4.8. Arazi Kullanımı, Yerleşim Sistemi ve Konut
4.8.2. Yerleşim Sistemi
Da análise realizada, pode-se verificar que os agrupamentos tipológicos resultantes correspondem aproximadamente a períodos histórico-contextuais definidos e estudados no capítulo 4. No Quadro 2 a seguir, essa característica da evolução da tipologia arquitetônica
dos hospitais em Natal é explicitada, tendo em conta os dezoito hospitais estudados neste capítulo.
Em verdade, considerando os dezoito hospitais analisados, pode-se falar em grupos tipológicos para quatro tipos: pavilhonar (com cinco exemplares e mais o caso especial do Hospital Infantil), torre sobre pódio (cinco exemplares), rua hospitalar (dois exemplares) e shopping center/hotel/residência (três). Os outros dois tipos registrados na análise, colônia e casa de campo, registram um exemplar para cada.
QUADRO 2
Agrupamentos tipológicos por período histórico-contextual
Períodos Tipos
1889-1930 1930-1945 1945-1964 1964-1985 Depois de 1985 Colônia São Francisco - - - -
Casa de campo - Maternidade - - - Pavilhonar Infantil Evandro Chagas
Policlínica
São Lucas
João Machado Getúlio Vargas - Torre sobre pódio - - - Sta. Helena Walfredo
PAPI
Memorial Natal Center Rua hospitalar - - - - M.A.FernandesSanta Catarina Shopping/ hotel/
residência - - - -
Promater Femina Coração Nota: Para o caso do Hospital Infantil, o enquadramento no grupo tipológico pavilhonar é preliminar. Como se verá adiante, a análise desse hospital irá entendê-lo como um exemplar isolado, por suas características tipológicas inovadoras.
Observe-se que o exemplar que fixa a presença do tipo colônia entre os hospitais de Natal, o Hospital Colônia São Francisco, é o primeiro dos dezoito hospitais analisados a ser implantado, em 1929. Nesse período da Primeira República, a ação consorciada dos Governos federal e estadual tinha entre seus principais objetivos o financiamento de políticas de combate à hanseníase. Tal combate era feito principalmente por meio da segregação dos enfermos com respeito à vida social urbana, com implantação e
custeamento (este também apoiado por organizações de caridade e filantrópicas) de infra- estrutura hospitalar.
A localização do Hospital Colônia São Francisco corresponde a esse modelo segregacionista que é uma marca importante do tipo colônia. Mas o São Francisco não foi financiado ou gerido pela Igreja Católica, presença que está na base da formação do tipo na Idade Média, conforme se pode ver no capítulo 3.
Ressalte-se que, de acordo com os dados e informações levantados neste trabalho, a presença da Igreja Católica na implantação ou apoio a hospitais em Natal não é tão significativa quanto pode ser em outras cidades, o que pode explicar a inexistência na cidade de hospitais afiliados aos tipos claustral, basilical e enfermaria cruzada, de todos os que mais intensamente registram a presença da religião. Além disso, é importante salientar que Natal nunca contou com uma Casa de Misericórdia, uma instituição que se espalhou pelo Brasil desde o século XVI, em geral vinculada à Igreja Católica.
Por sua parte, entretanto, a sociedade civil local destaca-se nas primeiras décadas do século XX por sua organização e por iniciativas vinculadas ao processo de modernização da cidade. A Maternidade Escola Januário Cicco foi, como se detalhou no capítulo 4, resultado de uma ação da sociedade civil organizada. A Maternidade representa, dentre os hospitais de Natal, o tipo casa de campo, cuja formação remonta ao período renascentista. Como o projeto de arquitetura pode ser datado no período entre 1928, ano em que se divulgou a intenção do empreendimento, e 1932, quando tiveram início as obras de construção civil (ver capítulo 4), pode-se considerar que a Maternidade – finalmente aberta ao público em 1950 – é um exemplar que reflete as condições contextuais da década de 1920.
Essas condições, em que a sociedade civil desempenhava um papel importante na modernização da cidade, podem estabelecer um nexo com o tipo casa de campo. Embora fosse sendo suplantada ao longo dos séculos XVIII e XIX pela pavilhonar, a solução tipológica da casa de campo ainda continuou a se fazer presente em muitos edifícios hospitalares no mundo ocidental até próximo do século XX.
