as entrevistas. Destaca-se, contudo, que houve preocupação com a proporção de entrevistadas selecionadas em cada uma das cinco unidades de polícia (Batalhões), conforme explicitado na tabela a seguir.
Tabela 1
Unidade de trabalho da policial militar entrevistada
Unidade de trabalho Nº de policiais
1º Batalhão PM 6 5º Batalhão PM 4 13ºBatalhão PM 5 16º Batalhão PM 6 22º Batalhão PM 4 34º Batalhão PM 8 TOTAL 33
Fonte: questionário de identificação
Conforme observado na tabela, foram entrevistadas oito policiais no 34º Batalhão de polícia, em cujo quadro se percebe uma maior distribuição de mulheres que trabalham no serviço operacional. Esse Batalhão é também o único comandado por uma mulher, um fator que faz com que as policiais do policiamento operacional fiquem mais atraídas para trabalhar junto com a comandante. Na verdade, a maioria das entrevistadas a têm como exemplo a seguir. Distribuídas entre os cinco Batalhões, foram entrevistadas duas oficiais e quatro praças no 1º BPM, uma oficial e três praças no 5º BPM, uma oficial e quatro praças no 13º BPM, duas oficiais e quatro praças no 16º BPM, quatro praças no 22º BPM, e três oficiais e cinco praças no 34º BPM. Ressalta-se que no 22º BPM não havia nenhuma policial oficial envolvida com atividades operacionais na época da pesquisa. A distribuição das entrevistadas em relação a suas patentes é apresentada na tabela a seguir.
Tabela 2
Patentes das policiais entrevistadas
Patente F.a. F.r. Soldado 11 33,33% Cabo 3 9,09% 3º sargento 8 24,24% 2º sargento 1 3,03% 1º Sargento 1 3,03% Subtenente 0 0,00% Aspirante a oficial 1 3,03% 2º tenente 2 6,06% 1º tenente 2 6,06% Capitão 1 3,03% Major 2 6,06% Tenente-coronel 1 3,03% Coronel 0 0,00% TOTAL 33 100,00%
Fonte: questionário de identificação
Destaca-se que a única mulher com a patente de coronel na PMMG é uma oficial médica do Quadro de Oficiais de Saúde, Maria de Lourdes Faria Ferraz, que foi promovida para o posto em 21 de julho de 2005. Entretanto, do Quadro de Oficiais da Polícia Militar ainda não há nenhuma mulher coronel. O Quadro de Oficiais de Saúde é um dos quadros de especialistas da Polícia Militar que possui características peculiares, como concursos, currículo, funções e horários de trabalho específicos, em decorrência das atividades a serem desempenhadas pelo profissional, e, em que não há limite de vagas para mulheres nos concursos, conforme disposição geral do edital de concurso de 2006.
1.1 O concurso visa a selecionar profissionais capacitados e habilitados para o desempenho das funções de oficial do QOS, sendo oferecidas 87 (oitenta e sete) vagas para ambos os sexos, distribuídas [nas Regiões da PM] de acordo com o previsto no item 3.1 deste edital. (EDITAL DRH/CRS Nº 05, DE 11 DE MAIO
As funções das oficiais, assim como as das primeiros-sargentos e sub-tenentes, envolvem atividades gerenciais no comando de outros policiais dentro do nível de direção operacional da atividade-fim da Polícia (decisões operacionais). As oficiais podem ser consideradas gerentes de nível médio a alto, à medida que se sobe na hierarquia. São responsáveis por traçar estratégias de ação e, a partir da patente de capitão, podem comandar Companhias de Polícia. Com a patente de tenente-coronel, pode-se ter acesso ao comando de um Batalhão e com a de coronel, ao comando de uma Região (nível de direção intermediária – decisões táticas) ou do Comando Geral da Polícia Militar (nível de direção geral – decisões estratégicas). Já as primeiros-sargentos e as sub-tenentes são gerentes do nível de supervisão dos cabos e soldados em ocorrências cotidianas, as quais podem ser comandantes de viaturas.
A idade média das entrevistadas foi de 31 anos, estando a mais nova delas com 22 e a mais velha com 44. Contudo, a maior parte das entrevistadas se situou no intervalo entre 26 e 35 anos.
Tabela 3
Faixa etária das policiais entrevistadas
Faixa etária F.a. F.r.
