11. İlgili Araştırmalar
2.2. Karşılaştırmalar
2.2.1.3. Yazılı İletişim
A. No nível internacional
O tema das mudanças climáticas tem sido objeto de discussão em diferentes países desde a década de 1960. Sua entrada num espaço mais amplo de preocupação e discussão aconteceu principalmente após o advento do Protocolo de Quioto (1997), e com mais força ainda, após a publicação do Relatório sobre Economia do Clima do Sir Nicholas Stern, em 2006, e depois da divulgação do 4º. Relatório do IPCC, em 2007. Nos últimos anos tem sido objeto de grande atenção da grande mídia. Além disso, tem ocupado o centro da agenda internacional de chefes de estado, nos inúmeros encontros dos diferentes grupos construídos para negociações multilaterais na atualidade, ou ainda, em encontros de lideranças de peso, focados em agendas multilaterais.
O Relatório Stern recebeu este nome por causa da pessoa responsável por sua coordenação, Sir Nicholas Stern, economista britânico. O estudo foi encomendado pelo governo Britânico para diagnosticar os efeitos das alterações climáticas na economia mundial nos próximos 50
anos. O relatório, publicado em 30 de outubro de 2006, contém mais de 700 páginas de análises e recomendações. Dentre as principais conclusões consta a de que os benefícios de uma ação contundente e imediata para enfrentar as mudanças climáticas ultrapassa de longe os custos de não se fazer nada. Outra conclusão é a de que utilizando-se modelos econômicos tradicionais, o custo e os riscos da mudança climática equivalem a uma perda de 5-20% do PIB mundial por ano. Mas, em contrapartida, agir – por meio da redução dos gases que provocam o efeito estufa – custa apenas 1% do PIB mundial por ano. (STERN, 2006).
Outros atores movimentaram-se na esteira dessas notícias. O Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum – WEF), organização não governamental internacional, realiza encontros anualmente em Davos, na Suíça, reunindo chefes de Estado e presidentes de grandes empresas transnacionais. Ao longo de seus 38 anos de existência, a organização tem tratado, em seus encontros, dos temas mais urgentes para a economia mundial e feito recomendações para encaminhamentos no nível de negociações internacionais, políticas públicas, e ações no nível da sociedade e setor empresarial. Nos últimos cinco anos, o tema das mudanças climáticas tem estado no centro das discussões. Em 2005, Tony Blair, então primeiro ministro do Reino Unido, foi apoiado pelo WEF na elaboração de uma agenda sobre mudanças climáticas para o G8. Em 2009, o WEF criou uma força tarefa de líderes empresariais, economistas e outros especialistas, para apoiar as negociações internacionais do clima, a pedido do Primeiro Ministro do Reino Unido, Gordon Brown e elaboraram
recomendações para a COP 15 da UNFCCC em Copenhagen.45
O WEF fez as recomendações para a COP15 a partir de um processo liderado pelo setor empresarial, com a participação de atores de vários setores sociais, como academia, ONGs, organizações públicas e privadas. Numa resposta ao apelo do Ministro Gordon Brown, empresas representando cerca de 20% do capital de empresas abertas com ações negociadas em bolsas de valores do mundo, construíram recomendações para uma economia de baixa intensidade de carbono, nos temas de eficiência energética, desenvolvimento tecnológico, investimentos, medidas comuns, desmatamento, mecanismos de mercado e adaptação. O grupo reconhece que é fundamental uma alteração sem precedentes no investimento do setor privado para que se possa, nos próximos 10 a 15 anos, alcançar o objetivo de evitar mudanças climáticas perigosas. (WEF, 2009).
(WEF, 2009).
45 FORUM ECONÔMICO MUNDIAL. Disponível em:
O grupo entendeu que um novo acordo internacional, sucessor do Protocolo de Quito, teria que ser mais ambicioso do que seu predecessor, para provocar as transformações necessárias. Consideraram que além das diretrizes “top-down” (de cima para baixo) como compromissos nacionais, outros mecanismos e iniciativas são necessários para estimular uma mudança mais rápida no comportamento do setor privado. Entendem que os governos devem estabelecer ideias claras sobre o sucessor do Protocolo de Quioto em Copenhagen, mas também deve construir uma arquitetura suplementar que permita acelerar o progresso dentro do setor privado nas áreas com maior potencial de reduzir a intensidade do “carbono” no crescimento econômico. (WEF, 2009).