Assim, a apropriação ao projeto arquitetônico da Maternidade Escola do tipo casa de campo pode ser entendida como simples resultado da permanência e da fixação deste tipo,
mas, não se pode deixar de levantar a possibilidade de que a decisão arquitetônica tenha se dado em conexão com a natureza cívica do empreendimento que levou à implantação do hospital.
Em que pese o fato de a configuração geométrica do projeto da Maternidade Escola vincular-se claramente à casa de campo, a análise tipológica revelou a presença, na organização dos espaços, de princípios funcionalistas que compõem o tipo pavilhonar em sua vertente de final do século XIX.
Isso demonstra que o projeto, embora tenha lançado mão de uma forma do passado, pôde incorporar soluções funcionais dele contemporâneas, em uma clara demonstração de que o projetista fez a opção de adotar o tipo casa de campo – talvez por seu valor simbólico para a iniciativa cívica – ante a possibilidade de usar o tipo pavilhonar, mais ajustado ao modo de organização interior dos espaços em um hospital com as características da Maternidade. Esse exercício da opção do arquiteto, revelador de um determinado grau de conhecimento tipológico, pode ser mais bem apreciada no caso do Hospital Infantil. Inaugurado em 1936, o Hospital Infantil teve suas obras iniciadas em 1923, o que situa o seu projeto arquitetônico ao redor do início daquela década. A natureza do empreendimento, como no caso da Maternidade, era de uma entidade civil da sociedade, igualmente liderada por um médico.
A análise tipológica do projeto mostrou que o Hospital Infantil pode, a princípio, ser afiliado ao tipo pavilhonar, mas constitui de fato um caso de hospital em que o arquiteto se aprofundou nas possibilidades tipológicas do edifício. Para diferentes grupos funcionais de atividades, o projetista adotou distintas configurações geométricas e princípios organizadores dos espaços da arquitetura hospitalar precedente, buscando apropriar e mesclar, de forma racional, soluções tipológicas de diferentes períodos do passado.
Os demais exemplares locais que testemunham a presença em Natal do tipo pavilhonar aparecem entre princípios da década de 1940 e meados da década de 1960, praticamente coincidindo com o período posterior à Segunda Guerra (1945-1964).
Suas implantações derivam de duas diferentes iniciativas. De um lado, os hospitais públicos que se constroem no âmbito de programas do Governo federal na área da saúde pública, voltados para o combate às enfermidades infecto-contagiosas e para o tratamento
de doenças mentais. Na primeira linha estão o Evandro Chagas – de 1943, especializado em doenças tropicais – e o Getúlio Vargas – de 1966, especializado em tuberculose. No caso das doenças mentais, tem-se o João Machado, 1958.
De outra parte, estão as iniciativas conducentes à Policlínica, de 1944, e à Casa de Saúde São Lucas, de 1952. Nestes casos, o empreendimento era dirigido por grupos de médicos locais que financiavam com recursos próprios a construção do hospital, cuja clientela-alvo era a população beneficiária dos IAPs. Observa-se que esses hospitais estão direcionados a serviços de cirurgia geral e clínica médica, diferentemente dos hospitais públicos especializados do mesmo período.
Nesses hospitais privados, de caráter terapêutico, está presente o conhecimento técnico- científico e o médico é a principal autoridade. Como se pode ver na análise deles realizada, as atividades terapêuticas já apresentam um certo nível de estruturação, organizando-se em vários espaços de acordo com rotinas e procedimentos. Também está presente a tecnologia de diagnóstico, por meio dos exames de raios-x e laboratório de analises clínicas.
Distinguem-se claramente os hospitais privados dos públicos pelo que revelam de interesse por privacidade na internação. Os hospitais pavilhonares públicos vão do grande hall aberto de enfermaria do Evandro Chagas até o Getúlio Vargas, em que os leitos são distribuídos por enfermarias menores. Enquanto isso, nos hospitais privados do período pavilhonar (Policlínica e São Lucas) já se nota a presença mais significativa de apartamentos individuais e de dois leitos. Em que pese essa distinção, vale salientar que a opção pelo tipo pavilhonar é consistente no setor privado e no setor público, em todo o período que vai de final dos anos 1920 até os anos 1960.
