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2. KURAMSAL BİLGİLER VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.1. Kuramsal Bilgiler

2.1.1. Okul Öncesi Eğitimde Etkinlikler ve Etkinliklerin Kalitesi

2.1.1.3. Okuma yazmaya hazırlık etkinliği

O uso de questionário5 e do diário de campo também é muito recorrente nos

trabalhos que utilizam a netnografia, sendo entendidos como instrumentos de pesquisa para a obtenção de melhores resultados aos objetivos propostos. Nessa perspectiva, pensamos em fazer um questionário semiestruturado a fim de abordar alunos, pais, professores e a direção/coordenação pedagógica. O intuito foi sondar o nível de envolvimento de alunos, pais, professores e diretores/coordenadores com a tecnologia e, principalmente, com o site de sua própria escola.

De acordo com Perrien (1986), o questionário objetiva aquisição de informação sobre o comportamento humano, seus interesses, suas opiniões, seus usos de ferramentas, seu posicionamento demográfico, entre outras questões. Esse mesmo autor ainda afirma que os questionários devem ser iniciados com perguntas mais acessíveis, para atrair o interesse do pesquisado. Na sequência, devem vir as perguntas mais importantes para o trabalho e, por fim, as questões que caracterizam o ser, relacionadas ao nível educacional, religião, nacionalidade, entre outras. Abdenacer (2015, p. 55, tradução nossa) também assinala que “o questionário é

um instrumento de coleta de informações para quantificar e comparar as informações. Essa informação é recolhida a partir de uma amostra representativa da população-alvo por meio da investigação”.

Ferber (1974) também relata a relevância de se formular um bom questionário e, entre os critérios para isso, estão: detectar os aspectos principais do trabalho de pesquisa para realizar boas perguntas; o questionário deve ser bem estruturado para facilitar o acesso das pessoas; as perguntas devem estar acessíveis para os pesquisados; tomar cuidados éticos quanto à divulgação de nomes; não usar títulos nos grupos de questões e também não inserir várias perguntas em uma página; construir as questões de modo coeso e coerente com a intenção de obter boas respostas. De acordo com Abdenacer (2015, p. 58, tradução nossa), um questionário deve seguir:

Especificação das informações requeridas, especificação do tipo de método utilizado nas entrevistas, determinação do conteúdo das questões, concepção das questões propostas, concepção de incapacidade e falta de vontade de responder de participantes, escolha de questões com relação a estrutura, determinação da formação das questões, disposição e ordem das questões, identificação da forma e do plano global, reformulação do questionário e pré-teste do questionário.

Além dessas etapas de elaboração do questionário, Abdenacer (2015) descreve a parte estrutural. Assim como qualquer texto, esse instrumento também deve ter introdução, desenvolvimento e conclusão. Portanto, é extremamente importante observar todos esses aspectos para validação de bons resultados.

O diário de campo foi um instrumento utilizado por nós para o registro de anotações e reflexões acerca das visitas que fiz nas escolas para conhecer o espaço e os sujeitos da pesquisa. Minayo (2011) afirma que o diário de campo é como um “amigo silencioso”, pois, nele, anotamos tudo o que julgamos necessário, pensamentos, apreensões, questões e informações que não foram recolhidas por intermédio de outras técnicas. Além disso, o diário de campo é particular e intransferível, e é nesse instrumento que o pesquisador submete todos os pormenores de sua investigação. Destarte, quão maiores forem os detalhes presentes nesse instrumento, maior será o auxílio à análise e descrição do objeto estudado. Sendo assim, as anotações referentes à nossa pesquisa de campo foram feitas em um caderno e, posteriormente, digitadas em documento do Word para análise. Vale ressaltar que fiz em torno de 10 visitas em

cada escola a fim de colher assinaturas para documentos, conhecer o prédio, conversar com os alunos e explicá-los sobre a pesquisa, pedir os contatos de e-mail, Facebook ou WhatsApp para enviar os questionários, entre outros motivos.

Reafirmamos que os questionários foram criados no Google Forms e enviados para os sujeitos da pesquisa por e-mail, Facebook ou WhatsApp, respeitando a preferência de cada um. No Colégio Providência, foi um pouco mais fácil enviar os questionários para os pais, uma vez que os alunos do 1º, 2º e 3º me auxiliaram na intermediação, levaram os TCLE para os pais, explicaram os motivos da pesquisa e pediram que colocassem seus contatos na folha. Apesar de termos tido mais facilidade, o processo foi lento, alguns alunos esqueciam de me entregar o TCLE e, por diversas vezes, tive que retornar à escola. Enviei o questionário para 80 pais e apenas 25 responderam à pesquisa. O maior número de respostas veio dos pais para quem enviei o link pelo WhatsApp. Acredito que é pelo fato de ser um aplicativo usado constantemente por eles e também foi a forma mais viável de pedir a eles que não se esquecerem de responder. Tive um pouco de dificuldade com os professores, pois demoraram bastante para responder. Enviei a maioria dos questionários por e-mail e tive que procurar o endereço de Facebook de cada um deles para fazer contato via Messenger. Após fazer isso, o resultado foi um pouco melhor. Enviei o questionário para 12 professores (Ensino Fundamental II e Ensino Médio) e nove responderam. Com relação aos alunos, também tive que lembrá-los constantemente da necessidade de me responderem, principalmente aqueles que me informaram seu número do WhatsApp. Enviei o questionário para 80 alunos e 33 responderam. Já a direção e coordenação pedagógica responderam prontamente.

No Centro Educacional Arte do Saber, tive um pouco mais de dificuldade de chegar até os pais, pois trata-se de uma escola que atende crianças do Berçário ao Ensino Fundamental I. Então, tive que conversar com as professoras para enviar o TCLE e colocar na agenda das crianças. No TCLE que enviei, constavam meus dados e todos os esclarecimentos sobre a natureza da pesquisa, mesmo assim, muitos pais me enviaram mensagens via WhatsApp para saber do que se tratava o trabalho e como seria. Assim, os atendi e tirei todas as dúvidas. Muitos pais também não me deram retorno, por isso, decidi ir à escola por alguns dias, no fim da aula, para encontrá-los e explicar o que desejava com a pesquisa. Além de ir para a porta da escola, também fiz uma busca por pais na página do Facebook da escola e consegui mais alguns voluntários. Enviei o questionário para 40 pais e obtive 17 respostas. Para as professoras, foi bem fácil, pois conversei pessoalmente com uma delas, que se prontificou a enviar o link para o grupo de WhatsApp das docentes. No total há 10 professoras na escola e nove responderam.

A direção e a coordenação pedagógica responderam também rapidamente. Lembramos novamente que não enviamos questionários para os alunos, pois é uma escola de ensino infantil. A saber, o trabalho de campo, em síntese, é produto de um período de relacionamento com o sujeito e, consequentemente, com suas práticas sociais e culturais vividas no ambiente pesquisado. Esse relacionamento é importante, pois é no cotidiano que se revelam as inquietações que nos levam a experimentar novos estudos. A área desconhecida é que nos reporta à produção do conhecimento, dessa maneira, é o estranhamento que nos remete ao novo. Conquanto, são necessárias idas e vindas, ajustes e reajustes para se aproximar da direção ao que se deseja conhecer. Logo, para obter os resultados desejados, o pesquisador chega a se exaurir para não submeter sua pesquisa à julgamentos e denúncias (MINAYO, 2011).