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15 Yeni Yüzyıl, 5 Ekim 1996.

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É importante registrar que esta pesquisa foi desenhada a partir do momento que o Fundo Nacional do Meio Ambiente, através do Ministério do Meio Ambiente, aprovou, no ano de 2001, o projeto denominado “Diversificação e regionalização da coleta de sementes de espécies arbóreas nativas no Estado de São Paulo”, resumidamente conhecido como “Projeto Matrizes de Árvores Nativas” ou simplesmente “Projeto Matrizes”, que seria desenvolvido por uma equipe de pesquisadores (pós-graduandos, graduandos, funcionários e professores) do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal – LERF, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo - ESALQ/USP.

Partiu-se da oportunidade de participar do Projeto Matrizes como coordenadora do “Programa de Educação Ambiental e Capacitação” para ir além das atividades colocadas como metas, buscando a análise do que tal projeto significaria no contexto político e científico. Desta forma, um duplo desafio estava colocado para a pesquisadora, pois a investigação seria muitas vezes mesclada com as responsabilidades de trabalho dentro do Projeto Matrizes.

Nesse sentido, optou-se por adotar a pesquisa participante como um método que, segundo Thiollent (1986, p.9), daria condições para a “descrição de situações concretas e para a intervenção ou a ação orientada em função da resolução de problemas efetivamente detectados nas coletividades consideradas”. O que se pretendia, conforme já colocado, era realizar a descrição e análise como projeto de pesquisa científica de um projeto não- científico, ainda que este último fosse gerador de informações e orientador de intervenções em programas de políticas públicas.

3.5.1 As intervenções

As intervenções realizadas no Projeto Matrizes contaram com a participação efetiva da equipe do Instituto de Botânica/SMA3 e do Escritório de

Transferência de Tecnologia de Campinas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, SNT/Campinas. As intervenções foram basicamente concentradas em 03 workshops regionais que serão melhor detalhadas a seguir.

3.5.2 Organizando os workshops regionais

Os workshops regionais sobre “Espécies florestais em projetos de recuperação de áreas degradadas“ foram as principais intervenções desta pesquisa e cujo objetivo era divulgar e multiplicar as informações geradas sobre metodologias de recuperação de áreas degradadas, reforçando a importância da organização da produção regionalizada de sementes e mudas florestais nativas para garantir a diversidade genética e florística de projetos restauração florestal.

3 Projeto “Modelos de repovoamento vegetal para proteção de sistemas hídricos em áreas degradadas dos diversos

biomas do Estado de São Paulo” da linha de Políticas Públicas da FAPESP, sob coordenação do Prof. Dr. Luiz Mauro Barbosa, Diretor Geral do IBt/SMA.

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O público-alvo foi constituído por profissionais que estivessem envolvidos em ações voltadas a projetos de recuperação de áreas degradadas nos diferentes ecossistemas presentes no Estado de São Paulo. As características e peculiaridades dos ecossistemas adotados como regiões ecológicas no Projeto Matrizes (Rozza et al., 2003) podem ser observadas na Figura 1, baseada na divisão regional realizada por Setzer (1966) detalhada no item 3.5 dessa dissertação.

Para a composição do quadro de palestrantes optou-se por contatar, em primeiro lugar os escritórios regionais do Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais da Secretaria de Estado do Meio Ambiente - DEPRN/SMA, pois a divisão regional onde se encontravam as suas unidades eram semelhantes às regiões ecológicas adotadas pelo Projeto Matrizes (Figura 2).

A escolha dos municípios para sediar o workshop regional estava relacionado também com a estrutura, tanto logística quanto financeira, das instituições que iam sendo contatadas e aprovando a proposta do evento. Na proposta do workshop eram apresentados os objetivos, a justificativa, o formato sugerido do evento e o orçamento necessário para a sua realização. Essas informações apresentadas na proposta eram elaboradas com a equipe do Projeto Matrizes e com a equipe da EMBRAPA, que a partir do ano de 2002 passou a ser um dos parceiros do Projeto Matrizes, disponibilizando uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico - CNPq para a condução do “Programa de capacitação e educação ambiental” do Projeto Matrizes (ver ANEXO E).

Portanto, três principais critérios foram adotados para escolha do local dos workshops regionais: 1 - abrangência de regiões ecológicas: cada uma das regiões ecológicas apresentadas na Figura 1 deveriam ser contempladas no programa. Dessa forma, cada workshop deveria identificar a rede de contatos regional, convidando as instituições que atuavam naquele ecossistema; 2 -

instituições com responsabilidades variadas, porém voltadas a projetos de reflorestamentos e recuperação florestal. As instituições que mais se identificavam com o Projeto Matrizes auxiliaram na organização local, indicando palestrantes e mantendo e divulgando informações sobre o evento; 3 -

patrocínio e estrutura logística: cada workshop dependeria de um local e

material para aproximadamente 100 pessoas. Para isso foi necessário buscar recursos financeiros, já que o Projeto Matrizes não previu recursos suficientes para tal atividade.

3.5.3 O formato dos workshops regionais

Optou-se por realizar cada workshop regional com a duração de um dia devido à limitação de recursos financeiros e também pelo conteúdo, que não se pretendeu esgotar, mas incentivar as negociações regionais. Os temas abordados foram organizados em dois períodos, manhã e tarde. Para possibilitar não somente a exposição de palestras, mas também a participação do público, foram previstos dois debates realizados no final de cada período.

No período da manhã, os palestrantes deveriam conduzir suas apresentações sobre o assunto: (1) adequação e fiscalização de projetos de

RAD. Para este assunto eram convidados o técnico do DEPRN regional e um

promotor de justiça do meio ambiente de atuação na região. Este primeiro período também contava com uma apresentação dos fundamentos da recuperação florestal e da ecologia de restauração pelo professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, coordenador geral do Projeto Matrizes, que esteve presente em todos os eventos e compondo a equipe de organização do evento.

No período da tarde o assunto abordado era sobre a: (2) produção de

sementes e mudas nativas destinadas aos projetos de RAD – que contava com

palestrantes com experiências locais no mercado de sementes e mudas e legislação pertinente, como a Resolução SMA 21, de 21/11/01.

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Região 6 LITORAL

SUL

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