3.2. Türkiye’de Konut Talebini ve Arzını Belirleyen Unsurlar
3.2.1. Türkiye’de Konut Talebini Belirleyen Unsurlar
Hospital especializado em tratamento de doenças infecto-contagiosas tropicais, o Evandro Chagas (FIG. 26) teve sua implantação em 1943. Hoje esse prédio encontra-se abandonado, tendo em sua estrutura física as marcas das diversas reformas sofridas, incluindo a da década de 1980, quando mudou de uso e foi adaptado para funcionar como um centro de formação de profissionais da área da saúde.
Não foi possível encontrar o projeto arquitetônico utilizado para a construção. Portanto, foi necessário reconstituir a planta correspondente ao momento da inauguração a partir de levantamento do edifício hoje existente. Contou-se para isso com observações no local que permitiram averiguar e levantar hipóteses sobre a evolução do edifício, bem como com
informações obtidas em entrevistas com pessoas que tiveram contacto com o hospital quando de sua inauguração.
O hospital tinha as atividades terapêuticas como as mais importantes. Dos 1.200 m2 de área construída, 70% eram dedicados aos serviços de internação. É certo que havia dois consultórios médicos, mas nenhum entrevistado mencionou a existência de qualquer outro serviço de apoio ao diagnóstico. As atividades de apoio eram ainda pouco estruturadas, pois a cada atividade – salas administrativas, lavanderia, farmácia, cozinha e refeitório – correspondia apenas um compartimento.
O esquema geométrico da planta era muito simples e repetido nos dois pavimentos que constituíam o edifício. Corresponde a dois retângulos que se cruzam ortogonalmente, formando na interseção uma figura próxima a um quadrado.
Há uma divisão clara na distribuição das atividades nas plantas dos pavimentos. Nos retângulos perpendiculares à frente do lote estão distribuídos todas as atividades de apoio do hospital, em compartimentos situados de um lado e de outro da circulação central. Já os retângulos paralelos à testada do lote estão ocupados apenas pelas enfermarias, grandes
halls abertos onde estavam dispostos os leitos de internação. No final de cada hall estavam
posicionados os banheiros coletivos; no quadrado resultante do cruzamento dos retângulos estavam os postos de enfermagem.
Esse arranjo espacial assemelha cada uma das quatro enfermarias do Hospital Evandro Chagas à “enfermaria Nightingale”. Como nesta, a supervisão dos leitos desde o posto de enfermagem é garantida pela ampla visão do ambiente sem divisórias. Além disso, a insolação natural e a ventilação cruzada são garantidas através das janelas colocadas em paredes longitudinais opostas. No caso estudado, ressalve-se ainda que a importância da ventilação é reforçada também pela colocação de um terraço na lateral longitudinal das enfermarias por onde entram os ventos dominantes.
Pode-se observar também a semelhança com o esquema geométrico das enfermarias cruzadas do Renascimento. No entanto, há uma diferença fundamental: enquanto no tipo enfermaria cruzada as enfermarias se cruzavam na capela, que podia ser vista pelos enfermos do leito realçando a relação leito/missa, no Hospital Evandro Chagas as plantas se cruzam para reforçar a supervisão dos leitos desde o posto de enfermagem, ou seja, é a relação leito/enfermagem que importa.
O edifício tem sua implantação solta no terreno e não guarda nenhuma relação formal com o mesmo. Foram previstos dois acessos ao hospital, um para o público externo, visitas e familiares, situado na parte frontal do edifício, e outro na lateral próxima ao final do edifício, para o público interno e abastecimento. Não há indícios de que houve influência da orientação do sol na configuração da planta.
O traçado das circulações é muito simples. Nos retângulos paralelos à rua, onde estão localizadas as enfermarias, não há circulações. Existe assim apenas uma circulação em cada pavimento: ela discorre perpendicularmente à rua, nos retângulos em que estão distribuídas as atividades de apoio. A circulação coincide em grande parte, com o eixo longitudinal da planta. No pavimento térreo, ela liga o acesso principal do edifício, localizado na parte frontal, ao acesso de serviço localizado na parte posterior.
Na medida em que a circulação percorre toda planta, vão sendo distribuídas as atividades: as atividades de apoio dedicadas às visitas e familiares dos pacientes estão localizadas na parte frontal, perto do acesso externo; as atividades de apoio para os pacientes internos estão localizadas na parte posterior da planta. As circulações verticais também reforçam esse princípio, tendo sido previstas duas escadas, uma na parte frontal, para uso do público externo e outra na parte posterior, para serviços internos.
A organização e a distribuição dos espaços nas plantas foram orientadas por quatro princípios, revelando uma lógica funcionalista ainda pouco desenvolvida. Em primeiro lugar, adotou-se a separação espacial das atividades de internação e de apoio. Enquanto estas foram posicionadas nos retângulos perpendiculares à rua, as atividades de internação foram alocadas nos retângulos paralelos à rua. Em segundo lugar, as atividades de apoio foram distribuídas de modo a colocar na parte frontal do edifício as relacionadas ao público externo, enquanto que as dedicadas ao publico interno foram alocadas na parte posterior. Os outros dois princípios utilizados foram os de sanitarização e de supervisão das enfermarias.
A configuração volumétrica geral resultante é a de dois paralelepípedos que se interceptam para formar um volume cruciforme cujas dimensões no plano horizontal são predominantes em face da altura. A regularidade dessa volumetria está refletida na estrutura, definida por um sistema composto de alvenarias portantes e concreto armado. A existência de terraços anexados ao prédio principal, cobertos por lajes de piso em concreto,
ressalta a esbeltez dos pilares sobre o fundo dos panos contínuos de alvenaria dobrada que fazem o contorno do edifício.