Em geral, os hospitais pavilhonares de Natal se informam tipologicamente das variantes mais recentes do tipo, normalmente com uma organização espacial que remonta aos princípios funcionalistas de fins do século XIX. Essa persistência do tipo pavilhonar em Natal está provavelmente vinculada ao fato de que esses hospitais do período, tanto os privados como os públicos, eram ainda de pequeno porte, de baixo nível de resolutividade e com incorporação de um pequeno grau de tecnologia nos equipamentos de diagnóstico. É só final do período 1945-1964 que, no Getúlio Vargas, vão se aplicar princípios funcionalistas mais abrangentes na organização espacial, embora ainda se adote a solução pavilhonar.
Uma mudança tipológica só vai ocorrer no fim dos anos 1960, quando do projeto do Walfredo Gurgel, hospital público inaugurado em 1971, na onda do financiamento pelo Governo Federal de hospitais de grande porte de natureza curativa. O Walfredo é, em Natal, o primeiro hospital de grande porte (150 leitos), de grande resolutividade e com seus serviços estruturados de acordo com as primeiras normas para planejamento e construção de hospitais, estabelecidas pelo Ministério da Saúde, normas que ainda não refletiam totalmente os princípios da organização espacial pertencentes aos tipos do período modernista.
Como hospital de grande porte, o Walfredo é uma resposta hospitalar ao crescimento urbano experimentado por Natal nos anos que sucederam à Segunda Guerra. A solução tipológica adotada é a do hospital concentrado, com uso intensivo de pavimentos empilhados, configurando a torre sobre pódio.
Também afiliados a essa mesma tipologia, vieram na seqüência do Walfredo, o Santa Helena e o PAPI, ainda no período 1964-1985, e o Memorial, no ano de 1990. Todos eles eram de iniciativa privada, financiados com recursos bancários intermediados pelo FAS, e se dirigiam a uma clientela de classe média emergente na cidade, pagante com recursos próprios ou dos primeiros planos ou seguros de saúde, bem como a prestar serviços contratados pelo INPS.
Todos eles seguem parcialmente as normas e os princípios de funcionalidade vigentes na época foram, também parcialmente, incorporados. Em função de seu pequeno porte e de terem média resolutividade, com serviços não totalmente estruturados, sua afiliação ao tipo torre sobre pódio não é integral.
Como último componente desse grupo tipológico, tem-se o Natal Center, inaugurado em 2002. Esse hospital é, dentre todos os analisados, o que mais bem se enquadra nas definições tipológicas. A iniciativa privada de um grupo de médicos, com financiamento bancário, tocou o empreendimento com objetivos de lucratividade. A clientela-alvo é constituída de portadores de seguro ou plano de saúde privado. Construído, como os demais desse grupo tipológico, em áreas urbanas de alto adensamento, a verticalização é necessária para abrigar uma grande quantidade de leitos, o alto nível de resolutividade e os serviços complexos e bem estruturados.
O projeto do Natal Center adotou princípios funcionalistas dos tipos hospitalares do período modernista, embora trabalhando com as normas vigentes, mais flexíveis, da RDC- 50. Trata-se de caso que chama a atenção, uma vez que apropria uma solução tipológica que não guarda coerência com o contexto do período recente de sua implantação, estendendo a vigência do tipo torre sobre pódio em Natal.
Um outro tipo modernista presente entre os hospitais analisados é o rua hospitalar, ou hospital rua. Dois exemplares de hospitais públicos edificados em áreas periféricas na Zona Norte de Natal, que à época de suas implantações registravam, como ainda hoje, um processo acelerado de crescimento populacional, são nitidamente afiliados a essa tipologia. Trata-se de hospitais – o Santa Catarina, de 1986, e o Maria Alice Fernandes, de 1998 mas com obras iniciadas dez anos antes – que foram planejados para integrar-se a uma rede de serviços hierarquizada, com a necessidade de guardar possibilidades de expansão e diversificação de serviços. Seus princípios de organização espacial são absolutamente funcionalistas, ressaltando o caráter sistêmico do hospital, com foco principal na eficiência de rotinas e procedimentos. Também correspondiam a um período ainda marcado pela rigidez das normas ministeriais (Portaria 400) e respondem a preocupações construtivas de redução de custo, pela via da modulação e da padronização de componentes.
