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4. ZĠLE VE ÇEVRESĠNDE MANEVĠ KÜLTÜR ÖĞELERĠ

4.1. Doğa ve Evrenle Ġlgili Bilgi ve Uygulamalar

4.1.1. Halk Hekimliği

4.1.1.4. Doğumla Ġlgili Hastalıklar

De acordo com as Tabelas 10, 11 e 12, nota-se que a quantidade de P fornecido pela análise de solo não diferiu estatisticamente quanto ao tipo de água de irrigação apenas para a primeira época de amostragem. A partir da segunda época (outubro de 2010), ou seja, sete meses após o início das fertirrigações e adubações com lodo de esgoto, o teor de P no solo passou a ser influenciado pela água residuária, apresentando-se superior estatisticamente nos tratamentos que utilizavam EET nas irrigações da cultura. Da mesma forma, porém desde a primeira coleta, quando estão sendo avaliados os tratamentos quanto à fonte de N, observa-se que existe crescimento linear dos teores de P no solo em função do acréscimo de lodo de esgoto como fertilizante (Figura 17).

Esta tendência bastante acentuada apresenta basicamente quatro justificativas: i) o P disponível no solo pode estar relacionado com o maior teor de matéria orgânica encontrado nos solos manejados com lodo, conforme visualizado na Figura 15; ii) como a adubação de plantio baseava-se nas necessidades das plantas em N, a adubação fosfatada foi realizada igualmente para todos os tratamentos, desprezando-se as quantidades de P presentes no material; iii) à rápida solubilização e mineralização do P oriundo do lodo de esgoto (baixa relação C/P) (BERTON; CAMARGO; VALADARES, 1989); e iv) à neutralização de sítios de fixação de P, por ácidos orgânicos (RYDIN; OTABBONG, 1997; GONÇALVES; BARROS,

1999; ABREU JUNIOR; MURAOKA; OLIVEIRA, 2002) e ânions inorgânicos (TISDALE; NELSON; BEATON, 1985).

Figura 17. Teor de P (mg dm-3) no solo em função da aplicação de lodo de esgoto compostado ao solo nas doses de 0, 6, 12, 18, 24 e 30 kg planta-1, que representa 0, 25, 50, 75, 100 e 125% da quantidade requerida de N pela cultura da laranjeira, em 3 épocas distintas (abril/2010; outubro/2010 e abril/2011) .

Vale destacar que os resultados obtidos neste experimento, apesar de estarem em concordância com muitos outros trabalhos no sentido de que a aplicação do lodo de esgoto favorece o incremento dos teores de P, são muito elevados se comparados aos tratamentos 1 e 2 que não recebeu adição do material. Em concordância com esta alta acentuada, Santos et al. (2011) aplicando lodo de esgoto, esterco de curral e fertilizante mineral nas adubações de tangerineiras ‘Ponkan’, também em vasos de 500L, observaram incrementos de 103,7% na concentração de P no solo tratado com lodo quando comparado à adubação mineral, com média de 229,7 mg dm-3 ante 79,3 mg dm-3, valores ainda maiores que os observados neste experimento. Esta tendência foi observada por diversos autores (MELO; MARQUES, 1992; SILVA, 1995; GALDOS; DE MARIA; CAMARGO, 2004) e os mesmos verificaram que o efeito do lodo de esgoto sobre o teor de P do solo é de curta duração. Inicialmente, o P estaria protegido por estar na forma de polifosfato, e a matéria orgânica bloquearia os sítios de

adsorção específica; entretanto, com o tempo, a matéria orgânica se polimeriza ou se decompõe, liberando o nutriente e os sítios de adsorção, favorecendo a sua fixação, e assim o elemento torna-se pouco extraível pela resina. Este efeito pode ser visualizado na Figura 17, visto que na segunda época (outubro de 2010), ou seja, passados sete meses da primeira aplicação de lodo de esgoto, os teores de P reduziram significativamente em todos os tratamentos, porém com quedas mais acentuadas conforme maior quantidade de lodo foi adicionada ao solo, indicando a fixação do elemento descrita pelos autores.

Chiba (2005) ao estudar os efeitos provocados pela adição de lodo de esgoto no solo visando fornecer o N total requerido pela cultura da cana-de-açúcar e comparar este material à adubação mineral, notou que a aplicação do lodo adicionou ao solo 260 kg ha-1 P2O5,

correspondente a quase dez vezes a dose recomendada (30 kg ha-1) para soqueiras de cana de acordo com Raij et al. (1997).

Hue (1995) cita em seu trabalho que além de ser fonte de P, o lodo pode atuar diminuindo a adsorção do elemento em solos, graças ao elevado teor de matéria orgânica que poderá fornecer íons orgânicos que competem com o fosfato pelos sítios de adsorção, aumentando a disponibilidade do elemento.

Os dados obtidos do presente experimento estão de acordo com aqueles obtidos por Ferraz (2009), que observou aumento em 50 vezes no tratamento com lodo de esgoto quando comparado aos tratamentos com fertilização mineral ou testemunha, cuja concentração de P no solo foi em média de 2 mg dm-3. Franco (2009) observou teores de P2O5 no solo em torno de

175 mg kg-1 após aplicação de 10,8 Mg ha-1 no cultivo de cana-planta, dose semelhante aos tratamentos 9 e 10 (substituição completa do N-químico pelo N-orgânico equivalente em lodo de esgoto) do presente experimento.

