4. ZĠLE VE ÇEVRESĠNDE MANEVĠ KÜLTÜR ÖĞELERĠ
4.1. Doğa ve Evrenle Ġlgili Bilgi ve Uygulamalar
4.1.1. Halk Hekimliği
4.1.1.7. Diğer Hastalıklar
Na Figura 18 observa-se que o lodo de esgoto não é uma fonte adequada de fornecimento de K, pois à medida que se acrescenta lodo de esgoto em substituição a adubação nitrogenada mineral nas fertilizações anuais de laranjeiras, nota-se que os teores de K no solo diminuem.
Figura 18. Teor de K (mmmolc dm-3) no solo em função da aplicação de lodo de esgoto
compostado ao solo nas doses de 0, 6, 12, 18, 24 e 30 kg planta-1, que representa 0,
25, 50, 75, 100 e 125% da quantidade requerida de N pela cultura da laranjeira, em 3 épocas distintas (abril/2010; outubro/2010 e abril/2011).
E neste sentido, vários autores constataram a deficiência do lodo de esgoto em suprir as exigências de diversas culturas utilizando-se apenas o resíduo, mesmo que em doses elevadas. Este efeito observado é decorrente não só da baixa concentração de K presente no lodo, visto o elemento não fazer parte de compostos orgânicos estruturais e com isso, no momento do rompimento das células, ser o primeiro nutriente perdido junto ao efluente durante o processo de tratamento de esgoto, mas também ao fornecimento excessivo de Ca e Mg, principalmente do primeiro, conforme pode ser visualizado na Figura 19. O excesso de íons Ca e Mg em solução pode promover maior ocupação dos sítios de trocas nos colóides do solo, dificultando a adsorção de K a estes colóides, liberando os íons à solução do solo e proporcionando conseqüentemente, maiores chances de lixiviação deste elemento. Esta é a explicação que melhor se ajusta aos resultados obtidos, visto que a adubação potássica foi
realizada através das fertirrigações semanais da cultura em função das quantidades obtidas dispostas nas Tabelas 6 e 7, visando fornecer as quantidades necessárias ao bom desenvolvimento da cultura. Estes efeitos também foram encontrados por Bertoncini (1997) e Anjos (1999).
Barbosa (2008) avaliando os teores de macro e micronutrientes em um NITOSSOLO VERMELHO submetido a aplicações anuais de lodo de esgoto em substituição à adubação nitrogenada mineral constatou necessidade de realizar a complementação da adubação de produção com fontes minerais de K, pois o lodo de esgoto não foi capaz de suprir a demanda de bananeiras por este elemento.
Chiba; Mattiazzo; Oliveira (2008) avaliando os efeitos da aplicação de lodo de esgoto da mesma ETE utilizada neste experimento (Jundiaí) num ARGISSOLO cultivado com cana-de-açúcar não verificaram efeitos nos teores de K do solo em função do aumento das doses de lodo empregadas. O primeiro autor em experimento anterior (2005) avaliando os efeitos do resíduo como fonte de N e P, também não observou aumento nos teores de K do solo através da adição do material, salientando a necessidade em se adicionar o elemento através de fontes minerais.
Nascimento et al. (2004) observaram respostas significativas ao K em função da aplicação de lodo de esgoto a partir das doses de 30 Mg ha-1, muito superior as doses
utilizadas no presente experimento que apresenta como dose máxima 13,5 Mg ha-1 (tratamentos 11 e 12). Ross et al. (1990) e Hue (1995) corroboram com estes dados. Linden et al. (1983) citados por Simonete (2001) e Ros et al. (1993) citam a necessidade de realizar complementação de K com outra fonte fertilizante. Bunting (1963) relata que a concentração dos macronutrientes K, Ca e Mg variam, geralmente, em função da origem da água bem como com os processos de tratamento do esgoto.
Pereira (2009) avaliando os efeitos no solo e em plantas de laranjeira ‘Valência’ concluiu que a irrigação da cultura com EET à 100% da ETc é capaz de fornecer 68, 12 e 33% de N, P2O5 e K20, respectivamente, necessários anualmente aos pomares de citros com idade
de 1 a 2 anos. O mesmo autor observou que lâminas de irrigação excessivas (125, 150 e 200% da ETc), apesar de aumentar o aporte do nutriente de maneira física, provocaram reduções nos teores de K trocável do solo quando comparadas a irrigação com 100% da ETc, ou seja, aplicando exatamente a quantidade de água perdida pelas plantas e solo à atmosfera. A
justificativa deste fenômeno está no aumento da concentração de Na, também presente no efluente, já que este elemento desloca o K dos sítios de troca iônica do complexo coloidal, facilitando sua lixiviação e contribuindo consequentemente aos baixos teores encontrados nas análises de solo em todas as épocas amostradas. O Na está presente no EET devido a grande quantidade de detergentes utilizados em lavanderias e cozinhas. Este efeito também foi observado por Fonseca (2005); Leal (2007); Morgan et al. (2008).
Santos (2004) irrigando pastagem de Tifton-85 para produção de feno com EET e AT constatou que a utilização da água residuária diferiu estatisticamente da água tratada quanto ao teor de K, porém à medida que as lâminas aplicadas de EET aumentaram, os teores de K reduziram. Estes dados corroboram com Pereira (2009) e explicam o decréscimo, já que maiores lâminas de EET irão adicionar Na ao solo, facilitando a lixiviação de K e consequentemente, menores teores serão extraídos nas análises químicas de solo.
Em concordância com os dados obtidos no presente experimento, Duarte et al. (2008) avaliando os efeitos da aplicação de três tipos de EET que variavam de acordo com o sistema de tratamento, em comparação à AT, observou elevação nos teores de K trocável do solo, porém esta diferença não foi significativa. O autor relata que este resultado já era esperado, visto que os quatro tipos de água utilizadas nas irrigações apresentavam teores similares de K em sua composição, além de que todos os tratamentos receberam adubações potássicas para satisfazer a necessidade da cultura estudada, como feito neste trabalho. Kouraa et al. (2002), utilizando esgoto bruto, EET e AT para irrigação de batatinha e alface, não constataram diferenças significativas nos teores de potássio no solo que receberam esses três tipos de água. Outras pesquisas, com condições de fertilização mineral semelhante às que ocorreram neste experimento, realizadas por Fonseca (2001); Azevedo (2004); Azevedo; Oliveira (2005) e Fonseca (2005) forneceram resultados que concordam com as respostas encontradas no presente estudo.
Salienta-se novamente que a complementação de K foi realizada em todos os tratamentos via fertirrigações semanais na cultura, visando o fornecimento do nutriente para um desenvolvimento adequado das laranjeiras. Na Tabela 25 pode ser observado através dos teores no tecido vegetal que em todos os tratamentos as plantas foram supridas com K e encontram-se dentro da faixa considerada adequada segundo Quaggio; Mattos Jr; Cantarella (2005), e ainda neste caso, a irrigação com EET diferiu estatisticamente e se mostrou superior
à utilização de AT no fornecimento de K à cultura da laranjeira demonstrado pelo teor do elemento no tecido vegetal. Conclui-se que os baixos teores de K obtidos nas análises químicas do solo são decorrentes do excesso de fornecimento de Mg e principalmente de Ca, de toda forma, existe a necessidade de complementação de K à utilização de lodo de esgoto com fontes químicas, pois o resíduo não foi capaz de satisfazer as necessidades da cultura da laranja.