É essa rigidez que vai ser quebrada pela presença de exemplares afiliados parcialmente ao tipo shopping/hotel/residência, um grupo tipológico cuja implantação se concentra no período entre 1995 e o presente. Dele constam três hospitais – Promater, Femina e do Coração –, todos eles construídos por grupos de médicos, organizados economicamente de maneira empresarial, e irrompem no cenário de uma saúde pública marcada pelo crescimento dos planos e seguros de saúde, em que a competição pelo cliente é uma preocupação do empreendimento hospitalar.
Os três hospitais têm em comum a presença de um átrio ou pátio, cuja função é receber e dar conforto aos pacientes, além de distribuir os fluxos que se originam fora do edifício. Como já se comentou, esses hospitais seguem, nas outras áreas interiores do edifício, os princípios funcionalistas de organização do espaço, de modo que a apropriação dessa nova tipologia – que se caracteriza por transferir ao cliente e ao paciente a sensação de familiaridade e exclusividade de atendimento –, se atém àqueles elementos vinculados ao
entorno do átrio, o que pode ser explicado em função da expressividade desses espaços no aspecto comercial.
Observa-se que os resultados da análise tipológica, em síntese, apontam que, em geral, os agrupamentos dos hospitais analisados pelos diferentes tipos revelam coerência com as condições contextuais estudadas no capítulo 4. Há que reiterar a ausência dos tipos mais ligados às origens católicas do hospital (o claustral, o basilical e o enfermaria cruzada), ao mesmo tempo em que salientar que a ausência do tipo sanduíche pode ser explicada pelo fato de que Natal não apresentava, à época da sua vigência, as condições de grande demanda por serviços de altíssima tecnologia que se impõem como necessárias à implantações de hospitais deste tipo.
No que concerne à sucessão dos grupos tipológicos identificados na arquitetura hospitalar de Natal, cabe verificar em que medida ela reflete ou se distingue da evolução verificada no capítulo 3 para a arquitetura hospitalar ocidental.
Recolocando os tipos ocidentais, pode-se estabelecer que eles evoluíram dos tipos medievais identificados como claustral e basilical, mais ligados à noção católica do hospital, para os tipos renascentistas da enfermaria cruzada e, posteriormente, da casa de campo. A exceção a esse processo de substituição tipológica diz respeito ao tipo colônia, o mais longevo dos tipos hospitalares, que foi largamente usado em todo o mundo até o século XX.
Os tipos renascentistas foram suplantados, no Iluminismo, pelo tipo pavilhonar, cuja vigência por cerca de dois séculos possibilitou que fosse sendo adaptado para exibir distintas vertentes – umas referidas a variações nos princípios de organização espacial (diminuição progressiva da quantidade de leitos por enfermaria, incorporação progressiva de elementos funcionalistas, por exemplo), outras a novas disposições relativas entre pavilhões e circulação, outras ainda para incorporar soluções tectônicas surgidas no século XIX.
Só ao redor da metade do século XX é que os tipos modernistas ganharam proeminência, para serem logo contestados nos anos 1980 pelo tipo híbrido de shopping, hotel e residência que se qualifica hoje como dominante.
Ao comparar essa evolução com o caso de Natal, pode-se verificar que os tipos claustral e basilical não marcaram presença hospitalar em Natal, pelas razões já expostas anteriormente. A análise feita em dezoito hospitais constatou, tão somente, que o Hospital Infantil e a Femina fazem referência ao claustro, mas redefinindo-o e requalificando-o, tanto espacialmente quanto funcionalmente. Por sua vez, o tipo colônia esteve presente já em princípios do século XX, através do Hospital Colônia São Francisco.
Já mencionada e discutida em detalhe a experiência do Hospital Infantil, o próximo apontamento tipológico em Natal é a casa de campo, representado na Maternidade. Já se expôs anteriormente uma série de razões pelas quais pode-se considerar que a Maternidade é tipologicamente assimilável à casa de campo, mas que isso se deveu a uma decisão projetual, uma vez que a solução pavilhonar já era reconhecida e disponível. De toda a forma, pode-se registrar aqui um desvio do sequenciamento tipológico natalense com relação ao ocidental.