É de particular interesse para este estudo a conclusão do Fórum Econômico Mundial de que é fundamental acrescentar uma dimensão de ação de baixo para cima (“bottom- up”) ao acordo global de mudanças climáticas. Essa dimensão paralela aos esforços multilaterais, chamada de “bottom-up” deveria ser apoiada pelos governos, por três motivos, segundo eles: (1) uma ação direta, focada em gerar resultados nas áreas de eficiência energética, investimento tecnológico, desmatamento e adaptação são essenciais para gerar credibilidade para os objetivos de médio prazo do acordo da ONU; (2) dada a escala de investimentos necessários para as ações mandatórias para o equilíbrio climático, e a recente crise financeira, torna-se necessário um esforço que congregue investimentos públicos e privados maciços para que as promessas feitas por países desenvolvidos de prover apoio financeiro e técnico aos países em desenvolvimento sejam alcançadas; (3) como haverá demora no acerto de um novo acordo multilateral, é preciso ganhar tempo e agir no campo, na realidades, com ações concretas. Esses esforços conjuntos podem ajudar a manter a confiança da sociedade num modelo de desenvolvimento equilibrado de baixo carbono, segundo as recomendações do WEF. (WEF, 2009).
Outro fato impactante na formação da opinião pública em matéria de MC foi a nomeação conjunta de Al Gore e do IPCC com o prêmio Nobel da Paz de 2007, pelos seus esforços de construir e disseminar conhecimento sobre as mudanças climáticas causadas pelos seres humanos, e por estabelecer os fundamentos para a tomada de medidas para combater essas mudanças.46
46 The Nobel Peace Prize 2007. Nobelprize.org. Disponível em:
<http://nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/2007/>. Acesso em 3/01/2011
A imprensa anunciou o fato com alarde. O jornal “O Estado de S. Paulo”, por exemplo, usou a seguinte chamada em seu website “Nobel inclui clima na agenda da segurança global - Premiação de Al Gore coincide com aparente mudança de postura de governos mais céticos”47
O papel político de Rajendra Pachauri na promoção da “causa climática” em todo o mundo ficou patente em seu discurso de aceitação da premiação do Nobel da Paz, em 2007, ao destacar a importância dos impactos das MC para a paz e preservação do planeta Terra. Ele destacou em sua fala, representando todos os cientistas do IPCC, que o Nobel da Paz para os cientistas do clima é um claro chamado para a proteção do planeta, que está sofrendo impactos das MC por todas as partes. E admitiu
. O periódico admitiu que ao agraciar Al Gore e o IPCC com o Nobel da Paz, os responsáveis pelo prêmio incluíram as mudanças climáticas entre os grandes temas que norteiam a agenda da segurança global, identificando o IPCC como o órgão que liderou os esforços para se entender o que está acontecendo com o clima, e Al Gore, como o menestrel, que divulgou a mensagem das alterações no meio ambiente para todo o mundo de uma forma que ninguém antes havia tentado, com o impacto de “peso pesado da política no mais poderoso país do mundo (e também um dos mais céticos em relação ao tema)”. E o impacto reconhecido pelo periódico foi de que Al Gore ganhou destaque em veículos de comunicação como nenhum cientista ou ativista conseguiu.
48
1. O poder e as promessas dos esforços científicos coletivos ultrapassam fronteiras nacionais e diferenças políticas na busca de objetivos maiores pelo bem da humanidade.
que a indicação do IPCC pelo comitê do Nobel da Paz implica o reconhecimento de três realidades, que resumiu em:
2. A importância do papel do conhecimento na definição de políticas públicas e orientação das questões mundiais para a promoção do desenvolvimento sustentável da sociedade humana.
3. Um reconhecimento das ameaças à estabilidade e segurança humana inerentes aos impactos das mudanças climáticas, e, consequentemente, a necessidade de se desenvolver um racional efetivo e adequado para evitar essas ameaças no futuro.
