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3.2. Türkiye’de Konut Talebini ve Arzını Belirleyen Unsurlar

3.2.2. Türkiye’de Konut Arzını Belirleyen Unsurlar

3.2.2.4. Kentleşme Hızı

Trata-se de hospital especializado em pediatria, com operação iniciada em 1936. Os principais serviços assistenciais do Hospital Infantil (FIG. 31) eram cirurgia, internação,

além de serviços ambulatoriais como raios-x, laboratório de análises clínicas, consultas médicas e vacinação. Apresentava atividades de apoio – cozinha, lavanderia, refeitório e almoxarifado – que somavam quase um terço da área total construída, revelando um nível de organização e estruturação avançado para a época de sua implantação. A internação se compunha de várias enfermarias de poucos leitos, com banheiro coletivo, e apartamentos individuais, com banheiro anexo.

A configuração da planta é composta por três figuras geométricas diferentes e conectadas por uma circulação que coincide com o eixo longitudinal do conjunto. Em que pese a variação das figuras geométricas, o modo como elas são conectadas remete ao hospital do tipo pavilhonar, no qual essas figuras geométricas correspondem a retângulos regularmente espaçados. Para efeito da análise apresentada nesta seção, admitiu-se que cada uma dessas figuras geométricas, ainda que nem todas sejam retângulos, corresponde a um pavilhão.

Analisando a organização espacial do conjunto, verifica-se que foram utilizados princípios similares àqueles adotados no hospital do tipo pavilhonar. As atividades são reunidas espacialmente em grupos segundo sua natureza funcional. Os grupos de atividades são posicionados em edifícios independentes (pavilhões) interconectados, segundo seu maior ou menor relacionamento com o público externo. Assim, no primeiro pavilhão do Hospital Infantil, estão posicionadas as atividades dedicadas aos cuidados de pacientes externos: o grupo funcional de atividades ambulatoriais. No segundo pavilhão estão posicionadas as atividades dedicadas aos cuidados dos pacientes internos – grupos do centro cirúrgico e da internação. No último pavilhão estão posicionadas as atividades do grupo de apoio, a saber: cozinha, lavanderia, almoxarifado e farmácia.

A assimilação da configuração geométrica e da organização espacial do conjunto do Hospital Infantil ao hospital de tipo pavilhonar, entretanto, deve ser discutida mais detalhadamente em função do fato de que, no caso, cada pavilhão apresenta um esquema geométrico próprio e uma lógica própria na sua organização espacial interna.

A primeira figura geométrica, correspondente à planta do primeiro pavilhão, pode ser sintetizada em dois círculos concêntricos de onde partem, segundo dez eixos radiais, dez retângulos. Essa forma geométrica assemelha-se a uma das variações do hospital tipo pavilhonar – o formato de estrela –, com uma diferença. Aqui, cada retângulo corresponde

a apenas um compartimento em vez de corresponder a um pavilhão inteiro. Em cada um desses compartimentos, está posicionada uma das atividades de cuidados aos pacientes externos, como consultórios, recepção, vacinação, pequenas cirurgias, laboratório de análises clínicas, raios-X.

No núcleo da figura, o circulo mais interior corresponde a um pátio interno, sem cobertura e com vegetação. A coroa circular corresponde a uma circulação que interliga os compartimentos desse pavilhão, serve de acesso do exterior ao interior do edifício e se conecta à grande circulação do conjunto. Os compartimentos foram organizados de modo a convergir para um mesmo espaço, o pátio, que serve de área de estar e espera para acompanhantes e pacientes que estão sendo atendidos no ambulatório. Esse pátio interno, embora esteja presente também no tipo claustral, não tem aqui o mesmo uso. Ao invés de servir como lugar para introspecção e isolamento do exterior, serve como ponto de confluência e socialização dos pacientes externos, além de ser uma espécie de hall de entrada para todo o hospital.

A segunda figura geométrica é um retângulo e corresponde à planta do segundo pavilhão. O retângulo é cortado em partes iguais pela circulação principal do prédio, ficando dividido em duas alas. Cada uma delas recebe um grupo de atividades de mesma natureza funcional: as atividades do centro cirúrgico e as atividades da internação. Nesse pavilhão, tanto a figura geométrica da planta, o retângulo, como o principio organizador dos espaços – reunião funcional –, remetem ao tipo pavilhonar em suas vertentes de finais do século XIX.

