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3. ZĠLE VE ÇEVRESĠNDE MADDĠ KÜLTÜR ÖĞELERĠ

3.9. Zile Kalesi ve Amfitiyatrosu

influência significativa tanto da adição de lodo de esgoto como do tipo de água (AT e EET) utilizada nas irrigações da cultura nos parâmetros altura de plantas, diâmetro do caule, respectivamente.

Figura 11. Altura de plantas (cm) de laranja ‘Pêra’, em função da aplicação de lodo de esgoto compostado ao solo nas doses de 0, 6, 12, 18, 24 e 30 kg planta-1, que representa 0, 25, 50, 75, 100 e 125% da quantidade requerida de N pela cultura da laranjeira, aos 0, 3, 6, 9, 12, 15 e 18 meses após adição do material ao solo.

Figura 12. Diâmetro do caule (cm) de plantas de laranja ‘Pêra’, em função da aplicação de lodo de esgoto compostado ao solo nas doses de 0, 6, 12, 18, 24 e 30 kg planta-1, que representa 0, 25, 50, 75, 100 e 125% da quantidade requerida de N pela cultura da laranjeira, aos 0, 3, 6, 9, 12, 15 e 18 meses após adição do material ao solo.

Já em relação ao volume da copa das plantas, conforme mostra a Figura 13, observa- se diferença significativa apenas na terceira época de avaliação, com superioridade estatística nos tratamentos que utilizaram maior proporção de N-orgânico. Desta forma, pode-se destacar que a aplicação de lodo de esgoto nas fertilizações anuais de formação da cultura da laranja como fonte de N em substituição à 100% da demanda deste elemento apresentou resultados de crescimento vegetativo da cultura similares quanto as variáveis altura de plantas e diâmetro de caule, e superou os tratamentos com maior proporção de N-mineral quando se analisa o volume da copa, fator que indica com melhor precisão a velocidade de ocupação da área de plantio segundo Grassi Filho (1995), indicando do ponto de vista de crescimento da espécie potencial na aplicação do resíduo em pomares citrícolas.

Figura 13. Volume da copa (m3) de plantas de laranja ‘Pêra’, em função da aplicação de lodo de esgoto compostado ao solo nas doses de 0, 6, 12, 18, 24 e 30 kg planta-1, que representa 0, 25, 50, 75, 100 e 125% da quantidade requerida de N pela cultura da laranjeira, aos 0, 3, 6, 9, 12, 15 e 18 meses após adição do material ao solo.

Esta característica de desenvolvimento mais lento em curto prazo, assumindo efeitos mais prolongados do lodo de esgoto não só ao solo, como também aos vegetais presentes no sistema já foi observada por vários autores que estudaram o material (SANTOS, 1979;

BERTON; CAMARGO; VALADARES, 1989; MELO et al., 1994; OLIVEIRA et al., 1995; SILVA et al., 1998; ANDREOLI, 1999; SIMONETE, 2001; ROCHA, 2002; TRIGUEIRO, 2002). Este comportamento resultante da aplicação do lodo de esgoto é explicado por Carvalho (2001). Segundo o autor, o lodo de esgoto, quando desidratado, apresenta aproximadamente de 20 a 40% de sólidos totais, sendo que destes, 30% são formados por constituintes inorgânicos como sais metálicos, areia, dentre outros. Os 70% restantes são formados por compostos nitrogenados, celulose, lignina, fibras diversas, carboidrato, óleos, graxas, gorduras, podendo ser encontrado ainda outros resíduos comerciais e industriais. O mesmo destaca que a mineralização dos adubos orgânicos varia conforme o composto e que no caso do lodo de esgoto, em média no primeiro ano de aplicação, tem-se de 20-30% de mineralização do material adicionado, acumulando-se no solo cerca de 60-70% do composto adicionado.

Enfim, todos estes componentes implicam numa gama muito variada de compostos químicos tais como a celulose, derivados do fenil propano e outros fenólicos, hemiceluloses, glucanos, quitina, quitosanas, proteínas, ácidos nucléicos, lipídios, glicídios, lignina e muitos outros constituintes naturais, aos quais se associam a compostos orgânicos de síntese usados nas indústrias e no comércio. Neste substrato altamente heterogêneo, os seus componentes podem ser agrupados em moléculas de rápida degradação, denominada de fração leve da matéria orgânica como, por exemplo, o amido e as hemiceluloses, e de degradação lenta como os fragmentos de degradação da lignina que originam diferentes derivados do fenil propano tal como o coniferol, o sinapirol e o cumarol. Desta forma, pode ter ocorrido uma degradação lenta do lodo de esgoto adicionado ao solo, retardando o crescimento incial das plantas, porém prolongando os seus efeitos. Apesar dos resultados terem apontado superioridade dos tratamentos com utilização apenas de lodo de esgoto como fonte de N, era de se esperar que os melhores resultados seriam obtidos por alguma proporção entre N-mineral e N-orgânico, já que a primeira fonte promoveria o desenvolvimento inicial satisfatório (curto prazo) e o lodo adicionado traria os benefícios do efeito prolongado, fato não observado neste experimento. Já levando-se em consideração a aplicação de lodo de esgoto em substituição à adubação nitrogenada mineral, Barbosa (2008) em estudo semelhante ao presente, porém avaliando uma plantação de bananeiras, observou no primeiro ciclo superioridade estatística no tratamento que utilizou 25% de N-orgânico e 75% de N-mineral. Em contrapartida no