Al Gore, também condecorado com o Prêmio Nobel da Paz em 2007, junto com o IPCC, não foi menos enfático em seu discurso a respeito das ameaças das MC ao planeta e à
47 NOBEL inclui clima na agenda da segurança global. O Estado de São Paulo. 12/10/2007. Disponível em:
<http://www.estadao.com.br/noticias/geral,nobel-inclui-clima-na-agenda-da-seguranca-global,64254,0.htm>. Acesso em: 03.01.2011
48 PACHAURI, R. PRÊMIO NOBEL DA PAZ. Palestra de Premiação - Intergovernmental Panel on Climate
Change. Nobelprize.org. Disponível em:< http://nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/2007/ipcc- lecture.html>. Acesso em 3/01/2011.
humanidade, ao afirmar: “Nós, enquanto espécie humana, estamos enfrentando uma emergência planetária, uma ameaça à sobrevivência de nossa civilização que está se tornando cada vez mais destrutiva e assustadora. Mas há esperança, também, pois temos a capacidade de resolver essa crise e evitar as piores consequências, se agirmos com coragem, firmeza e rapidez.49
Al Gore é protagonista do filme documentário “Uma Verdade Inconveniente: o que devemos fazer (e saber) sobre o aquecimento global”, dirigido por Davis Guggenheim, produzido com base no material de filmagem gerado a partir das palestras proferidas por Al Gore ao redor do mundo em sua campanha em combate às MC. Ele destaca no filme o risco dos eventos climáticos extremos e suas consequências nefastas já ocorridas, como o furacão Katrina nos EUA, ondas de calor na Europa, as inundações na China e o derretimento das geleiras do Monte Kilimanjaro. Ele ressalta que esses fenômenos serão cada vez mais freqüentes e intensos. Lembra que passarão a acontecer com mais frequência eventos no Atlântico Sul, o que antes era considerado impossível, mas tornou-se uma realidade em 2004, quando o sul do Brasil foi atingido pelo furacão Catarina.
Essa premiação decorreu do trabalho de Al Gore ao longo de sua vida, e mais enfaticamente após ter perdido as eleições para presidência dos EUA, numa “cruzada” pela causa climática ao redor do mundo.
Ao assistir o filme “Mudanças Climáticas: Uma Verdade Inconveniente”, percebe-se o engajamento político de Al Gore com a temática.50
49 AL GORE, A. A. PRÊMIO NOBEL DA PAZ . Discurso de Premiação. Disponível em:
<
Fica evidente sua preocupação em construir uma imagem de defensor dessa causa. A politização da ciência do clima por Al Gore fica ainda mais clara ao se observar o quanto ele ressalta a culpa dos EUA para o agravamento do problema, construindo uma argumentação baseada em dados da ciência disponível sobre MC. Essa crítica é explicita e contrária à posição do seu oponente eleitoral, George W. Bush, em relação à ausência de políticas em prol da minimização do aquecimento global. Mais um motivo para se verificar que o engajamento de Al Gore traz o tema para o centro da discussão política em seu próprio país.
http://nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/2007/gore-lecture.html>. Acesso em: 3 Jan 2011.
50 O sítio < http://www.algore.com/> registra várias atividades em que Al Gore está engajado para divulgação da
A opinião da pesquisadora Michele Karina Cotta Walter da Unicamp, ao publicar resenha51
“Al Gore diz ter tornado a questão “mudanças climáticas” prioridade número 1 de sua vida profissional. É inegável o entusiasmo com que ele aborda o assunto e demonstra sua paixão pela luta ecológica. Mas, inegável também é a tentativa de promoção política explícita nas entrelinhas do filme. O “quase-presidente” dos Estados Unidos realça sua imagem pública quando aborda a politização do aquecimento global. Além disso, ele ressalta a enorme culpa de seu país neste processo, lembrando que os Estados Unidos, país que mais polui - responsável por aproximadamente ¼ das emissões de gás carbônico - foram um dos dois únicos países a não ratificar o Protocolo de Quioto, juntamente com a Austrália. Desse modo, faz críticas à posição do seu último oponente eleitoral, o presidente George W. Bush, em relação à não-adoção de políticas em prol da minimização do aquecimento global.”
