1.1.4. Optimizasyon Metotlarının Sınıflandırılması
1.1.4.2. Sayısal Optimizasyon Teknikleri
1.1.4.2.7. Yapay Zeka Uygulamaları (Popülasyon Tabanlı Teknikler)
partilhar/compartilhar quando posto em relação com a disputa, constituem
reciprocamente um exemplo de aceitação e de negação do outro na convivência. A aceitação se dá no instante em que dois ou mais integrantes dividem o desejo comum pela disputa, mas a disputa por algo implica na suspensão da aceitação do outro na convivência (MATURANA, 1995, 1997, 1998, 2001), (MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004), (MATURANA; REZEPKA, 2000).
Observado que o que nos envolve no GGTP é aquilo que nos une, uma base emocional que nos unifica em um projeto comum, ou seja, a ginástica geral. Observado ainda que, para Maturana (1998), as relações humanas acontecem sempre a partir de uma base emocional que nos unifica em um projeto, que a priori é de convivência, apresentamos outro fragmento, expressão de linguagem que compartilham e ilustram as considerações: “...acredito que vai ser cada vez melhor, porque somos muito unidas e queremos muito bem umas as outras e a ginástica também” (Caroline Bezerra). Nesse sentido, a GG constitui um afazer, que se revela no linguajear e no
emocionar dos atores sociais, constituindo-se um bem comum. Para defender
esse bem que todos compartilham o valor, faz-se necessário a união: “...procuramos crescer juntas, ou seja, vencer os obstáculos unidas, isso nos ajuda a ficar mais próximas uma da outra” (Fabrícia); “[...] O que nos faz fortes é a nossa união” (Pollyana). Entendemos assim, que a união é valorizada no grupo, e em si, surge como uma fraternidade não oficializada que se explica a partir do desejo comum, das interações e da aceitação do outro como legítimo outro na convivência.
A união pertence ao domínio das interações, portanto, é agregadora. A mesma envolve os sujeitos numa relação em torno de um bem comum, articulando propósitos individuais (MATURANA, 1995, 1997, 1998, 2001), (MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004), (MATURANA; REZEPKA, 2000). Quando esses propósitos individuais se tocam urdem uma teia de interesses que não perde o seu sentido individual, mas acabam revelando o interesse coletivo que no caso do GGTP é o fazer gímnico. Portanto, compreendemos
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também que, a prática da ginástica geral, objeto de desejo comum, atrai pessoas para o convívio.
Vejamos a seguinte fala: “[...] Graças à união de todas nós, ginastas e a dedicação do Professor Leonardo, a coreografia estava pronta” (Fernanda). Ao se expressar, Fernanda expõe que a união, além da dedicação, são fatores que contribuíram para o êxito do trabalho. O fragmento posto se reporta ao episódio da viagem de parte dos integrantes a cidade de Campinas, interior de São Paulo, oportunidade em que participamos do Fórum Internacional de Ginástica Geral, em agosto de 2007. A viagem passou a ser um objeto de desejo comum e, nesse sentido, foi possível verificar a materialização de valores como união, partilha, solidariedade, cooperação, só para citar alguns. Vejamos outro trecho da fala de Fernanda que afirma as avessas, a mesma idéia: “... Não nos saímos bem em relação a nossa primeira apresentação, acho que foi falta de concentração e também por que estivemos separadas o dia inteiro, umas fazendo cursos outras se divertindo. Faltou a energia do grupo na hora da apresentação” (Fernanda). O que implicou na má apresentação do grupo foi o rompimento do desejo comum, ou seja, o interesse pela ginástica. A separação e o distanciamento só confirmam a diluição de interesses naquele momento.
“[...] Sinto orgulho de fazer parte de um grupo unido. Aquilo que um dia foi uma experiência nova pra mim, ainda hoje não deixa de ser” (Pollyana). Esse tipo de experiência não caduca, visto que no dia-a-dia a mesma é renovada de forma recursiva, na interação entre os atores sociais e desses com outros sistemas, principalmente se consideramos os princípios da ontogenia e da convivência. É no operar na linguagem, na interação do sujeito com os demais participantes, ou com outros sistemas vivos implicados em algum desejo comum, que o sentido de união se renova.
Compreendemos que o fazer gímnico na coletividade depende da união entre sujeitos, sendo essa a condição pela qual um ator social aceita o outro na convivência. Para Maturana e Rezepka (2000, p.14 - 15), o amor “é um domínio de condutas relacionais através das quais o outro surge como legítimo outro em convivência com alguém”, nesse sentido, pensamos a união no GGTP, também como uma manifestação amorosa, por envolver pessoas em
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condutas relacionais em que o outro é tomado como legítimo outro em convivência. Isso implica pensar o exercício do linguajear e o emocionar na convivência como essenciais para a condição humana, sendo o amor a emoção latente que nos eleva a essa condição.
Ao mergulharmos nas falas dos atores sociais, buscamos removê-las em busca dessa disposição corporal que constitui a operacionalidade das ações que nos fazem sujeitos amorosos.
A ginástica para mim tem grande importância, porque me sinto a vontade, tenho várias amigas – tenho um grande carinho, um grande amor por todos da ginástica – aprendi muitos valores, como confiança. Passei a confiar mais nas minhas colegas e principalmente no professor (Pollyana).
Antes de um valor ético, percebemos a partir de Maturana e Verden- Zöller (2004), que o amor pertence ao domínio das emoções. Quando o sujeito interage, ele já manifesta aí uma condição amorosa (MATURANA; VERDEN- ZÖLLER, 2004). É no convívio que o indivíduo vive com outras pessoas diferentes emoções que se manifestam de diferentes formas, por exemplo, os afetos. As manifestações afetuosas constituem emoções que ocorrem na própria convivência e que estamos denominando de amor.
Essas condutas amorosas se renovam diariamente, pelo fenômeno recursivo que se produz nas interações. As manifestações de afeto são tão vitais para a manutenção das interações, quanto é as interações para a manifestação do afeto. Talvez essa reciprocidade ajude a compreender melhor o que afirma Cyrulnik (2005, p.12): “O afeto é um compromisso tão vital que, privados dele, tendemos a nos apegar de qualquer acontecimento que faça aparecer um fio de vida em nós, não importa a que preço: estar sozinho é o pior sofrimento...”. Portanto, ser companheiro é existir com o outro, o que nos permite pensar e apostar numa existência amorosa.
É no convívio que nós, atores sociais do GGTP, observamos no interagir a reciprocidade das condutas afetuosas que aqui estamos designando por indicadores éticos, entre os quais, a responsabilidade. A responsabilidade é um dos valores mais recorrentes entre nós. Podemos visualizá-la em diferentes momentos.
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