21 a 25 anos 3 9,09% 26 a 30 anos 15 45,45% 31 a 35 anos 9 27,27% 36 a 40 anos 3 9,09% 41 a 45 anos 3 9,09% TOTAL 33 100,00%
Fonte: questionário de identificação
Como se pode perceber, é um quadro de policiais com a faixa etária relativamente baixa, principalmente, em decorrência de seu ingresso recente nos quadros da Polícia
Militar. Pela faixa etária predominante, verifica-se que há um grande número de mulheres mais jovens trabalhando no policiamento operacional, principalmente, porque todas as praças que entram para a Polícia como soldados têm que trabalhar na área operacional. A maioria delas (16) ainda estava solteira na época das entrevistas, um número quase igual ao das casadas (14). Três das policiais entrevistadas eram separadas.
Em relação ao número de filhos das entrevistadas, a maioria ainda não possui filhos, o que, como será visto na análise dos dados, é um fator que facilita o seu trabalho no policiamento operacional. Aquelas que têm filhos possuem maior problema de conciliação do horário de trabalho com a ida para casa, além de temerem mais o fato de trabalharem na rua.
Tabela 4
Número de filhos das policiais entrevistadas
Número de filhos F.a. F.r.
Um filho 8 24,24%
Dois filhos 2 6,06%
Três filhos 4 12,12%
Não têm filhos 19 57,57%
TOTAL 33 100,00%
Fonte: questionário de identificação
O nível de qualificação das policiais é elevado, levando-se em consideração que para ser praça, basta possuir o segundo grau e que 24 das 33 entrevistadas eram praças. Ou seja, sete das entrevistadas que são praças possuem, pelo menos, curso de graduação. Entre as demais, várias estão cursando ou pretendem cursar algum curso superior. Destaca-se o fato de o nível de qualificação dos policiais militares atualmente estar se elevando por causa do aumento da concorrência nos concursos, tanto para praças como para militares.
No caso das mulheres, como a concorrência é muito mais acirrada do que há entre os homens, esse fenômeno é ainda mais latente. Há também o incentivo, ou a facilitação, por parte da organização para a formação de seus membros, tanto no caso de cursos superiores, como de pós-graduação, o que faz com que muitos policiais se tornem pelo menos graduados, mesmo que em cursos que não possuem nenhuma relação direta com a atividade de policial.
Tabela 5
Grau de qualificação das policiais entrevistadas
Qualificação F.a. F.r.
Segundo grau 17 51,51%
Graduação 10 30,30%
Pós-graduação 6 18,18%
TOTAL 33 100,00%
Fonte: questionário de identificação
A jornada de trabalho no operacional envolve o trabalho em escalas, o turno diário de oito horas e também um turno misto, com escalas e trabalho diário. Entretanto, muitas delas afirmaram que o horário do turno não é fixo, pois, se estiverem envolvidas em uma ocorrência demorada, elas terão que ficar até o fim, ou seja, se faltar apenas uma hora para terminar seu turno e a ocorrência durar ainda mais outras várias horas, elas não terão como prever quando poderão ir embora para casa. Além disso, há as escalas para darem revistas em jogos de futebol no Mineirão que são freqüentes, bem como outras chamadas eventuais em situações de necessidade a que têm que atender. Como há poucas mulheres no quadro do policiamento operacional, elas quase sempre são convocadas nessas escalas.
O tempo de serviço delas na Polícia Militar variou de 2 anos e 10 meses, até 23 anos e 6 meses, ao passo que a média de tempo como policiais ficou entre 8 e 11 anos. Apesar de
novas, já possuem bastante tempo de polícia. Já o tempo de serviço em unidades de policiamento operacional variou entre 5 meses e 16 anos, com a maioria concentrada entre 4 e 9 anos. Conforme comentado anteriormente, o trabalho operacional das mulheres varia muito ao longo de seu tempo de serviço na Polícia. Isso porque elas estão sempre sendo requisitadas para outros serviços por serem relativamente poucas; quando engravidam, têm que ser transferidas para atividades de natureza administrativa e, muitas vezes, demoram para voltar ao posto operacional, às vezes nem voltam; ou quando há troca de comandantes de equipes, alguns deles não gostam de trabalhar com mulheres no operacional, o que faz com que elas sejam transferidas para outras funções ou Companhias. A grande maioria delas não atua no policiamento operacional desde que entrou para a polícia, por esse motivo, o tempo médio como policiais e como policiais do policiamento operacional foi tão diferente.