segundo ciclo, esta diferença não mais foi constatada, indicando novamente a liberação mais lenta dos nutrientes pelo lodo que em longo prazo, sugerem ser este material capaz de suprir a demanda das culturas quanto ao N.

Panzenhagen et al. (1999) avaliando os efeitos de adubos orgânicos em comparação às fontes minerais normalmente utilizadas nos plantios de citros, verificaram resultados estatisticamente semelhantes quanto ao crescimento das plantas de tangerinas, expressos em altura de plantas e diâmetro de caule, bem como nos resultados produtivos das plantas, discordando dos resultados obtidos neste experimento. Magalhães; Cunha Sobrinho (1983), além de Lovatt et al. (1992) corroboram com os dados obtidos pelo autor. Vale ressaltar que estes autores aplicaram esterco de galinha e esterco de vaca como adubos orgânicos, diferindo do material utilizado no presente experimento.

Ghini; Leoni (2005) avaliando doses diferentes de lodo de esgoto em um viveiro de produção de limoeiro ‘Cravo’ para porta-enxerto concluíram que a dose de resíduo aplicado em vasos não deve representar mais que 20% do volume total do vaso, sob o risco de redução do crescimento das plantas cítricas.

Em concordância com os dados obtidos em relação ao tipo de água de irrigação, Pereira (2009) em trabalho avaliando a aplicação de EET no cultivo de laranjeiras ‘Valência’ enxertadas em Citrumelo ‘Swingle’ em comparação à irrigação com AT não observou correlação significativa entre os tipos de água no desenvolvimento vegetativo (altura de plantas e diâmetro do caule) das laranjeiras. O autor ainda observou que irrigações realizadas acima da demanda hídrica da cultura, ou seja, utilizando mais de 100% da ETc promoveram maiores incrementos tanto na altura de plantas quanto no diâmetro do caule nos primeiros nove meses, porém após vinte e um meses de observação, estes tratamentos mostraram-se inferiores estatisticamente, provavelmente em função do excesso de água e consequente encharcamento do solo que segundo Maurer; Davies (1993) é prejudicial ao cultivo de citros, uma vez que reduz a oxigenação, aumenta a incidência de organismos fitopatogênicos e prejudica a absorção de nutrientes pelas plantas. Outra justificativa atribuída refere-se ao fato da lixiviação de nutrientes em função de maiores lâminas aplicadas, visto que os resultados foliares destes tratamentos indicaram menor concentração de N, P e K nos tecidos vegetais. Maurer; Davies; Graetz (1995) avaliaram três lâminas de irrigação (1100, 1500 e 1850 mm ano-1) com EET aplicadas em um solo de textura arenosa e um tratamento

testemunha composto pela aplicação de AT com lâmina de 1100 mm ano-1. Eles observaram que após dois anos, a qualidade de água utilizada nas irrigações não influenciou o desenvolvimento vegetativo das plantas e que as plantas irrigadas com a lâmina intermediária (1500 mm) apresentaram maiores diâmetros do caule. Por outro lado Parsons; Wheaton; Castle (2001) observaram que o crescimento da copa e o diâmetro do tronco das laranjeiras foram proporcionais ao aumento das lâminas de irrigação com EET. Mesmo com as lâminas excessivas de irrigação, de 2500 mm, não houve redução do diâmetro da copa e do tronco, bem como a produtividade das variedades ‘Hamlin’ e ‘Orlando’.

Através de análise pode-se dizer que a aplicação de lodo de esgoto compostado no cultivo de laranjeiras ‘Pera’ substituindo em 100% a adubação nitrogenada mineral foi capaz de promover o crescimento adequado das plantas, semelhante ao obtido pela fonte mineral de N, superando este último pela medida do volume da copa, parâmetro que melhor reflete a velocidade de ocupação da área pelas plantas com reflexos no volume de solo explorado pelas raízes.

4.2 Parâmetros químicos do solo

Benzer Belgeler