• Sonuç bulunamadı

11. İlgili Araştırmalar

2.2. Karşılaştırmalar

2.2.1.4. Dinleme

Neste capítulo procurou-se situar o debate das mudanças climáticas dentro da discussão sobre desenvolvimento sustentável e seus desdobramentos em termos da construção da ideia de desenvolvimento local sustentável, ilustrando-se os principais desafios a serem enfrentados pelas cidades, a partir da apresentação do estado da ciência das mudanças climáticas.

O objetivo da apresentação do referencial teórico mais genérico do desenvolvimento sustentável, além do referencial do desenvolvimento local sustentável, é explicitar um reconhecimento de parte de alguns atores de que a sobrevivência humana e de outras espécies no planeta Terra podem estar em risco em decorrência das mudanças climáticas. Pretende-se demonstrar também que a busca de soluções para essa ameaça depende da discussão e reflexão sobre a necessidade de um novo paradigma de desenvolvimento econômico e humano e a respeito das bases sobre as quais esse novo modelo pode ser construído. Essas discussões já têm reflexos no campo da gestão pública, área em que este estudo é produzido. Procurou-se demonstrar aqui também que há inúmeros pontos de conexão entre os desafios das mudanças climáticas na esfera global, com a realidade local, que são temas de avaliação e recomendação por parte do Comitê Municipal de Mudança do Clima e Ecoeconomia. Esses pontos de conexão incorporam as temáticas de energia, transportes, uso do solo, saúde, resíduos, e construção, e têm sido objeto de estudo pelos cientistas do clima, sendo incorporados como preceitos nas políticas públicas subnacionais. A tradução da ciência em previsões legais e em ações concretas depende da contribuição e trabalho conjunto entre cientistas e formuladores de políticas públicas, com apoio dos diferentes setores da sociedade organizada, e de cidadãos impactados pelas MC, principalmente quando ocorrem eventos climáticos extremos.

Essa mobilização social foi apresentada neste capítulo com a ilustração de casos de ação concreta por parte de movimentos sociais, empresas, mídia, políticos, dentre outros atores, que procuram gerar a consciência crítica na sociedade e mobilizar governos e sociedade para ação imediata. Os exemplos citados aqui procuraram também demonstrar que essa massa

crítica gerada pela pressão de ações, denúncias, publicações, dentre outros meios, geram reflexos e são absorvidos nas políticas públicas comentadas aqui, e apresentadas em mais detalhes nos capítulos posteriores deste estudo.

Foi apresentada também a visão do senso de urgência captado por alguns atores que se tornaram “advogados de uma causa” e passaram a propor ação rápida e imediata, como são os casos de alertas gerados pelo Presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, e de lideranças como Al Gore, ou de organizações como Greenpeace ou WWF. Esse alerta identifica que as emissões de GEE estão crescendo e que pouco está sendo feito para evitá-las.

III – Políticas subnacionais em Mudanças Climáticas

Este capítulo apresenta o processo de incorporação da temática das mudanças climáticas nas políticas subnacionais, partindo-se do esclarecimento sobre o papel do “local”, num tema de abrangência internacional e planetária. A gravidade da situação dos centros urbanos e a sua vulnerabilidade ao fenômeno são demarcadas também, a fim de ilustrar como esse nível de governo passou a ser relevante em termos de formulação e implementação de políticas públicas para a proteção dos cidadãos contras os efeitos nocivos dos atuais e potenciais eventos climáticos sobre as cidades. O papel de alguns atores críticos para adoção das políticas de clima no nível subnacional é ilustrado, a partir da descrição da ação de algumas redes transnacionais enquanto lobistas e mobilizadoras para adoção de políticas por cidades ao redor do mundo. O caso da ação das redes transnacionais em São Paulo é também explicitado. Outros estímulos além da ação dessas redes partiram de alguns governos nacionais que incentivaram a ação de governos locais. Esse tipo de impulso “top-down” (de cima para baixo, ou no sentido vertical) tem ocorrido em alguns países, como Japão, Suécia e Noruega, e é apresentado aqui a título ilustrativo das forças que impulsionam a ação subnacional em política pública nessa matéria. Além disso, são apresentados exemplos de políticas públicas subnacionais a título demonstrativo da tendência de ação dos governos locais em matéria de clima na última década. Procura-se demonstrar a amplitude dos dilemas e desafios que se colocam nas diferentes realidades urbanas para tratamento das ameaças associadas ao fenômeno global, que interessam ao município de São Paulo, foco deste estudo. Na conclusão deste capítulo são apresentados comentários sobre os principais desafios para os governos locais para implementação dessas políticas.

Nesta parte do estudo são descritas políticas subnacionais no tema das mudanças climáticas para servir de ilustração para a análise do caso da política do município de São Paulo. Com esta descrição pretende-se contextualizar o momento de intensa produção e adoção de normas e programas por cidades no mundo todo, buscando lidar com um problema de caráter global, mas com profundos impactos locais. Procura-se, com isso, demonstrar que a tendência de adoção de políticas subnacionais está instalada, mas que os desafios a serem superados são inúmeros, para que se possa garantir sua efetividade e aplicabilidade. Esses desafios são comentados ao final deste capítulo, como resultado da análise feita dos exemplos escolhidos. Servem também para embasar a crítica que se faz no capítulo adiante, em que se avalia o

potencial de aplicabilidade da política de São Paulo, e os desafios que se impõem ao Comitê Municipal de Mudança do Clima e Ecoeconomia, objeto de estudo desta pesquisa.