Note-se que não há uma hierarquização das circulações determinando um controle dos fluxos, nem um sequenciamento na execução das tarefas, o que indicaria um uso mais aprofundado dos princípios funcionalistas. Por outro lado, já pode ser notada uma tendência a valorizar mais a privacidade do que a supervisão dos leitos. Essa tendência é refletida na existência de quartos com poucos leitos e até de quartos individuais com banheiro anexo.

A terceira figura geométrica, representando a planta do terceiro pavilhão, tem o formato aproximado a um “E”, ou seja, um retângulo maior no qual são conectados, nas suas extremidades e no centro, retângulos menores. Nota-se que o traçado dos compartimentos desse pavilhão resulta em perfeita igualdade e simetria em relação ao seu eixo transversal.

As atividades posicionadas nesse pavilhão são as do grupo de serviços de apoio; não há uma lógica funcional na distribuição e a organização na planta segue o princípio da composição por hierarquia. A principal atividade de apoio é a cozinha, que está posicionada no centro do pavilhão. Do centro para as extremidades foram sendo posicionadas as outras atividades (refeitório, copa, depósitos, sanitários), as menos importantes mais longe do centro. Assim, a forma geométrica da planta desse pavilhão e a lógica de organização dos compartimentos em seu interior se assemelham às do hospital tipo casa de campo.

Voltando ao conjunto, vê-se que o edifício hospitalar tem sua implantação solta no centro do terreno não guardando nenhuma relação formal com este. Há dois acessos ao edifício, um no pavilhão mais próximo da rua principal – para pacientes externos e visitas – e outro localizado no terceiro pavilhão, nos fundos do edifício, para serviços de apoio.

As circulações internas também se organizam de maneira simples, só havendo dois níveis de hierarquização. No primeiro nível está a circulação que corta todos os pavilhões perpendicularmente, fazendo a conexão entre eles, desde a parte frontal do edifício até o acesso de serviços na parte mais posterior. No segundo nível estão as circulações que ligam os compartimentos do mesmo pavilhão.

A volumetria do conjunto apresenta-se de forma irregular, com predomínio das dimensões horizontais e destaque para os interstícios entre os três volumes básicos que constituem o edifício. Assim, tem-se uma percepção de paralelepípedos interceptados, no caso dos pavilhões central e posterior, culminados frontalmente com um volume cilíndrico muito recortado e o destaque da cúpula que anuncia a entrada do edifício. Evidentemente, a solução estrutural é muito simples, adaptada aos volumes pavilhonares, centrando-se em alvenarias estruturais dobradas, lajes planas, com a exceção da estrutura esbelta que suporta a cúpula, em pilares de granito.

Embora vários elementos da análise tipológica convirjam para que o Hospital Infantil possa ser enquadrado como um hospital de tipo pavilhonar, as observações feitas sobre a singularidade desse projeto quando se analisam mais detidamente suas partes componentes levaram a que se optasse por mantê-lo como um hospital não assimilado a apenas um tipo dos estudados.

Isso não significa que se trate de um hospital sem tipo identificável. Ao contrário, o não enquadramento a um tipo deriva do fato de que ele constitui um caso em que vários tipos hospitalares parecem ter sido apropriados, como se a projetação do hospital tivesse feito uso de uma abordagem tipológica.

Tal hipótese pode ser sustentada pelo fato de que o projetista do Hospital Infantil buscou no repertório da arquitetura hospitalar de sua época não apenas a solução tipológica então hegemônica (o pavilhonar, em rota de transição para o empilhamento vertical de enfermarias que configura os primeiros desenvolvimentos do tipo torre sobre pódio na volumetria monobloco).

Lançou ele mão de diversos recursos tipológicos, compondo soluções do tipo pavilhonar em suas distintas vertentes (o pavilhão em estrela, por exemplo) com elementos do tipo casa de campo e do tipo claustral. Nesse processo, o projetista assumiu uma racionalidade explícita uma vez que, definidos por ele os grupos funcionais ocupantes de cada pavilhão, cada caso foi trabalhado de modo a apropriar o tipo que ele julgou mais adequado para abrigar aquela função.