Feitos esses comentários sobre os primeiros hospitais da cidade, há que salientar que, em verdade, a primeira onda mais sistemática de construção de hospitais em Natal já nasce com a vinculação ao tipo pavilhonar, que se fez presente na arquitetura hospitalar da cidade por cerca de quarenta anos, a partir de finais da década de 1920.
Da mesma forma que no processo evolutivo geral o pavilhonar foi sendo desenvolvido tipologicamente ao longo de sua vigência, em Natal o uso desse tipo vai se aperfeiçoando do início (Evandro Chagas) para o fim (Getúlio Vargas) do período de sua vigência. Esses desenvolvimentos também são similares aos que se verifica em termos ocidentais: enfermarias menores, maior abrangência da noção de funcionalismo, soluções de planta geometricamente mais elaboradas, passagem progressiva da alvenaria portante para o concreto armado.
Da mesma forma que no caso geral, em Natal o tipo pavilhonar é substituído pelos tipos modernistas, que depois dão lugar ao tipo contemporâneo, híbrido de shopping center, hotel e residência. O intervalo modernista dos anos 1960 a 1980, em que os tipos torre sobre pódio e hospital rua fizeram presença em Natal, é bastante próximo, historicamente falando, do intervalo de vigência desses tipos – e mais o tipo sanduíche – em todo o mundo.
O único elemento discordante é a ausência, pelos motivos já mencionados anteriormente, do tipo sanduíche em Natal. Pode-se observar também que a introdução do tipo rua hospitalar em Natal é posterior à do tipo torre sobre pódio, da mesma maneira que no quadro ocidental estudado. Enfatize-se outra vez o fato de que um exemplar do tipo torre sobre pódio é implantado em Natal já neste século XXI, constituindo isso um elemento de desconformidade entre os sequenciamentos tipológicos ora comparados.
Por fim, a substituição dos hospitais modernistas pelos pós-modernistas também reflete uma tendência mundial. A diferença no caso de Natal é que essa substituição aparenta ser, hoje, apenas um movimento de transição, na medida em que resulta de apropriar elementos tipológicos dos hospitais modernistas no âmbito de uma visão humanizada e, ao mesmo tempo, comercial do hospital. Assim, ainda não se verifica em Natal a presença de um hospital que haja absorvido totalmente as características do tipo shopping center/hotel/residência.
Uma vez verificado esse sequenciamento, cabe discutir os fatores que, em Natal, induzem a suplantação ou substituição de um tipo por outro. Nessa discussão, há que definir a priori os momentos em que se procede a evolução de um para outro tipo, bem como estabelecer previamente uma sistematização dos fatores relevantes para a indução de mudanças. Examinando o quadro, já exposto e discutido, dos movimentos tipológicos no itinerário da arquitetura hospitalar de Natal, pode-se por em destaque cinco grandes momentos, a saber: x a entrada em cena do tipo pavilhonar, em finais da década de 1920;
x a incorporação progressiva de vertentes mais desenvolvidas do tipo pavilhonar, ao longo do período 1945-1964;
x a substituição do tipo pavilhonar pelo tipo torre sobre pódio, na década de 1960; x a introdução do tipo rua hospitalar, na década de 1980;
x a emergência, nos anos 1990, do tipo shopping/hotel/residência.
Por outro lado, com base na análise realizada no capítulo 3, é possível elencar os potenciais fatores indutores de mudança para verificar seu papel em cada um dos movimentos acima detalhados, quais sejam:
x natureza e intensidade das necessidades e demandas sociais; x políticas públicas de saúde;
x natureza e objetivos da iniciativa do empreendimento; x conhecimento científico e padrão tecnológico;
x tecnologia construtiva.
A emergência do tipo pavilhonar na arquitetura hospitalar em Natal se dá de forma a refletir a atuação conjugada desses fatores. Nas décadas de 1910 e 1920, como já se expôs no capítulo 4, a cidade registrara a duplicação de sua população, ao mesmo tempo em que