Vaz; Gonçalves (2002) ao estudarem os efeitos do uso do lodo de esgoto adicionado ao solo em suas propriedades químicas, não verificaram alteração dos teores de P aos seis meses após aplicação do produto. Contudo, aos treze meses após aplicação do lodo ao solo, os mesmos autores constataram considerável alteração, elevando de 6 mg dm-3 à 25 mg dm-3 da testemunha ao tratamento que recebeu 40 Mg ha-1. Os mesmos autores destacam como vantagem da aplicação de lodo de esgoto em relação à adubação mineral a liberação lenta dos nutrientes contidos no primeiro ao solo, fato que permite otimizar o aproveitamento da

absorção dos mesmos pelas plantas e minimizar as perdas por lixiviação (POGGIANI; SILVA; GUEDES, 2006).

De acordo com Ayuso et al. (1992) o lodo de esgoto é uma fonte muito interessante de fornecimento de P, sendo esse elemento proveniente em grande parte dos detergentes (compostos polifosfatados). Soares (2003) ao justificar resultado semelhante encontrado em seu trabalho, cita Moreira et al. (2001) o qual constatou que a maior concentração de M.O., menor saturação por Al, além da possível saturação dos sítios de adsorção de P dos colóides do solo foram alguns dos fatores responsáveis pelo aumento do teor de P disponível no solo condicionado com lodo de esgoto.

A quantidade de P aplicada via lodo de esgoto (36 g de P2O5 planta-1, 72 g de P2O5

planta-1, 108 g de P2O5 planta-1, 144 g de P2O5 planta-1 e 180 g de P2O5 planta-1, respectivos à

aplicação de 6 kg LE planta-1, 12 kg LE planta-1, 18 kg LE planta-1, 24 kg LE planta-1, e 30 kg LE planta-1, considerando 30% de mineralização do P, foi maior do que a quantidade necessária para uma adequada nutrição de laranjeiras em um ciclo da cultura (fertilização de 50 a 160 g planta-1 de P2O5), deacordo com Quaggio; Raij; Piza Junior (1997). Entretanto, o

tipo de solo estudado geralmente apresenta grande capacidade de adsorção de P (MOREIRA et al., 2001).

Sabey (1980) ainda salienta que o P presente no material encontra-se 70% na forma orgânica e, sendo assim, poderá ser aproveitado pelas plantas em quantidades satisfatórias logo no primeiro ano de aplicação. Ayuso et al. (1992) destaca que além desta quantidade do elemento presente em sua constituição, o lodo de esgoto atua de maneira indireta no fornecimento e liberação do P às plantas, já que a aplicação do resíduo melhora as características físicas e químicas do solo.

Em experimento similar ao presente, Simonete (2001) estudando a disponibilidade dos diversos nutrientes fornecidos pelo lodo de esgoto aplicados ao solo em doses crescentes para o cultivo do milho, verificou aumento linear dos teores de P em função das doses empregadas, tornando-se importante fonte de fornecimento deste elemento para a cultura do milho.

Corroborando com os dados obtidos quanto a influência do EET no teor de P do solo, Pereira (2009) explica que o elemento é geralmente adicionado ao esgoto através de detergentes domésticos, resultando em altas concentrações no EET. Os resultados obtidos pelo

autor em seus estudos referentes à aplicação de EET em lâminas de irrigação de laranjeiras de acordo com taxas de evapotranspiração da cultura indicam que EET é uma fonte parcial de P, sendo que a quantidade deste elemento presente no material deve ser levada em conta no programa de adubação. Raij (2004) estima que, para cada unidade de pH reduzida há um aumento da concentração de P, principalmente fosfatos de Ca, em dez vezes na solução do solo. Quian; Mechan (2005) concluíram que a concentração de P foi 30% maior após trinta e três anos de irrigação com EET em um campo de golfe. Esta descoberta enfatiza a importância da irrigação com EET, uma vez que as reservas mundiais de P têm capacidade de suprimento para 90-130 anos (VLEK; KÜHNE; DENICH, 1997). Desta forma, a irrigação com EET pode proporcionar a reciclagem de P bem como aumentar seu estoque no solo.

Em contrapartida, Fonseca (2001) constatou que a disposição de EET no solo adubado não exerceu influência alguma no teor de P, mas houve decréscimo de Mg, independente da água de irrigação utilizada (potável ou efluente tratado). Kouraa et al. (2002) irrigaram batatinha e alface com esgoto bruto, EET e AT e constataram que em um ano de cultivo não houve alterações nos teores de P do solo cultivado. Os autores relataram, ainda, que para ocorrer mudanças nas características químicas do solo são necessários vários anos de irrigação, visto que a dinâmica deste ocorre muito lentamente. Por outro lado, Al-Nakshabandi et al. (1997) contrariam os autores mencionados acima, pois em apenas cinco meses cultivando berinjela irrigada com um EET contendo 28 mg L-1 de PO4-, verificaram aumento

significativo nos teores de P do solo.

Por todos os motivos elencados, percebe-se que o lodo de esgoto é uma fonte potencial de fornecimento de P à cultura da laranja, não só pelo aporte deste nutriente trazido nas adubações, como também pela melhoria do teor de M.O. e aumento da CTC do solo, fatores que somados beneficiam de sobremaneira o sistema produtivo. Somado a estes efeitos, a ocupação dos sítios de adsorção de P por ácidos orgânicos e ânions inorgânicos (RYDIN; OTABBONG, 1997; GONÇALVES; BARROS, 1999; ABREU JUNIOR; MURAOKA; OLIVEIRA, 2002; TISDALE; NELSON; BEATON, 1985) permitiram que o P contido no EET se mantivesse na forma disponível às plantas, sendo esta combinação entre lodo de esgoto + EET uma prática complementar bastante promissora no fornecimento de P e preservação das jazidas mundiais.

Benzer Belgeler