sobre o filme de Al Gore, retrata o que muitos críticos do livro e respectivo filme dizem a respeito da iniciativa de Al Gore - é difícil separar a ação política do conteúdo que ele divulga. Michele chega a afirmar em sua resenha :
Apesar de sua crítica, a pesquisadora reconhece que Al Gore argumenta de forma convincente que a temperatura da terra está aumentando e que a principal causa desse aquecimento são as ações do homem. Ela entende ainda que a intenção principal do filme não é ser alarmista e sim informar.
Independentemente da motivação de Al Gore, sua peregrinação por quase todos os países do mundo para fazer palestras sobre as causas e consequências das MC rendeu-lhe enorme reconhecimento como formador de opinião no tema e ainda, um prêmio Nobel. Não se pode deixar de reconhecer que empreendeu esforço pessoal para divulgar a mensagem da ciência do clima para formadores de opinião e tomadores de decisão, buscando usar seu prestígio para convencimento em prol da ação individual e coletiva para a resolução do problema das MC. Ele também publicou outro livro, após o sucesso do primeiro que lhe rendeu o Nobel. O livro tem o título de “Nossa Escolha: um plano para resolver a crise climática” (Our choice: A plan to solve the climate crisis)52
51 WALTER, M. K. C. Mudanças Climáticas: Uma verdade inconveniente [resenha sobre o documentário “Uma
verdade inconveniente]. .Disponível em: <
. Na publicação ele propõe uma série de soluções para o problema
http://www.multiciencia.unicamp.br/artigos_08/r02_8.pdf. Acesso em 3.01.2011.
52 AL GORE, A. A. Our choice: a plan to save the climate crisis. Disponívem em :
do clima, numa abordagem mais construtiva e positiva do que foi a abordagem da “Uma Verdade Inconveniente”, em que denunciava de maneira enfática os problemas das MC.
A ação da mídia na divulgação das mudanças climáticas tem papel fundamental no incremento do nível do debate, em termos de quantidade e qualidade. Após a publicação do Relatório Stern em 2006, e do 4º Relatório do IPCC em 2007, associados à peregrinação de Al Gore e Pachauri pelo mundo divulgando os desafios das mudanças climáticas, o tema ganhou tremenda projeção midiática, o que gera consequências sobre a formação da opinião pública. Certamente a ação de Al Gore teve e continua a ter impactos na formulação de políticas públicas. E ele não deixou de peregrinar pelo mundo divulgando a sua interpretação da ciência do clima, e a necessidade de ação, e fazendo uso de seu acesso à grande mídia para ampliar o alcance de sua mensagem. Faz isso através da ONG “The Climate Project”53
Outros protagonistas têm sido extremamente ativos no nível internacional, promovendo e questionando medidas no tema de clima. Um deles é a principal articulação internacional de organizações não-governamentais e movimentos sociais, conhecida como “The Climate Action Network” (CAN)
, que fundou, e promove ações de sensibilização sobre o tema em todo o mundo, treinando educadores ambientais para divulgação do problema das MC.
54. A CAN congrega hoje 550 ONGs de todo o mundo para promover ação individual e de governos para limitar as mudanças climáticas em níveis considerados sustentáveis. A rede promove seus objetivos através do intercâmbio de informações e desenvolvimento de estratégias coordenadas, nos níveis internacional, regional e nacional, sobre temas climáticos. Estão estabelecidos em escritórios regionais em diferentes partes do mundo, a saber: África, Austrália, Europa Central e do Leste, Europa Ocidental, América Latina, América do Norte, Sul da Ásia e Sudeste Asiático. A CAN elegeu entre suas prioridades a promoção do desenvolvimento sustentável conforme preconizado pela Comissão Brundtland, e a promoção da proteção da atmosfera global. Durante as Conferências das Partes da CQNUMC e do Protocolo de Quioto, a CAN se faz presente articulando manifestos e promovendo intenso lobby junto às delegações de governos, defendendo posicionamentos em prol da defesa do equilíbrio climático. Publica um dos boletins diários mais lidos nos corredores das Conferências das Partes, o “ECO”55
53 The Climate Project, US. Disponível em: <
, que relata os resultados das negociações e
http://www.theclimateprojectus.org/>. Acesso em 13.1.2001.
