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Yargıtay’ca Esas Hakkında Karar Verilmesi

2. İLÂMA KARŞI KANUN YOLUNA BAŞVURULMASI

2.2. Mevcut Kanun Yolu Sistemi Açısından İnceleme

2.2.1. Temyiz Yoluna Başvuru

2.2.1.3. Yargıtay’ca Esas Hakkında Karar Verilmesi

Um outro desdobramento da utilização do Translog diz respeito à análise da segmentação cognitiva de base lingüística, em tradutores profissionais e em tradutores em formação, em ambientes com e sem auxílio tecnológico, no caso, um SMT.

O trabalho de Dragsted (2004) baseia-se na segmentação observada em ambiente Translog, tendo como objetivo propor padrões de segmentação alternativos àqueles impostos por SMTs. Partindo da segmentação realizada em ambiente natural, a estudiosa nota que uma diferença fundamental entre a segmentação de tradutores

profissionais e tradutores novatos é o fato de estes segmentarem de um modo analítico, enquanto aqueles processam o texto de um modo integrado.

Algumas características do processamento analítico seriam: segmentos mais curtos, tempo de produção lento, pausas longas, processamento em nível da palavra e do sintagma, muitas traduções literais, poucos segmentos excepcionalmente longos e processamento consecutivo da língua fonte e da língua alvo. Por outro lado, o modo de processamento integrado apresenta segmentos mais longos, alta velocidade de produção, processamento em nível sentencial, poucos segmentos no nível da palavra, traduções menos literais e pausas mais curtas (DRAGSTED, 2004, p. 178). Uma das

conclusões da cuidadosa pesquisa de Dragsted concerne à observação de que, ao integrar-se um SMT ao processo, os tradutores apresentam aumento no tempo de produção. A segmentação por sentenças, inerente aos SMTs, demonstrou que tradutores profissionais tendiam, mais freqüentemente, a realizar pausas localizadas entre sentenças. Além disso, os tradutores tinham consciência de que o processo era influenciado pelo uso da memória, o que fazia com que eles, em grande parte, buscassem evitar os seus efeitos. Outro ponto é o fato de os tradutores terem achado a memória útil e terem utilizado a maioria dos segmentados recicláveis (DRAGSTED, 2004,

p.276-278).

Os resultados de Dragsted apontam para a consciência do tradutor profissional quanto aos efeitos da memória, além de avaliarem uma proposta de segmentação sub- sentencial para o SMT, chegando a considerar como mais eficaz uma segmentação automática baseada no parágrafo. Não obstante, suas conclusões apresentam limitações, sobretudo com relação ao impacto do SMT na segmentação cognitiva em si, uma vez que a localização das pausas, em ambiente Trados, não é correlata à realizada em ambiente Translog. O processo de realização da tarefa, no Trados, não pode ser

recuperado. Finda a tradução, tem-se apenas o texto final, ou, nas palavras de Krings (2005), o último registro do processo. Com efeito, tendências na segmentação cognitiva, em ambiente com o SMT, são embasadas, fundamentalmente, nas retrospecções dos sujeitos, sem que dados da segmentação, em ambiente Trados, sejam quantitativamente abordados.

Um conceito central, subjacente a estes desdobramentos, é o de unidade de tradução (UT), que, para Dragsted (2004), consiste em:

(...) um segmento lingüístico que pode ser processado pela memória de trabalho e que, portanto, tem o tamanho limitado. O tamanho e a natureza da unidade de tradução podem ser identificados com base nas pausas no decorrer da produção, e podem variar de acordo com o nível de experiência do tradutor e o nível de dificuldade percebido. Resumindo, a unidade de tradução pode ser definida como a compreensão simultânea/consecutiva na LF e produção na LA de um segmento do texto cujo tamanho é limitado pela capacidade do SMT e cujo limite é identificado através de pausas.

Já em Alves (2000), a unidade de tradução é considerada como:

(...) um segmento do texto de partida, independente de tamanho e forma específicos, para o qual, em um dado momento, se dirige o foco de atenção do tradutor. Trata-se de um segmento em constante transformação que se modifica segundo as necessidades cognitivas e processuais do tradutor. A UNIDADE DE TRADUÇÃO pode ser considerada como a base cognitiva e o ponto de partida para todo o trabalho processual do tradutor. Suas características individuais de delimitação e sua extrema mutabilidade contribuem fundamentalmente para que os textos de chegada tenham formas individualizadas e diferenciadas. O foco de atenção e consciência é o fator direcionador e delimitador da UNIDADE DE TRADUÇÃO e é através dele que ela se torna momentaneamente perceptível.

