1.1.4. Optimizasyon Metotlarının Sınıflandırılması
1.1.4.2. Sayısal Optimizasyon Teknikleri
1.1.4.2.1. Doğrusal Programlama
Estaremos abordando e discutindo nesse capítulo os indicadores éticos e seus sentidos para os integrantes do GGTP, enquanto conteúdos que implicam em condutas relacionais da convivência. Verificaremos ao longo do texto que a associação dos domínios do emocionar com o linguajear constituem o que estamos designando por convivência, entendendo que a mesma se dá, a princípio, na partilha de um desejo comum como propõe Maturana (1995, 1997, 1998, 2001). Enfatizamos que os indicadores aqui tratados são expressões das interações dos atores sociais envolvidos nessa pesquisa, o que não permite qualquer iniciativa em constituírem por si, ou em si, um código ético rígido, visto que os mesmos correspondem ao produto recursivo do operar na linguagem como proposto por Maturana no conjunto da obra.
A união, por exemplo, é um dos indicadores éticos. A mesma foi apontada por 80% dos atores sociais analisados. Os mesmos expressaram sentidos para compreender a união no convívio entre os pares e a importância desse aspecto ético para a vida do grupo.
O GGTP é um grupo de pessoas unidas que tem como objetivo mostrar nosso trabalho. O nosso objetivo maior é o que nos uni. [...] A união do nosso grupo é muito importante para a realização do nosso trabalho. Por isso, é que amo todos do GGTP e sei que ninguém consegue sair do grupo sem levar consigo um sentimento especial pelas pessoas ou por parte delas (Caroline Diniz).
A partir do fragmento, observamos que Caroline Diniz percebe a união como uma característica ética do grupo, assim como, conseqüência de uma amorosidade. Para Maturana (2000, 2001), a convivência é resultado de dois domínios, o emocionar e o linguajear. O que nos faz pensar que as interações são manifestações de partilhas de saberes e emoções que se dão na convivência, e que, as interações só são possíveis na união. Observamos que a união apresenta-se como expressão do que estamos considerando convivência.
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Compreender a importância da convivência com outros é reconhecer, em parte, a importância que os outros tem no todo. “Quando digo que a GGTP é uma família, eu não o digo apenas por dizer. Existe uma razão pra isso, e essa razão é a união e a amizade que compartilhamos [...]” (Llows). No sentido inverso, expõe Llows o reconhecimento da importância do todo quando se refere às partes. Expõe, portanto, a importância das partes para o todo e do todo para as partes. Nesse sentido, compreendemos que os domínios que unem os atores sociais, ou seja, o linguajear e amor, também são partes que constitui o todo, aqui tomada como convivência.
“Convivência é quando as pessoas se vêem com freqüência, conversam e mantém uma rotina entre elas. Manter uma rotina com o outro é estar sempre ao lado de alguém, agindo em conjunto, unidos” (Stephany). Ao tentar conceituar a convivência, o sujeito afirma a necessidade do outro na manutenção dessa estrutura coletiva e, também, da troca de saberes, ou seja, da aprendizagem. Acena Stephany para uma possibilidade de compreender porque a partilha, assim como a união, entre outros, são apontadas como virtudes pela maioria dos sujeitos analisados nessa pesquisa. Para tanto, tomemos a partilha/compartilhar para pensarmos inicialmente esses sentidos.
Partilhar e compartilhar, do mesmo gênero semântico, são sinônimos e indicam a divisão, a repartição de algo. Ambos constituem um dos indicadores éticos, produtos da convivência no GGTP. Estamos considerando aqui a partilha no sentido de troca, de compartilhamento de desejos comuns que se dão na interação entre sujeitos na convivência, como sugerido em geral por Maturana, nas obras aqui citadas, ou de forma mais específica, a partir da biologia do amor (2004).
Para Maturana (1998), ao gerarmos na convivência um projeto, nos unimos em torno de um desejo comum e, assim, constituímos um espaço de aceitação mútua. A convivência é produto das interações, sendo as interações frutos de um desejo comum (MATURANA, 1998). O desejo comum que nos une no GGTP é o fazer gímnico. A prática em si não é o que conduz os atores sociais da relação à condição de entes – o outro como objeto de desejo no relacionamento (AQUINO, apud ABBAGNANO, 2007, p. 122) – mas a condição
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dessa prática como objeto de desejo comum. É deste objeto de desejo comum que provém um objetivo comum: mostrar o trabalho produzido no grupo.
Compreendemos, contudo, que o desejo comum tanto pode despertar a conduta de partilha como a de disputa. Quando disputamos o objeto de desejo, negamos o outro como legítimo outro na convivência. Já quando compartilhamos o desejo, afirmamos o outro como legítimo outro na convivência. O que diferencia a constituição de um quadro de convivência com o de disputa é a possibilidade de disposição corporal, em aceitar o outro como legítimo outro da convivência, como já identificamos no conjunto das obras de Maturana, aqui citadas.
Portanto, compreendemos que a reciprocidade da aceitação dos atores sociais como legítimos outros da convivência nos conduz às interações que nos tornam parceiros, compartilhando o mesmo desejo. De outra forma, quando negamos o outro como parceiro frente ao desejo comum, passamos a uma negação de interações com esse sujeito, disputando o objeto de desejo e o tomando como adversário. Compreendemos assim que, não é o desejo comum que conduz a uma conduta de aceitação ou negação do outro como legítimo outro da convivência, mas a nossa disposição corporal em nos emocionar com o outro, ou não, em torno deste objeto de desejo. É neste sentido que compreendemos que, o desejo comum tanto pode rivalizar pessoas como torná-las companheiras, caso específico dos integrantes do GGTP.
As condutas relacionais que se dão no âmbito das aulas do Grupo Ginástico da Escola Municipal Terezinha Paulino, ou seja, no domínio de congruência entre os atores sociais e o meio onde estamos convivendo, constituem os próprios indicadores que na condição de gesto, constitui a aceitação ou negação do outro na convivência. Compreendemos que ao aceitar o outro como legítimo outro na convivência, nós nos conduzimos com o outro numa relação de boa convivência. De outra forma, quando negamos o outro como legítimo outro na convivência, nossa conduta refuta a interação com o outro, conduta essa indesejável, principalmente quando buscamos o caminho da boa convivência.
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