54 “The Climate Action Network” (CAN). Disponível em: <http://www.climatenetwork.org/about/about-can>.
Acesso em: 29.01.2011.
defende posições contundentes em prol do equilíbrio climático. Uma de suas ações emblemáticas é a entrega diária de um prêmio aos “piores negociadores”, sob sua ótica, que é denominado “Fóssil do Dia”. Essa entrega é aguardada, acompanhada e divulgada diariamente pela mídia e organizações presentes nas COPs, e se dá, em geral, num dos ambientes de maior visibilidade dentro das instalações onde ocorrem as conferências, conforme imagem abaixo.
Figura 2 – Premiação “ Fóssil do Dia” entregue pela CAN aos piores negociadores (Canadá, Papua Nova Guiné e Estados Unidos)
Fonte: Site CAN, Premiação durante o 10º dia de negociações na COP16 de Cancun, dezembro 2010 http://www.climatenetwork.org/fossil-of-the-day
Dentre as ONGs e Movimentos que integram a CAN, têm se destacado em sua liderança
organizações como Greenpeace, WWF e Friends of the Earth (FOE)56
O Greenpeace é uma das ONGs mais conhecidas na área ambiental e no tema das mudanças climáticas se destaca nos debates internacionais e no país. Completa 40 anos de existência em 2011 e pode-se afirmar que sua história tem sido marcada por ação contundente na defesa de , que têm fortes campanhas internacionais no tema das MC.
algumas agendas ambientais, combinando ações diretas veiculadas através de imagens bombásticas na grande mídia, com estudos técnico-científicos e militância política junto a governos, órgãos multilaterais, empresas, e ao grande público. Opera a partir de uma equipe de profissionais instalados em escritórios espalhados por 41 países, contando com 2,8 milhões de apoiadores no mundo. São esses indivíduos que financiam a organização, que se recusa a receber recursos de empresas ou instituições, para poder manter sua independência e neutralidade.57
“A ameaça das mudanças climáticas, provocadas pelo aumento da temperatura global, é o maior desafio ambiental que a humanidade enfrenta nesses tempos, pois coloca em risco a estabilidade social e econômica mundial, com profundas alterações na disponibilidade de recursos naturais e, especialmente, na forma como a energia é produzida.”
A organização reconhece nas mudanças climáticas o maior desafio que a humanidade enfrenta hoje, conforme seu recente relatório “Revolução Energética”:
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Em seu discurso pleiteando ações urgentes em prol do equilíbrio climático planetário, o Greenpeace defende: (1) uma revolução energética, que nos afaste dos combustíveis fósseis e garanta a transição para energias limpas, como eólica e solar; (2) proteção das florestas, para que possam exercer seu papel natural em defesa do equilíbrio climático; (3) transição para produtos com poder refrigerante, que não degrade a atmosfera nem comprometam o clima; (4) liderança das empresas de tecnologia de informação, oferecendo soluções em sua área que não comprometam o equilíbrio do clima.59
Na COP 16, em Cancun, o Greenpeace criou imagem de edifícios ícones afundando no oceano, aproveitando-se da sede da COP estar numa cidade oceânica, buscando indicar aos ministros que negociavam na sede do encontro da ONU, que o aumento do nível do mar vai impactar cada um de nós, ricos, ou pobres.
Algumas ações emblemáticas da organização em prol do equilíbrio climático planetário foram divulgados pela grande mídia, e alguns exemplos das imagens de impacto criadas pela ONG, são mostradas a seguir.
57 Greenpeace International: Questions about Greenpeace in general. Disponível em:
<http://www.greenpeace.org/international/en/about/faq/#>. Acesso em: 30 de janeiro de 2011.
58 Greenpeace Brasil. Relatório “Revolução energética”. Disponível em: