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TARİHİ YAPILARDAN DÖNÜŞTÜRÜLEN MÜZELER: TEKİRDAĞ ARKEOLOJİ VE

A. Esra BÖLÜKBAŞI ERTÜRK 2

3. Tekirdağ Arkeoloji ve Etnografya Müzesi 1. Yapının Tarihçesi ve Konumu

3.3. Yapının Müze Binası Olarak Değerlendirilmesi

Entre as principais características das penas, realizaremos um breve estudo, sendo destacadas as que mais interessam ao objeto deste trabalho, dando-se ênfase a alguns dos princípios que as norteiam. São elas:

a) Legalidade: encontra-se contida no axioma nulla peona sine lege, de forma que não se admite pena que não se encontre prevista em lei vigente (arts. 1º do Código Penal e 5º, XXXIX da Constituição Federal). Relaciona-se a legalidade tanto à pessoa do deliqüente quanto à finalidade de prevenção geral pela intimidação.

b) Personalidade ou intranscendência: possui a pena caráter personalíssimo, em razão de consistir numa “ingerência ressocializadora do indivíduo”15, só atingindo ao autor do

crime, de forma que não pode passar da pessoa do condenado (art. 5º, XLV da Constituição Federal).

c) Proporcionalidade: deve a pena ser proporcional ao crime, de forma que se vincula essa característica à finalidade retributiva (art. 5º, XLVI e XLVII da Constituição Federal). A partir da nova redação do art. 59 do Código Penal (pós- reforma de 1984), previu o legislador

14 Promotor de Justiça do Estado de São Paulo e professor Direito Penal e Processo Penal no curso Professor Luís

Flávio Gomes (LFG), em informação verbal na aula ministrada no dia 23 de novembro de 2005, na cidade de São Paulo.

expressamente o princípio da proporcionalidade ao prever que a fixação da pena pelo juiz tem que se dar conforme seja “necessário e suficiente para a reprovação e prevenção do crime”.

Cesare Beccaria (1999, p. 37) foi um dos preconizadores desse princípio:

“Não somente é do interesse de todos que não se cometam delitos, como também que estes sejam mais raros proporcionalmente ao mal que causam à sociedade. Portanto, mais fortes devem ser os obstáculos que afastam os homens dos crimes, quando são contrários ao bem público e na medida dos impulsos que os levam a delinqüir. Deve haver, pois, proporção entre os delitos e as penas”.

d) Individualidade: em conformidade com o princípio da individualização da pena, devem a imposição e o cumprimento da pena ser individualizados de acordo com a culpabilidade e o mérito do sentenciado (art. 5º, inc. XLVI da Carta de 1988). Individualiza-se a pena porque cada réu é um e cada fato se reveste de singularidades próprias e irrepetíveis, de forma que se deve ter em vista a culpabilidade do autor pelo fato e as particularidades deste. O art. 59 do Código Penal Brasileiro e todos os demais meios de substituição de pena (sursis, livramento condicional, penas restritivas de direitos, multa substitutiva, suspensão condicional do processo) refletem a importância desse princípio no ordenamento jurídico pátrio. Prevê o Código Penal:

“Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime:

I - as penas aplicáveis dentre as cominadas;

II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade;

IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível.”

O princípio da individualização da pena incide em três momentos distintos, conforme ressalta José Antônio Paganella Boschi (2000). Numa primeira fase, tem-se a cominação da pena em abstrato com o enquadramento da conduta e a definição do tipo de pena aplicável,

bem como de seus limites. A seguir, tem-se a fase da aplicação da pena, em que o magistrado, analisando o caso concreto e a culpabilidade, determina a espécie de pena dentre as previstas em lei e, dentro dos limites por ela traçados, fixa a pena correspondente para que se atendam às finalidades preventiva e retributiva. Por fim, chega-se à fase de execução, a que mais se aproxima do objeto do presente trabalho, que se dá com a execução da pena. Inaugura-se esse momento com o trânsito em julgado da sentença, podendo intervir além do juiz da execução e o Ministério Público, outros órgãos da Administração Pública.

Na fase de execução, os condenados serão classificados segundo os seus antecedentes e personalidade (art. 6º da Lei 7.210/84 – Lei de Execução Penal), sendo essa classificação realizada por Comissão Técnica de Classificação, que elabora o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao condenado ou preso provisório.

De acordo com o princípio da personalização ou da individualização da pena na execução penal, cada execução terá destinatário próprio e individualizado. Para tanto, existe a classificação realizada pela Comissão Técnica de Classificação, conforme ressaltado, quando da aplicação de pena privativa de liberdade.

Na prática, todavia, o que se observa, não obstante as determinações da Lei de Execução Penal, é o recolhimento dos presos às penitenciárias para o cumprimento de penas em ambientes coletivos, sem infra-estrutura condigna tampouco trabalho.

Infelizmente, em nosso país, a individualização da pena na fase de execução consiste ainda em garantia vaga, diante dos graves problemas que afligem o sistema penitenciário nacional, de forma que não se pode afirmar que exista de fato uma ressocialização do delinqüente nas penas de reclusão e detenção, a despeito das previsões legais existentes.

e) Humanidade: devem as penas se inspirarem no respeito à pessoa humana, sendo vedadas as penas de morte, salvo em caso de guerra declarada, perpétua, de trabalhos

forçados, de banimento ou cruéis (art. 5º, XLVII da Constituição Federal). O princípio da humanidade possui clara inspiração liberal-iluminista, sendo um divisor de águas entre opressão e libertação, surgindo como reação às penas cruéis da época.

Estabelece a Declaração de Direitos do Homem, aprovada na Assembléia Geral da ONU, em seu art. 5º que ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

A Constituição Federal de 1988 prevê, além do inc. XLVII do art. 5º, outros dispositivos que consagram o princípio da humanidade das penas, garantindo, por exemplo, ainda em seu art. 5º, o respeito à integridade física e moral dos presos (inc. XLIX) e às mulheres condenadas condições para que possam permanecer com seus filhos durante a amamentação.

Aderiu o Brasil, em 1992, ao Pacto de San José da Costa Rica (Convenção Interamericana de Direitos Humanos), o qual dispõe em seu art. 5º, nº 2 que “ninguém deve ser submetido a torturas, nem a penas ou tratos cruéis, desumanos ou degradantes. Toda pessoa privada da liberdade deve ser tratada com respeito devido à dignidade inerente ao ser humano”16.