Ao contrastar o conceito de UT proposto por Alves (2000) com o proposto por Dragsted (2004), Campos (2005) observa que ambos apresentam pontos em comum, apesar de a definição de Dragsted (2004) trazer à baila a duplicidade do processo tradutório, quando se argumenta que a UT se encontra no meio do caminho, entre a LF e

a LA, enquanto a definição de Alves considera a UT como um segmento do texto de partida (TF).

Com o uso do Translog, a UT pode ser identificada como o segmento que ocorre entre duas pausas. O tamanho da pausa a ser considerado é arbitrário, e deve ser definido pelo pesquisador, de acordo com seus objetivos de pesquisa (JAKOBSEN, 1999,

p. 32). Neste trabalho, em conformidade com Campos (2005), uma UT será considerada qualquer segmento que ocorra entre duas pausas de, pelo menos, cinco segundos. Mesmo sabendo que a UT tem sua origem no texto de partida, ela será identificada a partir do texto de chegada, ao qual temos acesso direto através dos protocolos do Translog(CAMPOS, p. 21, 2005).

1.2.3.1. O estudo do impacto da variável SMT no contexto brasileiro

Dragsted (2004) analisou o impacto do SMT entre profissionais e estudantes de tradução, no contexto dinamarquês. No Brasil, dentre as investigações da influência do SMT na prática profissional, merece destaque a dissertação de Rieche (2004), que se ocupa com a qualidade dos textos produzidos com o uso de SMTs. Rieche enumera algumas das vantagens que fabricantes e programadores alegam quanto ao uso de MTs. Seriam elas: a maior consistência, em vista da reciclagem de segmentos, o ganho de produtividade, devido ao aumento da velocidade de produção, um maior controle e padronização da terminologia, a criação de um banco de dados paralelo, revisado, e uma maior economia de custos. Rieche (2004) ressalta, entretanto, o fato de que, assim como uma tradução correta pode ser utilizada em muitos textos, um erro de tradução, na memória, que passe despercebido, pode ser propagado. Neste ponto, há duas possibilidades, a serem levadas em consideração: ou o tradutor cria a própria memória

ou a recebe do cliente. No primeiro caso, é mais fácil controlar a qualidade da tradução, pois é o próprio tradutor o responsável por revisar e atualizar o conteúdo da memória. No segundo, quando a memória é fornecida, o controle é mais difícil, e ainda “há certa resistência por parte de alguns profissionais em aceitar as ‘traduções ruins’ feitas por outros tradutores em nome da consistência com versões anteriores de produtos” (RIECHE, 2004, p. 13). A pesquisadora lembra o fato de muitos tradutores tenderem a

reescrever inteiramente as sugestões propostas pela memória, o que ocasiona perda de tempo para a conclusão da tarefa, “não podendo [o tradutor] tirar proveito justamente do propósito específico para o qual o sistema foi desenvolvido” (RIECHE, 2004, p. 13).

Entre os profissionais que fazem uso da MT, unidades de tradução são os pares de segmento, na língua fonte e na língua alvo, armazenados na memória. Segundo Rieche:

O objetivo da segmentação é criar unidades de tradução que permitam correspondências úteis entre os textos de origem e destino, oferecendo o maior índice de reaproveitamento possível. Não existe limite de tamanho definido para uma unidade de tradução: pode ser uma sigla ou uma abreviatura, uma palavra ou um parágrafo inteiro. Dependendo do tipo e do estilo do texto, os segmentos podem ser mais longos ou mais curtos e, em geral, os sistemas permitem que o tradutor defina as regras de segmentação mais apropriadas a cada texto. (RIECHE,

2004, p. 40)

Na conclusão de sua pesquisa, Rieche (2004) sugere alternativas para uma revisão mais eficiente da memória, de modo a aprimorar a qualidade dos textos traduzidos, discutindo, além disso, entre outras, questões éticas relativas aos honorários dos tradutores, em vista de uma memória pré-fornecida. O trabalho de Rieche possui grande significância para a avaliação de textos traduzidos em ambiente Trados, uma vez que permite a usuários do programa sensibilizarem-se para problemas de qualidade que

podem surgir no texto traduzido. Entretanto, sua análise concentra-se no produto, sem configurar-se como um estudo empírico-experimental, nos moldes do aqui proposto. De qualquer forma, ressalte-se, suas constatações serão de grande valia para o nosso trabalho.

1.3. Terceiro movimento: Processo e produto - duas manifestações de um mesmo